• 4 de julho de 2022 07:03

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Paulo Octavio marco 2022

Banda de rock ADjani lança primeiro disco

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Banda de rock ADjani lança primeiro disco

Grupo brasiliense tem produção de álbum assinada por Phillippe Seabra

Por: Lorena Carolino

Brasília recebeu o título de “capital do rock” por revelar diversos talentos musicais em meados dos anos 80. Algumas décadas depois, surge a banda “ADjani”, com dois amigos unidos pela música e pelo rock. Adilson Farias e Djan Pereira, não mediram esforços para que o primeiro álbum “Mil Maneiras” fosse lançado em 2017. A produção é assinada por Phillippe Seabra, vocalista da Plebe Rude. A banda foi batizada por Phillippe, em uma junção dos nomes do vocalista Adilson e do guitarrista Djan, formando então a “ADjani”.

Adilson foi apresentado a Phillippe por um amigo em comum, mas a idealização do projeto não aconteceu no primeiro momento. “Eu mostrei uma música para o Phillippe, mas o projeto não deu certo. Quatro anos depois, tive a oportunidade de reencontrá-lo e então começar a produção do álbum, em dezembro de 2014, lembra. O processo de produção do álbum durou cerca de dois anos e meio para ser concluído.

Fator fundamental para o lançamento do álbum “Mil Maneiras” foi a participação de Phillippe Seabra como produtor. “Ele é muito exigente e profissional. Nós mostramos para ele a ideia e ele tratou a música como uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Ver a página em branco tomar forma é trabalhoso, mas nos estimula a dar o melhor”, conta Djan.

A história da banda começou em 2005, quando os dois amigos decidiram compor músicas autorais e com arranjos próprios. “Eu convidei o Djan para vir até a minha casa e pedi que trouxesse o violão. Ele estava dedilhando algo muito agradável de ouvir e então eu perguntei de quem era aquela melodia. Ele respondeu que estava criando naquele momento. E então, surgiu a ideia de compor uma música”, conta o vocalista.

A banda é composta por dois servidores públicos e um consultor de tecnologia da informação, que nutrem um amor pela música. Adilson e Djan estão juntos há mais de dez anos e, recentemente, o baterista Eduardo Torres ingressou na equipe. As primeiras composições foram feitas de forma despretensiosa. “Nós sempre fizemos composições porque amamos, sempre foi o nosso prazer. Como nós temos outro trabalho e não vivemos da música, não começamos a compor com a intenção de formar uma banda de rock, as coisas foram acontecendo”, afirma Adilson.

As músicas do álbum são a representação de mais de 10 anos de dedicação. Algumas canções foram escritas no início da trajetória da banda, por exemplo, a música “Mercado Central” de 2005. Outra faixa de destaque é “Paraíso”, que foi uma canção que tomou forma rapidamente e se tornou um estímulo para que as demais melodias saíssem.

Um diferencial da banda é a divulgação das músicas. Os idealizadores optaram por “presentear” as pessoas com as canções. O recurso financeiro foi empregado para que o material saísse, porém, o álbum pode ser acessado por meio das plataformas digitais sem qualquer custo.

Os integrantes da ADjani, que se inspiram em nomes da jovem guarda, rock clássico e pop, já estão preparando o próximo trabalho. As canções já estão sendo escritas e os arranjos pensados.

Novo cenário do rock em Brasília

O rock tem ocupado menos espaço do que o esperado nos últimos tempos. Uma das críticas

é a falta de entrosamento entre os músicos do segmento. Para o baterista da Adjani, Eduardo Torres, o incentivo é fundamental para o crescimento da música autoral. “O mundo do rock está bem fragmentado e alguns músicos não vão para eventos para prestigiar outros, só vão se forem se apresentar. Isso é ruim pois cria um ambiente individualista. Gostaria que as pessoas pensassem: eu não vou tocar hoje, mas eu vou lá prestigiar”, afirma.

Para o guitarrista Djan, o que falta é espaço disponível para apresentação. “Existem casas que até dão espaço para a banda autoral, mas em dias que a casa está mais vazia, com pouco movimento”. Fazer apresentações na cidade e parcerias com outras bandas também é uma aposta dos músicos, além de usar plataformas digitais para expandir o som em Brasília.

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