• 26 de maio de 2022 22:04

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Sustentabilidade na prática

Nunca o discurso da sustentabilidade foi tão sentido na prática. Consumimos os recursos de maneira na maioria das vezes irresponsável, achando que a falta dos recursos naturais era algo distante, o que tornava a prática da sustentabilidade assunto que deveria ser tratado pelas gerações futuras. Desde setembro do ano passado, o Colégio CIMAN produz energia limpa e renovável, proveniente da captação da energia solar feita por 630 painéis fotovoltaicos, de 2 metros quadrados cada, que cobrem os quatro blocos da unidade Octogonal. Hoje, é única escola no DF a gerar 100% de toda sua energia elétrica por meio do Sol. “Desde que construímos o prédio, pensamos em explorar a energia solar. Agora, o equipamento se tornou acessível e o investimento deverá se pagar em seis anos”, explica o diretor-geral do Colégio CIMAN, professor Atef Aissami.

Professor Atef Aissami

Em média, o CIMAN Octogonal consome 29 mil kW/h por mês de energia elétrica. Com o sistema de produção de energia solar, entre 95% e 100% desse gasto deverá ser coberto. “Já estamos com excedente e créditos junto a CEB”, diz o diretor-geral. Isso porque, depois de captado pelos painéis, o calor do sol se transforma em energia contínua, que, ao passar por um inversor, se torna energia alternada, que é enviada para a rede elétrica da CEB. “Se usarmos menos do que produzirmos, teremos sobra de energia, que cairá direto na rede; se for menor, pagaremos a diferença”, acrescenta o diretor, explicando que  a variação de produção depende de épocas chuvosas e secas e da quantidade de calor recebida a cada dia, com diferenças já previstas, também, entre as quatro estações do ano.

Os ganhos, porém, vão muito além da conta da CEB. “Trata-se de uma ação com muitas vertentes. Quando investimos na sustentabilidade, estamos educando com o exemplo. Nossos alunos entenderão, também, a preocupação da escola em evitar jogar dióxido de carbônico – CO2 na atmosfera, já que deixaremos de emitir 40 mil quilos desse gás por ano”, completa Atef Aissami. E tudo isso pode ser conferido na instituição, em um telão instalado no hall de entrada, com atualização automática, para que a comunidade acompanhe a quantidade de energia produzida e a quantidade de CO2 economizada pela escola, resultado do desempenho da captação de energia solar.

Para levar esse conhecimento aos estudantes, o diretor-geral do CIMAN visitou os 5ºs anos, série em que se começa a estudar o assunto, para mostrar como funciona o sistema de produção de energia limpa e renovável na instituição. “Os alunos já dominam os conceitos básicos de energias renováveis. Então, pudemos partir do macro para a realidade da escola. Falamos de compensação, de economia e de como será nossa produção. Todos estavam curiosos e foram muito participativos”, conta o professor Atef Aissami.

Outra novidade sustentável da escola neste ano está em dois sistemas naturais coordenados, instalados para amenizar os dias quentes e secos do Distrito Federal. Depois de buscas e testes, as salas de aula das duas unidades ganharam umidificação baseada em dutos de água acoplados aos ventiladores. Em lugar dos aparelhos de ar-condicionado, nocivos à saúde e ao ambiente, o CIMAN aderiu a um modelo de vaporização de gotículas de água que se dispersam no ar pela força eólica. “Quando fizemos os primeiros testes em algumas salas de aula, tivemos logo a aprovação das professoras e dos estudantes, que sentiram a diferença positiva causada pelo sistema”, lembra o diretor-geral.

Outra novidade contra o calor foi a instalação, nos telhados das duas unidades, de exaustores com a finalidade de retirar o ar quente do ambiente. “No ginásio coberto do CIMAN Cruzeiro, essa instalação foi feita juntamente com o isolamento acústico, para diminuir o vazamento de barulho para a vizinhança. Alcançamos, com isso, mais uma vez, o objetivo preservar nosso ótimo relacionamento com os moradores dos prédios ao lado, que merecem tranquilidade em seus momentos em descanso”, lembra Atef Aissami. Em outro passo em prol da sustentabilidade, nas duas unidades, mais de 1.500 lâmpadas já foram substituídas pelas de LED, mais econômicas e duráveis – procedimento que seguirá até a substituição total das lâmpadas.

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