• 15 de agosto de 2022 03:52

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Projeto Leitores para Sempre visa estimular hábito da leitura em crianças e jovens

Segundo aponta a pesquisa Retratos da Leitura, realizada pelo Ibope, por encomenda do Instituto Pró-Livro, em 2017, 44% da população brasileira não lê livros e 30% nunca comprou um livro. A garotada encabeça o ranking apontado pela pesquisa no gosto por ler. Adolescentes entre 11 e 13 anos são os que mais leem por prazer (42%), seguidos por crianças de 5 a 10 anos (40%). De acordo com a pesquisa, os fatores que mais influenciam na escolha de um livro são dicas de professores. Elas funcionam melhor que todas as outras opções para crianças entre 5 e 10 anos.

Mais do que nunca, se faz necessária a formação de leitores, cujo hábito vá além de uma atividade destinada apenas à apreensão de um conteúdo ou a um estudo. Ela deve ser, antes de tudo, uma prática cidadã. Nessa formação, as escolas têm papel fundamental no desenvolvimento do hábito da leitura. Funcionam como mediadoras ao apresentar obras e autores às crianças nos seus primeiros passos pelo mundo dos livros.

No Colégio CIMAN, os professores estimulam a leitura explorando práticas que instigam os alunos por meio do projeto Leitores para Sempre, com ações que tornam mais leve o contato com o livro. “Deixamos de lado o ler apenas para estudar e valorizamos o ler para conhecer e se divertir”, diz Suzy Willik, coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental I do CIMAN Octogonal. Nas atividades, o livro funciona como uma descoberta e a curiosidade é sempre o ponto de partida. Ao apresentar um título, o educador vai além da história contada. Utiliza as ilustrações, a carreira do autor e tudo o que a obra oferece – vale até se fantasiar como o personagem. Em outros momentos, embora o professor saiba com quais obras os alunos mais se identificam, ele pede aos estudantes sugestão de títulos querem ter no acervo circulante da sala de aula.

No Ensino Fundamental I – faixa etária entre 6 e 10 anos –, o educador lê junto com os alunos e depois media um pequeno debate. O estudante fica tão instigado para saber o final da história que naturalmente a leitura ocorre, sem que o professor tenha pedido. Em outra ação, é explorada a vida do autor, para que os alunos conheçam e tenham referências sobre escritores brasileiros, seus estilos e importância na literatura. É feita uma pré-seleção de títulos e o educador leva para a sala de aula uma caixa com a obra e a ficha biográfica do autor.  Ali, são trabalhados aspectos sobre a produção da obra – quem são os ilustradores, por exemplo. Essa ação aproxima os leitores de quem cria os livros e, de certa forma, responde às dúvidas que eles têm sobre o nascimento das obras. O resultado desse trabalho? Os alunos têm participação ativa no desenvolvimento do hábito da leitura. Eles indicam livros para o acervo da escola e opinam sobre os títulos, o que acaba estimulando outras crianças da sala de aula a lerem de forma natural.

É fato que há elementos essenciais no universo da literatura capazes de despertar no aluno a vontade de ler. Desde muito pequenas, as crianças podem ser inseridas nesse universo e perceber a magia e a fantasia que há nas páginas de uma grande história. E, ao dar-se conta do que um bom livro pode proporcionar, é bem provável que elas já comecem, nas séries iniciais, a descobrir que ler vale muito, mas muito a pena. “Cabe à escola e à família, conjuntamente, o papel de buscar alternativas, explorar caminhos para fazer da sala de aula e de casa ricas fontes de formação de bons leitores”, completa Suzy Willik.

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