• 19 de maio de 2022 18:42

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A pré-candidatura de Cristina Roberto a deputada federal pelo DF recupera ideais de cuidados com a saúde alimentar; incentiva o empreendedorismo dos trabalhadores e trabalhadoras; abre uma nova frente de valorização da cultura e ainda reforça a luta em defesa dos direitos humanos. Conheça essa pré-candidata que promete reacender a esperança na política como espaço de criação de soluções para o bem-comum.

É bom demais. Esse slogan sintetiza com fidelidade o espírito de Cristina Roberto, pré-candidata a deputada federal cuja história de vida tem muitos laços com o Distrito Federal e seus habitantes.

É difícil saber qual tem mais influência sobre a outra. Se é Cristina que define Brasília ou se foi Brasília que fez dela essa mulher corajosa, alegre, capaz de dialogar com o que há de mais novo no horizonte. Certo é que as duas se confundem e se completam numa vida comum de quase 50 anos.

O slogan é #É BOM DEMAIS remete ao restaurante e espaço cultural criado por Cristina Roberto nos anos 1980. Foi ali que as artes e a cultura da capital federal contribuíram para dar a Brasília uma identidade própria. “A luta contra a ditadura estava avançando. O restaurante foi um catalizador desse ambiente de efervescência, de criatividade e, principalmente, de exercício de liberdade política e cultural. Foi um marco na vida de Brasília e na formação de grande parte da juventude que ajudou o país a reconstruir a democracia nos anos e décadas seguintes”, relembra Cristina Roberto.

O que as urgências daquela época têm a ver com os dias de hoje? “Tudo, tudo”, Cristina responde rápida e energicamente. O olhar se assombra e logo em seguida volta a brilhar. “Hoje, vivemos tempos sombrios como naquela época. Agora temos, novamente, a tarefa de reconstruir a nossa democracia, de devolver a cidadania ao nosso povo e a soberania ao nosso país”.

Nana Caymmi

Cristina Roberto faz uma enorme lista dos retrocessos causados pelo golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff e alçou ao poder um grupo de usurpadores sem qualquer compromisso com o Brasil. A reforma trabalhista, o desemprego de 13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, a fome, a violência galopante, as doenças e a precariedade dos serviços de saúde, as perseguições, a injusta prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva são alguns dos retrocessos citados por ela.

“Lula é preso político. Foi colocado atrás das grades por um grupo de justiceiros que está fazendo de tudo para afastar das urnas o candidato escolhido pela maioria dos brasileiros. Isso é uma barbaridade, uma agressão ao estado de direito e uma afronta aos brasileiros”. Cristina se revolta contra os abusos de poder e também contra a ocupação dos espaços públicos por grupos econômicos.

Tirem o veneno da nossa mesa – “Prestem atenção no que o Congresso Nacional está fazendo”, alerta a candidata a deputada federal anunciando um dos seus temas prioritários. “Se não agirmos rapidamente, e com muita firmeza, eles vão colocar mais veneno na nossa alimentação”. Cristina Roberto se refere ao projeto de lei que está tramitando na Câmara Federal, que autoriza o aumento do uso de agrotóxico da agricultura. Indignada, ela ressalta que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo.

Renato Matos

Muitos desses venenos são proibidos em todos os países da União Europeia e aqui continuam sendo usados livremente mesmo com a comprovação de que causam doenças e mortes. “Vou lutar com todas as minhas forças para reverter essa situação. O que nós temos que fazer é votar leis para que tirem o veneno de nossas mesas”.

Cristina sabe o que está dizendo. Na cozinha, é precursora da defesa da comida saudável, dos alimentos orgânicos, da utilização de ingredientes do cerrado em sua gastronomia e do combate ao uso do agrotóxico. Ela tem credenciais mais do que reconhecidas para enfrentar questões como o lobby dos agrotóxicos e para tomar a frente na luta pela segurança alimentar, um direito ainda tão pouco respeitado no Brasil.

Marcelo Beré, Udi Grudi

Mulher, mãe, avó, cozinheira-empreendedora e militante cultural, Cristina sempre atuou com consciência de que cada gesto, cada palavra, cada ação sua tem repercussão política. É esse potencial transformador, cheio de esperança em um mundo melhor, que ela está trazendo para a sua candidatura e pretende levar para o Congresso Nacional. “Precisamos tirar o país da inércia, afastar para sempre a sombra do atraso que está envenenado não só a comida, mas todas as nossas relações sociais. Precisamos recuperar o respeito e a confiança em nós mesmos. Vamos tirar o país das mãos dessa minoria que só explora nossas riquezas e nossa gente. O Brasil pode ser bom para todos os brasileiros e brasileiras. Aliás, pode ser bom demais. É para isso que lutamos”.

A transformação começa em nós – Cristina fala com a energia dos empreendedores. Ela não tem medo de enfrentar dificuldades e encarar desafios. O restaurante Bom Demais nasceu de uma inquietação e da vontade de fazer algo positivo, transformador e coletivo.

Toninho Horta e Elisete Cardoso

De dia, o restaurante oferecia comida natural, algo quase desconhecido nos 80. À noite, o cardápio era arte e cultura de todo jeito. No palco aberto do Bom Demais passaram quase todos os artistas brasilienses, grandes nomes da MPB brasileira, além de poetas, escritores, performáticos e quem mais tivesse algo artístico e criativo a dizer. Tudo que estava acontecendo de novo no Brasil e no mundo, de alguma forma, transitou naquele espaço criado para cuidar do corpo, abrir as mentes e provocar mudanças.

“Naquela época estávamos aprendendo que o cuidado com o corpo e o compromisso com a alimentação têm forte carga política, assim como a liberdade de expressão e os direitos civis em geral. O Bom Demais reunia tudo isso de forma inovadora. Era um campo de experimentação e de avanços em todos os sentidos. Ali nós descobrimos que a colaboração, a criação, e a busca do bem-estar coletivo têm potência transformadora. É exatamente essa potência que estamos reativando para enfrentarmos os ataques às conquistas que tivemos nas últimas décadas”.

Quase 40 anos depois, Cristina Roberto continua inquieta, inconformada com as injustiças, e motivada a assumir novos compromissos em nome do bem-comum. O cenário de hoje é bem diferente daquele dos anos 80, quando a sociedade brasileira estava mobilizada contra a ditadura e unida em torno da esperança da redemocratização.

Nos dias atuais, o clima é de descrença na política e de desinteresse nas eleições de outubro. É nessas horas que os mais preparados e mais dispostos são chamados a contribuir. “Eu pensei mil vezes se deveria concorrer a um cargo público, mas não vi outro jeito. Quando eu penso no PL do veneno; quando eu vejo as pessoas empreendendo sem qualquer apoio do Estado; quando eu vejo o racismo, a perseguição e o ódio à população LGBT; quando eu olho para meus filhos e para meus netos, eu não tenho dúvida de que o futuro só será bom se eu fizer alguma coisa. Por isso, eu decidi me candidatar a deputada federal. O futuro que eu quero é bom demais. E eu vou atrás dele”.

Nem um direito a menos – Se hoje as mulheres ainda enfrentam discriminação e preconceito, quarenta anos atrás, quando Cristina Roberto decidiu tocar um negócio próprio, a barra era muito mais pesada.

“O mundo dos negócios e o setor de gastronomia eram campos dominados pelos homens. Mulher só era aceita na cozinha de casa. Eu tive que enfrentar uma pedreira. Doeu, foi difícil, mas eu resisti. Até hoje tenho que lutar pelo meu espaço, por isso, sei como é importante construir políticas públicas de igualdade”.

Depois de importantes avanços, como a instituição de políticas afirmativas e do reconhecimento de direitos de grupos historicamente discriminados, o Brasil está regredindo. Negros, LGBTs, índios, mulheres, populações da periferia e do campo estão sofrendo novas e cada vez mais duras ameaças.

Caetano Veloso

Hoje há candidatos que se opõem abertamente aos direitos desses grupos. Um candidato a presidente da República, por exemplo, defende salário menor para mulheres. Há grupos se organizando para eleger o maior contingente possível de parlamentares contra os direitos dos LGBTs, contra cotas para negros, contra o ensino público gratuito, contra o aborto, mas a favor da pena de morte e de outros descalabros impensáveis no século 21.

Neste campo, a candidatura de Cristina Roberto ganha importância ainda maior. Sem um voto expressivo em nomes que defendam os direitos constitucionais, as bancadas do atraso tendem a crescer. “Temos que enfrentar as bancadas BBB – Boi, Bala e Bíblia com o bem e o bom, com o justo e o correto para todos. Ou nos posicionamos agora, ou teremos que aceitar quatro ou mais anos de trevas, dor e sofrimento”, alerta Cristina ressaltando que todos os brasileiros têm direitos iguais. Portanto, esses grupos de ódio que estão se infiltrando nas instituições brasileiras devem banidos pelo voto e pela lei.

Direito ao trabalho e à dignidade – Com 13 milhões de desempregados e com uma população relegada à própria sorte desde a abolição da escravatura, empreender é algo natural no Brasil, mas até hoje o Estado não assumiu o seu papel nesse setor.

Em seu mandato como deputada federal, Cristina defenderá o empreendedorismo propondo caminhos de incentivos para alimentar o potencial empreendedor e criativo da população por meio de políticas públicas de fomento ao coletivismo e à economia solidária.

Cassia Eller Foto: Sandro Alves

Direito à cultura – Outro ponto de atenção do mandato de Cristina Roberto na Câmara dos Deputados será o direito à cultura, à produção e ao acesso aos bens econômicos e simbólicos proporcionados pela produção e fruição cultural.

A cultura deve ser vista não apenas como campo de produção simbólica, mas também como elemento estratégico de inclusão social e de geração de riquezas. Para Cristina, um mandato comprometido com o desenvolvimento humano tem que ter a cultura permeando todas as dimensões da vida dos indivíduos e da sociedade.

Ela promete lutar por novas formas de financiamento e pelo fortalecimento das políticas de incentivo à produção cultural. “É preciso alargar o conceito de cultura incluindo um trabalho para que todas as expressões artísticas sejam valorizadas e acessíveis. Temos que pensar a cultura como fator de desenvolvimento sustentável do país e como oportunidade de amadurecimento e de evolução da nossa sociedade”, diz ela.

Cristina Roberto é cozinheira, empreendedora, ativista cultural e defensora de alimentação segura e saudável.

 

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