• 21 de maio de 2022 06:11

61 Brasilia

Portal de Notícias de Brasília

Adriano Siri fala sobre teatro e o trabalho da Cia de Comédia Melhores do Mundo

Nubia Paula

ByNubia Paula

ago 14, 2018
Advertisement

O grupo está em cartaz na cidade no próximo final de semana com o espetáculo Hermanoteu

Por Adriana de Araújo

A Cia de Comédia Melhores do Mundo se apresenta no Museu Nacional, em Brasília, no sábado (18) e no domingo (19), com a peça Hermanoteu na Terra de Godah. O espetáculo é uma sátira ao Antigo Testamento. Hermanoteu é um hebreu do ano zero – camarada, bom pastor e obediente –, que recebe uma missão divina: guiar Seu povo à Terra de Godah.

A obra estreou na cidade em 1995. Desde então, passou por atualizações e se tornou sucesso de audiência.  A aceitação foi tanta que o grupo se prepara para gravar o longa metragem Hermanoteu, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2019. Um dos componentes do grupo Melhores do Mundo, o ator Adriano Siri falou com a 61 Brasília a respeito da peça e do que o público pode esperar do filme.

Adriano Siri é formado em arquitetura pela Universidade de Brasília. O último a ingressar na Cia em 95, quando exerceu a função de autor e produtor da Cia. Atualmente atua. Atual contratado da Rede Globo participou dos programas: Malhação, Faustão, Zorra Total e Fantástico.

 61 Brasília: A Cia Melhores do Mundo tem 23 anos de atuação com os mesmo atores. Ao que se deve essa longevidade?

Buscamos nos renovar. Adaptar nossos espetáculos ao momento e ao público é uma facilidade e uma característica nossa. Em cada cidade que chegamos fazemos uma breve pesquisa sobre as caraterísticas locais. Ao longo das apresentações há citações da política, do nosso cotidiano, a uma celebridade ou outra. É uma forma que a gente descobriu de trazer o público para dentro da peça. Temos o cuidado de pesquisar as referências em cada local. Então, as apresentações nunca são iguais. Outra coisa que contribui é a relação de respeito de todos do grupo. Temos uma química de trabalho muito boa.

Espetáculo Hermanoteu. Foto de divulgação

Brasília 61: Na peça Hermanoteu você faz vários personagens. Tem um que goste mais?

Eu gosto de fazer todos. São pequenas entradas, rápidas e divertidas. O personagem de Jesus Cristo é um que faço com muito carinho. Ele aparece no final da peça. É sempre desafiador, pois, historicamente, não existe um nome que tenha sido mais comentado nos últimos dois mil anos.  É muito divertido fazê-lo.

 61 Brasília: Hemanoteu é uma sátira ao Velho Testamento. Houve algum mal-estar entre o público ao longo desses anos de encenação. Como equilibrar a liberdade artística e o respeito a religiões e crenças?

Tanto nesse espetáculo, como nos demais, nós procuramos fazer o humor, ser cronista da sociedade. Então, a gente observa e critica, utilizando o humor para dar o nosso recado. Mas o grupo, não pretende colocar uma opinião iconoclasta de destruir conceitos sagrados. Assim como Hermanoteu faz uma sátira ao Novo Testamento, outros espetáculos satirizam o sistema político americano, ficção científica, histórias de amor.  Não é um espetáculo agressivo à sociedade ou à religiosidade. Quem for assistir vai se divertir muito.

Brasília 61: A peça Hermanoteu vai virar um filme. Quando surgiu a ideia?

A ideia de fazer um filme surgiu há uns sete anos.  Nos últimos três anos, começamos a trabalhar o roteiro em parceria com uma produtora e o filme já está na reta final de produção.

Brasília 61: O que muda? Como será feita essa migração dos palcos para a telona?

Tivemos a preocupação de manter a relação do filme com o espetáculo. Quem já viu a peça e for assistir ao filme vai reconhecer a história. Mas haverá surpresas. Alguns personagens, por exemplo, ganham uma força maior. Realizar um trabalho para o cinema é diferente de fazê-lo para o teatro. Tivemos cuidado, para que o filme seja bem dinâmico.

Brasília 61: A agenda aumentou e o grupo tem ido para outras cidades. Como é fazer teatro, no momento econômico atual, em Brasília e em outras cidades?

Algumas capitais, sobretudo, tem uma cultura efervescente e uma produção cultural muito intensa como Rio de Janeiro, Salvador.  Brasília também tem uma produção cultural intensa, mas infelizmente, por alguns motivos nem todo esse potencial  pode ser executado. O que é ruim para os artistas e para o público. Por um lado, é muito bom apresentar aqui. Foi esse público que nos incentivou e deu toda força para conquistar tudo. Foi aqui que começamos. Mas percebemos que para outros artistas é difícil viver da arte. Normalmente, as pessoas precisam ter outro emprego; dar aula, fazer concurso. Os últimos anos não foram bons para a produção cultural. O momento econômico e politico impactaram e fizeram com que o Estado não passe perto da produção cultural do Brasil e, claro, isso não é diferente em Brasília.

 

SERVIÇO:

HERMANOTEU NA TERRA DE GODAH

Local:

Museu Nacional

Datas:

18 de agosto às 19:00 e 21:00 – sábado

19 de agosto às 20:00 – domingo

 Ingressos

R$ 90,00 inteira / R$ 45,00 meia

Concessão de meia entrada:, estudantes, acima de 60 anos , professores.

50% de desconto em até dois ingressos (inteira), Clientes Claro Clube, Assossiações e site Dboa.

60% de desconto em até dois ingressos (inteira) para Clube do Assinante

 

Pontos de Vendas:

www.tudus.com.br

Cartões de crédito (sujeito a taxa de conveniência)

Central de Ingresso Brasília Shopping

Horário de funcionamento: Seg à Sábado das 10:00 às 22:00 / Domingos e Feriados das 13:00 às 19:00

Telefone de informações: 061 3326-0251

Não recomendado para menores de 14 anos.

Nao será permitida a entrada de crianças menores de 08 anos.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.