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Presidente da Abrasel-DF, Rodrigo Freire, fala sobre 30º Congresso Nacional Abrasel e desafios do setor

Nubia Paula

ByNubia Paula

ago 14, 2018
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Até quinta-feira (16), Brasília recebe o 30º Congresso Nacional Abrasel. O evento é o maior encontro de conhecimento e inteligência do setor da alimentação fora do lar, contando com a participação dos principais líderes empresariais e da gastronomia do país. Confira entrevista do presidente da Abrasel DF, Rodrigo Freire, sobre o Congresso e os desafios do setor.

 Pode me explicar o que é o Congresso Nacional da Abrasel?

Rodrigo Freire – O Congresso Nacional da Abrasel acontece todo ano e a gente optou por fazer ele aqui no DF e é o setor que mais emprega na cidade, cerca de 100 mil empregos aqui no DF.  Para comparar, há pouco tempo atrás a construção civil tinha esse número e hoje emprega apenas 20 mil pessoas.

Então, a gente está falando do emprego que é responsável pela base, pelo primeiro emprego em todo o DF.

Este ano o tema será “Um Brasil novo simples para empreender”. Nossa ideia é trabalhar a simplificação, desde a burocracia que existe para montar uma empresa, passa pela dinâmica de tocar o dia a dia e a configuração das diversas fiscalizações que o empresário recebe.

Sobre a simplificação tributária defendemos que o imposto que seja único, um imposto simples. Você acredita que aqui no Brasil uma empresa demora quase 2 mil horas só para cuidar dos impostos, enquanto nos países em desenvolvimento tem uma média de 200 horas. Isso é muito tempo, é um absurdo. Pensamos em diminuir o número de impostos para se deixar a vida do empreendedor mais simples.

 

A Abrasel faz parte da UNECS a União Nacional de Entidades de Comércio e Serviço e uma das demandas da UNECS que vocês conseguiram conquistar é a jornada intermitente. Você está falando da burocracia você acha que essa questão no trabalho intermitente ajuda nesse sentido?

Rodrigo Freire – Com certeza, o trabalho intermitente é o responsável por praticamente 50% dos primeiros empregos nos Estados Unidos e aqui no Brasil já começou a dar resultados. Veja, é muito ruim que as empresas e os trabalhadores não possam negociar jornadas mais flexíveis. Quer ver um por exemplo, estudantes que estão na faculdade podem usar a jornada intermitente para entrar no mercado de trabalho sem prejudicar os seus estudos e atendendo, também, a demanda na medida certa no mercado de trabalho.

Outra questão é o ponto da tributação. Vocês vão debater isso também por causa da reforma tributária. O que vocês pretendem abordar durante o congresso?

Rodrigo Freire – Nós temos um sistema tributário perverso e que é muito injusto para as nossas empresas. Uma forma seria tributar lucro, mas o que nós temos é um imposto muito alto sobre o faturamento das empresas.

A maioria das nossas empresas, principalmente no setor de bares e restaurantes, tem pesquisas feitas trimestralmente que indicam que cerca de 50% das empresas trabalham no vermelho e estão pagando tributos ou pagando ou acumulando passivos tributários altíssimos.

O que acaba gerando, por causa disso que praticamente, de ter dívidas para o resto da vida quando o empresário não consegue manter o negócio. No Brasil, infelizmente, a gente acaba demonizando a pessoa que tentou abrir um negócio e não deu certo, enquanto nos Estados Unidos isso é normal e faz parte do processo de aprendizado e de autorregulamentação do mercado.

Não se pode demonizar o empresário que teve problemas em seu negócio e se deveria agir de forma contraria para incentivar o empreendedorismo, que é gerador de empregos e riquezas para o país.

Os EUA, por exemplo, só tributam o lucro e não tem isso de passivos tributários que a gente acumula aqui no Brasil, que são altíssimo e acabam atrapalhando muito quem empreende. Para concluir, além dessa questão tributária, simplificar essa cadeia gigante de burocracia que dificulta toda e qualquer tentativa de empreender.

Como seria isso?

Rodrigo Freire Na questão tributária, a gente defende um imposto único e que seja o mais simples possível. Então, a gente tem que priorizar o pequeno empresário e tem, também, que trabalhar para que sobre mais dinheiro no bolso de quem empreende.

Veja, no ano passado, projeto de lei foi aprovado para regulamentar a gorjeta e, isso, atrapalhou muito os nossos garçons. Isso praticamente diminuiu 50% da remuneração deles aqui no Distrito Federal porque criou coleta de imposto nessa fonte de renda deles.

Sabemos que a realidade nos outros estados é um pouco diferente, mas aqui no Distrito Federal a gente está vendo o trabalhador do setor de bares e restaurantes muito insatisfeito e precisamos apresentar proposta legislativa para desonerar a gorjeta e fazer com que sobre mais dinheiro no final das contas no bolso do trabalhador.

Programação

https://www.congressoabrasel.com.br/programacao-2018/

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