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Viver é um ato de amor. Doe um minuto de seu tempo e salve uma vida.

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set 13, 2018
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Viver é um ato de amor.

Doe um minuto de seu tempo e salve uma vida.

Por : Cristina Roberto
Cozinheira, empreendedora, ativista cultural e defensora de alimentos seguros e saudáveis é candidata a deputada federal, pelo partido dos trabalhadores e trabalhadoras, no Distrito Federal.

Ingressamos no mês de setembro, ocasião em que realizamos no Brasil e no mundo a campanha “setembro amarelo”, cujo ápice é no dia 10, Dia mundial para a prevenção do Suicídio.

Este é um assunto árduo e doloroso, porém precisa ser melhor discutido na sociedade para encararmos de frente o problema e juntos buscarmos soluções para reduzir estes índices alarmantes. Podemos sim ajudar a salvar vidas e mobilizar a população neste sentido.

O objetivo da campanha “setembro amarelo” é promover a reflexão, estudos e prevenção aos fatores que levam à este mal silencioso que afeta nossa sociedade, nos dias atuais de forma avassaladora. É um importante problema de saúde pública em todo o planeta. É uma tragédia que afeta famílias, comunidades e países inteiros com efeitos duradouros sobre as pessoas deixadas para trás.

As causas que levam uma pessoa a ceifar sua própria vida é complexo. Mas o importante é que os suicídios podem ser evitados em tempo oportuno, com base em evidências e com intervenções de baixo custo.

Temos que ficar atentos ao nosso redor e ao comportamento das pessoas que amamos. Por outro lado, sem fazer juízo, podemos nos disponibilizar a ajudar ao próximo e evitar estas mortes prematura, muitas vezes simplesmente nos colocando como ouvintes e acolhendo com amor.

Mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida a cada ano. Isso significa uma morte a cada 40 segundos. Muitos outros tentaram suicídio, que é a segunda principal causa de morte entre as pessoas entre 15 e 29 anos de idade.

Para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam o suicídio. A tentativa prévia é o fator de risco mais importante para a consumação, na população em geral.

Estratégias eficazes existem. Isto inclui a restrição do acesso aos meios mais comuns, mas também a notificação responsável de suicídio pelos meios de comunicação, evitando o sensacionalismo e fornecendo informações sobre onde procurar ajuda. Aqui no Brasil o Centro de Valorização da Vida , CVV, disponibiliza o numero de telefone 188 e canais nas redes sociais para prestar um atendimento qualificado a quem quer tirar sua própria vida.

Embora a relação entre distúrbios suicidas e mentais, em particular, depressão e abuso de álcool, esteja bem estabelecida em países de alta renda, vários suicídios ocorrem de forma impulsiva em momento de crise, com um colapso na capacidade de lidar com os estresses da vida, tais como problemas financeiros, términos de relacionamento ou dores crônicas e doenças.

O enfrentamento de conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e um senso de isolamento estão fortemente associados com o comportamento suicida.

As taxas de suicídio também são elevadas em grupos vulneráveis que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes; indígenas; lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI); e pessoas privadas de liberdade. De longe, o fator de risco mais relevante para o suicídio é a tentativa anterior.

Como os distúrbios mentais e o uso nocivo do álcool contribuem para muitos suicídios em todo o mundo, a identificação precoce e o atendimento adequado por parte dos profissionais de saúde são fundamentais para garantir que as pessoas recebam os cuidados que necessitam.

A sociedade também desempenha um papel crítico. Podemos fornecer apoio social a indivíduos vulneráveis e nos envolver em cuidados de acompanhamento, combater o estigma e apoiar todos os que estão em luto por conta do suicídio. Podemos contribuir para reverter esta situação.

Além da preocupação com a prevenção, é muito importante trabalhar com pessoas que lidam com a perda de parentes ou amigos. O acolhimento e acompanhamento podem evitar problemas de depressão e outros problemas que levam ao suicídio.

A posvenção é o trabalho com a família após a perda do ente querido ao suicídio. O familiar que encontra o corpo do suicida leva um choque, o que pode causar transtorno de estresse pós-traumático, isso faz reviver a cena em todo momento.

Nos países de baixa e média renda ocorrem 78% dos suicídios registrados no mundo. A ingestão de pesticida, enforcamento e armas de fogo estão entre os métodos mais comuns de suicídio em nível global. o auto-envenenamento é responsável por 30% dos casos, dos quais a maioria ocorre em zonas rurais.

Segundo dados do Ministério da Saúde, foram notificados 95.195 casos de intoxicações por agrotóxico de 2007 a 2016 no Brasil e mais da metade estão associados a tentativa de suicídio. Grande parte da população do país está exposta a agrotóxicos, em amigo ou menor graus, por diversas rotas e vias de exposição, desde o consumo de alimentos até as práticas agrícolas. Agrotóxico mata! Mata mais do que imaginamos. Está comprovado sua relação com a depressão, principal causa do suicídio. Vamos banir este mal de nossos campos, de nossos pratos e de nossas vidas.

O conhecimento dos métodos de suicídio mais utilizados é importante para a elaboração de formas de prevenção que têm se mostrado eficazes, como a restrição de acesso aos meios de suicídio, como aconteceu na ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro.

Prevenção e controle

Suicídios são evitáveis. Há uma série de medidas que podem ser tomadas junto à população e individualmente para prevenir o suicídio e suas tentativas, incluindo:

  • Redução de acesso aos meios utilizados: pesticidas, armas de fogo e certas medicações;
  • Cobertura responsável pelos meios de comunicação;
  • Introdução de políticas para reduzir o uso nocivo do álcool;
  • Identificação precoce, tratamento e cuidados de pessoas com transtornos mentais ou por uso de substâncias, dores crônicas e estresse emocional agudo;
  • Formação de trabalhadores não especializados em avaliação e gerenciamento de comportamentos suicidas;
  • Acompanhamento de pessoas que tentaram suicídio e prestação de apoio comunitário.

O suicídio é uma questão complexa e, por isso, os esforços de prevenção necessitam de coordenação e colaboração entre os múltiplos setores da sociedade, incluindo saúde, educação, trabalho, agricultura, negócios, justiça, lei, defesa, política e mídia. Esses esforços devem ser abrangentes e integrados, pois apenas uma abordagem não pode ter efeitos em um tema tão complexo quanto o suicídio.

Mas tenho certeza que todos nós podemos contribuir e salvar vidas.

 

Serviço

  • O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.
  • Ligue 188
  • Facebook – Instagram – Youtube – Twitter ou por email – site www.cvv.org.br
  • Atendimento presencial em Brasilia na SRTVN Quadra 702 – Edifício Brasília Rádio Center – sobreloja 5 – 24 horas

 

 

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