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Ortopedista dá dicas de como evitar lesões ao usar patinete elétrica

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maio 13, 2019
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Ortopedista dá dicas de como evitar lesões ao usar patinete elétrica

Aos poucos Brasilia vai se acostumando a ver cada vez mais patinetes elétricas circulando pelas ruas. A prancha de duas rodinhas motorizada tem se popularizado como opção de mobilidade para evitar o trânsito, além de ser uma alternativa sustentável.

 

Mesmo sendo prático e divertido, faltam regulamentação e fiscalização para o uso do equipamento, tanto que Detran, Polícia Militar e Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) lançaram uma cartilha de orientações para quem utiliza os patinetes elétricos no Distrito Federal.

Apesar de não parecer perigoso, o equipamento que virou febre, pode chegar a uma velocidade de até 20 km/h, o que exige cuidados. Para o Dr. José Humberto Borges, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT-DF), é preciso usar equipamentos de segurança ao usar o veículo. “Por mais que ele traga benefícios, temos de alertar que o uso de forma incorreta pode trazer sérias consequências em caso de quedas”, avisa.

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, estudou a gravidade dos machucados mais comuns em pacientes atendidos nas emergências de hospitais da cidade após sofrerem acidentes com o patinete.

Dos 249 prontuários analisados, foram observados que as lesões mais frequentes são traumas na cabeça (40,2%), fraturas (31,7%) e contusões, entorses e lacerações (feridas abertas) sem fratura ou machucado no crânio (27,7%). A maioria dos pacientes (94%) recebeu alta da emergência no mesmo dia. Dos 15 restantes, dois apresentaram lesões graves e foram internados na unidade de terapia intensiva (UTI).

Humberto destaca ainda que, além da cabeça, é bom ficar atento aos braços e pernas. Segundo ele é muito comum as lesões nos membros superiores, porque as pessoas caem e acabam usando as mãos para se proteger. “Muita gente usa na hora do almoço ou na saída do trabalho e acaba não colocando nem o sapato adequado, como um tênis, por exemplo”.

O médico lembra ainda, que não custa ter um capacete, do mesmo tipo que se usa para andar de bicicleta. Isso já ajuda a proteger a região da cabeça e é essencial para evitar traumatismos cranianos.

Para quem usa com mais frequência, inclusive com crianças nos finais de semana, os cuidados devem ser redobrados. “Nestes casos é bom investir em cotoveleiras e joelheiras também. Isso protege e ajuda a diminuir as chances de fratura nos braços e de machucados nos membros inferiores”, alerta.

As duas empresas que fornecem o serviço de aluguel de patinetes elétricos em Brasília possuem regras para o uso dos veículos. Ambas estabelecem que, para alugar os equipamentos, os interessados devem ser maiores de 18 anos e providenciar equipamentos de proteção.

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