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Obras de três novas estações de metrô serão concluídas até dezembro de 2019, afirma Metrô-DF

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jun 24, 2019
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Obras de três novas estações de metrô serão concluídas até dezembro de 2019, afirma Metrô-DF

Texto: Samantha Fukuyoshi

Há bastante tempo, os moradores reivindicam a expansão da linha do metrô que hoje abrange apenas 24 estações e 42,38 km divididos entre as linhas Verde e Laranja. A previsão é que parte desta demanda será parcialmente atendida até o segundo semestre deste ano com a conclusão das obras das estações da Asa Sul (106, 110 Sul) e da Estrada Parque (entre Águas Claras e Taguatinga).

De acordo com a empresa, “a data de conclusão é o marco de entrega interna da obra por parte da equipe de implantação à operação, o que não significa necessariamente a data de entrada em operação das estações para os usuários”. Após a entrega, o funcionamento efetivo depende da equipe de Operação receber ás instalações e treinar os funcionários que vão operar o sistema.

Atualmente, o metrô transporta uma média de 160 mil usuários/dia, uma saída para quem quer fugir dos engarrafamentos do trânsito ou do ônibus, mas ainda a sua extensão é pequena diante da necessidade dos moradores do Distrito Federal. A estimativa é que as novas estações beneficiem cerca de 15 mil usuários/dia. As estações da 106 e 110 Sul serão ocupadas por órgãos do Governo do Distrito Federal assim como já existe em outras estações como Central (Rodoviária do Plano Piloto). Para o espaço da Estação Estrada Parque não haverá galeria.

A jornalista Gisele Diniz utiliza diariamente o metrô em seu trajeto casa/trabalho. Na avaliação dela, as novas estações representam uma forma de encorajar mais pessoas que trabalham ou moram nas proximidades das estações a usar o metrô. “Significa uma comodidade maior para os usuários e um alívio para o trânsito do DF que tem se tornado cada dia mais caótico”, explica.

Acessibilidade

As novas estações seguirão os parâmetros estabelecidos pelo normativo nº 9050/2015 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que preconiza sobre a construção, instalação e adaptação do meio urbano e rural, de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos quanto a acessibilidade de Pessoas com Deficiência, idosos, usuários com dificuldades de locomoção entre outros.

A jornalista também acredita que a abertura de novas estações ampliam a acessibilidade. “Essas novas estações podem beneficiar principalmente as Pessoas com Deficiência que terão mais facilidade para usar o serviço sem se deslocarem por longas distâncias”.

Expansão

Sonho antigo dos moradores do Distrito Federal é a expansão do metrô, principalmente para Samambaia, Ceilândia e Asa Norte. Entra e sai governo várias já foram as propostas para ampliar a extensão do metrô. Em 2018, o Metrô-DF lançou um edital de licitação para a expansão da linha 1 de Samambaia (laranja)..

Na proposta de expansão, a linha 1 ganharia mais duas novas estações com paradas nas quadras 111 (próximo a uma escola classe e uma feira livre) e 117 (perto da Vila Olímpica Rei Pelé e do Centro de Atenção Integral à Criança Ayrton Senna –Caic) haveria a ligação entre a Rodoviária do Plano e a Samambaia. Atualmente, para chegar até a Samambaia, o usuário tem que descer na Estação Águas Claras e embarcar em outro trem com destino Samambaia.

O novo projeto somaria 3,671 km de extensão a linha que atualmente é de 42,5km e está orçado em R$123 milhões de reais. Em 2018, o edital foi suspenso a mando do Tribunal de Contas do DF por problemas que ferem a Lei das Licitações (Lei 8.666/93).

Na ocasião, em parecer técnico do TC-DF constatou-se que a Companhia Metropolitana restringia de forma inadequada a habilitação técnica-operacional das empresas que poderiam apresentar propostas.

Em abril deste ano, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram-DF) fez o anúncio que liberava a construção – procedimento obrigatório pelo qual se autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação dos procedimentos.

Segundo informações do Metrô-DF, “atualmente, existem projetos básicos de expansão para Asa Norte, Samambaia, Ceilândia”. Ainda conforme relata a Companhia, a empresa aguarda autorização por parte do GDF para relançar o edital da linha 1 de Samambaia, BN que contará com duas novas estações, estava previsto para abril.

Avaliação dos serviços

Para a Gisele Diniz, usuária assídua, o serviço é sazonal. “Existe um cronograma de horário razoável com intervalo de 5 a 10 minutos entre os trens, entretanto, nem sempre isso é respeitado”.

Em horários de picos a situação se agrava e há uma superlotação, prejuízo para quem depende do transporte. “Pela manhã, por exemplo, quando a demanda é ainda maior, chegamos a esperar mais de 25 minutos e quando o metrô chega, está geralmente lotado”, relata. Ela conclui, “o jeito é aguardar o próximo”.

Outro fator que ela e vários usuários criticam são as poucas opções de destino. “Basicamente, usamos até o centro de Brasília, ou seja, se transforma apenas em um atalho para chegar até lá. O que não resolve 100% dos problemas para quem trabalha em outras regiões que não sejam Asa Sul ou na parte Central”. Esse fato, segundo conclui usuária chega ao norte da questão, “assim, voltamos a ocupar os ônibus e a disputar espaço nas pistas com os carros”.

O problema fundamental para a usuária é a falta de vontade política e de responsabilidade com o dinheiro público. “Falta exatamente uma expansão de verdade. O projeto inicial do Metrô era algo planejado para atender bem grande parte da população, incluindo Sobradinho, Planaltina, Riacho Fundo.”. Para ela, havia previsão orçamentária para a expansão. “Nenhuma obra é liberada sem o devido planejamento orçamentário. Esse dinheiro já foi liberado, ele só não foi bem fiscalizado”, avalia.

Para ela, a falta de visibilidade (por parte do metrô ser subterrânea) de obras desse tipo por não gerarem votos, não se tornar uma pauta prioritária. “Imagina o impacto que uma boa expansão do metrô poderia ter sobre o trânsito da cidade. É preciso descobrir para onde essa verba foi parar, sem dúvida a expansão do metrô seria um ganho para a cidade”, pontua.

A empregada doméstica, que usa diariamente para ir ao trabalho, o metrô entre sentido Terminal Samambaia – Estação Águas Claras, Joaciara Ferreira também compartilha da mesma opinião que a jornalista. “Os trens passam com um intervalo bom, mas sempre muito cheios”. Ela conta que geralmente precisa esperar dois ou três trens para conseguir embarcar. “A estação Samambaia fica distante da minha casa, para chegar ao trabalho, eu tenho que pegar primeiro um micro-ônibus para, desembarcar próximo à Estação Furnas, pegar o metrô para chegar em Águas Claras”.

Greve dos metroviários

Desde o dia 2 de maio, os trabalhadores do metrô estão de greve em Brasília, totalizando até o dia 14 de junho, 45 dias de paralisação. Eles reivindicam reajuste salarial retroativo de 8% e manutenção do acordo coletivo de trabalho assinado em 2017. Em nota emitida no dia 13, o Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal – Sindmetro-DF argumenta “só estamos em greve porque o Metrô não cumpriu acordos e decisões judiciais e continuam não cumprindo”.

A greve reduz a frota de metrôs circulando. Segundo o Metrô-DF, a paralisação o que já impactou em R$4,2 milhões em arrecadação em 30 dias de greve e 660 mil usuários foram transportados a menos no comparativo com o mês anterior a paralisação. Para Joaciara, por conta do horário que ela usa o metrô, não houve um impacto significativo em sua rotina. “O horário que eu pego o metrô está fora do período de pico”, explica.

Privatização

A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) publicou em maio o Edital nº03/2019 de Chamamento para que empresas apresentem propostas para gestão, operação, manutenção e expansão dos serviços de transporte metroviário do DF.

Conforme consta no edital, as propostas devem conter “projetos, levantamentos, investigações e estudos para modelagem técnica, operacional, econômico-financeira e jurídica referentes à concessão”. O prazo para às empresas interessadas em administrar a concessão era até o dia 5 de junho, mas o GDF prorrogou o prazo até 19 de junho conforme consta no Edital de Chamamento nº3/2019, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal.

Serviço

Horário de Funcionamento

5h 30 às 23h30 de segunda a sábado
7h às 19h aos domingos
Todas as estações estarão abertas para embarque e desembarque

Horário de pico
Segunda a sexta: 18 trens
das 6h às 8h45
das 16h45 às 19h30
Nos demais horários, entre 4 e 5 trens

Horário de pico
Sábado: entre 4 e 5 trens
das 6h às 9h45
das 17h às 19h15

Domingo: 3 trens
Das 7h às 19h

 

https://www.metro.df.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/SEI_GDF-15271712-Resposta.pdf

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