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Mi Fá Sol-Lá: musicalização infantil que desenvolve vidas.

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By61brasilia

jun 25, 2019
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Mi Fá Sol-Lá: musicalização infantil que desenvolve vidas.

O Centro de Desenvolvimento Musical para a Infância tem a bonita missão de fortalecer o vínculo entre o bebê e a família de forma lúdica e inspiradora.

Por Raquel Paternostro

Que a (boa) música faz bem para alma e os ouvidos, já é um consenso entre as pessoas sensíveis e criativas. E aqui em Brasília, os pequenos têm o privilégio de expandir, por meio da música, as principais habilidades humanas. Em 2002 foi criado na UnB um projeto de musicalização infantil pioneiro em Brasília, o Músicas para Crianças (MPC), que durou mais de 16 anos. A metodologia havia sido elaborada pelo professor do Departamento de Música da UnB, Ricardo Dourado Freire, com o apoio da sua esposa, a professora, pedagoga e especialista em desenvolvimento humano, Sandra Ferraz. Com a notícia do fim do projeto na Universidade, o empresário e pai do criador da metodologia do MPC, Amaro Freire decidiu montar o Centro de Desenvolvimento Musical para a Infância MiFáSol-Lá.

“Quando eu soube do fim do MPC na UnB, eu fiquei realmente preocupado com as crianças e com as famílias que participavam dele, e também com os professores e monitores que trabalhavam no projeto.” Relata Amaro, que ainda se sensibilizou com o fim dos resultados maravilhosos que ele já havia acompanhado de perto. Daí ele conversou com o professor Ricardo Dourado, que é seu filho, e com a sua “benção” e apoio, conseguiu preservar toda a equipe de professores e monitores que trabalharam no projeto da UnB para criar um espaço dedicado exclusivamente a educação musical infantil.

A família de Amaro Freire tem uma ligação muito forte com as artes de maneira geral. Eles são verdadeiros semeadores de cultura. Sua esposa, Neusa Dourado Freire criou o Projeto Mala do Livro que já existe há 18 anos aqui no Distrito Federal. Ela é filha do instrumentista Alcides de Oliveira Dourado e seu avô era maestro na banda da cidade de Paratinga na Bahia. Além do professor Ricardo, o casal é pai do grande percussionista Bruno Dourado, que foi fundador da Banda Natiruts e atualmente toca nas Bandas InNatura e Galo Cego.

E assim, em agosto de 2018 a MiFáSol-Lá foi fundada na 503 Sul, entrada pela W2. Com a inauguração do espaço, mais famílias têm a chance de desfrutar da metodologia, já que a oferta de horários aumentou com a criação de novas turmas, com preço equivalente ao que era praticado no programa da Universidade.

Metodologia que agrega

A metodologia de musicalização aplicada no Centro de Desenvolvimento Musical para a Infância envolve e reflete em toda a família. Quem tem filhos sabe o quão desafiador (e maravilhoso) é cuidar e integrar o(s) pequeno (s) na rotina de casa. Além de desenvolver habilidades musicais nos participantes, a capacidade e criação de vínculos desenvolvidos durante as aulas, é notada por todos os que cercam os alunos do Centro.

Durante as aulas, quatro importantes aspectos são trabalhados entre uma música e outra de forma lúdica e dinâmica:

  • Desenvolvimento Afetivo: Por meio da música os pequenos aprendem a criar um vínculo afetivo com as mães/pais e com os professores e monitores;
  • Desenvolvimento Social: Durante a atividade em grupo, os pequenos ganham a capacidade de trabalhar coletivamente com outras crianças e adultos;
  • Desenvolvimento Motor: Durante as danças, as palminhas, os batuques e movimentos realizados no ritmo da musica, a coordenação motora é trabalhada;
  • Desenvolvimento Cognitivo: Enquanto cantam e escutam, as crianças se relacionam com a musicalidade ao observar adultos e crianças ao seu redor, os pequenos aprendem a assimilar ação e reação, ampliam o vocabulário e capacidade de percepção;

A função dos professores é criar um ambiente envolvente para que as crianças absorvam o conhecimento. “O aprendizado acontece entre as trocas, é pelo encantamento que as crianças assimilam o conhecimento.” Destaca Amaro. É justamente por este motivo que o envolvimento da família é fundamental.

A MiFáSol-Lá oferece três cursos, o de musicalização infantil destinado a crianças de 06 meses a 04 anos e meio,  o Pré-instrumental, para crianças de 04 e meio a 06 anos, e agora um curso de Música e Movimento, proposta inovadora de unir dança, movimento e música para crianças entre 3 e 6 anos que será coordenado pela professora Daniela Amorim.

Cada bebê ou criança deve ir acompanhado de um adulto afetivamente responsável. E não existe exceção para esta regra. Não pode entrar na sala de aula dois parentes ao mesmo tempo, e a presença de babás é minuciosamente observada a cada caso, pois a pessoa que acompanha o pequeno na aula tem que ter vínculo afetivo com a criança.

Todavia, a diversificação do acompanhante pode ser até recomendada, em caso de pais separados, por exemplo. Mas tem que ser um responsável de cada vez para não desconcentrar a criança e estabelecer um vínculo real durante a aula.

Na musicalização infantil, as turmas possuem no máximo 16 alunos, divididas pela faixa etária, a cada 06 meses. As aulas duram 45 minutos. As aulas são conduzidas por uma dupla de professor(a) e monitor(a).

Tamara Saraiva vocação para os palcos e para as aulas ressalta a importância das famílias no processo de aprendizagem

Já no pré -instrumental, as turmas possuem no máximo 14 alunos, também divididos por faixa etária e já conta com um caderno de música. “Nesta fase, a criança já entra sozinha para desenvolver a autonomia. Mas nos 15 minutos finais de aula, os pais são convidados a entrar na sala”. Revela Tamara Saraiva, que dá aula de musicalização desde 2013. Saraiva explica ainda que esta fase é importante para a passagem do lúdico para o concreto, quando as crianças têm contato com a teoria musical quando são apresentados os instrumentos violino, violoncelo, flauta doce, flauta transversal, clarineta, piano e violão. Sempre em parceria com outras escolas de música, pra onde os alunos são encaminhados após os 06 anos, como o centro Suzuki.

Professores extremamente qualificados – e apaixonados!

 

Célia Porto é um talento nos palcos e nas aulas de musicalização.

Grande parte da equipe da MiFáSol-Lá vem do extinto projeto de musicalização infantil da UnB. Ele é formado por profissionais experientes e habilidosos, que amam o que fazem. Um belo exemplo está na talentosa e reconhecida Célia Porto, que leva toda a sua experiência para as aulas. A cantora e compositora já tem quatro cds gravados, público cativo em seus shows, mas fala dos projetos com brilho nos olhos “é maravilhoso fazer parte disto aqui” afirma, apontando para o espaço da escola.

Mariana Camelo apresenta o Rock para os pequenos.

Outra cantora, já com “estrada” e reconhecimento que transmite seu conhecimento por lá é a Mariana Camelo. Ela já tem dois cds gravados, toca voz e violão na noite. “Eu apresento o rock para os bebês”, revela empolgada.

Resultados transformadores!

Tânia Ramos mãe dos alunos Diogo e Isabela.

Os frutos musicais plantados pela metodologia aplicada na MiFáSol-Lá já alimentam a cultura da nossa cidade. Um belo exemplo está na família da servidora pública Tania Ramos. Ela é mãe de Isabela de 05 anos e Diogo de 01 ano. Ambos, alunos desde os 06 meses de idade. Ela e seu marido Guilherme Rocha fizeram as inscrições dos seus filhos ainda na gestação. “Antes mesmo de engravidar eu já acompanhava o projeto, pois meus dois sobrinhos participaram desde pequenos, e quando eu me casei, o Ângelo estava com 07 e a Amanda com 05 anos, e eles tocaram violino na durante a cerimonia. Foi muito emocionante”. Revela Tânia, que ainda nos contou que a Isabela começou a musicalização na UNB, e hoje faz Pré-instrumental na MiFáSol–Lá e violino no Centro Suzuki.

Entre os professores, já encontramos ex-alunas do MPC da UnB. Isabel Ollaik e Laura Noleto hoje são professoras da MiFáSol-Lá. Ambas iniciaram suas carreiras ainda no projeto da UnB quando eram crianças de 4 e 3 anos respectivamente. Isabel entrou na orquestra de flautas com apenas 10 anos. Hoje ela divide seu tempo entre as aulas com os pequenos, sua graduação em artes cênicas na UnB e curso de percussão. “O contato com a música que tive desde pequena, influenciou diretamente nas minhas escolhas atuais. Eu sempre procuro integrar as artes que eu vivencio durante as aulas com os pequenos.” Diz Ollaik. Já Laura, que faz bacharelado em história, nos contou que começou como monitora na musicalização em 2017. “Comecei quando o projeto ainda era na UnB como monitora, e estou evoluindo aqui dentro. A iniciativa da MiFáSol-Lá tem muito mais a oferecer do que é ofertado hoje, é gratificante trabalhar aqui.” Nos revela Noleto encantada.

 

Pesquisa e responsabilidade social

Além das aulas comuns, o Centro de Desenvolvimento Musical para a Infância, está realizando uma pesquisa em parceria com o Instituto Ápice Down com 07 crianças portadoras de Síndrome de Down.

Tia Sil é formada em educação musical. Além das aulas regulares, coordena o projeto de Síndrome de Down.

Trata-se do projeto de pesquisa da professora de musicalização infantil “Tia Sil”, que dá aula de musicalização desde 2012 . Ela é formada em educação musical e pós-graduada em Arte e Educação. “Estou encantada com este novo projeto, os alunos desta pesquisa vêm de longe. Eu me pergunto sempre, se a música fala com eles, porque é tão difícil chegar neles?” Diz emocionada.

Clarisse Prestes é musicoterapeuta e leva a sua expertisse para as salas de musicalização e projetos de pesquisa.

O projeto conta ainda com a experiente e talentosa Clarisse Prestes, que além de professora de musicalização desde 2003, é especializada em musicoterapia com autistas desde 2007.

Serviço

Mi Fá Sol – Lá: Centro de Desenvolvimento Musical para a Infância

Musicalização para crianças de 06 meses a 06 anos.

Telefone: (61) 3248-2974 e-mail: secretaria.mfsl.bsb@gmail.com

Endereço: CRS 503 Bloco C Lojas 49/50, Asa Sul. Brasília – DF Cep: 70331-530

Horário de funcionamento: Quartas: das 08 às 11h30, Quintas e Sextas: das 08 às 11:30 e 14: 45 às 17h; e Sábado: 08:30 às 12:30. MARCAR VISITA E PARTICIPAR DA PALESTRA

Valor: R$ 660,00 (seiscentos e sessenta reais) por semestre, com 05% para pagamentos à vista.

Aulas de 45 minutos, sendo uma aula por semana, totalizando 15 aulas por semestre.

 

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