• 26 de maio de 2022 20:56

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Paulo Octavio marco 2022

Castração Solidária promove esterilização acessível de pets 

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jul 2, 2019
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Castração Solidária promove esterilização acessível de pets 
Projeto ajuda cães e gatos em situação de rua ou abrigo e promove adoção consciente 

A veterinária paulista Valéria Silva Moreira, 39 anos, usa a Clínica Veterinária Valéria Silva, para esterilizar animais em situação de rua, abandonados ou provenientes de abrigos. O projeto nasceu de uma longa história de perseverança e amor aos animais e que hoje já atendeumais de 3 mil bichinhos.

Valéria chegou a Brasília para participar do projeto Castramóvel, do Governo do Distrito Federal, em 2015. Após participar de diversas ações solidárias voltadas ao mundo animal em São Paulo, ela foi convidada a atuar no programa como cirurgiã.

O manejo populacional de animais domésticos é realizado por meio do CED, projeto que significa Castrar, Esterilizar e Devolver. Valeria atuou na implantação e na execução do projeto que atendeu 3 mil animais em 4 meses. Porém,  ela percebeu uma disparidade no acesso ao atendimento.

“Em Taguatinga eu conheci alguns protetores de animais, um pessoal bem carente que não teve acesso ao projeto. Eles me perguntaram se eu tinha interesse de fazer mutirão de castração e eu acabei me sensibilizando com algumas pessoas”, conta Valéria.

“Me lembro de uma senhora preocupada em querer esterilizar os animaizinhos dela, mas não tinha acesso a rede social nem a internet”

A partir daí Valéria decidiu criar seu próprio projeto de esterilização acessível no Distrito Federal.  Inicialmente ela mobilizou uma equipe voluntária e fazia mutirão de castrações a cada 15 dias. Boa parte de custo do material utilizado era bancado por ela e tudo era feito com ajuda de colegas veterinários e anestesistas.

Na início a ação sofreu repercussão negativa por parte da sociedade veterinária. Um grupo de colegas se manifestou contra o projeto, que chegou a sofrer denúncias e até difamações nas redes sociais.

Porém, ela não se deixou abalar e rebateu as críticas usando a lei. Com a ajuda de um advogado Valeria recorreu ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV),  e ganhou uma liminar permitindo a realização do “Castração Solidária”.

A partir daí os mutirões continuaram e o sucesso da iniciativa refletiu diretamente na carreira da paulista em Brasília. Hoje, com a abertura de sua própria clínica, na 315 norte, Valeria continua a ação solidária.

A ação

A proposta de Valéria promove também a conscientização. O procedimento é realizado de forma a incentivar as pessoas a resgatar os animais de rua, se sensibilizarem com os que vão permanecer na rua  após o procedimento, e promover a adoção consciente.

Esse trabalho ela realiza em parceria com abrigos, grupos de acolhimento e organizações sem fins lucrativos, e por meio de contatos na Universidade de Brasília, no Ibama e na sociedade civil.

Como participar

A Clínica Veterinária Valéria Silva disponibiliza todas as informações para realizar o CED. Orientações de como capturar, castrar e como fazer devolução depois do pós-operatório assistido são essenciais para a sucesso da ação. E ela garante que todos os procedimentos são feitos com muito amor.

“Eu não limito o atendimento, ele é igual. O material é igual tanto de um paciente pagante como para um paciente do projeto CED ou para daquele meu paciente que vai voltar para rua”, garante Valéria.

Antes de levar o bichinho é preciso entrar em contato com a clínica. A partir daí o tutor, ou dono, será orientado e o animal será avaliado numa consulta agendada. Exames também devem ser feitos antes da cirurgia.

Animais de abrigos, de rua, ou abandonados recebem o tratamento com preço reduzido em até 80%, dependendo do animal. Há variação nos valores pois o cálculo se baseia no tamanho do bichinho, que precisa ser feito para uso da anestesia e demais materiais.

Técnica

O procedimento de esterilização utilizado nas fêmeas visa ser o menos invasivo possível. Valéria conta que o método utilizado é o do “Gancho”. Ele é menos doloroso a recuperação também é muito mais rápida. É feita uma pequena incisão que, dependendo do tamanho no paciente, leva um ponto só.

“Uso essa técnica porque ela tem uma qualidade de operatório muito maior e pouca manipulação ou quase nenhuma manipulação. Muitas vezes o animal já volta às atividades normais no dia seguinte”, conta Valéria.

Após o procedimento a consulta de retorno é feita entre 7 e 10 dias, para retirada dos pontos. Durante esse período o animal utiliza medicação e roupa pós-operatória.

Valéria conta que os os riscos são poucos. Sabendo que toda cirurgia oferece riscos relacionados à anestesia, há possibilidade de ruptura dos pontos e gastrite medicamentosa no caso dos que apresentam maior sensibilidade aos medicamentos.

Marcação da orelhinha

Como muitos dos animais fazem parte da CED, Valéria faz a marcação da orelha do animal castrado que vai ser devolvido a rua. Assim não há risco dele ser submetido a um novo procedimento.

Valéria conta que é melhor forma de controlar populações de animais domésticos em situação de rua. “E uma marcação Mundial. Muitas pessoas achavam que poderia prejudicar a adoção, ou ser mutilação, mas eu explico a importância de não capturar esse animal novamente. Já cheguei a pegar animais castrados, inclusive por mim mesma”, ela explica.

Ela ressaltou ainda a questão de custo, pois ficaria inviável fazer um exame de ultrassom pra saber se o animal foi ou não castrado. A marcação de orelha vem sendo utilizada no Brasil e em vários países da Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.

Serviço:VS Clinica Veterinaria Valéria Silva
WhatsApp 61 8111-7132
TEl: 61 3037-2002

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