• 26 de maio de 2022 12:35

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Paulo Octavio marco 2022

Brasília fez bonito na sua edição da Maratona da NASA com aproximadamente mil participantes na competição

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out 24, 2019
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Brasília fez bonito na sua edição da Maratona da NASA com aproximadamente mil participantes na competição

Por Gabriel Torres

com supervisão de Raquel Paternostro

Pelo segundo ano consecutivo Brasília recebeu maior hackathon do mundo. Fomos os maiores em números de mulheres participantes: quase 400! Recebemos pela primeira vez 250 estudantes de escolas públicas. O evento ocorreu na faculdade UDF, na Asa Sul. Confira aqui tudo o que rolou!

Após meses de espera, o NASA Space Apps Challenge aconteceu e foi um sucesso! A cerimônia contou com aproximadamente 500 pessoas que se dividiram entre o auditório e o saguão da UDF. Após o credenciamento e a solenidade de abertura, os participantes armaram as barracas no camping e começaram o árduo trabalho de desenvolver os seus projetos.

Não estranhe o fato deles dormirem na locação do evento, é um costume. Quem participa tem que estar imerso nesse mar de inovação. Por essa razão, cada detalhe foi pensado no planejamento do evento, as salas da Universidade foram nomeadas com base em referências espaciais, indo do Astronauta, hoje ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes ao clássico filme dirigido por George Lucas: Star Wars.

Durante a abertura do evento Carine Elpídio e Dra Beatriz Eckert-Hoff receberam o Jedi Alberto e o Mr William Popp Encarregado Interino da Embaixada dos Estados Unidos

 

 

 

 

 

 

 

E começa a ralação

Chegada o momento que os nerds tanto esperavam: o desafio. Ele foi composto por seis categorias, as quais eram disponibilizados dados da Agência Espacial Americana como base para a criação de soluções inovadoras para diversos problemas enfrentados pela sociedade em âmbito mundial. Os temas variavam na criação de algo que permitisse antecipar, monitorar e minimizar os impactos de fenômenos naturais a entender, monitorar e interpretar a criosfera da Terra.

Para desenvolver os seus projetos, os grupos contaram com ajuda de mentores especialistas e formados em diversas áreas da tecnologia, do designer gráfico ao programador. Esse momento de aconselhamento e instrução foi crucial para que os componentes tirassem suas ideias do papel e consolidassem o projeto a cada pitch – momento de persuadir e explicar a ideia em 3 minutos para um júri criterioso que avalia a qualidade do produto com notas de 1 a 5, não existindo nota média que seria 03, pois no mundo das startups, meio termo não existe.

Cada momento de avaliação era tenso, pois além da corrida para vencer a competição, as equipes tinham uma corrida contra o relógio. Fora o trabalho em equipe sob pressão e o controle emocional requerido para saber assimilar as críticas e não levá-las para o lado pessoal. Afinal de contas, o hackathon é um simulado da vida real do cotidiano de várias startups e grandes empresas do ramo, e quem almeja estar nesses lugares um dia precisa ser forte. Além de ter muita garra para fazer com que as coisas aconteçam.

Conhecimento e troca de ideias

No sábado, dia 19, além dos membros das equipes, o evento recebeu a população em geral, interessada nas palestras e workshops do evento: cerca de 500 pessoas paticiparam desta programação paralela, um prato cheio para quem tem fome de conteúdos das mais diversas áreas e sede de atualização de conhecimentos já adquiridos em meio a trajetória acadêmica e experiências práticas.

Participantes do projeto social Ajax da Estrutura que fazem parte do time de futebol estavam na equipe que ficou em terceiro lugar na maratona

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das atrações do dia foi o consultor empresarial, palestrante e mentor de Startups, João Fróes. Em entrevista ao 61 Brasília, ele contou sobre o assunto tratado no seu workshop sobre marketing aplicado na experiência do consumidor “O workshop é uma forma de explicar toda lógica que o marketing tem dentro da experiência do cliente. Nele, eu faço a diferenciação de termos que confundem as pessoas pela semelhança nominal, como experiência do usuário e interface de usuário, que são as primeiras etapas para se tratar do tema principal da palestra. Esse tipo de marketing tem como alvo principal compreender a cabeça do consumidor, para isso, é necessário saber das dores, desejos e anseios do cliente. A partir dessas informações, é possível oferecer uma melhor solução para ele”.

Quando perguntado sobre resistência ao assunto, Fróes constatou que, com o passar do tempo, as pessoas abriram mais a cabeça para estudar marketing. Porém, ainda há muita resistência por parte de seres avessos à tecnologia, aos quais ele mandou um recado “Acorda, porque o futuro veio e vai ficar! Desde a primeira Revolução Industrial até a internet, a sociedade vem se adaptando às inovações tecnológicas. A gente não vive uma mudança de era, a gente vive numa era de mudança e quem não se atentar a isso fica para trás, logo, os profissionais têm que se atualizar constantemente. Sinto uma mudança, mas ela não é tão grande”.

Pensando mais a frente, o convidado do SEBRAE afirma que as atividades desenvolvidas no evento deveriam se tornar rotina e fez uma sugestão ousada. “Porque não unificar as instituições de ensino e empresas de tecnologias interessadas para criar uma Universidade desse tipo, implantar na BIOTIC (sebraelab) e fazer isso aqui se tornar diário e criar profissionais do futuro? As empresas se unem para fazer eventos, mas, na minha opinião, isso tinha que acontecer todo santo dia”.

Outra atração neste momento de expansão de conhecimento e novas possibilidades foi a palestra “O possível adjacente”, de Pedro Ceron. Embasado em diversos conceitos e vasto repertório de exemplos, na apresentação ele fez uma linha do tempo da primeira ao que muitos chamam de quarta Revolução Industrial. Logo após contextualizar as reviravoltas históricas após a evolução da tecnologia, que proporcionou uma sociedade hiperconectada. Com o argumento de que a vida e os comportamentos estão se atualizando cada vez mais rápido, Ceron levantou a seguinte questão: o que é ser humano neste mundo conectado e disruptivo?

A partir daí, o organizador e participante do TedTalks na região Sul, ressignificou e mostrou uma constelação de possibilidades e soluções criativas feitas por pessoas que têm o mesmo ideal dele: causar um impacto positivo dentro das comunidades que circulamos desconstruindo padrões em busca de novas formas de colaborar. Dois dos exemplos dados foram o Social Good Brasil, da qual ele é um fellow (parceiro) e a Operação Serenata de Amor.

Pedro Ceron é formado em Publicidade e Propaganda, tem Pós em Gestão Empresarial e MBA em Gestão Estratégica Corporativa. Escreveu os projetos 21;32 – seu nome é quase cor e 21;32 amor a prazo. Também é idealizador e mentor do Projeto Poesia Ecoa Gente.

Enquanto isso na sala das crianças…

É isso mesmo que você leu! Muitas vezes os pais e responsáveis possuem compromissos inadiáveis e não tem com quem deixar os pequenos. Esse foi o caso de Marilene Ferreira, estudante de Design Gráfico, que não tinha alguém de confiança no dia para cuidar do seu filho, Hebert Harry Ferreira (8 anos), para vir desenvolver o seu projeto. Pensando em casos como o dela, a organização do evento montou a brinquedoteca com o apoio da 61 Brasília. A equipe RDR Recreações cuidou das crianças que acompanharam os pais, os quais puderam ficar despreocupados e focados no trabalho.

E para combater o streess…

Sabendo da pressão que é participar de um evento deste tamanho, a organização organizou aulas de meditação, yoga, reiki e até zumba para que os participantes conseguissem relaxar pra colocar a cabeça no lugar e voltar à maratona logo em seguida.

Hora de relaxar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reta Final

Após 48 horas de maratona era possível ver no rosto de muitos o cansaço, mas com um ar de dever cumprido e satisfação por terem resistido até o fim. Depois de todo esforço e das noites viradas em claro os participantes estavam à espera do maior assunto das rodas de conversas: o pitch final. Nele, apenas os projetos selecionados poderiam fazer uma última apresentação para concorrerem ao prêmio dado aos três primeiros colocados: Troféu, prêmios dos patrocinadores e a possibilidade de ficar entre os 2 melhores projetos Globais (eles serão divulgados em Janeiro de 2020) e ganhar uma visita ao Kennedy Space Center na Flórida.

Carine Elpídio e o Jedi Alberto

A hora da verdade chegou! Logo após o discurso de agradecimento da organizadora do Hackathon NASA 2019, Carine Elpídio, foram anunciados os grupos selecionados para o pitch final. Eles tiveram 3 minutos para apresentar o último pitch com o auxílio de slides ou vídeos. A plateia vibrava a cada nota alta dos colegas que estavam com o microfone no palco, dava para perceber um espírito de equipe e torcida entre eles, sem um clima de revanchismo ou torcida contra. Acabadas as apresentações, o júri se reuniu para dar o veredito final, que foi bastante disputado, devido ao empate entre dois grupos. Nesse meio tempo, a própria organizadora revelou que teve que dar o voto de minerva duas vezes para que houvesse um desempate.

Ao som da batida do pé de todos que estavam no auditório, uma espécie de “rufem os tambores” improvisado, o pódio foi anunciado. O primeiro lugar ficou com a equipe “NASA On Fire”, composta por Gabriel Santo, Gabriel Cardoso, Vinicius Rocha, Maria Júlia Almeida, Giovana Martins e João Vitor Calassio. O segundo lugar foi conquistado pela equipe “Viserion” de Artur Pereira Paranayba, Olívia Pereira Paranayba, Railson Santiago Alencar Borges, Leonardo Monteiro da Silva , Willian Taiguara Baliza Moura, Emilly Victoria Andrade Gouveia e Gabriel Alexandre da Silva Rodrigues. Já o terceiro lugar ficou com os “Walk Rivers” formada por Bernardo Albuquerque, João Vitor Costa, Lucas de Sousa, Priscila Mostardeiro, Thiago Costa, Tiago Baroni e Vanderson Carvalho. A curiosidade foi que todos os três grupos premiados optaram por resolver o desafio que tinha como meta resolver problemas que envolvessem o meio ambiente. Fiquem atentos, faremos uma matéria contando mais detalhes dos projetos.

Os Campeões equipe NASA On Fire – photo- @adautomenezes – 97

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                    

As responsáveis por toda a festa

A reitora do UDF, Profa. Beatriz Eckert-Hoff, afirmou que foi uma honra receber um evento de nível mundial, o qual tem como propósito o desenvolvimento de soluções para melhorar a qualidade de vida da sociedade como um todo, pois isso faz parte do DNA do Centro Universitário “Hoje o foco da UDF é fazer uma mescla entre a tradição da Instituição, que foi a primeira faculdade privada da cidade, é a inovação com programas fortes de internacionalização, pesquisa, extensão, empreendedorismo com foco em inovação e criatividade, pois esse é o perfil que o novo milênio exige dos nossos estudantes”.

A anfitriã reitora da UDF Profa. Dra. Beatriz Maria Eckert Hoff. Não mediu esforços para apoiar a realização da maratona.

 

A Pós-Doutora revelou que professores e alunos compraram a ideia de colaborar no evento e se dispuseram a trabalhar como mentores, coordenadores, auxiliares e participantes. Segundo Carine Elpídio, o principal motivo de ter selecionado a Instituição para ser o lar do hackaton foi o sangue nos olhos. “Escolhi a UDF porque vi sangue nos olhos e vontade de fazer acontecer. Outro fator a se ressaltar foi a proatividade e a opção por ser vanguardista em tudo que tem de melhor em educação no mundo”.

Esta edição do NASA Space Apps Challenge pode ser resumida no seguinte provérbio chinês: “Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um com um pão, e, ao se encontrarem, trocarem os pães, cada um vai embora com um. Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um com uma ideia, e, ao se encontrarem, trocarem as ideias, cada um vai embora com duas”. Pode parecer pouco, mas as 72 horas de troca de ideias, interações e o compartilhamento de projetos e iniciativas ousadas entre os presentes mudarão o mundo. Até a próxima!

Parte da equipe de organização e mentores photo- @adautomenezes

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