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Cientistas americanos ensinam ratos a dirigir

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nov 1, 2019
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Cientistas americanos ensinam ratos a dirigir

Por:Larissa Leite

 

A habilidade de dirigir não é uma exclusividade do ser humano. A novidade agora é que os ratos também possuem esta capacidade. Isto é o que confirma o experimento conduzido por cientistas da Universidade de Richmond. Por mais curioso que o estudo pareça, a descoberta aponta que o cérebro dos roedores é mais flexível do que se imaginava e este aprendizado provocou um relaxamento nos bichinhos.

“Sabemos que os roedores podem aprender a reconhecer objetos, pressionar barras e percorrer labirintos. Esses testes são frequentemente usados para estudar como as condições do cérebro afetam a função cognitiva, mas apenas capturam uma janela estreita da cognição animal”, explica Kelly Lambert, professora da Universidade de Richmond.

Sendo assim, os cientistas se perguntaram: será que os ratos conseguem realizar tarefas mais complexas? Para comprovar a hipótese, eles construíram um pequeno carro, usando um recipiente transparente sobre rodas, e no interior do veículo, nada de banco de couro e teto solar, tinham apenas um piso de alumínio e três barras de cobre, que funcionam como volante.

O experimento funcionou da seguinte forma, o rato era colocado sobre o piso de alumínio e ao agarrar as barras de cobre com as patas, o circuito elétrico era formato, e isso impulsionava o pequeno veículo. As três barras davam a direção que o roedor seguiria.

Ao todo, 17 ratos (seis fêmeas e onze machos) foram treinados para dirigir o carro na arena, de até quatro metros quadrados, preparada pelos pesquisadores. Para incentivar o aprendizado e melhorar a habilidade desenvolvida pelos roedores, os cientistas espalharam pedaços de cereal pela área.

Segundo a professora, “Eles aprenderam a navegar no carro de maneiras únicas e se envolveram em padrões de direção que nunca haviam usado para chegar à recompensa”.

Uma confirmação interessante foi perceber que aprender a dirigir trouxe uma sensação de relaxamento aos ratos. Os pesquisadores comprovaram isto ao medir os níveis de dois hormônios: corticosterona, um marcador de estresse, e desidroepiandrosterona, que neutraliza o estresse.

A pesquisa segue confirmando trabalhos anteriores de Lambert. No passado, ela demonstrou que os ratos ficam menos estressados depois de cumprir tarefas difíceis, algo que pode ser observado no comportamento humano, que também experimenta a satisfação ao aperfeiçoar uma habilidade.

Com os resultados, é possível imaginar que o dia do uso dos labirintos nos laboratórios estejam contados. A equipe busca realizar experimentos de acompanhamento para entender melhor como os ratos aprendem a dirigir, e quais são as áreas do cérebro envolvidas nesta tarefa.

A pesquisa se mostra importante, pois abre espaço para que os cientistas possam investigar mais os efeitos da doença de Parkinson nas habilidades motoras. Além da possibilidade de entender melhor quais são os efeitos da depressão na motivação.

Sugestão de vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=DINEwuxbI-E&feature=youtu.be

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