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A ação ‘Doe Sentimentos Positivos’ invade o Parque da Cidade, no próximo domingo (10), para espalhar amor, gentileza e boas vibrações

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nov 6, 2019
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A ação ‘Doe Sentimentos Positivos’ invade o Parque da Cidade,
no próximo domingo (10), para espalhar amor, gentileza e boas vibrações

Por Larissa Leite

Os estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) colocam o Brasil como o país mais depressivo e ansioso da América Latina. Outro dado que chama atenção, no mundo, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio. Dentro desse quadro preocupante, surgiu o ‘Doe Sentimentos Positivos’, um projeto de gentileza urbana que acontecerá, no próximo domingo, (10) no Parque da Cidade.

O projeto, que surgiu em 2014, consiste na distribuição de corações amarelos com frases de motivação, acolhimento ou amor. Criada pela mineira Renata Livramento, fundadora e presidente do Instituto Brasileiro de Psicologia Positiva (IBRPP), a iniciativa se baseia nas pesquisas científicas que comprovam: “faz bem, fazer o bem”, como afirma a idealizadora.

Renata ainda explica que “existem várias pesquisas desta ciência que é considerada a ciência da felicidade mostrando que as pessoas que praticam a gentileza têm o seu nível de felicidade aumentado”, disse.

A psicóloga sempre esteve envolvida em trabalhos voluntários e tinha o desejo de criar um projeto que não dependesse de dinheiro, por saber que isto poderia ser um entrave, afinal, muitas pessoas não querem ajudar financeiramente ou não podem. Ao mesmo tempo, ela queria algo que pudesse ser simbólico, efetivo e com embasamento científico.

Com a ideia fora do papel, em 2014, Renata contou a ajuda do marido e das redes sociais para realizar o primeiro ‘Doe Sentimentos Positivos’. O projeto aconteceu na Praça da Liberdade em Belo Horizonte, e contou 30 voluntários que ajudaram a confeccionar e a distribuir os corações.

Já na primeira edição, Renata teve a certeza de que o projeto alcançaria os objetivos desejados. Ela conta que uma criança, de aproximadamente quatro anos, que havia recebido um coração, pediu mais, para que ela pudesse distribuir, no dia seguinte, na escola. “Eu entreguei o coração, ela guardou na mochilinha, em seguida, passou uma outra criança, que ela não conhecia, e ela entregou um coração para esta outra criança, e elas se deram um abraço”, disse.

Outro momento que emocionou a psicóloga foi quando uma senhora chegou com um saco cheio de corações e perguntou pela organizadora da ação, o motivo era simples: ela queria agradecer pela iniciativa. A Renata lembra que a senhora disse a ela: “‘vim trazer esses corações que a minha filha fez e eu queria te agradecer porque, minha filha tem depressão muito grave, depois que ela conheceu esse projeto, ela teve motivo para levantar da cama todos os dias e fazer esses corações. segue doando 100 corações todos anos para o projeto e ela começou a fazer outras coisas de feltro, artesanato, hoje ela tem uma lojinha online, ela melhorou bastante e eu fico feliz de ver que o projeto colaborou para isso”.

Nestes quatro anos, a ação coleciona boas histórias de que pequenos gestos podem fazer uma grande diferença. A psicóloga ainda relata o que aconteceu em Manaus na ação de 2018. O projeto “aconteceu na porta do hospital do câncer e uma moradora de rua recebeu um dos corações, mais tarde, ela voltou e contou a organização que naquele dia ela ia se matar, mas como ela tinha recebido aquele coração com aquela mensagem, ela tinha entendido aquilo como um sinal, para ela ficar viva”, relata.

Números animadores
Sem nenhum patrocínio ou apoio financeiro e apenas com a boa vontade das pessoas, o Doe Sentimentos saiu de Belo Horizonte para mais cidades brasileiras, em 2015, foram 20 cidades, no ano seguinte, o número dobrou para 40. Em 2017, o número de cidades se manteve, mas foi o início do projeto foi para quatro países, Estados Unidos, Inglaterra, Angola e Japão. No ano passado, 40 cidades e 2 países. Neste ano, até o momento, 55 cidades estão confirmadas, e em dois países, Portugal e Inglaterra.

Sociedade adoecida

A sociedade brasileira e mundial enfrenta um adoecimento mental. A OMS coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking da América Latina, quando se trata de casos de depressão e ansiedade. “Nós somos recordistas em vendas de ansiolíticos. A previsão da ONU, que dizia que em 2020, uma a cada quatro pessoas teria tido ou tem um episódio de depressão na nós já ultrapassamos isso”, destaca Renata.

Para a especialista, não é possível apontar um culpado por este adoecimento. Para ela, as causas são diversas, por exemplo, a crise econômica. Mesmo observando uma redução nas taxas globais de suicídio, Renata Livramento traz uma preocupação: o aumento dos casos de adolescentes que acabam com a própria vida. “O que vem acontecendo com a nossa juventude, por que a nossa juventude está tão desesperançosa? E o que podemos fazer?” questiona.

A solução para a melhoria da saúde mental não é simples. Ela pede a participação ativa de toda sociedade, e dos profissionais de saúde e educação. Mas o caminho já começa a ser trilhado com a psicologia positiva e projetos de gentileza urbana, como o ‘Doe Sentimentos Positivos’.

Serviço

Doe Sentimentos Positivos

Local: Parque da Cidade, estacionamento 13

Dia: 10/11
Horário: 10h

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