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Alerta no Dia Mundial do Diabetes: cresce o número de pessoas diagnósticadas no Brasil

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nov 14, 2019
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Alerta no Dia Mundial do Diabetes: cresce o número de pessoas diagnósticadas no Brasil

Dados do Ministério da Saúde apontam que, só no ano passado, 7,7% da população brasileira foi diagnosticada com diabetes, o que representa um aumento de 40% nos últimos doze anos. As mulheres são maioria nesta estatística. E, em relação a idade, as estatísticas apontam a doença atinge mais as pessoas acima de 40 anos.

Adilson Cardoso, cirurgião do aparelho digestivo alerta que o aumento do número de diabéticos tem relação direta com o crescimento da obesidade. “O Brasil bateu recorde de pessoas obesas na última década. São mais de 30 milhões. Consequentemente, a demanda para realização de redução de estômago também cresce e, é possível observar que 100% dos pacientes submetidos a gastroplastia apresenta algum tipo de comorbidade, seja ela diabetes, hipertensão, dor com limitação funcional, respiratória ou psicológica”, explica o médico.

Além disso, é preciso considerar que a cirurgia bariátrica se trata de último recurso. Entre os requisitos para o procedimento, estão exames para identificar o índice de massa corpórea, que deve ser igual ou maior que 35kg/m2, e para identificar se há agravantes de risco à saúde como o diabetes.

Outro ponto que merece atenção é que, assim como a obesidade, a diabetes tipo 2 pode ser considerada uma doença fatal. “Por isso, após realizar a cirurgia de redução de estômago, o paciente deve seguir uma dieta balanceada e a prática de atividades físicas”, aconselha o médico. Caso contrário, pode ter um aumento de peso e de taxas de insulina considerável ainda no primeiro ano de pós-operatório.

Legislação

Já está em vigor, desde o último dia 30/10, a Lei 13.895 que institui a Política Nacional de Prevenção do Diabetes. A partir de agora, o Sistema Único de Saúde (SUS) será responsável pelo tratamento da doença e dos problemas de saúde a ela relacionados, incluindo o direito a cirurgias bariátricas e acesso a medicamentos, como insulina, adequados ao tratamento.

Ganho de peso após a cirurgia

“A cirurgia bariátrica não trata a obesidade. A pessoa continua se comportando como obesa, por isso, ela precisa de um acompanhamento para a vida toda. Para evitar isso, é necessário acompanhamento multidisciplinar com psicólogo, cirurgião,nutricionista e preparador físico. As atividades físicas são essenciais para manter a massa magra, que geralmente é reduzida com o emagrecimento rápido”, aconselha o médico. Tratamento da obesidade – Em 2018, foram realizadas 63.969 cirurgias bariátricas, sendo 49.521 por planos de saúde, 11.402 cirurgias via SUS e 3.046 cirurgias particulares. O número total de procedimentos realizados em 2018 é 4,38% maior do que em 2017, quando foram realizadas aproximadamente 61.283 mil cirurgias pelo SUS e ANS.
Perfil dos pacientes obesos

Os dados do Ministério da Saúde também apontaram que o crescimento da obesidade foi maior entre os adultos de 25 a 34 anos e 35 a 44 anos, com 84,2% e 81,1%, respectivamente. Apesar de o excesso de peso ser mais comum entre os homens, em 2018, as mulheres apresentaram obesidade ligeiramente maior, com 20,7%, em relação aos homens,18,7%. Tratamento inovador – A cirurgia robótica bariátrica é inovação no campo da medicina, não há cortes e o risco de infecção é zero. Apesar do procedimento ser particular, o investimento financeiro resulta em um ganho significativo para os pacientes, entre eles, a menor perda de sangue, o menor tempo de recuperação e menos dias no hospital. O médico que conduz o robô tem a liberdade de movimento com as pinças – melhor articuladas em suas extremidades, quando comparadas às convencionais. Além disso, qualquer tremor do cirurgião é minimizado, sem risco de lesionar o paciente. Todo o procedimento é realizado por meio de um console computadorizado no qual o médico opera com controles que simulam os braços do robô, que atuam com mais mobilidade e precisão do que as mãos humanas.

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