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Hospital Santa Helena completa 50 anos

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nov 26, 2019
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O sonho de oito médicos transformou-se numa referência em atendimento no Distrito Federal. Unidade vai inaugurar o Centro da Mulher no segundo semestre

Da Redação

Quem olha para o moderno prédio do Hospital Santa Helena, no final da Asa Norte, não pode imaginar o que existia em volta dele, no ano da inauguração, em 1969. O asfalto da via W3 Norte, que passa em frente ao hospital, só chegava até a 502 Norte. Dali para frente, era preciso percorrer 14 quadras de estrada de terra, para chegar até a Casa de Saúde e Maternidade Santa Helena, na 516 Norte. Em volta, apenas um matagal, que se estendia até a quadra 312, única construída na região. Os “destemidos”, como eram chamados os oito médicos fundadores e todos os contratados para trabalhar na Casa de Saúde, saíram do conforto de consultórios na Asa Sul, para atender em meio à poeira e ao mato.

Mas para quem achava que era loucura construir um atendimento médico no meio do nada, a surpresa veio já nos primeiros anos de vida do empreendimento. Os moradores de Formosa, Planaltina de Goiás e Sobradinho lotavam a Casa de Saúde Santa Helena, todos os dias, principalmente as grávidas, que não precisavam mais sacudir dentro de ônibus até o Hospital de Base, já que o local também atendia o sistema INPS/Inamps, atual SUS.

Eram mais de 20 partos por dia, como relata o obstetra Adilson Oliveira, que começou a trabalhar na Casa de Saúde em 1974, como auxiliar cirúrgico, se tornando, mais tarde, sócio do hospital. “Existia um público grande vindo da área norte do Distrito Federal e Entorno e os fundadores perceberam isso muito antes de todo mundo. A Casa de Saúde Santa Helena era o único atendimento médico na região. Eles foram visionários”, ressalta o médico.

Até a chegada do asfalto, apenas em 1980, o abastecimento de insumos era uma tarefa difícil. A comunicação telefônica precária e a estrada de terra foram os maiores desafios enfrentados pelos médicos, como relata Adilson. “O Banco de Sangue ficava na 516 Sul e metade do caminho era de estrada de terra”.

O prédio, que era apenas térreo, possuía um ambulatório para cada um dos oito médicos fundadores, um centro cirúrgico e quartos para internação. A falta de uma UTI fez com que, por quase 20 anos, fosse preciso improvisar um leito dentro do centro cirúrgico. “Vagas em UTI são difíceis desde aquela época. Nós improvisávamos uma sala de UTI e o trabalho de intensivista era feito pelo próprio médico que atendia o paciente. A gente não podia voltar pra casa enquanto o paciente não saía da UTI e isso podia durar dias”, revela o médico Adilson.

A primeira grande ampliação do hospital aconteceu depois de 1986, com a criação do Pronto Baby, um atendimento de emergência voltado para crianças, e a ampliação do atendimento ambulatorial, com a implantação de seis leitos de UTI, em 1990. O novo formato, que transformou a Casa de Saúde e Maternidade Santa Helena em Hospital Santa Helena, concretizou-se em 1996, com a criação de um Pronto Socorro para atendimento geral.

O ano de 2016 foi marcado pela a aquisição do hospital pela Rede D’Or São Luiz, que propiciou um grande investimento com a modernização do seu parque tecnológico.  O ritmo de adensamento da Asa Norte já demandava um atendimento que acompanhasse as necessidades dessa nova população. A procura pelos serviços aumentou tanto que foi preciso, além do investimento na parte física, aumentar o número de profissionais na instituição, como explica a diretora médica do hospital, Séfora Almeida. “Cheguei ao hospital para coordenar a equipe da clínica médica e acompanhei o aumento do número de profissionais com a necessidade de se investir na capacitação técnica de médicos e colaboradores. Buscamos garantir cada vez mais um atendimento de excelência, para que a nossa visão de ‘hospital da família’ fosse refletida em nossos serviços”, relata.

Para o segundo semestre de 2019, o Hospital Santa Helena prepara grandes surpresas para as pacientes. Está sendo erguido o “Centro da Mulher”, um local voltado exclusivamente para atendimentos específicos do corpo feminino. Dentre as especialidades estão ginecologia, obstetrícia e mastologia, tudo com o apoio de uma central de exames e aparelhos de imagem. O local terá uma ambientação humanizada e confortável, com tudo que as mulheres mais gostam. Além disso, está sendo instalado um robô no centro cirúrgico, o Da Vinci SI, para a realização de cirurgias robóticas.

O hospital possui hoje a certificação ONA II (Organização Nacional de Acreditação) e se orgulha de ser um hospital geral, voltado para a saúde da família, atendendo de gestantes a idosos, com estrutura e profissionais específicos para cada caso, incluindo maternidade, pediatria, UTIs neonatal e pediátrica, clínica cirúrgica e geriatria.

Ciclos de melhoria constantes com os colaboradores da unidade são programados a partir de pesquisas de opinião com os pacientes, para enxergar as necessidades de cada um, com o objetivo de oferecer um atendimento cada vez mais seguro e acolhedor. A população também se beneficia com ciclos de palestras para gestantes, abertas ao público, e campanhas de prevenção ligadas às datas nacionais voltadas para a saúde, como Outubro Rosa e Novembro Azul. Um dos cursos gratuitos que mais tem recebido interessados é o de Cuidador de Idosos, que conta com a participação de uma equipe multiprofissional, incluindo médicos, enfermeiros, fono e fisioterapeutas.

 

Ficha técnica

Com 50 anos de história, o Hospital Santa Helena (HSH), localizado na Asa Norte, reúne serviços assistenciais completos, amparados por uma equipe experiente e equipamentos de tecnologia avançada. Edificado em cinco andares, o HSH é referência na assistência médico-hospitalar do Distrito Federal. Conta com Centro de Diagnóstico em Cardiologia, Emergência, Internação, UTI Neonatal, Pediátrica e Adulto, Centro de Material Esterilizado, Hemodinâmica e Centro Cirúrgico, entre outras unidades. Desde 2015, o Hospital Santa Helena integra a Rede D’Or São Luiz, a maior rede de hospitais privados do País.

Área: 32.000 m²

N° de apartamentos: 156

Atendimentos ambulatórios: 8 000 média mensal

Atendimentos Emergência:  15 000 média anual 2018

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