• 25 de maio de 2022 12:51

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Cine Brasília aumenta programação nas férias e garante exibição de títulos premiados

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By61brasilia

jan 23, 2020
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Cine Brasília aumenta programação nas férias e garante exibição de títulos premiados

Estreia do documentário nacional “Adoniran” completa programação que fica em cartaz até o dia 29

O Cine Brasília, que tem se consolidado como a principal sala de cinema do Distrito Federal, continua o mês com alguns dos sucessos de bilheteria mundial. Títulos premiados e aclamados pela crítica como “Parasita”, O “Farol” e “Synonims” permanecem em cartaz. Já o estreante da semana será o documentário nacional “Adoniran, meu nome é João Rubinato”.

A programação que começa nesta quinta-feira (23) e vai até o dia 29, promete levar ainda mais espectadores ao Cine, engrossando o número de 7188 pessoas que passaram pelo local neste ano.  Em formato fora do tradicional, a sala receberá diariamente quatro sessões: 15h, 17h15, 19h20 e 21h.

Segundo o gerente do espaço, Rodrigo Torres, a proposta atende a um pedido do público e deve se estender durante todo o período de férias. “Pensamos para esta semana uma programação mais dinâmica, especialmente pela boa recepção do público em relação aos filmes em cartaz e os inúmeros pedidos nas redes sociais para que os filmes programados para a última cine-semana se mantenham em exibição”, disse.

Ele pontua que as mudanças visam trazer aos cinéfilos da capital títulos que têm se destacado no cenário mundial, sem abrir mão de uma das principais características do Cine Brasília, que é o lançamento de obras nacionais. “A estreia da semana é o documentário nacional sobre o músico Adoniran Barbosa, que estreia no circuito comercial no dia 23. Atendemos à solicitação dos frequentadores para escalar o filme Parasita, que já foi visto por 1638 pessoas no Cine Brasília, para a última sessão do dia, oferecendo assim mais chances para que as pessoas que estão trabalhando consigam ver o filme”.

O público poderá conferir no ‘horário nobre’ o longa coreano “Parasita”, que recebeu prêmios mundiais, como Globo de Ouro 2020 na categoria Melhor Filme de Língua Estrangeira e o prêmio máximo de Cannes, a Palma de Ouro.

A trama relata a história de um jovem que começa a dar aulas de inglês a garota de uma família rica e se encanta com a realidade luxuosa de sua aluna. O drama aborda o fascínio do professor, revelando um sentimento de ambição, que o motiva a arquitetar um plano para infiltrar toda a sua família na realidade de vida da estudante rica, um a um.

A produção dirigida pelo sul coreano Bong Joon Ho também foi indicado ao Oscar nas categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original, entre outras indicações técnicas. O diretor considera uma vitória o fato de um filme estrangeiro ser aclamado mundialmente, com grande margem de aceitação. “Quando vocês conseguirem superar a barreira da legenda, vão descobrir filmes maravilhosos. Nossa língua é uma só: o cinema”.

Sem abrir mão de uma das principais características do Cine Brasília, que é o lançamento de obras nacionais, a estreia da semana fica a cargo do filme “Adoniran, meu nome é João Rubinato”. O documentário, vencedor do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro por melhor montagem e melhor trilha sonora, conta a história de Adoniran Barbosa (1910-1982), personalidade que carrega o título de maior sambista paulista de todos os tempos. Adotando a cidade que o consagrou como cenário coadjuvante, o longa-metragem traça um paralelo entre a metrópole de hoje e aquela vivida por Adoniran.

Dirigida por Pedro Soffer Serrano, a história do artista brasileiro é embasada por meio de recordações importantes de sua carreira. Imagens de arquivo raras e depoimentos de amigos e familiares revelam um personagem multifacetado e apaixonado pela cidade de São Paulo nas letras de suas canções, como os sucessos “Trem das Onze” e “Saudosa Maloca”. Adotando uma estrutura linear e convencional, o idealizador do documentário resgata episódios cômicos vividos pelo sambista na televisão, no cinema e nos bastidores das rádios.

Rodrigo Torres explica que em 2019, 60% da programação de filmes comerciais do Cine foi dediada à exibição de obras nacionais. “Acreditamos que as obras em questão merecem destaque, pois além de apresentarem inovações estéticas e narrativas, abordam também temáticas relevantes para a sociedade”.

Também continua em cartaz, no período vespertino, a comédia dramática “Synonyms”. Premiada na 69ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, com o principal troféu, o Urso de Ouro, a trama aborda o choque de culturas vivido por um jovem israelense que se exila em Paris.

Dirigido pelo israelita Nadav Lapid, a coprodução de origem francesa, israelita e alemã conta a história do adolescente Yoav. O jovem israelita desembarca em Paris determinado a virar as costas a suas origens e a sua identidade, apenas com o auxílio de um dicionário hebraico-francês. A obra é repleta de reflexões acerca do nacionalismo. Para o diretor, a narrativa construída nesta ficção é considerada anormal, inusitada, excêntrica, diferente, especial, extravagante, incomum e singular. “É uma obra que testa, provoca e encanta. Um filme sobre os sinônimos da nossa existência, do real, realidade, subsistência, vida, vivência”, relata.

Também segue invicto, encaixando-se no “horário da sessão de verão”, o sucesso de bilheteria “O Farol”. Responsável por agitar a casa de cinema no início de 2020, este título já levou ao Cine Brasília 2650 pessoas com proposta intrigante neste misterioso drama. Estrelado por Robert Pattinson, o filme americano narra a história de dois guardas de farol em uma remota e misteriosa ilha da Nova Inglaterra no início do século 20, despertando curiosidades sobre os lugares privados e segredos escondidos nos arredores da região desconhecida.

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