• 28 de maio de 2022 07:20

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Valeria Souza

Oncofertilidade é prioridade e continua durante pandemia, diz SBRA

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abr 8, 2020
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Oncofertilidade é prioridade e continua durante pandemia, diz SBRA

Tratamentos para oncofertilidade devem ser mantidos durante a pandemia do coronavírus (Covid-19). Esta é a recomendação que a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida (REDLARA) destacam na semana em que é celebrado o Dia Mundial de Luta contra o Câncer (8 de abril), lembrando que para as mulheres em idade fértil que acalentam o desejo de ser mãe, os tratamentos contra o câncer já não são uma sentença de infertilidade. E isso graças à oncofertilidade – área da reprodução assistida que objetiva a preservação de gametas, embriões e tecido gonádico e dessa forma pode propiciar fertilidade nos pacientes em tratamento contra a doença maligna. De acordo com as entidades, esses tratamentos oncológicos voltados para a preservação da oncofertilidade são prioritários e urgentes e devem continuar sendo considerados como tal, mesmo na vigência do alerta contra o Covid-19.

Em nota conjunta, as instituições reforçam que este é um momento de prudência e de atenção e recomendam que os profissionais de reprodução assistida suspendam novos procedimentos eletivos durante esse período devido às incertezas que ainda cercam questões sobre a repercussão da Covid-19. De acordo com a presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa, as entidades acompanham de perto a publicação de diretrizes das equipes de planejamento de saúde pública no território brasileiro, que estão sendo compartilhadas por toda a América Latina, e, por isso, entendem, que é hora de avaliar com rigor e individualizar cada caso.

As entidades ressaltam que a exceção são os casos oncológicos e outros em que o adiamento possa causar mais dano ao paciente. “Nessas eventualidades, a orientação é de que a decisão seja compartilhada com o paciente e que o profissional observe com cautela as particularidades de cada situação. Além disso, os ciclos já em andamento devem ser finalizados, com controles estritos dos pacientes e equipes envolvidas”, esclarece a nota.

Oncofertilidade – A radioterapia, quimioterapia e cirurgias utilizadas no tratamento do câncer podem, muitas vezes, levar à infertilidade, e por isso, falar sobre as possibilidades de preservação da fertilidade após tratamento da doença pode afetar diretamente no bem estar das pessoas. Oncofertilidade é um campo da medicina que tem como objetivo possibilitar a manutenção da fertilidade dos pacientes com câncer que desejam ter filhos após o tratamento da doença.

Para que haja sucesso no processo de preservação da fertilidade, recomenda-se que haja o congelamento de espermatozoides, óvulos, embriões ou tecidos testicular ou ovariano antes de começar o tratamento para cura do câncer. Dentro do processo, deve-se escolher o método mais adequado, em tempo hábil, sem prejudicar a saúde do paciente e em conjunto com o médico responsável pelo tratamento do câncer.

Faixa etária – Devido aos índices de cura e tratamentos cada vez mais eficazes de doenças malignas em faixa etária reprodutiva ou mesmo crianças e adolescentes diagnosticados com câncer também podem ser avaliados e os profissionais de saúde que os acompanham orientarem sobre a preservação da fertilidade. Com a possibilidade do congelamento de fragmentos de tecido testicular e ovariano, após o tratamento esse tecido poderá ser reimplantado com a possibilidade de resgate de sua função. Apesar de ainda ser considerado experimental, já existem mais de 60 nascimentos relatados a partir do transplante de tecido ovariano.

Os riscos de infertilidade em pacientes com câncer são maiores a medida em que o diagnóstico é feito em pessoas com idades mais avançadas. Isso acontece porque a quimioterapia, por exemplo, pode “envelhecer” o ovário e, portanto, mulheres com idade superior a 35 anos tendem a ter mais dificuldades para preservar a fertilidade.

A estratégia escolhida para cuidar da fertilidade depende do tipo e estágio do câncer. Quanto mais precoce o diagnóstico da doença, maior será a possibilidade de preservação da fertilidade. Cânceres em estágios avançados, alguns tipos mais agressivos e a depender das condições clínicas da pessoa afetada, poderão demandar início imediato da químio ou radioterapia, podendo impossibilitar a preservação.

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