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Tatuador brasiliense usa blackwork, Fineline, Dotwoerk luz, sombra e muito talento na peleAlma

Nubia Paula

ByNubia Paula

out 29, 2020
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Tatuador brasiliense usa blackwork, Fineline, Dotwoerk luz, sombra e muito talento na peleAlma

Tatuagens com estilo próprio e que as tornam únicas têm se propagado e ganhado novas dimensões. Os tatuadores são cada vez mais vistos como artistas, personalizando desenhos e vontades dos clientes de uma maneira realmente inesquecível para quem as leva no corpo, mas também para quem olha o trabalho.

Com traços contemporâneos e mistura de elementos do old school, aquarela e sketches, Carlos Moretz– sohn é um ilustrador brasileiro que se dedica à tatuagem há 3 anos. Por conta de seu dom para o desenho, nunca foi fã dos rabiscos clássicos de tattoo, como dragões e índios. Com muito treino, chegou ao seu desenho autoral e atualmente só trabalha com ele, marcando a pele de professores, publicitários, artistas plásticos, diretores de arte e demais pessoas envolvidas com arte de alguma forma.

Aquarela, nanquim, types, colagem e pontilhismo são exploradas por Moretz, que ao conhecer os gostos dos clientes consegue chegar ao desenho ideal, criando sua própria assinatura, facilmente assimilada quando alguém vê seus desenhos. Ele acredita que, para resultar em algo autêntico, é necessário que o cliente confie e deixe o tatuador livre para criar. 

  O desenhista já pensou em se tornar Arquiteto, começou o curso de arquitetura no Ceub, mas trancou e hoje se realiza mesmo na sua vocação: a tatuagem. Basicamente, ele aprendeu sozinho praticando em casa e, em seguida, aperfeiçoou suas habilidades em amigos ou em qualquer outra pessoa que deixasse.

                     “Penso em  voltar a universidade , fazer Artes Plásticas mas para acrescentar a tatuagem.” 

E 3 anos depois da opção definitiva pela tatuagem , ele colhe os frutos do sucesso com uma clientela que vem para estampar no corpo os seus traços. Traços onde uma das principais características é a preciosidade, os detalhes bem delineados em cada desenho, aliado a um extremo bom gosto.

Conheça um pouco desse trabalho que, como ele mesmo diz, é a vida dele.

 “Não dá pra falar de mim sem falar do que faço”.

  Quando se manifestou essa tendência pelo desenho?

 Eu desenhava desde criança, pintava etc.. E sempre colhia elogios, seja de professores ou de amigos. Nisso, no desenho, eu era muito bom, sem modéstia. Eu aprendi sozinho haha comprei as coisas e fui treinando, e o mais inacreditável de tudo é autodidata. 

 E hoje tem um estúdio?

Estou atendendo em casa por enquanto, montei o estúdio e atendo os clientes lá… . Antes tinha um estúdio, o Pedra Preta mas foi fechado na pandemia.

 Foi aqui mesmo em Brasilia?

 Sim, comecei há 3  anos atrás. No começo, eu conciliava com a universidade. Chegava com o dia amanhecendo. Dormia até a hora do almoço e à tarde atendia meus clientes. Lembro que quando inaugurei meu primeiro estúdio, na área comercial do Plano Piloto, o Pedra Preta mas foi fechado na pandemia. Após um tempo fui ganhando notoriedade, principalmente quando comecei com a técnica de pontilhismo e linha fina , onde foi o meu “boom”.

 E deixou a universidade pela tatuagem incerta?

Mas para mim o certo era isso. A arte é minha paixão, comecei com a pintura até chegar na tatuagem. Apesar do caminho árduo, não me arrependo de nada. Tudo o que tenho, conquistei com a tatuagem e tenho muito orgulho disso. 

O que está na moda? O que seus clientes preferem?

 Há todo tipo de clientes, desde aqueles que só querem uma tatuagem minimalista até aqueles que querem tatuagens grandes. Meus clientes me procuram muito pra fazer o que eu gosto de fazer haha que é pontilhismo e linha fina…

 E já aconteceu de recusar um cliente?

Ah, sim. Já aconteceu sim, eu preciso me identificar com a arte de alguma forma e quando isso não acontece prefiro não fazer pra não entregar uma coisa que não será 100% de mim.

E quando o cliente vem com uma obra feita por outro tatuador e que ficou horrível…Você refaz?

Dependendo do que for e se eu ver que tem salvação eu refaço sim haha eu até gosto de reformar tattoos, o cliente sempre se surpreende, é legal a sensação.

 É comum dar algum tipo de rejeição ou inflamação na tatuagem?

É muito raro no estilo que eu faço… Eu tenho um estilo mais “leve”, então quase não agride tanto a pele e o processo de cicatrização é mais rápido.

   E qual é o segredo do seu sucesso?

Ah não tem segredo haha acho que quando você se dedica e faz o que ama o sucesso é recorrente, vem de forma natural. O segredo é fazer o que gosta!

Quais são seus planos para o futuro?

Eu pretendo continuar trabalhando com isso, ver mais gente carregando minha arte e tatuar fora do Brasil! Eu adoro a cena de tatuagem da Europa e se um dia eu chegar lá, ficarei muito realizado haha

Serviço:

Pele Alma

whatsapp :61 996841023

https://www.instagram.com/pelealma/

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