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Menina de 4 anos recebe prótese 3D desenvolvida por estudantes do IESB - 61 Brasilia
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  • 6 de outubro de 2022 21:51

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Menina de 4 anos recebe prótese 3D desenvolvida por estudantes do IESB

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By61brasilia

nov 8, 2021
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Grupo está aberto a pedidos de pessoas com deficiência e que precisam do dispositivo. “Iniciativa é sinônimo de solidariedade e amor ao próximo’, diz coordenador do projeto

Alunos do Centro Universitário IESB estão transformando sonho em realidade de crianças e adultos com deficiência em membros superiores. Por meio de um projeto inovador, eles estão imprimindo, montando e distribuindo, gratuitamente, próteses de mãos feitas em impressoras 3D. Pessoas que não possuem um ou todos os dedos ou qualquer membro abaixo do cotovelo podem se beneficiar desses dispositivos criados no laboratório da instituição com supervisão dos professores.

A primeira entrega foi realizada no laboratório de Design do IESB, no campus Sul (614 Sul). Maria Beattriz Santana da Costa, de quatro anos, recebeu o dispositivo, feito especialmente e com a cor que ela mesmo escolheu: rosa.

Essas próteses são úteis para aqueles que não têm a opção de um modelo convencional devido ao custo, tempo de troca ou individualidade dos seus membros. Além disso, há o impacto na autoestima dessas pessoas. E para o IESB é também uma oportunidade de colaborar com a sociedade, mostrando ainda que os nossos alunos estão fazendo coisas incríveis, inovadora e relevantes, impactando a vida das pessoas”, afirma o coordenador do projeto, Renan Balzani, professor dos cursos de Arquitetura, Design de Interiores, Moda e Design Gráfico do Centro Universitário IESB.

Moradora da Candangolândia, Maria Beattriz perdeu as mãozinhas devido uma infecção generalizada quando ela tinha apenas dois anos. “Receber uma ajuda assim é muito importante. Nós, como pais, ficamos muito felizes com essa oportunidade, que deixa o nosso coração mais leve. Sabemos que a Maria vai conseguir viver a vida dela, mas toda ajuda é muito bem-vinda”, conta Gisely da Mota Santana, mãe da criança.

Inovação e trabalho em equipe

A iniciativa faz parte da rede de voluntários do projeto e-Nable Brasil, que conta com a parceria de profissionais da saúde para atender de forma segura e eficaz essas pessoas que mais precisam de ajuda. Um trabalho feito em equipe.

No IESB, além do professor Renan, participam desta primeira etapa a professora Larissa Cayres, coordenadora dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Design de Interiores do IESB; o laboratorista Paulo Henrique Moreira de Carvalho Faria; e os estudantes da instituição, Ana Karolina Alves Ferreira, de Design de Interiores; Luisa Farani e Renata Damasceno, alunas do curso de Arquitetura e Urbanismo.

“Participar do projeto e-Nable tem sido uma oportunidade valiosa de crescimento acadêmico e pessoal, devido a importância de impactar a vida de outras pessoas, dentro e fora da comunidade acadêmica”, destaca Renata, que atualmente está no 6º semestre do curso no IESB. Ela reforça que o aprendizado com o laboratório vai além do trabalho com os softwares e as impressoras 3D. “A gente acompanha o processo de entrega e o pós-entrega, diretamente com a família.E tudo é uma emoção profunda. Conseguir trazer esperança para o dia a dia de uma criança que está em processo de desenvolvimento é de grande valia. É uma emoção enorme para quem está participando desde o começo”,completa a estudante.

“O que o IESB está fazendo com esse projeto é aliar teoria e prática, dando a oportunidade para nós, alunos, colocarmos em prática o que aprendemos em sala de aula e ainda podermos ajudar pessoas que precisam. O meu papel no trabalho é desenvolver uma forma de conectar a prótese ao membro da pessoa. Isso pode acontecer com luvas, tiras, depende do tipo de prótese que está sendo desenvolvida. E como eu tenho experiência em moda, atuei no projeto com esse toque final”, explica Luisa.

Coordenadora dos cursos de Arquitetura e Design de Interiores, Larissa Cayres destaca ainda a importância do incentivo a pesquisa que o Centro Universitário oferece. “Desde a sua fundação, o IESB é uma instituição inovadora, com muito apoio a pesquisas. E isso nos anima a estarmos sempre trabalhando e propondo novos desafios. E o projeto e-Nable chegou como uma oportunidade fantástica para podermos aliar os estudos dos nossos alunos com os modernos equipamentos que temos em nossos laboratórios em prol de uma ação que envolve a comunidade. Trazer a comunidade para dentro da instituição é o que acreditamos ser uma extensão universitária de verdade”,completa a professora.

Como as próteses funcionam

As próteses funcionam com movimento de agarrar. O professor Renan explica que elas abrem e fecham usando a flexão do punho ou cotovelo para criar a tensão para fechar os dedos. Portanto, o indivíduo que vai recebê-las deve ter um punho ou cotovelo funcional para poder tirar o máximo proveito na utilização dos dispositivos recomendados pela e-NABLE. Além disso, as próteses devem ser prescritas por um profissional de saúde e seu uso deve ser acompanhado por um responsável da área de reabilitação. “Só com a prescrição de prótese é iniciado o processo de modelagem e impressão do dispositivo de acordo com as medidas do paciente e necessidades de adaptação. Também é feito avaliação junto a família e ao futuro usuário da prótese, explicando como é feito o uso, indicando as possibilidades e limitações”, destaca Renan.

As próteses são feitas por meio das impressoras 3D do laboratório IESB, utilizando plásticos ABS ou PLA. Atualmente, são cinco opções de modelos diferentes. “Com a orientação de um profissional de saúde, modificamos o tamanho original do modelo, permitindo que crianças e adultos possam ter próteses mais adequada para cada corpo, levando em conta as limitações, já que os dispositivos têm o papel de ajudar, mas não terão o mesmo movimento de uma mão orgânica. Depois de impressas, elas são montadas pelos nossos estudantes, laboratoristas e professores”, afirma Renan.

Após a doação, é necessário um período de adaptação, que não é demorado. “Depois que a prótese está pronta, nossa equipe de profissionais e estudantes do IESB vão ensinar o beneficiário a usar as novas mãos. Elas são colocadas no punho utilizando uma faixa, como se fosse uma luva”, explica o professor.

As próteses são registradas e sua comercialização é proibida por lei. “Todo o nosso trabalho é voluntário. Ao aceitar os termos, o usuário também se compromete a não comercializar os dispositivos”, completa Renan.

Saiba como solicitar a prótese

O interessado em adquirir a prótese de mão confeccionada pelo IESB deve entrar no site da e-NABLE Brasil (http://e-nablebrasil.org/wp/), clicar em solicitação, indicar a localidade e marcar o Centro Universitário IESB para que o laboratório da instituição possa receber a demanda e iniciar o processo de atendimento. Há também a possibilidade de entrar em contato direto com o IESB pelo e-mail fablab@iesb.br.

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