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  • 28 de setembro de 2022 13:12

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Vila velluti

Elephants, espetáculo que aborda temas como solidão, depressão, fracasso e suicídio estreia dia 20 de dezembro

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By61brasilia

dez 16, 2021
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Com  linguagem híbrida, que mistura cinema e teatro com o recurso de chroma Key, o espetáculo pode ser conferido gratuitamente no YouTube

Estreia dia 20 de dezembro em cartaz, no YouTube, no Canal DesVirtuArt – Festival e Festividades da Arte Stream,  o vídeo-espetáculo “Elephants”, projeto contemplado pelo PROAC Expresso Lei Aldir Blanc – LAB 36/2020 – Produção e Temporada de Espetáculo de Teatro com Apresentação Online. Adaptado da obra “Sobre Elefantes e Coelhos”, de René Piazentin, o espetáculo conta com a direção de Nelson Baskerville e no elenco Danilo Miniquelli, Carol Mafra e Danna Lisboa.

“Elephants” aborda o encontro entre um corretor de imóveis e uma excêntrica tatuadora, que carregam a dor do fracasso, mas que externalizam e lidam com ela de maneiras diferentes. Em paralelo as amarguras das personagens centrais, acontece uma espécie de epidemia de suicídio, onde as pessoas sobem nos prédios e ao se jogarem desaparecem. Toda essa movimentação é vivenciada pela misteriosa Mulher da Long Neck,  que começa a se relacionar de forma enigmática com as personagens da peça.

De acordo com o autor, René Piazentin, o tema principal não é o suicídio, ele é o pano de fundo para mostrar como pessoas diferentes lidam com o tema sofrimento psicológico, depressão, e como o encontro das duas personagens centrais afeta a maneira de lidar com o próprio sofrimento e com o do outro.

Segundo Nelson Baskerville, a peça vem muito a calhar com o que a humanidade vive hoje com a pandemia da Covid-19, e com o  isolamento que vivemos por mais de um ano.

Elephants fala da solidão, de pessoas solitárias que vagam pelas grandes cidades sem se relacionar com o outro. A pandemia trouxe essa solidão para todos nós, ela nos deixou sozinhos em casa, isolou cada um no seu canto. Muitos não tinham com quem conversar e começaram a falar sozinhos ou com suas plantas e animais”, exemplifica o diretor.

Assim como na pandemia, a peça fala de pessoas que sumiram e como cada um busca o entendimento dentro de si para essas questões.

Graphic Novel brasileira
Devido a pandemia da Covid-19, o espetáculo foi transformado em um cine-teatro, uma mistura de linguagens do teatro com o audiovisual. Para Elephants a técnica utilizada na gravação foi a do chroma key. Para evitar aglomeração, apenas Danilo Miniquelli e Carol Mafra se encontraram pessoalmente e gravaram suas cenas no apartamento da atriz. A direção foi realizada de forma online, o que segundo Baskerville possibilitou que ele se concentrasse na direção dos atores, sem precisar se preocupar com o cenográfico. A atriz Danna Lisboa gravou a parte dela separadamente, já que sua personagem não possui contato físico com os outros. De acordo com ela, esse formato possibilitou vivenciar algo novo, sair da zona de conforto, e criar um formato interessante não só para a equipe, mas para quem vai assistir.
Elephants, projeto idealizado por Miniquelli e Mafra, acabou se transformando em uma Graphic Novel brasileira, uma linguagem ainda pouco usada no audiovisual brasileiro. “Devido às circunstâncias, pensamos em diferentes formas para realizar esse trabalho e veio a ideia de utilizar o chroma”, comenta Baskerville.  Para a direção de Imagem e cenário virtual foram convidados André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo) e a Direção de Arte ficou com André Grynwask e Telumi Hellen. Todo o processo, entre ensaios onlines, filmagem e montagem gráfica levou 09 meses.

“Quando surgiu a ideia de trazer um cenário virtual na fase mais complicada da pandemia, fui pego de surpresa, mas o trabalho do André trouxe uma provocação completamente nova para mim, Carol e Danna. É incrível me ver transformado em personagem de quadrinhos e mais: ver a melancolia do texto do René dialogando tão bem com isso e com o momento que vivíamos. É muito maluco pensar que praticamente não nos relacionamos, que ensaiamos uma grande parte do processo sem nos vermos, nos tocarmos, sem sentir o respiro do outro. Foi uma sacada genial do Nelson, que com a inventividade da Telumi, do Daniel, do Dan Maia, além do próprio André, obviamente, trouxe um resultado poético, profundo e excêntrico, como sempre li o texto do Renê”, ressalta o ator, Danilo Miniquelli.

Elephants é a atração principal do DesVirtuArt – Festival e Festividades de Arte Stream, que acontece de 20 a 30 de dezembro, gratuitamente, no Canal do DesVirtuArt, no YouTube. Para acessar, clique aqui. Elephants fica em cartaz nos dias 20, 21, 22, 23, 27 e 28 de dezembro. Indicada para maiores de 14 anos, o espetáculo conta com 80 minutos e pode ser conferido gratuitamente.

Sinopse de Elephants – Em uma realidade distópica, onde uma epidemia de suicídios faz os corpos desaparecerem quando tocam o chão, um corretor de imóveis, vivido por Danilo Miniquelli (Fome), sofre um grande trauma ao presenciar uma tragédia, no mesmo dia que conhece uma excêntrica tatuadora, na pele de Carol Mafra (Minha Potira), ativista pela causa animal, que entrega panfletos de um restaurante vegano, vestida de coelho, para sobreviver. Em paralelo, uma mulher misteriosa, performada pela cantora Danna Lisboa (Manhãs de Setembro), passa a se relacionar com os espaços vazios deixados pelos corpos desaparecidos, acompanhada de sua long neck. Ao som de um jazz melancólico, o casal se refugia do mundo em suas próprias expectativas, frustrações e obsessões, vivendo um intenso romance, até que um evento muda totalmente seus planos e suas memórias se tornam devaneios, que se confundem à dura realidade cinza da metrópole.

Sobre o diretor – Nelson Baskerville é ator, diretor e autor teatral, além de artista plástico. Formado pela EAD (Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo), com graduação em Teatro pela Universidade Ítalo Brasileira. Em televisão atuou na minissérie “Maysa” e nas novelas “Viver a Vida” e “Em Família”, todas de Manoel Carlos, com direção de Jayme Monjardim. Atuou em “Éramos Seis”, de Rubens Ewald Filho e “Fascinação”, pelo SBT. Atualmente o ator pode ser visto nas séries “O Negócio” (HBO), “Carcereiros” de Eduardo Belmonte (Globo), Hebe (Globo), “Coisa Mais Linda” (Netflix), “Onde Está Meu Coração” (Globo Play); e nos longas “Divaldo Franco” e “Papai é PoP,” de Caito Ortiz.
Ganhador do Prêmio Shell 2011 de melhor diretor por “Luis Antonio-Gabriela”, espetáculo com maior número de indicações no ano. Conquistou com esse espetáculo o Prêmio APCA 2011, além de melhor espetáculo pelo Júri Popular do Prêmio Governador do Estado e Prêmio CPT de melhor diretor e melhor conjunto. Foi indicado ao Prêmio Shell 2017 pela direção de Eigengrau e Penelope Skinner. Recebeu mais duas indicações ao Prêmio Shell 2013, por seu trabalho de direção e iluminação no espetáculo “As Estrelas Cadentes do Meu Céu são feitas de Bombas do Inimigo”, com a Cia Provisório-Definitivo. Diretor de um dos maiores sucessos de público em 2018, “Os 3 Mundos” de Fabio Ba e Gabriel Moon no Teatro Popular do Sesi.

Sobre o autor – René Piazentin é Bacharel, Mestre e Doutor em Artes (Direção Teatral) pela ECA-USP. Orientador de Arte Dramática no TUSP – Teatro da USP, desde 2009, onde desenvolve ações artístico-pedagógicas e colabora com a direção do órgão na programação da capital. Como dramaturgo, foi duas vezes contemplado no Edital de Dramaturgia para Pequenos Formatos Cênicos do Centro Cultural São Paulo, com O Taxidermista (2014) e A neve ou fora de controle (2018), assinando também a direção de ambas. Em 2016 O Taxidermista circulou pela capital, contemplado pelo prêmio Zé Renato de Fomento ao Teatro. Dentro de sua ação como Orientador de Arte Dramática do TUSP coordenou, entre 2015 e 2018, os experimentos de montagem dentro do Núcleo TUSP na capital, em um total de sete espetáculos e nove temporadas. Como professor, trabalhou em instituições ligadas à formação teatral como UNESP (2016); Universidade São Judas Tadeu (2005 a 2007); Teatro Escola Macunaíma (2002 a 2012, encenando mais de 30 espetáculos ao longo deste período). Em 2007 funda, junto com a atriz Aline Baba, a Cia dos Imaginários, onde desenvolve ao longo dos últimos anos uma pesquisa continuada em dramaturgia e encenação. Dentro da Cia dirigiu e foi responsável pela dramaturgia dos espetáculos Quixote (2007), a partir da obra de Cervantes; NIKLASSTRASSE, 36 (2011), a partir de Kafka; Uma Alice imaginária (2012), a partir do universo de Carroll; Sobre a tempestade (2014), a partir de Shakespeare, O Taxidermista (2015) e A neve ou fora de controle (2019), textos próprios. Fora da Cia dos Imaginários dirigiu vários espetáculos, com destaque para Esperando Godot, de Samuel Beckett (melhor espetáculo nos Festivais de Bragança Paulista – 1996 e Guarulhos – 1997, entre outros prêmios), O CHEIRO DAS AMÊNDOAS AMARGAS, de Claudia Pucci, 2003 e Fim de Partida, de Samuel Beckett (integrante do evento BECKETT 100 ANOS no SESC Santana, cumprindo temporada no SESC Ipiranga e CCSP). Estagiou (2004) com o diretor Theodoros Terzopoulos em Atenas (Grécia), no Teatro Attis, em residência ligada ao seu projeto de Mestrado, tendo acompanhado os processos de Epigoni (fragmentos de Ésquilo), Tríptico (peças curtas de Beckett) e Ájax (Sófocles).

Ficha Técnica
Texto: René Piazentin
Direção: Nelson Baskerville
Elenco: Carol Mafra, Danilo Miniquelli e Danna Lisboa
Direção de Imagem e cenário virtual: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo)
Direção de Arte: André Grynwask e Telumi Hellen
Figurino: Telumi Hellen
Trilha Sonora Original: Dan Maia
Assistência de Direção e Produção Executiva: Daniel Guisard
Idealização: Danilo Miniquelli e Carol Mafra
Assessoria de Imprensa: Sevilha Comunicação
Foto: Luis Sória – Num Click Estúdio

Serviço
Espetáculo: Elephants
Temporada: Em dezembro, dentro do DesVirtuArt – Festival e Festividades de Arte Stream: Dia 20/12 – 21h30 / Dia 21/12 – 19h30 / Dia 22/12 – 21h30
Dia 23/12 – 19h30 / Dia 27/12 – 19h30 / Dia 28/12 – 21h30
Local: Canal do DesVirtuArt, no YouTube – clique aqui para acessar
Valor: Gratuito
Duração: 80 minutos
Classificação: 14 anos
Trailer: Elephants.trailer

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