• 21 de maio de 2022 05:48

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O sistema reprodutor masculino também envelhece?

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jan 18, 2022
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O sistema reprodutor masculino também envelhece?

O Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino acomete grupo com mais de 40 anos. A partir dessa idade, estima-se que os níveis de testosterona diminuam a uma taxa de 1% ao ano

A menopausa, quando há a interrupção da menstruação, momento em que os hormônios femininos já não são mais produzidos pelos ovários, é um assunto recorrente entre o público feminino. O que muitos não sabem é que os homens, em determinada fase da vida, também passam por algo parecido, mas não igual, já que, diferentemente da menopausa, a queda hormonal é gradual, o que torna o termo andropausa inadequado. Trata-se, portanto, do Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (Daem).

De acordo com o médico do Hospital Urológico de Brasília, Dr. Rodrigo Braz, o Daem faz parte do processo normal de envelhecimento masculino, quando ocorre um declínio progressivo e lento da função das gônadas masculinas (testículos), responsáveis pela produção hormonal, no caso a testosterona – principal hormônio sexual masculino.  “Os sintomas começam a aparecer em homens com mais de 40 anos. Estima-se que os níveis de testosterona a partir dessa idade diminuam a uma taxa de 1% ao ano”, ressalta o urologista.

Segundo o médico, todo homem está sujeito a passar por esse período, mas os sintomas e intensidade estão relacionados à qualidade de vida dele. “O homem que seguiu uma dieta balanceada, realizou atividade física regular, não ganhou peso corporal, não fumou e não fez uso abusivo de bebidas alcoólicas pode sofrer menos e não necessitar de reposição hormonal”, enfatiza o urologista. Entre os sintomas, categorizados como sexuais e não sexuais, estão: diminuição do desejo sexual, problemas de ereção, obesidade, perda de massa muscular, depressão, fadiga, perda de pelos corporais, redução da sensação de vitalidade e anemia.

Tratamento

O tratamento do Daem é realizado com terapia de reposição de testosterona (TRT), associado a orientações nutricionais e de atividade física. Vale destacar que os pacientes candidatos à terapia de reposição devem entender que o tratamento requer monitoramento médico e acompanhamento periódico.  “A terapia de reposição deve ser indicada para pacientes com o Daem, clinicamente significante, após a discussão das vantagens e possíveis efeitos adversos. O médico não deve se basear apenas em valores laboratoriais, mas também nos sinais e sintomas relatados pelo paciente”, esclarece o médico.

A terapia de reposição hormonal pode ser realizada por meio da reposição exógena (forma artificial administrada como suplemento) de testosterona que pode ser feita por via oral, transdérmica (aplicação na pele), subcutânea ou intramuscular. Pode também ser realizada com terapia que estimula a produção endógena (natural do organismo) de testosterona.

O especialista explica que o não tratamento pode levar a um aumento do risco de morte por doença cardiovascular, além de um crescimento nas chances de desenvolver depressão, obesidade, perda de massas muscular e óssea, problemas de ereção e diminuição da vontade de ter relações sexuais.

Vale destacar que a reposição hormonal não aumenta a chance de desenvolver câncer de próstata. “Algumas publicações sugerem uma relação inversa, ou seja, um risco mais elevado, ou doença potencialmente mais agressiva, associado a níveis mais baixos de testosterona no sangue”, esclarece o urologista. Segundo ele, a reposição hormonal também não aumenta a chance de infarto ou pressão alta, quando o homem tem níveis baixos de testosterona no sangue.  “Neste caso, a reposição diminui as chances de doença cardiovascular e tende a melhorar até mesmo os níveis de glicose no sangue”, conclui Dr. Rodrigo Braz.

 

Serviço:

Hospital Urológico de Brasília

Endereço: SEPS 714/914, Bloco C. Edifício Santa Maria, Asa Sul, Brasília-DF

Telefone: 3345-9300 Site: www.hospitalurologico.com.br

Mídias sociais: Instagram: @hospitalurologicobrasilia Facebook: www.facebook.com/hospitalurologico

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