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  • 25 de setembro de 2022 23:51

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O Dono do Mundo

Natasha Dal Molin

ByNatasha Dal Molin

jun 12, 2022
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O Dono do Mundo

Com uma vida inteira dedicada a vendas e ao empreendedorismo, Edmar Mothé fala do sucesso da Bio Mundo, marca brasiliense sinônimo de sucesso que ganhou o Brasil

O que uma marca precisa para fazer sucesso?

A pergunta está na cabeça de inúmeros empreendedores, mas para Edmar Mothé a resposta vem das centenas de livros lidos, cursos e seminários, mas principalmente de algo que o dinheiro não compra: experiência. “A teoria é uma coisa, mas quando você vai colocar em prática, a diferença é grande. A chance de errar é muito grande”.

Muito prático, sem medo do trabalho e com muita disposição, o capixaba de Cachoeira do Itapemirim, pai de 4 filhos, encara diariamente o trabalho com o mesmo ânimo de quando começou, décadas atrás, quando chegou em Brasília, aos 22 anos, morando em uma pensão modesta na W3 e com muitas ideias na cabeça.

Você tem que fazer as coisas certas todo dia. Não pode fazer um dia sim, no outro não. O que vai diferenciar um empresário bem-sucedido de outro é isso. Não sou um cara de laboratório, de teoria”, destaca.

Hoje, além de coordenar a nova e talentosa Bio Mundo, ele trás na bagagem os anos de sucesso do Mundo dos Filtros, empresa de sucesso que acumula 36 anos de idade e que é responsável por boa parte da água consumida na capital do país. Com as duas empresas, são mais de 2 mil empregos diretos gerados.

Com apenas seis anos de funcionamento, a Bio Mundo está presente hoje em 18 estados e com 150 operações em pleno vapor!

Um dos segredos do sucesso da marca, segundo Mothé, é ter um bom produto: “Somos o mix mais completo do Brasil de produtos saudáveis, tanto no granel, como na parte de suplementos esportivos e na linha de produtos light, diet, sem glúten e sem lactose”.

Essa completa e diversa linha atende um público também variado: de crianças de 5 anos, até os 90 anos de idade. “Temos produtos para todas as faixas etárias”, complementa. Adepto de um estilo de vida saudável e consumidor dos produtos que vende, o empresário esbanja saúde e pratica atividade física diariamente: “esse é o remédio que eu tenho para o dia de 10, 12, 14 horas de trabalho”.

Números que animam

Hoje o Brasil é o quinto mercado de consumo desses produtos no mundo. E a pandemia, ao contrário de outros setores, não trouxe apenas prejuízos: “As pessoas começaram a cuidar mais da saúde e a procurar produtos que aumentassem a saúde e a imunidade. O mercado fez crescer mais ainda. A base de consumidores aumentou sobremaneira”, destaca.

E o cenário de eleições em 2022 não atrapalha os negócios, segundo o idealizador da marca. “Eu aprendi uma coisa na vida: esquecer o lado político. Meu partido é o meu trabalho. Independentemente do governo e do clima que tiver, temos que focar no nosso negócio. Focando bem no nosso negócio, as perspectivas sempre serão favoráveis.

Mothé conta que já teve épocas em que o cenário do país era muito favorável, o Brasil estava bombando, mas por fatores internos e por não estar com o negócio organizado, os ganhos não foram relevantes.

E ao mesmo tempo já teve cenários de crise, a economia caindo, uma grande recessão, e a gente bombando. Quem vai fazer o mercado é sempre a gente: a nossa pegada, a nossa visão empresarial, querer atender bem o cliente, com a perspectiva de ter os melhores funcionários, ter bons produtos, ter bons preços. Eu só trabalho o que está na minha mão. A parte mais subjetiva eu deixo para os analistas políticos. O empresário tem que focar no trabalho dele”, ensina.

O início

Quem vê hoje a Bio Mundo em toda a parte de Brasília e do Brasil não imagina que tudo começou ao acaso, com a visão empreendedora de “fazer dar certo”. Edmar Mothé conta com orgulho como foi o início da operação:

Começamos com lojas próprias. Montamos 23 operações em apenas um ano e meio. Éramos novos no ramo. Montamos uma operação, ficamos seis meses operando nela. E nos outros 12 meses, montamos 22 operações. Foi um recorde. Montamos lojas de 30, 40, até 600 metros. Para o público A, B, C e D. Loja de rua, centros comerciais, aeroporto, shopping, mercado. Testamos o nosso modelo em todas as faixas econômicas e tipos de estabelecimentos diferentes. E a partir daí começamos o modelo de franquia.

Não tínhamos como segurar. Desde quando montamos a primeira loja, tínhamos inúmeros pedidos de franquia. Mas queríamos conhecer primeiro o modelo. Depois de dois anos e meio, começamos a franquiar. Começamos por Goiânia. Hoje somos o segundo player desse mercado, com expectativa de nos próximos 2, 3, anos, sermos o principal player desse segmento.”

Modelo de sucesso

Com o sonho sempre presente de querer empreender, Mothé desde cedo aprendeu a fazer dar certo. “Como ia empreender sem ter dinheiro? Banco não dava crédito para quem não tinha cadastro”, narra. Por isso, foi ser vendedor de porta a porta.

E como eu vendia muito, consegui juntar um bom dinheiro. E depois fui ser gerente de algumas empresas aqui em Brasília, duas empresas. E depois de quatro anos, capitalizado, montei o meu negócio”, relembra.

Questionado sobre a principal habilidade para ter sucesso, ele diz, sem hesitar: “O principal é saber vender. O empresário que não sabe vender, procura gente boa que saiba vender para que esteja ao lado dele”, ensina.

E ter a pegada de venda, o marketing. Não para atender os interesses dele, mas do cliente. Se o empresário pensar no fluxo de caixa dele e esquecer o cliente, não tem caixa. Ele resolvendo o problema do cliente, aí sim, vai conseguir prosperar”, argumenta.

Outro ponto muito importante a se observar, segundo ele, é se o negócio tem escala. “Se ele não tiver escala, melhor deixar quieto”. E ainda estar sempre rodeado de pessoas que saibam mais do que você: “os melhores sempre vão te trazer uma ideia, vão te fazer pensar e evoluir”.

Trabalho em equipe = sucesso

Para um bom trabalho em equipe, o cuidado deve ser redobrado, segundo ele, na contratação: “tudo começa aqui no RH. Não adianta você ter um excelente produto, um ponto maravilhoso, mas ter uma equipe perna de pau”, exemplifica. “Você precisa ter gente que saiba finalizar: o vendedor pitbull”, pontua.

É necessário identificar no vendedor, segundo ele, se tem um bom vocabulário, se ele sabe ouvir e se conhece bem o produto. “É um conjunto de coisas. Tem gente que só fala, aí passa do ponto. O vendedor que também deixa o cliente falar é muito mais cirúrgico”, pontua.

Meu objetivo é atingir metas. É o que eu foco. Ter metas e atingir essas metas. Quando você bate meta, você tem o nível de satisfação da sua equipe, de engajamento. A equipe tem que estar unida e ter pessoas competentes e capazes”.

Com a Bio Mundo em franca expansão nacional, há muitos convites para que o escritório principal da marca, hoje na Cidade do Automóvel, seja transferido para São Paulo. “Eu não deixo nunca essa ideia prosperar. Eu tenho muita gratidão e orgulho de Brasília. Eu tenho que criar oportunidade e gerar emprego na cidade”, afirma.

Modelo de franquias

Com muitos planos de expansão, Edmar não para nunca. “Eu tenho que repassar para a maior quantidade de pessoas aquilo que eu aprendi. Passar esse legado. E o modelo de franquia é isso. Você passa para novos empreendedores um caminho consolidado.

A franquia é um produto já testado. Nós damos um caminho completo. Ajudamos a pessoa a escolher o ponto, auxiliamos o empresário novo a montar a sua equipe e a solucionar os erros mais comuns”.

A responsabilidade, ele sabe, é grande: “Você tem que ter um modelo que contempla aquele cara que já é profissional e o que não é. A grande maioria nunca foi um empresário. Você mexe com o sonho de um pai que tem um dinheiro e não sabe o que fazer, que só tem uma bala na agulha, tem que dar certo”.

Uma excelente marca do sucesso da franquia, são os números: 75% dos investidores têm mais de uma operação. Há franqueados que têm 6 operações. E só monta a segunda, se ganhar dinheiro na primeira. Os ingredientes estão todos a dispor. Ao que tudo indica, a Bio Mundo terá ainda muitos anos de sucesso e crescimento. Está apenas começando.

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