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  • 25 de setembro de 2022 23:24

61 Brasilia

Portal de Notícias de Brasília

Paulo Octavio marco 2022

Veja Drummond, que morreu há 35 anos

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By61brasilia

ago 14, 2022
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Veja Drummond, que morreu há 35 anos

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim (…)”.

A ausência de Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987), há 35 anos, é, bem como ele escreveu, um estar presente. Vivo e a iluminar a cultura brasileira. O consagrado autor mineiro de Itabira deixou um legado de 50 livros de poesias, crônicas, contos e ensaios que o tornaram um dos principais escritores da história do Brasil. 

Para ler, ver  as obras e olhares do escritor, o acervo disponível de conteúdos que são verdadeiras relíquias, como é o caso de uma entrevista que ele concedeu a Maria Muniz, na década de 1950, que foi trazida a público agora em 2022. Na entrevista, ele recita poesias como Poema das Sete Faces, Confidência do Itabirano, Infância, Caso do Vestido, O Mito, Caso Pluvioso, Desaparecimento de Luísa Porto, Pombo-Correio, Canção da Moça-Fantasma de Belo Horizonte.

Em Infância, por exemplo, ouça Drummond declamando: “(…)Lá longe meu pai campeava/ no mato sem fim da fazenda./ E eu não sabia que minha história/ era mais bonita que a de Robinson Crusoé”.

O poeta na rádio

Carlos Drummond de Andrade fez parte da vida da Rádio MEC desde 1936, quando ele assistiu à cerimônia de doação da frequência da Rádio Sociedade, por Roquette-Pinto, para o poder público. Em 1954, a radialista Lya Cavalcanti ouviu Drummond e o conteúdo gerou uma série que tem narração, por exemplo, do ator Paulo César Pereio e da atriz Conceição Rios.

Os registros dão conta também que Drummond atuou na Rádio MEC, emissora em que foi redator e cronista na década de 1960.

Confira ainda edições especiais veiculadas na década de 1990 e também de 2015 na Antena MEC FM (quando teve a participação do neto do escritor, Pedro Drummond).

Em 2020, a escritora Adalgisa Campos da Silva publicou livro com cartas que ela trocava com o Drummond. Em entrevista ao programa Arte Clube, ela disse que se sentia tão próxima do poeta que um dia resolveu escrever pro Jornal do Brasil onde ele publicava uma coluna. A tradutora conta que, para surpresa dela, o autor respondeu e nasceu ali uma amizade via Correios.

“Eu gostava muito dele como poeta, mas a coluna aproximava mais ainda. Então, um dia eu li um poema que ele escreveu na coluna que era um apelo em favor da paz. Eu fiquei muito tocada”. Começava ali uma relação cordial entre autor e leitora. “Ele sempre me respondeu. Inclusive, na última carta que ele me mandou, ele assina como “o meu escudeiro Drummond”.

Escritora explica que Drummond era cordial com leitores

Veja Drummond

Na TV Brasil, a obra do autor foi homenageada há 10 anos no programa De Lá Pra Cá. Entre os entrevistados, que explicam como o autor é singular, estiveram o professor Eucanaã Ferraz, pesquisador de literatura brasileira da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o poeta e editor da Cosac  Naify, Carlito Azevedo, o poeta Armando Freitas Filho e a poetisa Claudia Roquette-Pinto.

O programa destacou a influência dos modernistas de 1922 na obra de Drummond. Os entrevistados identificam que o escritor produziu poesia simples e ao mesmo tempo grandiosa.

Confira abaixo a íntegra do programa

 

Confira aqui o inventário completo da obra de Carlos Drummond de Andrade, produzido pela Casa de Rui Barbosa / Ministério da Cultura

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