Praticar mergulho é uma das atividades para fazer em família em Anguilla. Crédito: Visit Anguilla
Viajar com as crianças pode ser uma experiência maravilhosa, embora, às vezes, venha com um pouco de preocupação para que todos possam aproveitar cada segundo da viagem. Mas não se preocupe, Anguilla, no Caribe, está repleta de atividades incríveis para toda a família, com opção para todos os gostos, desde explorar a natureza ou descobrir a cultura local.
Portanto, bem-vindo à ilha de Anguilla, um lugar mágico que deixará você sem palavras a cada visita! Este local encantador no noroeste do Caribe é uma joia especial na Comunidade Britânica, atraindo visitantes de todo o mundo.
Você está pronto para embarcar em uma emocionante jornada cheia de diversão? Veja algumas atividades para aproveitar Anguilla ao máximo:
Diversão aquática Com águas cristalinas e calmas, as praias de Anguilla são um lugar seguro para a diversão dos pequenos. Visite a praia de Rendezvous Bay e seu maravilhoso Dune Preserve, um quiosque ao ar livre entre palmeiras, perfeito para as crianças explorarem. A pitoresca praia de Shoal Bay é outra ótima opção para tirar fotos incríveis em família. O entretenimento não termina por aí. Inúmeras aventuras de mergulho aguardam todos para uma pequena e impressionante excursão subaquática. A atividade ocorre em locais seguros e rasos, onde recifes e peixes estão à vista em todo o seu esplendor colorido. Para aqueles que preferirem ficar na superfície, é possível fazer passeios de barco com fundo de vidro para admirar o mar, ou também ir em viagens curtas de balsa.
Outra coisa que você pode fazer é aproveitar os esportes aquáticos que a ilha oferece. Quem procura atividades descontraídas encontrará maravilhosos percursos de caiaque perto da costa, enquanto quem quer exercitar o corpo enquanto desliza sobre as águas pode estar mais interessado no paddleboarding. E se procura um desafio máximo, não hesite em experimentar o kitesurf!
Aproveite a ilha em terra firme Mas Anguilla não é só praia e mar. O local também oferece atividades em terra firme. Na ilha, você encontrará algumas das excursões mais legais do Caribe onde é possível fazer uma caminhada relaxante por toda a área. Como grande parte de Anguilla é bastante plana, você poderá desfrutar de passeios agradáveis que o deixarão maravilhado. Por exemplo, visite Windward Point para uma viagem de pouco mais de três quilômetros que o levará por uma vegetação incrível, incluindo cactos nativos, além de oferecer vistas magníficas do mar. Você também pode se aventurar na trilha de Forest Bay, a Black Garden Bay, com 7,4km de extensão, perfeita para observação de pássaros e pesca. Você pode explorar esses e outros locais por conta própria, a pé, de bicicleta ou de mokes, espécie de jeep local, mas também há várias visitas guiadas disponíveis para ajudar a aproveitar ao máximo a experiência. As crianças vão se apaixonar ao conhecer mais sobre as plantas e animais com um especialista local e ficarão maravilhadas com a beleza do mundo natural, além de ser uma grande oportunidade para os pais também aprendem coisas interessantes junto aos filhos. Uma opção maravilhosa para criar memórias inesquecíveis!
Pronto para descobrir a cultura Com uma história secular, a ilha tem muito para oferecer a crianças e adultos. Durante a sua visita, não perca os eventos musicais e festivais que animam o verão (de junho a agosto, no Hemisfério Norte). Você apreciará apresentações de calipso, marchas e até concursos de beleza. Outra opção para conhecer mais a cultura local é o Heritage Museum, localizado no lado leste da ilha. O museu irá levá-lo a conhecer a longa história de Anguilla e, apesar de ser uma coleção pequena, você encontrará artefatos que datam da época dos Arawaks, o povo originário, até o período colonial e além. Procurando mais atividades familiares? Visite o campo de minigolfe, que também conta com uma incrível sorveteria. Para quem procura um pouco mais de aventura, vá em frente e experimente uma emocionante excursão a cavalo. A experiência será perfeita para as crianças se conectarem com o mundo animal enquanto desfrutam das impressionantes paisagens da ilha. No final de um dia cheio de diversão e emoção, reúna a família para aproveitar a fantástica cena gastronômica de Anguilla. Não se esqueça de visitar The Strip, uma área em The Valley, o centrinho urbano da ilha, repleta de vendedores de comida e restaurantes.
Para informações sobre Anguilla, visite o site oficial do Posto de Turismo de Anguilla: www.IvisitAnguilla.com; siga-nos no Instagram:@VisiteAnguilla. Hashtag: #MyAnguilla.
Evento mais luxuoso do atacado de moda expande e hoje acelera marcas juntamente à ABIT e SEBRAE.
O Salão Casamoda se consolida cada vez mais como o maior evento de do atacado de luxo brasileiro. Acontecendo quatro vezes ao ano, nesta edição celebra um grande acontecimento: sua abertura ao público e endereço renovado, A CASA PETRA. O evento também se realiza como guardião da moda e das tradições brasileiras em seu melhor estilo. Depois de abordar temas globais como “Metaverso” e o “quiet luxury”, no Hotel Unique, tem em seu portfólio a celebração da Tropicália e desta vez inteira-se com o Mangue Beat, movimento cultural que acaba de completar 30 anos e merece ser relembrado.
Com mais de 50 marcas já confirmadas para a edição que ocorre do dia 22 à 24 de agosto, o GRUPO CASAMODA comemora sua natural expansão com marcas vindas da Itália e Austrália especialmente para o evento e já cogita edições fora de São Paulo:
“Visitamos o Rio de Janeiro que é turisticamente maravilhoso e tem uma bossa inigualável e não descartamos uma edição nos EUA. Outra vontade latente é trazer marcas da América Latina para nosso evento para reforçar o talento dos nossos Hermanos”. – diz Xavier Neto diretor criativo e curador do GRUPO CASAMODA.
Com as expectativas de crescimento de PIB para 2023 e 2024 em alta, o câmbio é realmente positivo para a exportação, o que ajuda a atrair compradores de outros países e investimentos internos, vide recuperação econômica dos anos de pandemia. O board formado por Maria Eduarda Ferreira e Alexandre Cerqueira, que conta com Adriana Ueda na produção executiva, também fala sobre entender que quanto melhor a curadoria enxerga-se a responsabilidade social de escolher marcas de todos os estados para levar trabalho onde se é necessário.
Dito isso, outro grande marco para a edição e seu crescimento é a parceria firmada com o Projeto Vista Brasil da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O Programa de Competitividade e Promoção de Micro e Pequenas Empresas do Setor Têxtil e de Confecção, ou Vista Brasil, nasceu do compromisso da ABIT e do Sebrae Nacional em apoiar e impulsionar micro e pequenas empresas do ramo têxtil e de confecção. Essa parceria busca alavancar os negócios e potencializar os produtos dessas empresas no mercado nacional.
Agora o programa entra em sinergia com o GRUPO CASAMODA para incentivar marcas à participarem do evento SALÃO CASAMODA já que mesmo foi reconhecido como uma vitrine de excelência para a moda brasileira, reunindo estilistas, designers e marcas de renome, além de atrair a atenção de compradores e formadores de opinião. A participação no Salão Casamoda proporciona às micro e pequenas empresas do setor uma oportunidade única de apresentar suas coleções e produtos a um público seleto e engajado, o que pode abrir portas para novos negócios, parcerias e maior visibilidade no mercado da moda. Além disso, a sinergia entre o Salão Casamoda e o Projeto Vista Brasil contribui para o fortalecimento da moda nacional como um todo. A valorização e o estímulo às empresas de menor porte são essenciais para a diversificação e o crescimento sustentável do setor, fomentando a economia e gerando empregos. Para a edição foram eleitas marcas que vão da roupa de praia, passando pelo loungewear chegando nas habilidades da roupa festa e também em couro com os nomes: B. LABEL, FERNANDA ÀVILA, SUNTIME SWIMWEAR, NHALL RESORT WEAR, MANTEGAZZA, SILVIA SCHAEFER e LES COMFYWEAR.
O evento dia 22 será iniciado por uma bela programação: TALK, Salão de Negócios, Masterclass e o dia encerra com um desfile apoteótico da marca SPLASH, primeiro com assinatura de Rafael Carneiro e show performance da cantora, compositora e atriz pernambucana Natascha Falcão que acaba de lançar seu primeiro álbum pela gravadora biscoito fino. Dia 23 além do Talk matinal, salão de negócios e o Masterclass de varejo o dia acaba com a lenda viva do movimento Mange Beat, uma das figuras importantes da música contemporânea no Brasil o percussionista, compositor produtor e cantor Otto em show com músicas de toda sua carreira e direito a um especial pocket show em homenagem a Reginaldo Rossi. No dia 25/ 08, encerramento do evento, contaremos com uma festa à fantasia para celebrar o aniversário de um parceiro muito especial, o DJ Gui Defilippi, figura conhecida nas festas da Petit Party. Lembrando também que essa edição além de ser aberta ao público pela primeira vez, apoiará a ação BEM DA MODA, dos alunos da ESPM que visa arrecadar capital para ajudar o GRAAC.
Programe-se consultando o instagram @salaocasamoda @casamoda.showroom e confira toda a cobertura pelo instagram @bazaarbr. Parceiros: Bem da Moda, Casa Petra, Impari Assessoria, Lulu Aguiar, Pini Personalizados, Expor, Dress All, The Lyfe influence, Fashion snoops, Terrane, il Riso, Lu Chocolates, Abit, Sebrae.
Para maiores informações acesse ao SYMPLA e garanta seu ingresso
CASAMODA TALK Painéis de bate-papo com convidados especiais, com cobertura exclusiva da Harper’s Bazaar Brasil. Datas: 22, 23 e 24 de Agosto (terça, quarta e quinta-feira) Horário: 09h às 11h.
FORMAÇÃO CASAMODA Aproveite as Super Masterclass’s com o tema O Varejo 360º, ministradas por diversos profissionais renomados da moda. Aprenda sobre gestão, marketing digital, produção de moda, tendências e recrutamento e seleção. Datas: 22 e 23 de Agosto (terça e quarta-feira) Horário: 14h às 18h.
Local: Casa Petra – Avenida Aratãs, 1010 Moema – São Paulo, SP
Brasília (DF), 15/08/2023,
Luciana do Zé Santos, lavradora (Feira Nova – Sergipe), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Conheça lutas e motivações de mulheres participantes
da Agência Brasil – Brasília
Mais de 100 mil mulheres reunidas em Brasília marcham, nesta quarta-feira (16) até o Congresso Nacional, pela reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver.
Desde o fim de semana até essa terça-feira (15), centenas de ônibus chegaram ao Pavilhão do Parque da Cidade, trazendo as participantes da 7ª Marcha das Margaridas, coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), pelas federações e sindicatos filiados e por 16 organizações parceiras.
Na mobilização política, considerada a maior da América Latina pela Contag, mulheres de todas as regiões do Brasil querem garantir direitos, pôr fim às desigualdades de gênero, classe e étnico-raciais; enfrentar a violência, que muitas vezes ameaças sua vida, e a opressão, simplesmente, por serem mulheres. As pautas delas foram debatidas durante dois anos, em reuniões regionais e nacionais que resultaram em documento divido em 13 eixos políticos. A pauta da Marcha das Margarida 2023 foi entregue ao governo federal em junho.
Essas mulheres, no entanto, têm suas próprias reivindicações. Por isso, deixam suas casas e famílias, viajam dias de ônibus, dormem em colchonetes e redes em um grande alojamento, tomam banho em banheiros coletivos.
A Agência Brasil ouviu histórias das margaridas, que estão em Brasília para marchar e transformar. Conheça suas lutas.
A indígena Gracilda Pereira, da etnia Atikum-Jurema, chegou de Petrolina, em Pernambuco, e cobra os direitos de saúde e educação para a aldeia onde ela vive. “A nossa área da saúde indígena é descoberta. Não temos agente de saúde, não tem médico. Há duas indígenas com curso de enfermagem e elas fazem os primeiros socorros. A unidade mais próxima, quando a gente vai se consultar, é só para urgência. E há também a questão da educação. Os alunos frequentam escolas no município, fora da aldeia. Há um ônibus bem cedo que leva as crianças Tem pessoas também que não sabem ler, nem escrever. São muitas questões, principalmente no Vale do São Francisco.
Brasília (DF), 15/08/2023, Gracilda Pereira, indígena da Coelho, Aticum-Jurema (Petrolina-Pernambuco), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Maria Nazaré Moraes, de Belém, no Pará, é estreante na Marcha das Margaridas. Ela representa uma central de seringueiros, extrativistas e pescadores das ilhas da capital paraense. “É tanta coisa que já era para ter sido feita e até agora nada. Regularização fundiária, uma delas. E para os pescadores, os direitos do seguro defeso que não é dado para todo mundo. Por causa do local, nem todos têm direitos porque não é a água salgada. E Maria, que está alojada em uma rede, entende que isso faz parte da luta. “Enfrento qualquer situação. No chão, na rede, na cama, no mato. É assim que a gente é”.
A lavradora e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira Nova, em Sergipe, Luciana Santos, marcha por mais direitos. “Por mais terra, por mais educação, mais saúde e que as mulheres possam ter mais oportunidades. Infelizmente, tivemos um retrocesso nos últimos quatro anos. Mas, agora, com o governo Lula, que é da democracia, viemos lutar para reconstruir o Brasil juntas, por tantos direitos e tantas perdas que tivemos.
Cherry Almeida é uma das lideranças do bloco afro Afoxé Filhas de Gandhy, com 44 anos de existência, em Salvador (BA). A baiana entende que a mobilização é extremamente importante para o empoderamento feminino. “A marcha é, acima de tudo, para a afirmação das mulheres no nosso lugar de poder nessa sociedade. Nós sabemos que as mulheres que estão aqui querem uma sociedade mais justa, mais igualitária, igualdade de oportunidade, querem espaços de poder nessa sociedade. Portanto, precisamos estar juntas, unidas, marchando com o único objetivo da transformação dessa sociedade. E essa marcha é a cara da mulher brasileira”, declara Cherry Almeida
A produtora de eventos e trans Dávila Macarena Minaj, de 25 anos, veio com a mãe, uma agricultora famíliar, de Acará, no Pará. Minaj revela que teve um choque de cultura desde que chegou à capital federal, encontrou pessoas de outros estados e entrou em estandes do pavilhão com diferentes temáticas. Ela marcha por mais respeito à sua sexualidade. “A minha cidade é o lugar onde mais sofro transfobia no mundo. Então, busco o direito de ser diferente e ter direitos iguais.”
Brasília (DF), 15/08/2023, Dávila Macarena Minaj, 25 anos (Acará/Pará), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O pleito da quebradeira de coco Domingas Aurélia Almeida dos Santos em Timbiras, no Maranhão é continuar quebrando o fruto e fazer o beneficiamento dele para garantir a renda da família. “É nosso direito quebrar o coco, livre. As palmeiras estão acabando porque os donos que compram as terras estão matando. E estamos ficando sem coco para quebrar, porque não tem mais palmeira. Nós tiramos lá a palha do coco, o azeite, fazemos sabonete e sabão, tiramos o leite do coco, tudo. Da casca, fazemos o carvão. E o coco acabando fica difícil de sobreviver.
A criadora de conteúdo digital e suplente de um parlamentar de Santa Catarina veio aprender sobre feminismo para atuar melhor em defesa dos direitos femininos. “Vim para me organizar, junto com outras mulheres, escutar as reivindicações das mulheres do campo, das florestas, e saber o que está sendo organizado na América Latina. Estar aqui, presente na marcha, escutar o que elas têm para reivindicar, estar nas oficinas, ouvindo as palestras, tudo o que elas estão trazendo, é extremamente importante pra gente fazer políticas públicas, que sejam realistas”, diz a catarinense Sardá.
Brasília (DF), 15/08/2023, Carolline Sardá (suplente de deputada federal – Psol/SC), no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A agricultora Maria Francisca da Silva Alcântara parou os cuidados com a plantação de arroz e feijão, em Piranhas, Alagoas, para viajar a Brasília. No momento em que descia do ônibus, conversou com a reportagem da Agência Brasil. “Viemos buscar os projetos para as agricultoras que ficaram nas comunidades, para plantar as sementes sem orgânicos. É tudo sem veneno. Força, fé e coragem – essa é a receita para vencer batalhas.”
A bancária do Paraná, filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), Eunice Myamoto, caprichou nos adereços floridos para marchar com as margaridas. Em reunião, em uma tenda, com outras representantes sindicais, Myamoto falou sobre a luta feminina. “Vim ver todas as mulheres que estão aqui atrás desse sonho, em busca de igualdade, dos direitos que temos. Está sendo lindo porque eu vi a energia dessas mulheres Eu vi que a Margarida [Alves] deixou suas semelhantes E estamos fazendo toda essa primavera em Brasília.”
Brasília (DF), 15/08/2023, Eunice Myamoto – bancária (Paraná), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A moradora da Ceilândia, no Distrito Federal, Elisa Cristina Rodrigues, faz parte da União da Juventude Socialista. Aos 19 anos, a estudante lembra que muitas lideranças que hoje estão à frente de entidades que defendem direitos sociais ou estão em posto de comando, começaram em movimentos estudantis, nas décadas de 80. “Quanto mais cedo você se engaja, mais vitórias tem. Dentro do movimento, a gente conhece pessoas que passam por situações muito diferentes. Então, acabamos tendo um olhar mais amplo. Ainda mais no nosso país, que é muito desigual”.
A assentada rural Alcimeire Rocha Morais trouxe o filho de José Pietro, de 6 anos, para conhecer a capital do país e lutar pelo direito à terra. “A gente mora em assentamento. Ainda não tem a terra no nome, mas tem o círculo da terra onde pode trabalhar, criar as coisas da gente, fazer a roça. Só que não temos muita condição para cuidar da terra. Só plantamos as coisas boas e criamos os bichos: galinha, porco. Isso”
Outra trabalhadora do campo, Celeste Gonçalves Barros, de Cândido Mendes, no Maranhão, diz que em sua marcha quer maquinário específico para a pequena produção rural. “Muitas pessoas param até de plantar porque não há condição de trabalhar no braço pesado. Se viessem umas máquinas para ajudar a gente seria muito bom. Só trabalhamos com machado, na foice, no braçal mesmo. Se tivesse máquina, era só revirar a terra, fazer o beneficiamento e plantar. Ficava mais fácil para a gente”.
Palmeirândia, no Maranhão, é a terra de Ana Luísa Costa Lobato. Lá, ela é diretora do Sindicado de Trabalhadores da Agricultura Familiar e valoriza o diálogo do governo federal com a população do campo. “A gente tem esperança que ele [Lula] mude o nosso país. Esse é o governo que a gente colocou lá. E, desde o início, está dando para dialogar. É notório, porque desde as entidades, os movimentos sociais, até com estrangeiros, vemos a diferença do diálogo. E precisa tê-lo para pedir as coisas. Tem que ter conversa”.
Brasília (DF), 15/08/2023, Ana Ana Luísa Costa Lobato, trabalhadora rural, (Palmeirândia – MA), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A extrativista de coco babaçu Maria José Alves Almeida, de Codó (MA), marcha para ter acesso ao crédito bancário. “A gente tem que ter crédito, pois não consegue acesso. Não temos carro, não temos terra. Trabalhamos no território aleiro. Então, isso nos atrapalha muito. Mas, é importante. É independência. Nesses nossos encontros, já descobrimos que temos uma maneira de acessar. Ainda estamos buscando o conhecimento para passar às companheiras, para que tenham acesso ao crédito do Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar].
Essas mulheres estão em marcha nesta quarta-feira, juntamente com mais de 100 mil margaridas em direção à Esplanada dos Ministérios, em um trajeto de aproximadamente seis quilômetros entre o Pavilhão do Parque da Cidade e o centro do Poder Executivo Federal.
Às 10h30, haverá o ato de encerramento da Marcha das Margaridas, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros, em frente ao Congresso Nacional.
As margaridas aguardam anúncios do governo que atendam à pauta de reivindicações da 7ª edição do evento.
Rio de Janeiro - Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Aumento passa a valer nesta quarta-feira (16)
da Agência Brasil – Rio de Janeiro
A Petrobras anunciou nesta terça-feira (15), no Rio de Janeiro, que vai reajustar os preços da gasolina e do diesel a partir de amanhã. A gasolina A – produzida pelas refinarias de petróleo e entregue diretamente às distribuidoras – terá o preço médio aumentado em R$ 0,41 por litro e passará a ser vendida às distribuidoras por R$ 2,93. O aumento é de cerca de 16%.
“Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,14 a cada litro vendido na bomba”, diz o comunicado da empresa.
Apesar desse reajuste, no ano o preço da gasolina vendida às distribuidoras acumula redução de R$ 0,15 por litro.
Diesel
Para o diesel, a Petrobras aumentará o preço médio de venda para as distribuidoras em R$ 0,78, chegando a R$ 3,80 por litro. O reajuste representa 26%.
Levando em consideração a mistura obrigatória de 88% de diesel A – produzido nas refinarias – e 12% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 3,34 a cada litro.
No ano, o preço de venda de diesel da Petrobras para as distribuidoras acumula redução de R$ 0,69 por litro.
A parcela da Petrobras no preço do combustível não é o valor final que o consumidor encontra nas bombas porque ainda entram no cálculo impostos e margens de lucro da distribuição e dos postos.
Nova política de preços
A Petrobras esclareceu que a nova política de preços da empresa “incorpora parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação”.
Segundo a empresa, “em um primeiro momento, isso permitiu que a empresa reduzisse seus preços de gasolina e diesel e, nas últimas semanas, mitigasse os efeitos da volatilidade e da alta abrupta dos preços externos, propiciando período de estabilidade de preços aos seus clientes”.
A companhia ressalta que, “no entanto, a consolidação dos preços de petróleo em outro patamar, e estando a Petrobras no limite da sua otimização operacional, incluindo a realização de importações complementares, torna necessário realizar ajustes de preços para ambos os combustíveis, dentro dos parâmetros da estratégia comercial, visando reequilíbrio com o mercado e com os valores marginais para a Petrobras”.
Na avaliação da companhia, a nova política de preços evita repassar aos consumidores a volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao mesmo tempo em que preserva um “ambiente competitivo salutar nos termos da legislação vigente”.
Linhas de transmissão de energia, energia elétrica
Abertura de interligação entre Norte e Nordeste causou interrupção
da Agência Brasil – Brasília
Em nota divulgada na manhã desta terça-feira (15), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que a interrupção de energia que atingiu diversos estados, por volta das 8h30, ocorreu por causa da abertura de interligação da rede de operação do sistema nacional, entre as regiões Norte e Sudeste.
Segundo a nota, foram interrompidos 16 mil megawatts (MW) de carga, nos estados do Norte e Nordeste. A interrupção também afetou estados do Sudeste.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou a criação de uma sala de situação para acompanhar o processo de recomposição do sistema e para apurar a ocorrência.
Pelas redes sociais, o ministro informou que está retornando ao Brasil para acompanhar de perto os procedimentos com as equipes vinculadas à sala de situação. Ele estava no Paraguai, onde acompanhava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pautas comuns aos dois países, inclusive a de produção de energia.
“Desde as primeiras notícias da interrupção do abastecimento de energia em alguns estados nesta manhã, determinei o rápido reestabelecimento dos serviços, assim como a devida apuração dos motivos que levaram à queda de energia.”
Nos estados
No Piauí, um dos estados afetados, a empresa Águas de Teresina suspendeu o serviço de abastecimento de água e informou que os canais de antendimento estão indisponíveis até que o fornecimento de energia elétrica seja restabelecido.
Em Pernambuco, o Corpo de Bombeiros do Recife informou que foi acionado para retirar uma mulher presa no elevador do prédio da Superintendência do Trabalho, por volta das 9h30 da manhã.
Em São Paulo, na capital, a interrupção de energia afetou o funcionamento do metrô. Em nota, a ViaQuatro, concessionária responsável pela linha 4 Amarela, esclareceu que o transtorno permaneceu entre 8h30 e 9h25 e confirmou que a razão para a redução na velocidade dos vagões foi a “oscilação externa na alimentação de energia elétrica”.
De acordo com o ONS, até as 10h45, 30% da carga da Região Norte e 75% da Região Nordeste tinham sido recompostas. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste a carga foi recomposta integralmente.
Resposta rápida
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que a situação deve ser normalizada em poucas horas e que a ação do Ministério de Minas e Energia para recomposição foi rápida. “Eu fiquei sabendo logo em seguida, às 8h30 da manhã, mas as providências foram tomadas rapidamente”.
Ele afirmou que as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já estão normalizadas.
Segundo ele, há uma dificuldade operacional em Imperatriz, no Maranhão, mas ele acredita que o problema será superado em breve.
Cantora é convidada da banda São Paulo Big Band e faz show no dia 10/09 no festival que acontece em São Paulo Créditos: @rafaeliani
No próximo dia 10/09 (domingo), Luciana Mello se apresenta no The Town ao lado da banda São Paulo Big Band. A cantora, que recentemente lançou seu primeiro audiovisual solo intitulado “35 Anos Na Música”, promete levantar o público do festival no palco São Paulo Square.
“Estou muito feliz com o convite. Já fui visitar o espaço e ver como o palco está ficando… É um festival incrível e é uma honra estar ao lado de grandes artistas como a São Paulo Big Band.O repertório é surpresa, mas tenho certeza que todos irão curtir muito!”, conta Luciana.
Conhecida por shows encantadores e de altíssima qualidade. A artista começou sua trajetória na música ainda criança cantando ao lado do pai, Jair Rodrigues.
Hoje, já são 9 discos, 3 projetos especiais de inúmeras parcerias com grandes nomes da música brasileira, como Alcione, Elza Soares, Tom Zé, Luiz Melodia entre outros.
O The Town acontece nos dias 2, 3, 7, 9 e 10 de setembro de 2023, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Confira mais informações!