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sábado, junho 13, 2026
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A maldição do poder: quando os deuses riem do supremo

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Diz-se que, quando os deuses querem punir alguém, primeiro o presenteiam com poder. Depois, ficam observando — divertidos — enquanto esse alguém, embriagado pela própria grandeza, caminha em direção ao abismo.

Essa máxima, muitas vezes atribuída a Eurípedes, parece não ser apenas uma alegoria antiga, mas um roteiro que se repete em diferentes épocas e palácios. E nos bastidores da política brasileira, onde a toga do juiz pesa tanto quanto a caneta do presidente, a velha tragédia grega parece ter encontrado novo palco.
Durante muito tempo, o Supremo Tribunal Federal foi percebido como o bastião final da ordem institucional. Guardiões da Constituição, os ministros ocupam um espaço elevado na hierarquia da República — e, muitas vezes, na percepção pública, quase mitológico. Mas eis que, nos últimos meses, o noticiário começou a borrar esse verniz.

Uma reportagem investigativa trouxe à tona o nome do Banco Master, até então mais conhecido no mundo dos negócios e dos bastidores de Brasília, em um enredo que conecta poder financeiro, influências ocultas e decisões sensíveis do mais alto tribunal do país.

Segundo as denúncias, um lobista envolvido com o banco teria transitado com desenvoltura entre ministros do STF, oferecendo facilidades, promovendo encontros e influenciando o circuito decisório de uma forma que incomodou até os mais calejados observadores da política.

As suspeitas recaem, ainda que indiretamente, sobre ministros que participaram de reuniões e viagens patrocinadas por figuras próximas ao banco. A narrativa, como sempre nesses casos, é envolta em versões conflitantes, negações formais e muita cautela institucional.

Mas o dano simbólico já está feito: a imagem do STF como ente imune às tentações do mundo real começa a rachar.

Se olharmos esse episódio sob a lente da filosofia política, encontramos em Michel Foucault uma explicação inquietante. Para ele, o poder não é apenas algo que se exerce de cima para baixo — ele circula, se infiltra, molda comportamentos e silencia resistências.

Num ambiente onde o Judiciário passou a assumir protagonismo político, ultrapassando muitas vezes os limites tradicionais de sua função, é natural que os mecanismos de sedução e pressão que antes estavam restritos ao Executivo ou Legislativo passem a atuar ali também.

Max Weber, por sua vez, falava da tensão entre a “ética da convicção” e a “ética da responsabilidade”. Quando um ministro de corte constitucional acredita ser portador de uma missão redentora — seja contra a corrupção, seja contra o autoritarismo — ele pode começar a ver sua função não como técnica, mas como salvífica. A toga vira armadura, e a crítica, crime. Nesse ponto, a política institucional se mistura com a vaidade pessoal, e o risco de “loucura pelo poder” deixa de ser retórico para se tornar diagnóstico.

O caso do Banco Master não envolve, até o momento, ilegalidades comprovadas. Mas o simples fato de ministros estarem nos círculos de influência de empresários e operadores políticos já acende sinais de alerta. Hannah Arendt, ao analisar o totalitarismo, observou que a banalização de certos comportamentos de poder é o que abre caminho para rupturas mais profundas. Não é o escândalo que destrói a República — é o hábito.

E há um detalhe importante que costuma escapar aos olhos menos atentos: a solidão do poder. Nietzsche dizia que o poder absoluto tende a isolar, e no isolamento, o homem poderoso perde a capacidade de escutar, de perceber o mundo como ele é, e não como gostaria que fosse. Ministros do STF, envolvidos há anos em embates políticos intensos, se tornam alvos de adoração de um lado e de ódio do outro. Com o tempo, qualquer crítica passa a ser percebida como ameaça. E nesse clima, a tentação de se cercar de aliados e bajuladores, de proteger o próprio nome acima da instituição, cresce perigosamente.

Talvez a tragédia maior do poder esteja justamente aí: ele transforma os que o tocam por tempo demais. Transforma servidores em senhores. E quando isso acontece, nem sempre é necessário que os deuses entrem em cena para castigar — o próprio sistema, como um organismo autodefensivo, começa a rejeitar os que ultrapassam seus limites.

No caso dos ministros envolvidos nesse novo episódio, o julgamento talvez não venha pelas mãos de seus pares, mas pelo desgaste progressivo da confiança pública. O STF, como instituição, já enfrentou ataques duros — muitos injustos, outros merecidos —, mas agora parece enfrentar um desafio ainda mais perigoso: o risco da irrelevância moral. E isso, como ensina a história, é o primeiro passo para a derrocada do poder que se acreditava inquestionável.

99 e BR22 oferecem veículos elétricos para motoristas parceiros selecionados em Brasília

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Motoristas podem se inscrever para o teste drive; parceria oferecerá BYD Dolphin GS com condições exclusivas de aluguel para motoristas da 99

A 99 e a locadora BR22 oferecerão 100 unidades do BYD

Dolphin GS, modelo 100% elétrico, a motoristas parceiros da plataforma em Brasília, com possibilidade de expansão conforme os resultados da operação inicial. A ação busca reduzir custos operacionais, aumentar o tempo produtivo dos condutores e impulsionar a transição energética por meio de uma frota com baixa emissão de carbono.

Os motoristas interessados poderão aderir ao programa e firmar o contrato de aluguel diretamente com a BR22. O acordo incluirá benefícios exclusivos, como manutenção programada, suporte técnico especializado e atendimento prioritário. O foco está em reduzir o custo por quilômetro rodado, por conta do menor gasto com energia elétrica e manutenção, além de melhorar a experiência dos passageiros com veículos mais silenciosos e sustentáveis.

“Em junho de 2025, lançamos em Brasília a categoria premium 99eletric-Pro, com carros eletrificados. Com a BR22, aceleramos a adoção de elétricos em Brasília, oferecendo um pacote que reduz custo por km, melhora a experiência de motorista e passageiro e contribui para a descarbonização da frota brasileira e para uma mobilidade urbana mais sustentável” , afirma Thiago Hipólito, Diretor de Inovação da 99.

“A BR22 conta com uma frota constantemente renovada, conhece e entende Brasília, seus clientes e colaboradores, e trabalha com agilidade, garra e responsabilidade. A parceria com a 99 vai expandir ainda mais o nosso crescimento e acreditamos que, em breve, vamos disseminar essa parceria para uma quantidade maior de carros” , afirma Bruno Reis, CEO da BR22.

Segundo projeções da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), divulgadas em dezembro de 2025, o setor de locação de veículos finalizaria 2025 movimentando cerca de R$ 60 bilhões (crescimento de 12% em relação a 2024), reforçando a força desse modelo de mobilidade no país. Em Brasília, só no Distrito Federal, o Detran-DF registrou cerca de 2 milhões de veículos em circulação, o que demonstra a relevância da iniciativa no contexto local de alta demanda por transporte individual.Impulsionar a mobilidade elétrica e contribuir para a descarbonização da frota brasileira são pilares centrais da estratégia de sustentabilidade da 99, empresa que fundou em 2022 – e lidera – a Aliança pela Mobilidade Sustentável, uma coalizão formada por 31 empresas de diversos setores. Em três anos, a iniciativa já apresentou resultados expressivos, consolidando-se como uma das principais articulações privadas voltadas à eletromobilidade no Brasil e investiu mais de R$ 410 milhões em soluções que impulsionam a transição energética, com foco em infraestrutura, financiamento e estímulo à adesão de veículos eletrificados.

99 Recarga

A 99 lançou em Brasília o 99Recarga Elétrica, app que unifica redes de carregamento e oferece descontos de até 20% para motoristas parceiros, tornando a recarga mais simples e vantajosa. Com o app, é possível localizar e verificar a disponibilidade de pontos de recarga em tempo real. No Distrito Federal, a nova plataforma está aberta para todos e oferece aos cerca de 2,1 mil motoristas condutores de carros elétricos da 99 acesso a descontos de até 20% por meio de cupons digitais (até 30 por mês), com ativação mensal automática para perfis com veículos eletrificados associados.

Reducão de CO2

A 99 possui mais de 36 mil carros eletrificados em sua plataforma, que já circularam mais de 314 milhões de quilômetros e transportaram mais de 61 milhões de passageiros, gerando redução de 46,3 mil toneladas de CO2 evitados, equivalente a mais de 364 mil árvores.

Segundo o International Council on Clean Transportation (ICCT Brasil), veículos 100% elétricos emitem cerca de 22,1 gCO₂e/km, representando uma redução de mais de 80% em relação à média nacional de veículos leves a combustão. Além do impacto ambiental positivo, estudos recentes comprovam que carros elétricos já se aproximam da paridade de custo com veículos a combustão em aplicações de uso intensivo, como transporte por aplicativo.

Sobre a BR22

Nascida em Brasília, desde 2004, a BR22 Aluguel de Carros é a locadora de veículos que mais cresce na região, pois presta um serviço de locação de veículos descomplicado, profissional e de baixo custo, proporcionando, para seus clientes, uma nova experiência em aluguel de carros.

Sobre a 99

A 99 é uma empresa de tecnologia que oferece conveniência e soluções para as necessidades dos brasileiros. O aplicativo faz parte da companhia global Didi Chuxing (“DiDi”) e, no Brasil, conecta pessoas a serviços de mobilidade, pagamentos e entregas

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“A consciência é a forma que Deus tem de se manter no anonimato”. Esta frase carrega uma ousadia silenciosa: ela sugere que aquilo que chamamos de “consciência” talvez não seja apenas uma função psicológica, mas um modo de Deus respirar dentro do ser humano sem revelar Sua face. É como se o Absoluto, para não nos esmagar com Sua magnitude, se encolhesse no espaço interior, escondido naquilo que pensamos ser “eu”. E assim, enquanto acreditamos estar apenas pensando, discernindo, escolhendo, Ele observa, aprende, participa — anonimamente.
Se a consciência é o anonimato do divino, então cada pensamento que surge não é apenas um ruído mental, mas um convite à lucidez. Cada culpa, cada desejo, cada dúvida, cada clarão súbito de entendimento seria um bilhete discreto entregue por uma força que prefere sugerir em vez de impor. Por isso a consciência pesa quando você trai seus valores e se expande quando age com integridade: não é apenas moralidade; é Deus sinalizando, por dentro, o caminho que a alma ainda reconhece, mesmo quando o ego tenta esquecer.

Mas essa visão traz uma responsabilidade tremenda. Se Ele está em nós, camuflado como consciência, então a mentira que contamos ao outro é sempre, antes, mentira dirigida ao próprio divino. Fugir de si mesmo é fugir do que há de mais sagrado. Não há como trapacear esse tipo de presença. Não se trata de vigilância externa; é intimidade absoluta. A consciência é o tribunal mais silencioso e mais implacável do universo, mas também o único que absolve com verdadeira profundidade quando escolhemos a verdade.
Espiritualmente, essa leitura nos convoca a algo maior do que “sentir-se bem”. Ela exige integridade como forma de culto. Exige atenção como forma de oração. Exige coragem como forma de comunhão. Não é preciso templos nem rituais magníficos: basta não trair aquilo que em você sabe. O sagrado não se manifesta em trovões; ele se revela na nitidez com que você enxerga o próximo passo que deve tomar — e na estranha paz que surge quando você finalmente o toma.

Mentalmente, essa consciência-divina nos desafia a abandonar a postura infantil que espera sinais externos para validar decisões. O sinal já está dado. Está dentro. Você sabe quando está vivendo abaixo de suas possibilidades. Sabe quando está repetindo padrões que diminuem sua estatura moral. Sabe quando está se escondendo do próprio destino. A pergunta não é “o que devo fazer?”, mas “por que ainda finjo não saber?”. A consciência não falha; quem falha é a nossa disposição de ouvi-la.

Emocionalmente, essa visão devolve dignidade ao sofrimento. Se Deus se esconde na consciência, então até a dor tem uma pedagogia. Ela não surge para punir, mas para arrancar máscaras que você insiste em usar. O sofrimento revela fronteiras que precisam ser atravessadas, pactos internos que precisam ser renegociados, histórias que precisam ser reescritas. Nada disso é agradável, mas tudo é necessário para alguém que se recusa a viver pequeno.

E então surge a pergunta final, a que separa os que apenas refletem dos que se transformam:

Se a consciência é mesmo Deus em anonimato, o que Ele tem tentado lhe dizer — e que você ainda não teve coragem de admitir?

Quando Deus entra na sociedade, seus planos crescem junto com você

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Se Deus é seu sócio, não faz sentido pensar pequeno. A ideia pode parecer ousada, quase ingênua, mas na verdade tem uma força transformadora: quando você acredita que há algo maior guiando seus passos, sua mente se expande, seu medo diminui e seus planos ganham coragem. É como dizia Henry Ford: “Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”. A frase, embora não fale diretamente de espiritualidade, mostra como a dimensão interior molda o tamanho dos nossos sonhos. Se adicionamos Deus na equação, a ousadia ganha chão firme.
Quando ampliamos nossos planos, na verdade ampliamos nossa confiança. O filósofo Sêneca, em sua obra Cartas a Lucílio, escreveu que “não é porque as coisas são difíceis que não ousamos; é porque não ousamos que elas são difíceis”. Essa observação, feita há quase dois mil anos, continua atual: muitos vivem com medo do fracasso, esperando uma segurança que jamais virá antes da ação. Porém, quando colocamos Deus como sócio, o medo diminui porque entendemos que não caminhamos sozinhos. Não estamos falando de mágica, e sim de fé aliada ao esforço, propósito e responsabilidade.

O sociólogo Max Weber, em A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, mostrou como a espiritualidade pode impulsionar trabalho, disciplina e visão de futuro. Quando uma pessoa acredita que há um sentido maior em suas ações, ela tende a trabalhar com mais foco e resiliência. Não se trata de religião, mas de significado. Planos grandes precisam de raízes profundas, e a fé — seja como for que você a entenda — nutre exatamente essas raízes.
Na prática, fazer grandes planos com Deus como sócio significa parar de se encolher diante das circunstâncias. Significa agir como alguém que acredita no próprio valor, que reconhece suas limitações mas não se deixa aprisionar por elas. É como dizia C.S. Lewis em Cristianismo Puro e Simples: “A humildade não é pensar menos de si mesmo; é pensar menos em si mesmo”. Quando você entende isso, percebe que sonhar grande não é ego, é missão. Não é sobre se glorificar, mas sobre dar o melhor de si ao mundo.

Imagine, por exemplo, alguém que sempre quis iniciar um projeto social, mas acredita não ter recursos ou preparo. Ao enxergar Deus como sócio, essa pessoa muda a pergunta central: deixa de se perguntar “E se der errado?” e passa a perguntar “O que posso fazer hoje, com o que tenho, para servir melhor?” E essa mudança, mesmo pequena, cria movimento. E movimento cria direção. E direção cria propósito.

Fazer grandes planos não significa esperar que tudo caia do céu, e sim caminhar com a convicção de que não estamos sós no processo. Quando você entende que seu sonho pode ser também um instrumento de luz, sua coragem cresce. E quando sua coragem cresce, seu caminho se abre. Porque planos pequenos não combinam com uma fé grande — e muito menos com um Deus que sempre nos empurra para algo maior.

A Verdade que liberta: por que a honestidade fingida é duas vezes mentira

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A frase “honestidade fingida é desonestidade dobrada” escancara algo que todos sabemos, mas nem sempre admitimos: quando tentamos parecer verdadeiros sem realmente sermos, criamos uma mentira com maquiagem — e maquiagens, por mais caras que sejam, derretem. Fingir honestidade é como oferecer um sorriso enquanto se esconde uma navalha atrás das costas. E o pior é que, no longo prazo, isso cobra seu preço na alma, nas relações e no sentido de dignidade pessoal. Como dizia Sêneca, em Cartas a Lucílio, “a verdade nunca prejudica uma causa justa”; quando precisamos disfarçá-la, é sinal de que já estamos defendendo algo torto.
O problema da honestidade fingida é que ela se alimenta da expectativa de que ninguém perceberá a fraude. Mas o ser humano é muito mais sensível ao não verbal do que imagina. Pequenos gestos, hesitações e contradições revelam mais do que discursos bem elaborados. Durkheim, em As Regras do Método Sociológico, explica que a confiança é uma espécie de “cola social” que mantém as relações coesas. Se a confiança é o cimento das interações humanas, a honestidade fingida é a rachadura invisível que, cedo ou tarde, abre o concreto.

Na prática, todos já vimos situações em que alguém diz “pode contar comigo”, mas o tom de voz entrega que aquilo é só performance. Ou aquela desculpa ensaiada que tenta passar a impressão de consciência moral, mas soa mais como autopreservação. É o clássico “não fiz por mal”, quando na verdade a pessoa fez, sim, mas não quer arcar com as consequências. Aristóteles, na Ética a Nicômaco, fala sobre a virtude como o ponto médio entre extremos, e afirma que a pessoa virtuosa não apenas faz o que é certo, mas o faz com intenção reta. Não basta parecer honesto. É preciso ser.
Exemplo simples: alguém que admite “erro” apenas quando é pego. Isso não é arrependimento, é cálculo. A desonestidade dobrada aparece justamente aí — na tentativa de usar uma máscara moral para encobrir o que deveria ser confrontado com coragem. O filósofo brasileiro Clóvis de Barros Filho sempre reforça em suas palestras que “caráter é aquilo que você faz quando ninguém está olhando”. E não há máscara que resista ao espelho da própria consciência.

A espiritualidade também dá sua contribuição. Em O Profeta, Khalil Gibran lembra que “se teu coração não canta, tua boca jamais poderá fazê-lo”. A autenticidade é uma vibração interior; ou existe, ou não existe. Fingir virtude é como tentar iluminar um quarto com uma lanterna sem bateria. Não funciona. E pior: você ainda passa vergonha quando alguém tenta enxergar melhor.

No fim das contas, a honestidade verdadeira é libertadora porque elimina o esforço constante de manutenção de personagens. A vida fica mais leve, as relações mais transparentes e o autoconhecimento mais profundo. Fingir honestidade, ao contrário, aprisiona. É uma prisão de duas camadas: a mentira original e a mentira usada para encobrir a mentira.

Por isso, vale repetir com força: honestidade fingida é desonestidade dobrada — e a vida é curta demais para desperdiçá-la carregando pesos inúteis.

Fim de ano expõe pressões emocionais e acende alerta para a saúde mental

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Compras, cobranças internas, frustrações e inseguranças financeiras tornam o período mais vulnerável para ansiedade, estresse e adoecimento psíquico_

O fim de ano costuma ser associado a celebrações, encontros e conquistas. No entanto, para muitas pessoas, esse período também intensifica sentimentos de frustração, ansiedade e sobrecarga emocional.

A pressão por finalizar tudo em tempo, as expectativas das comemorações de trabalho e familiares, a comparação com metas não alcançadas, a correria até o Natal e as incertezas financeiras formam um cenário que pode impactar diretamente a saúde mental.

Segundo a psiquiatra Dra. Daniele Oliveira, essa combinação de fatores cria um terreno fértil para o agravamento de quadros emocionais já existentes e até para o surgimento de novos sintomas. “O fim de ano costuma funcionar como um grande espelho emocional. As pessoas fazem um balanço da própria vida, do que conquistaram e do que ficou pelo caminho.

Quando esse olhar vem acompanhado de cobranças excessivas e comparação com os outros, o sofrimento psíquico tende a aumentar”, explica.

*A pressão do consumo e das expectativas*

As campanhas comerciais, as listas de presentes e o ideal de um Natal perfeito ampliam a sensação de inadequação, especialmente entre quem enfrenta dificuldades financeiras ou estão vivenciando uma separação ou luto.

“Muitas pessoas sentem culpa por não conseguir comprar presentes, ir às confraternizações ou corresponder às expectativas familiares. Há ainda os que associam o período a perdas, como separação ou a falta de algum familiar. Isso pode gerar ansiedade, tristeza, irritabilidade e sensação de fracasso”, destaca a psiquiatra.

Além disso, a comparação constante nas redes sociais reforça a ideia de que todos estão felizes, realizados e prontos para começar um novo ano, o que nem sempre corresponde à realidade.

*Quando o balanço emocional pesa*
O encerramento do ano também costuma vir acompanhado de reflexões profundas sobre carreira, relacionamentos e projetos pessoais. Para quem não atingiu metas ou viveu perdas ao longo do ano, esse momento pode ser especialmente delicado.

“É comum surgirem sentimentos de frustração, tristeza por expectativas não cumpridas e medo do futuro. Quando esses sentimentos se tornam intensos ou persistentes, é importante olhar para eles com atenção”, afirma Dra. Daniele.

*Saúde mental precisa de cuidado contínuo*

O cuidado com a saúde mental não deve ser adiado para depois das festas ou para o próximo ano, segundo a especialista. “Procurar ajuda profissional é um passo importante para atravessar esse período com mais equilíbrio e menos sofrimento”, orienta.

 

Para Dra. Daniele Oliveira, falar sobre saúde mental no fim de ano é fundamental para quebrar a ideia de que todos precisam estar felizes o tempo todo.

“Reconhecer limites, respeitar o próprio ritmo e buscar apoio não é fraqueza, é maturidade e autocuidado.”