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terça-feira, março 5, 2024
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Zé Torresmo: a junção dos prazeres da carne com a culinária caipira

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A revista 61 Brasília participou do “soft opening” no sábado (2), do restaurante “Zé Torresmo”, localizado na CLN 115 Norte, que tem como carro chefe a culinária caipira de alguns pontos do país como Minas Gerais, Goiânia e o interior de São Paulo. O lugar traz essa pegada de uma forma diferente, saborosa e gostosa para os seus frequentadores.

Conversei com os sócios Guilherme de Souza (administrativo) e André Batista (chef, especialista em carne de porco e charcuteiro artesanal) e eles me contaram um pouco sobre como surgiu a ideia de abrir um restaurante, o nome e como tem sido a recepção do público desde que a casa foi aberta, lembrando que a inauguração acontece no sábado (9), a partir das 11 horas, mas isso eu conto algo longo do nosso bate-papo.

Que tal abrir um restaurante?

O Chef André Batista disse que nunca pensou em abrir um restaurante, mas desenhava algumas coisas “Eu vinha pensando em abrir um em Goiás Velho, futuramente, quem sabe, mas esse rolou como um sonho, acordei 4 horas da manhã, rascunhei sobre ele e no dia seguinte apresentei pro Gui e automaticamente achei um ponto por sorte e por volta de 30, 40 dias abrimos o bar, pra ser sincero foi tudo muito rápido”.

O conceito do espaço já estava formado, trilha sonora é música, visando apenas no básico que um restaurante tem que oferecer, cerveja gelada, boa comida e um bom atendimento, esses são os diferenciais do Zé Torresmo.

Um momento importante na criação de qualquer estabelecimento é nome que o local vai carregar, é a identidade do espaço, certo? No caso do Zé Torresmo, essa parte ficou por conta de uma memória do chef André Batista.

Quando adolescente, ele residia no Setor Alvorada, em Anápolis, e lá existia um cabaré chamado “Zé Torresmo”. “Eu adorava passar lá na frente com a minha tia, era doido pra entrar, mas nunca consegui. Ele já fechou há muito tempo, mais de 20 anos já, eu o achava maravilhoso e quando chegou o momento, veio a ideia de usar Zé Torresmo”.

Comida Interiorana

A culinária do Zé é uma exposição a parte, pratos maravilhosos como o “Virado do Zé”, “Galinha Caipira”, Arroz de Porco”, fora os petiscos da estufa como “Disco de Carne”, “Bolinho de Chambaril com Requeijão” indicação do garçom Alencar, gente finíssima e com um atendimento excepcional (fica a dica da Revista) e claro, a estrela da casa o Torremos em barra e pururucado, entre outras iguarias deliciosas, visando sempre a comida interiorana.

O sócio Guilherme de Souza contou como foi o primeiro dia de funcionamento da casa, que abriu no dia 25 de janeiro, “A ideia era que viesse apenas os amigos e familiares, apenas para testar, mas rolou uma movimentação, que não sabíamos, nossa página do Instagram (@zetorresmobsb), sem conteúdo, mas para nossa surpresa e felicidade foi caótico e um sucesso, nem foi “soft opening”, foi “soft hard” (risos).

 

A comida do Zé faz tanto sucesso por um único motivo, todo mundo em algum lugar, tem uma memória afetiva com os pratos que são servidos, por isso esse sucesso estrondoso no cenário gastronômico da capital.

Todos aqueles amam uma comida boa e qualidade estão convidados para comparecerem ao Zé Torresmo, no dia 9 de março, às 11 horas, para a inauguração oficial do espaço. Além desses pratos que mencionamos na matéria, eles têm outras delícias que valem a pena conferir, como a Cachaça da Casa que combina muito bem com o Torresmo Pururuca. Vai ter também música ao vivo com violeiros e sanfoneiros e espaço para a criançada.

Chegue cedo e garanta o seu lugar.

Serviço:

*Zé Torremo

*CLN 115 Norte BL C Loja 41 – Asa Norte

*Terça a Domingo – 11:00 às 00:00 (terça a sábado) e 11:00 às 23:00 (domingo)

UDF oferece serviços jurídicos gratuitos para população

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Docentes e alunos do curso de Direito fornecem atendimento das áreas cível, trabalhista e penal

 O Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), instituição pertencente ao Grupo Cruzeiro do Sul Educacional, promove de forma gratuita serviços jurídicos para a sociedade, de segunda a sexta-feira, no Núcleo de Práticas Jurídicas do curso de Direito da Instituição.

O Núcleo oferece atendimentos nas áreas cível, trabalhista e penal, atuando diretamente em prol dos cidadãos mais necessitados, além de proporcionar aos alunos o aprendizado na prática.

Podem realizar a inscrição gratuita para o serviço jurídico as pessoas que recebam até dois salários-mínimos. Além disso, o público deve estar em posse dos documentos necessários para propositura da ação ou para juntar nas peças processuais cabíveis.

Os interessados nos atendimentos devem procurar uma das Unidades de Prática Jurídica.

Orientados por professores mestres com experiencia na área da advocacia, os alunos do curso de Direito prestam consultoria jurídica, esclarecendo dúvidas, participam de audiências, analisam processos e peticionam, incluindo o ajuizamento de novas ações judiciais.

O objetivo é fazer com que os alunos desenvolvam a dinâmica de atendimento e a diversidade de casos que chegam para resolução de conflitos no NPJ. Além de, aprenderem sobre habilidades profissionais, responsabilidade com a comunidade, advocacia colaborativa, técnicas de negociação, mediação e conciliação nos casos cíveis e de família.

 

Confira abaixo os serviços do Núcleo de Práticas Jurídicas:

COORDENAÇÃO DO NPJ

Endereço: 704/904 Seps Eq 702/902, Brasília – DF, 70390-045

Telefone: 3704-8834

Horário de funcionamento:

– Segunda à sexta das 11h às 19h30

 

UNIDADE DE PRÁTICA FORENSE TRABALHISTA – TRAB

Local: Edifício Sede do UDF, Bloco B, ao lado da sala T-25 SEP/SUL EQ

704/904 – Conjunto A, CEP: 70390-045, 3704-8825/ 9 9982-3166

Horário de funcionamento:

– Segunda à sexta das 8h às 12h;

-Segunda a sexta das 13h30 às 17h30;

-Segunda; terça; quinta e sexta das18h às 20h.

 

UNIDADE DE PRÁTICA FORENSE ED. SEDE DO UDF- PENAL

Local: Edifício Sede do UDF, Bloco B, ao lado da sala T-25 SEP/SUL EQ

704/904 – Conjunto A, CEP: 70390-045, 3704-8825/ 9 9982-3166

Horário de funcionamento:

-Quarta das 18h às 20h (apenas penal)

UNIDADE DE PRÁTICA FORENSE DE BRASÍLIA – BSB

Vagas reduzidas a fim de atender apenas as demandas provenientes do convênio com o Ministério Público do Distrito Federal e dos

Territórios.

No direito criminal, o estágio é realizado junto a quarta e quinta varas criminais, e quarta vara de entorpecentes.

Local: Fórum Desembargador Milton Sebastião Barbosa, Praça Municipal, Lote

1, Bloco “B” Ala B, Anexo II do Fórum 2º andar Sala 215. CEP: 70.094-900

3103-6922 / 9 9982-6241

Horário de funcionamento:

-Segunda à sexta das 8h às 12h (apenas penal)

-Segunda à sexta das 13h30h às 17h30 (apenas penal)

UNIDADE DE PRÁTICA FORENSE DO JUIZADO ESPECIAL DE

BRASÍLIA – JEB

Atuação apenas nos juizados especiais criminais de Brasília e Vara de Execuções

Criminais.

Local: Fórum Desembargador José Júlio Leal Fagundes, localizado no SMAS

Trecho 3, lotes 4/6, Bloco 3, próximo ao Setor Policial Sul. 9 9981-5671

Horário de funcionamento:

-Segunda a quinta das 13h30 às 17h30 (civil e penal)

UNIDADE DE PRÁTICA FORENSE DO JUIZADO ESPECIAL

FEDERAL CÍVEL – JEF

Atuação apenas nos juizados especiais federais cíveis.

Local: SEPN 510, Bloco C, lote 8, Ed. Cidade de Cabo Frio – Asa Norte.

CEP: 70759-900 (apenas civil) – 3521-3468 ou 3521-3469 /9 9983-2665

Horário de funcionamento:

-Segunda e quarta das 8h às 12h (apenas civil)

– Segunda; quarta e quinta das 13h30 às 17h30 (apenas civil)

UNIDADE DE PRÁTICA FORENSE DE MEDIAÇÃO CONCILIAÇÃO

E ARBITRAGEM – MED

Local: SGAN 909 Modulo. “C”, SGAN 909 – Asa Norte Brasília – DF. CEP:

70.790-090 – 61 9 9983-6202

Horário de funcionamento:

-Segunda a quinta das 13h30 às 17h30 (apenas civil)

UNIDADE DE PRÁTICA FORENSE DO PARANOÁ – PAR

Atuação irrestrita nas varas cível, família e criminal, com atuação na vara do

Tribunal do júri.

Local: Fórum do Paranoá – Quadra 03 – área especial Nº 02

CEP: 71570-030- 3103-2216/9 9981-6386

Horário de funcionamento: Segunda à sexta das 13h30 às 17h30.

 

Sobre o UDFCriado em 1967, o Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) é a primeira instituição particular de ensino superior da capital do Brasil. Instituição tradicional no ensino de Direito, o UDF conta também com cursos respeitados na área de negócios, da saúde e de tecnologia, além de oferecer cursos de pós-graduação lato e stricto sensu, e programas de extensão voltados à comunidade externa. Pertence ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados.Visite: www.udf.edu.br e conheça o Nosso Jeito de Ensinar.  

 

Ilustradoras negras lançam versão em quadrinhos de Quarto de Despejo

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Lançamento marcará passagem dos 110 anos da escritora

Escrito a partir das memórias da catadora de papel Carolina Maria de Jesus, o livro Quarto de Despejo vai ganhar nova versão neste ano, como história em quadrinhos (HQ). O lançamento, liderado por ilustradoras negras, comemora os 110 anos da autora, que se tornou referência na literatura brasileira, que serão completados no dia 14 de março.

A coordenadora editorial de literatura e informativos da SOMOS Educação, grupo do qual faz parte a editora Ática, que publicou o livro no Brasil, em 1960, Laura Vecchioli do Prado, teve a ideia quando, em 2020, saiu a edição comemorativa dos 60 anos do Quarto de Despejo. Foi então lançada a adaptação da obra para teatro.

“Queríamos continuar fazendo algum trabalho em cima do Quarto de Despejo. Como é um gênero literário que gera bastante interesse do público, a ideia foi adaptá-lo para HQ, com o propósito também de incentivar a leitura já a partir do sexto ou sétimo ano do ensino fundamental”, disse Laura. A obra é lida pelo público juvenil do ensino médio em diante e, com a versão em quadrinhos, seria possível atingir um público mais novo, acrescentou Laura.

O livro já está disponível para venda na internet e em algumas livrarias. A data dos eventos de lançamento, entretanto, ainda não foram alinhadas com as herdeiras de Carolina Maria de Jesus, mas deverão acontecer nos próximos meses.

Artistas negras

A versão HQ da obra foi feita por quatro artistas negras: a roteirista Triscila Oliveira (@afemme1), a ilustradora Vanessa Ferreira (@pretailustra) e as arte-finalistas Hely de Brito (@ilustralyly) e Emanuelly Araujo (@vulgoafronauta).

“Pelo próprio histórico do livro e da Carolina, a ideia inicial, quando eu pensei na HQ, era trazer para esse livro mulheres pretas e, de preferência, periféricas. Foi aí que começamos a pesquisar. Todas elas são mulheres pretas e somente uma não é periférica. A gente queria dar um espaço para novatas, mas como era um livro de grande importância, uma responsabilidade muito grande, pegamos mulheres já experientes com HQ, caso da Triscila Oliveira, que já escreve roteiros”.

Nas orelhas e também dentro do livro, as quatro artistas relataram como foi fazer o livro e a relação delas com o Quarto de Despejo.

Experiência

Para a ilustradora Vanessa Ferreira, ilustrar o livro de Carolina Maria de Jesus “foi uma loucura. É um projeto que a gente soltou em tempo recorde. Foi muita correria, principalmente na etapa final, além do fato de a gente ter que trazer do imaginário, ter que construir visualmente uma vivência que muita gente não tem”, disse Vanessa . “Foi uma experiência incrível.”

Com 90 páginas ilustradas, o livro de HQ demandaria, normalmente, em torno de um ano e meio para ficar pronto, cumprindo todo o processo clássico, mas as quatro artistas conseguiram finalizá-lo em sete meses.

Quando iniciou as ilustrações para o livro, Vanessa verificou que a infância de Carolina e a dela própria tinham semelhanças. Ambas cresceram dentro de favelas. “Era, visualmente, uma história que a gente já conhecia, mas adaptar os relatos de Carolina foi muito complicado e em tempo recorde também”.

Vanessa Ferreira ressaltou que a diferença entre ela e a escritora é que Carolina foi uma catadora que veio de Minas, e todo o conhecimento que teve veio do lixo. “Eu, apesar de crescer em um barraco e vir de uma situação muito pobre, tive uma mãe que falava que era muito importante estudar. Minha mãe zelou por isso na minha vida”. No local, não havia pessoas que trabalhassem com ilustração. “Não havia nem essa palavra, na verdade.”

Nascida em 1986, na zona sul de São Paulo, Vanessa ouvia que tinha que terminar o colégio, arrumar um emprego na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e ficar naquilo pelo resto da vida. “Nem à faculdade a gente tinha acesso. Ainda mais uma pessoa preta. Ganhar dinheiro com arte? Nunca”. Dali para cá, o cenário mudou. “Mudou muito, porque a gama que a gente tem de artistas é grande. Juntou muito essa galera e a gente faz muito essa troca”. Gente que tinha carreira em outras áreas, como a própria Vanessa, formada em publicidade, foi para a ilustração, que era uma coisa que ela sempre quis executar. “Eu nunca parei de desenhar, na verdade.”

História

A escritora Carolina Maria de Jesus – Divulgação/Mostra CMJ

 

Nascida em 14 de março de 1914, em Sacramento, Minas Gerais, Carolina Maria de Jesus mudou-se para a cidade de São Paulo em 1937, onde trabalhou como empregada doméstica. Em 1948, foi viver na favela do Canindé, onde nasceram seus três filhos. Enquanto viveu ali, a forma de subsistência dela e dos filhos era catar papéis e outros materiais para reciclar.

O livro Quarto de Despejoreproduz o diário em que Carolina narra seu dia a dia em uma comunidade pobre da cidade de São Paulo, desocupada para construção da Marginal Tietê, em 1961, por influência da repercussão de sua obra. O texto é considerado um dos marcos da literatura feminina no Brasil.

Carolina descreve suas vivências no período de 1955 a 1960 e relata o sofrimento e as angústias dos habitantes da favela, sobretudo a rotina da fome. Ela se sustentava recolhendo papel nas ruas. Quando não conseguia papel, ela e seus filhos não comiam. Sua linguagem é objetiva, ao mesmo tempo culta e inculta, oscilando entre um registro popular e o discurso literário.

A tiragem inicial de dez mil exemplares se esgotou em apenas uma semana. Desde o lançamento, a obra já foi traduzida para mais de 13 idiomas. A publicação é uma edição feita pelo repórter Audálio Dantas e pela equipe de editoração da Livraria Francisco Alves, que recebeu 20 cadernos escritos por Carolina. Dantas selecionou os trechos do diário a serem publicados e escreveu o prefácio do livro. Foi ainda responsável pela estratégia de divulgação da obra na imprensa.

Os dois textos escritos por Audálio Dantas na imprensa são anteriores à publicação do livro e tornaram sua autora conhecida do grande público. A primeira matéria do jornalista sobre o livro foi a reportagem de página inteira no jornal Folha da Noite, de 9 de maio de 1958, intitulada O drama da favela escrito pela favelada: Carolina Maria de Jesus faz um retrato sem retoque do mundo sórdido em que vive. Depois, ele publicou matéria na revista O Cruzeiro, da qual era editor-chefe, com o título Retrato da favela no diário de Carolina: a fome fabrica uma escritora.

Edição: Nádia Franco

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

 

Profissionais de saúde se mobilizam para atender casos de dengue no DF

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Governador decretou emergência na saúde do Distrito Federal

Em meio ao avanço da dengue no Distrito Federal – uma das unidades federativas mais afetadas pela doença –, profissionais da saúde se veem novamente mobilizados para, a exemplo do ocorrido durante a pandemia, unir esforços e enfrentar mais um desafio. Desta vez, tendo na bagagem aprendizados obtidos durante o período pandêmico, principalmente em termos de organização de equipe e cuidados com os pacientes.

“Se dá para a gente tirar algo de bom do que aconteceu durante a pandemia foi a nossa capacidade de organização. Tivemos de nos unir e nos organizar ainda mais. Caso contrário, teríamos ficado loucos”, disse a supervisora da Unidade Básica da Saúde (UBS) 7, Suzayne Diniz.

A movimentação na unidade localizada na Ceilândia, região administrativa de Brasília, tem ficado maior durante os momentos considerados de pico de dengue, geralmente em dias de sol, após períodos de chuva.

Brasília (DF), 29/02/2024 - Agentes da vigilância ambiental do DF encontram larvas do mosquito transmissor da dengue em residência no Guará, região administrativa do DF. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, em residência no Distrito Federal – Marcelo Camargo/Agência Brasil

A supervisora estima que, atualmente, dos cerca de 350 atendimentos diários, entre 100 e 150 têm sido de pacientes com suspeitas de dengue. Destes, cerca de 70 casos são confirmados.

“A verdade é que a situação é sempre caótica, mas em maior ou menor intensidade”, disse a supervisora à Agência Brasil.

Segundo ela, apesar de “caótica”, a dedicação da equipe e “a expertise adquirida durante a covid-19” têm ajudado a encarar novos desafios profissionais.

Se comparados com a época da pandemia, os atuais desafios podem até parecer pequenos.

Mas não são, uma vez que, no caso da dengue, os procedimentos tendem a ser mais complicados do que os adotados nas rotinas das unidades de saúde. Além disso, os sintomas – e os acompanhamentos – tendem a durar mais dias.

“Notamos que este ano a dengue está mais exacerbada [prolongada], com os pacientes apresentando sintomas mais arrastados. Antes, eles apresentavam melhoras em três ou quatro dias. Agora levam de sete a dez dias. Além do número maior de pacientes, observamos a necessidade maior de retorno deles à unidade, o que acaba por nos deixar sobrecarregados”, acrescentou.

A melhor forma de combater a dengue é impedir a reprodução do mosquito. Foto: Arte/EBC

Colapso

No final de janeiro, diante do aumento do número de casos de dengue, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, decretou emergência na saúde do DF. Mais recentemente, disse que a rede de saúde entrou em colapso.

Para a diretora do Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro-DF), Nayara Jéssica, não é de hoje que a situação das unidades de atendimento de saúde é de colapso. “O colapso apenas está maior”, avalia a enfermeira ao afirmar que, por tratar-se de uma epidemia “mais do que prevista”, muitos problemas poderiam ter sido evitados pelo governo do DF.

“O GDF poderia ter se programado porque foi uma epidemia anunciada. A começar pelo déficit que temos em termos de pessoal na rede pública. Isso está impactando significativamente”, disse a diretora.

A forma como as autoridades locais têm organizado seus recursos humanos foi criticada pela diretora do SindEnfermeiro. “Após todo o aprendizado que tivemos com o acúmulo de demandas ocorrido durante a pandemia, estávamos nos reorganizando, quando fomos assolados por essa epidemia de dengue e pela forma meio atropelada como o governo está conduzindo a questão”, disse Nayara.

Segundo a representante dos enfermeiros, as tendas montadas deveriam prestar um primeiro atendimento, enquanto o acompanhamento ficaria a cargo das UBS.

“O problema é que não há funcionários suficientes nas tendas. Então estão retirando profissionais das UBS para fazerem esse atendimento. Ou seja, estão basicamente trocando a problemática de lugar. E, ao fazerem esse deslocamento, estão comprometendo outros serviços nas unidades em um período no qual aumentam as incidências de doenças respiratórias.”

A associação de dengue com doenças respiratórias pode, inclusive, atingir a mesma pessoa. Foi o caso de Isabella Cardoso, de 9 anos, filha da servidora Glaucilene Cardoso, de 44. “Por sorte, o caso da minha filha não foi grave, nem para a dengue nem para a covid. Mas, claro, a gente fica sempre preocupada.”

Isabella foi levada à tenda de atendimento montada na Ceilândia e, na sequência, foi diagnosticada e encaminhada para a UBS 7.

“Foram seis dias de tosse, febre e dores nos olhos e no corpo”, descreveu Glaucilene ao citar a mistura de sintomas das duas doenças, observada na filha, em meio a elogios à dedicação das equipes de saúde. “Sempre prestam bom serviço por aqui”, acrescentou.

Chuva e sol

Isabella e sua mãe deram sorte. Não é todo dia que é possível prestar o atendimento de excelência citado por Glaucilene. O técnico em enfermagem Gustavo Lopes explica o motivo: “Os casos de dengue variam de acordo com o clima. Hoje a movimentação está menor porque chovia até ontem. Geralmente o número de casos aumenta significativamente após dois ou três dias de sol”, disse ele, na última segunda-feira (25), enquanto atendia a advogada Juliana Oliveira, 41, moradora de Taguatinga.

“Há duas semanas a situação era outra, com uma movimentação muito maior. Agora está até tranquilo, mas sabemos que isso é momentâneo e que, de uma hora para outra, vão aparecer, de uma vez, muitas pessoas com suspeitas de estarem com dengue”, acrescentou a enfermeira Kelma Louzeiro, gerente de uma UBS, deslocada para ajudar no atendimento aos pacientes em uma das tendas voltadas ao atendimento de pessoas com suspeitas de dengue.

Bastante abatida, após passar a noite sem conseguir dormir em meio a náuseas, vômitos e muita dor nos olhos e na cabeça, Juliana Oliveira não estava com dengue, apesar de apresentar os mesmos sintomas. “O exame deu negativo. A suspeita é que eu esteja com zika”, disse a advogada.

Os principais sintomas da dengue. Foto: Arte/EBC

“Por via das dúvidas já estamos fazendo o tratamento, uma vez que o protocolo das duas doenças é praticamente o mesmo”, complementou o técnico Gustavo Lopes.

Da triagem, na chegada, até o início do tratamento, passando pelos 20 minutos necessários para se obter o resultado do teste rápido, foi necessário pouco mais de uma hora para Juliana começar a ser hidratada. “Foi bem rápido”, disse a advogada.

“Rápido e eficiente” foram os termos usados pelo publicitário Mauro Júnior Medeiros, de 23 anos, para se referir ao atendimento que recebeu tanto na tenda quanto na UBS da Ceilândia. “Fiz o exame e até recebi remédios. Agora, aguardo os resultados para ver se será necessário fazer um ajuste na dosagem”, disse.

Se tivesse buscado atendimento outro dia na unidade, Mauro correria o risco de não ter à disposição soro para hidratação.

“A demanda por soro para hidratação tem sido muito grande, e a quantidade, às vezes, é insuficiente, chegando a faltar em algumas UBS. Mas a expectativa, em geral, é que não se leve mais do que 48 horas para recebermos mais”, disse a supervisora Kelma Louzeiro.

De acordo com a diretora do SindEnfermeiro-DF, o restabelecimento de estoques de hidratação oral e de soro fisiológico ficou mais fácil após o governo do DF ter decretado emergência em saúde. “As compras foram facilitadas e, em geral, é até rápido o envio às unidades”, disse Nayara Jéssica ao reiterar que as dificuldades maiores decorrem do déficit de pessoal.

Paranoá

Do outro lado de Brasília, na UBS 1, do Paranoá – outra região administrativa da capital federal –, a dona de casa Isabel Martins, de 66 anos, aguardava o resultado do exame para saber se a diarreia, a tontura e as dores que sentia na cabeça e no corpo eram sintomas de dengue.

Isabel disse que conhece bem a situação das unidades de saúde do Paranoá, e que, entre elas, a que oferece atendimento mais rápido para os pacientes é a UBS 1, motivo pelo qual ela foi direto para lá.

“Assim que cheguei, informei que minha situação estava ruim e fui imediatamente atendida. A equipe aqui é sempre muito boa, mas nem todas as unidades são assim. Se for para ir para a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] ou para o hospital, a coisa é mais complicada”, disse a dona de casa referindo-se às unidades para onde os casos mais graves são enviados.

A poucos quilômetros dali, cerca de 60 pessoas aguardavam, por horas, atendimento na UPA do Paranoá. Entre elas, Januário da Cruz Silva, de 61 anos. Ele trabalha com um caminhão de mudanças, mas há quase uma semana teve de parar com os serviços por conta da dengue.

“Fui sábado ao posto de saúde, fiz hemograma e constatei estar com dengue. Fui então encaminhado para o Hospital do Paranoá. Fiquei quase cinco horas lá, mas acabei não sendo atendido porque, como praticamente não havia médicos, eles só atendiam quem tinha pulseira vermelha de emergência”, disse Januário à Agência Brasil.

Desde então, ele está intercalando paracetamol e dipirona, na tentativa de amenizar as dores. “Estou há três noites sem dormir por causa dessa dor. Vim então para cá na expectativa de receber hidratação na veia.”

O sofrimento do cozinheiro José Souza Araújo, de 67 anos, já durava oito dias. Ele também estava na UPA do Paranoá para tentar entender o motivo de tamanha demora para se recuperar. “Vim aqui na segunda-feira passada [dia 19], fiquei quase seis horas e não consegui ser atendido. Quem sabe agora eu consiga.”

Secretaria de Saúde

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal garantiu estar preparada para atender os casos de dengue em todo o território e que, para tanto, conta com 176 UBS – algumas delas funcionando em horários especiais à noite e nos finais de semana.

O governo do DF ampliou também o atendimento nas tendas montadas em nove sedes de administrações regionais e, desde 5 de fevereiro, está em funcionamento o Hospital de Campanha da Aeronáutica, estrutura provisória montada ao lado da UPA da Ceilândia.

Brasília, DF 08/02/2024 Força Aérea Brasileira (FAB) mostra a estrutura do  hospital de campanha em Ceilândia, no DF,  para atender casos de dengue   Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Hospital de Campanha da Aeronáutica, montado na Ceilândia – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A expectativa é a de instalar mais 11 novas tendas de hidratação. Segundo a secretaria, as instalações provisórias podem oferecer tratamento para casos leves, o que inclui hidratação dos pacientes, testagem e orientações sobre como lidar com os sintomas da dengue.

Em caso de agravamento, os pacientes devem ser transferidos para uma das 13 UPAs ou para os hospitais regionais. Para tanto, novos leitos foram disponibilizados: 15 deles, de observação, no Hospital Regional de Asa Norte; 20 em unidades de terapia intensiva da rede privada; e 55 leitos de internação no Hospital da Cidade do Sol.

Com relação aos recursos humanos, a secretaria informou que 715 técnicos de enfermagem, trabalhadores de sete regiões de saúde do DF, tiveram a carga horária ampliada de 20 para 40 horas semanais, e que nomeou 180 técnicos de enfermagem, 156 enfermeiros, 115 agentes comunitários de saúde e 90 médicos especialistas. Foi também aberto um chamamento público para contratar mais 200 médicos temporários.

Adicionalmente, 38 caminhonetes equipadas com fumacê estão rodando as ruas do DF para aplicação de inseticidas nas áreas de maior incidência do Aedes aegypti, vetor responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika.

Iniciada no DF em 9 de fevereiro, a campanha de vacinação contra a dengue imunizou até a última terça-feira (27 de fevereiro) 23.502 crianças de 10 anos e 11 anos, apenas 32% do público-alvo.

A população pode acompanhar a disponibilidade de leitos por meio do site da Secretaria de Saúde do DF. Foi também disponibilizada uma página informando os horários de funcionamento das unidades básicas de saúde.

Edição: Lílain Beraldo e Juliana Andrade

Por Pedro Peduzzi e Daniella Almeida – Repórteres da Agência Brasil – Brasília

 

Torneio de robótica nacional termina neste sábado em Brasília

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País aumenta número de equipes e garante mais vagas para mundial

O Festival Sesi de Educação, promovido pelo Serviço Social da Indústria, que realiza o maior torneio de robótica da América Latina, terá as competições finais neste sábado (2), em Brasília, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. A edição deste ano envolve projetos de inovação relacionados ao mundo das artes.

O evento reúne, desde quinta-feira (29), em espaço em 30 mil m², mais de 2,5 mil estudantes de 9 a 19 anos de escolas públicas e privadas das cinco regiões do país e da rede Sesi e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Os competidores estão distribuídos em 265 equipes.

João Artimandes e equipe durante torneio de robótica. Foto – José Cruz/Agência Brasil

São quatro modalidades da competição – com protótipos em miniaturas de carros de Fórmula 1 (F1 in Schools), robôs pequenos com peças de montar (First Lego League Challenge, FLLC), a robôs gigantes, com até 1,2 metro de altura e 56 kg, nas competições das categorias First Tech Challenge (FTC) e First Robotics Competition (FRC).

Esta etapa nacional é classificatória para o mundial de robótica da organização sem fins lucrativos First. O Brasil terá a maior participação na competição internacional com 12 vagas para os estudantes brasileiros que saírem vitoriosos de Brasilia. O mundial ocorrerá em Houston, nos Estados Unidos, em abril.

Competidores


Bracelete capta ondas sonoras que se convertem em sinais elétricos. Foto: José Cruz/Agência Brasil

De Goiânia (GO), estudantes do 9º ano da equipe Titans LJ Planalto, do Sesi Planalto, criaram pulseira eletrônica projetada para proporcionar uma experiência inclusiva a deficientes auditivos durante shows musicais, Sense Brace.

Uma espécie de bracelete apta ondas sonoras na faixa de 500 a 1000 hertz, convertendo-as em sinais elétricos, que são direcionados para a placa programável e, posteriormente, para o motor vibrador, sincronizando as vibrações com as batidas das músicas. A desenvolvedora do projeto Carolina Pedrosa, de 14 anos gostou da experiência de ajudar as pessoas que estão ao seu redor. “Muitas vezes, não conseguimos ver que há pessoas sofrendo com algo que você nem imagina. Então, criar um projeto que realmente pode ajudar essas pessoas é incrível.”

Brasília (DF) 29/02/2024 - Otávio Fortunato participa do torneio de robótica promovido pelo  SESI.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Estudante Otávio Fortunato e equipe criam robô com peças de Lego. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Antes de entrar nas arenas para competir, os estudantes podem realizar treinos dos desempenhos de robôs montados com peças de Lego, em mais de 20 mesas montadas para este fim. Em uma delas, estava a equipe de Videira, Santa Catarina. Otávio Brim Fortunato, de 11 anos, guiou por um controle remoto o circuito em que o robô teria que percorrer na competição, para valer. “Vir pra cá assim é muito legal, porque dá uma sensação que você conseguiu botar em prática o que você aprendeu.”

A estudante Priscila Babilônia faz parte de uma equipe com sete meninas e um menino. Para ela, a ciência é democrática, independente do gênero.  Priscila entende que foi natural seu interesse pela robótica, ainda no ensino fundamental. “Eu fiquei sabendo que eram criados projetos inovadores que, realmente, podem ajudar a sociedade. Eu me interessei bastante nessa parte, além dos robôs, da programação, da construção, de toda essa diversão e coisas tecnológicas. É muito bom ver as meninas, hoje em dia, participando da robótica.”

Mais experiência

Os alunos participantes do Festival Sesi de Educação estão sempre acompanhados de professores que os orientaram, nos meses anteriores, a desenvolver os projetos de robótica. São eles que acompanham, vibram e consolam os alunos após as competições. Independentemente dos resultados, os docentes consideram as experiências de torneios como este válidas para a vida dos estudantes e com ganhos em sala de aula.

A professora Miriam Rostirola, de Videira (SC), ensina robótica a alunos entre 10 e 11 anos e sonha com a competição internacional. “Alguns já começam a se identificar com a parte de programação, que desenvolvem dentro da sala de aula, porque, na robótica, a gente trabalha as áreas de conhecimento. “Tem matemática junto com aulas de ciências da natureza, humanas. Tem linguagem de programação. Isso fortalece muito o trabalho em equipe, porque a robótica traz muito isso, não é trabalho individual, e sim do grupo todo.”

Brasília (DF) 29/02/2024 - Miria Rostirola participa do torneio de robótica promovido pelo  SESI.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Professora Miria Rostirola no torneio. Foto – José Cruz/Agência Brasil

O superintendente Nacional de Educação Sesi, Wisley João Pereira, defende que o desempenho dos estudantes que fazem parte da robótica educacional é superior aos que não participam. “A gente tem que começar a parar com aquele paradoxo de proibir o uso do celular em sala de aula. E ver como deve ser o uso da tecnologia para a aprendizagem. Esse é o fator principal da educação.”

Ciência para todos

Com entrada gratuita, o festival estará aberto ao público até as 18h deste sábado. Além de conhecer robôs de diferentes portes e torcer na arquibancada pelas equipes competidoras, nas três arenas, o visitante também pode brincar nas dez instalações interativas transportadas do museu do SesiI Lab , no centro da capital federal, especialmente para esta edição do festival. Entre elas, as mais procuradas são sombras coloridas, tubos de vento, engenhocas de bolinhas e a dança do robô.

Nas oficinas maker do Sesi Lab itinerante, os visitantes podem fabricar o próprio robô, um broche de luz ou um carrinho a motor, entre outros.

Cada oficina maker tem capacidade para 40 pessoas por horário e vão ocorrer às 9h, 10h, 11h, 14h, 15h, 16h e às 17h, nesta sexta-feira e sábado. A participação é por ordem de chegada.

A coordenadora de Exposições e Ações Culturais do Sesi Lab, Carolina Vilas Boas, ressalta que ciência e tecnologia são para todos. “Aqui, a versão Sesi Lab itinerante conecta arte, ciência e tecnologia e, de uma maneira fácil e lúdica, incentiva as pessoas a terem curiosidade por pesquisar, por investigar. Pessoas que se interessem por ciência, que não achem que é uma coisa muito difícil ou que só seres humanos muito raros, fantásticos são capazes de fazer. Pode ser para todo mundo, para as meninas, para as crianças. Então, que seja uma coisa mais acessível mesmo a todos.”

Programação do Festival

Local: Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, Brasília (DF)

Sábado (2): 7h30 às 18h, finais das competições, cerimônia de premiação e Sesi Lab itinerante

Entrada gratuita

Capacidade: 10 mil pessoas simultâneas.

Edição: Maria Claudia

Por Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil – Brasília

 

Apenas 32% do público-alvo tomaram vacina contra dengue no DF

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Procura pelo imunizante está abaixo do esperado

Quase 20 dias após o início da vacinação contra a dengue no Distrito Federal, apenas 32% das crianças de 10 e 11 anos foram imunizadas. Dados do governo do Distrito Federal (GDF) mostram que, entre os dias 9 e 27 de fevereiro, foram aplicadas 23.502 doses foram aplicadas. A própria pasta avalia que a procura pelo imunizante está abaixo do esperado.

Os números mostram que, das 71.708 doses recebidas do Ministério da Saúde, ainda há 48.206 doses disponíveis para aplicação em todos os 67 pontos de vacinação do Distrito Federal. “Como todo imunobiológico, a vacina da dengue também tem prazo de validade. Os imunizantes estão válidos até o dia 30 de abril”, destacou o GDF em nota.

O comunicado ressalta que “tratativas estão sendo feitas para uma possível ampliação no público-alvo, a fim de garantir que todas as doses sejam efetivamente aplicadas na população”.

Cuidados

“Mesmo quem já está vacinado deve continuar com os cuidados preventivos para que o mosquito transmissor não se prolifere. É importante que a população faça a sua parte e observe ambientes dentro e fora de casa que possam servir de abrigo e reprodução do vetor da doença”, reforçou o GDF.

Números

O Distrito Federal é uma das unidades federativas mais afetadas pela doença, Dados da Secretaria de Saúde apontam que o DF já contabiliza 98.418 casos prováveis de dengue, além de 55 mortes pela doença. Há ainda 82 óbitos em investigação. As unidades básicas de saúde (UBS) de Ceilândia seguem notificando o maior número de casos (8.851), seguidas pelas de São Sebastião (3.579) e pelas de Santa Maria (2.919).

Os principais sintomas da dengue. Foto: Arte/EBC

Edição: Graça Adjuto

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Brasília