27.5 C
Brasília
sábado, maio 9, 2026
Início Site Página 2

Rede Plaza Brasília inaugura Soho Plaza Hotel em Águas Claras

0

 

A Rede Plaza Brasília inaugurou oficialmente, na terça-feira (21), o Soho Plaza Hotel, empreendimento localizado no complexo do Manhattan Shopping, em Águas Claras. O evento reuniu autoridades, empresários, parceiros e convidados em uma data simbólica: o aniversário de 66 anos de Brasília, que coincide com os 35 anos da empresa hoteleira.

Com proposta contemporânea e integrada ao dinamismo urbano da região, o Soho Plaza Hotel marca a expansão da rede para além do Plano Piloto, reforçando a descentralização da oferta hoteleira no Distrito Federal. O empreendimento foi concebido para oferecer conveniência, mobilidade e praticidade em um único espaço, combinando hospedagem, serviços e lazer.

O hotel conta com 116 apartamentos, incluindo unidades amplas e suítes duplex, voltados tanto para o público corporativo quanto para famílias. A estrutura inclui rooftop com lounge, academia, piscina e sauna, além de ambientes planejados para proporcionar conforto, autonomia e bem-estar aos hóspedes. Inserido na linha facilit da rede, o Soho atende viajantes que buscam eficiência sem abrir mão da qualidade.

*Complexo multiuso e desenvolvimento urbano*

O empresário Paulo Octávio destacou que o hotel faz parte de um projeto mais amplo, idealizado há mais de duas décadas. “É um complexo multiuso muito importante para a cidade. Há 26 anos adquirimos esse terreno com a proposta de desenvolver algo inovador para Águas Claras. Hoje entregamos um projeto que gera moradia, trabalho e desenvolvimento”, afirmou.

O Soho integra um conjunto que reúne shopping center, hotel e torres residenciais e comerciais, consolidando a região como um novo polo urbano no Distrito Federal. Segundo o empresário, o resultado é fruto de planejamento, parceria e dedicação. “Nada é possível sem trabalho, sem dedicação e sem amor. Só se constrói algo quando se tem um time unido. O que marca a nossa empresa é o amor por Brasília. Investimos exclusivamente aqui e vamos continuar crescendo”, destacou.

Paulo Octávio também ressaltou o avanço do turismo na capital e a necessidade de ampliar a conectividade internacional. “Brasília evoluiu muito nesse setor. Agora, o próximo passo é ampliar os voos internacionais para atrair mais visitantes e fortalecer ainda mais a economia local”, afirmou.

*Expansão estratégica e impacto econômico*

O CEO da Rede Plaza Brasília, André Kubitschek, classificou o empreendimento como um marco na trajetória da empresa. “Este é o nosso primeiro hotel fora do Plano Piloto e representa o início de um novo ciclo de expansão da rede”, destacou.

Segundo ele, o Soho Plaza Hotel reafirma o compromisso da empresa com o desenvolvimento e a modernização do Distrito Federal. “Entregamos um empreendimento emblemático em Águas Claras, contribuindo para a valorização da região e para o crescimento econômico do DF”, afirmou.

André Kubitschek também enfatizou o impacto positivo do projeto na geração de empregos e oportunidades. “Esse empreendimento vai movimentar a economia local, gerar milhares de empregos e criar novas oportunidades. Isso é motivo de grande orgulho para todos nós”, ressaltou.

*Novo padrão de hospedagem em Águas Claras*

Com localização estratégica — ao lado da estação de metrô e próximo a importantes serviços, como o Hospital Brasília Águas Claras — o Soho Plaza Hotel aposta na conveniência como diferencial competitivo. A integração com o Manhattan Shopping amplia as opções de lazer, gastronomia e serviços para hóspedes e visitantes.

“O Soho traz qualidade, sofisticação e conforto para a região, estabelecendo um novo padrão de hospedagem em Águas Claras”, concluiu André Kubitschek.

A expectativa é que o novo hotel amplie a capacidade de hospedagem da capital e contribua para o fortalecimento do setor turístico, acompanhando o crescimento e a diversificação econômica do Distrito Federal.

Paula Belmonte homenageia 300 estudantes em sessão solene pelo aniversário de Brasília

0

 

Evento que comemorou os 66 anos da capital teve como tema o protagonismo jovem na construção do futuro do Distrito Federal

Mais de 300 estudantes de escolas públicas e privadas que se destacam pela atuação dentro e fora de sala de aula foram homenageados pela deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), em sessão solene, nesta terça-feira (22), na Câmara Legislativa do DF. O evento, que marcou a comemoração do aniversário de 66 anos de Brasília, teve como tema o protagonismo jovem na construção do futuro da capital e reuniu autoridades, estudantes e representantes de diferentes instituições.

“O nosso amor por vocês é muito grande.” Foi com essa frase que Paula Belmonte abriu a sessão em um auditório lotado de jovens. Ela relembrou a própria trajetória de estudante e destacou sua ligação com a educação pública, afirmando que sua história pessoal fortalece sua defesa por mais oportunidades nas escolas. Para ela, reconhecer o esforço dos alunos não é apenas uma formalidade, mas uma prova de que esses jovens “estão começando uma trilha de sucesso”.

Em sua fala, a deputada ainda incentivou os estudantes a manterem vivos os sonhos. Para ela, o brilho no olhar que os pioneiros tinham quando chegaram ao Planalto Central, há quase 70 anos, deve ser o mesmo combustível usado pela juventude hoje para sonhar com um Distrito Federal com melhores oportunidades. “É tão bom sonhar porque a gente se projeta e o sonho traz pra gente a oportunidade da guarnição”, resumiu Paula, que é mãe de seis filhos.

Ao apontar para a mesa de convidados, composta majoritariamente por homens, Paula Belmonte ressaltou que, embora as duas mulheres presentes ali – além dela, Ana Cristina Kubitschek, neta do ex-presidente Juscelino Kubitschek e presidente do Memorial JK – pudessem valer por 20, ela deseja ver muito mais mulheres ocupando cargos de destaque. “O sonho é importante para nós, meninas”, pontuou a deputada, reforçando que a política precisa ser um lugar de equilíbrio e inclusão.

 

Também participou da cerimônia o bisneto de Juscelino Kubitschek, André Kubitschek, que reforçou o papel central da juventude no futuro do país. Em sua fala, destacou que “a próxima geração será a protagonista”, acrescentando que os jovens presentes serão “os futuros empresários, servidores e políticos que vão estar à frente do nosso país”. André ainda relembrou que Brasília nasceu da vontade política de brasileiros que ousaram sonhar com um novo Brasil e que, ao celebrar seus 66 anos, não se comemora apenas sua criação, mas também todas as lutas travadas por sua consolidação política e econômica.

Cidadania

Ao final da sessão, Paula Belmonte incentivou os jovens a tirarem o título de eleitor, a participarem ativamente das decisões da cidade e exercerem de fato a cidadania. Ela reforçou que ninguém deve desistir de Brasília, ideia que foi ecoada por Ricardo Cappelli, ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que mencionou que a figura de Juscelino Kubitschek “não nos dá o direito de pensar pequeno”.

Ao encerrar a sessão solene, a deputada deixou uma mensagem de esperança e responsabilidade para a plateia conectada e atenta. Ela afirmou que Brasília nasceu para ser um lugar de esperança e que a construção da capital ainda está acontecendo dentro de cada cidadão. Para Paula, homenagear a juventude nos 66 anos da cidade é reafirmar o compromisso de que o futuro do DF depende da participação direta e apaixonada das novas gerações.

CLDF celebra os 66 anos de Brasília com homenagem a jovens protagonistas e exaltação ao legado de JK

0

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, nesta quarta-feira (22), uma sessão solene em comemoração aos 66 anos de Brasília, reunindo autoridades, educadores, estudantes e representantes da sociedade civil em um evento marcado por homenagens, reflexão histórica e projeções para o futuro da capital.

De iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a solenidade teve como tema “Brasília 66 anos: o protagonismo jovem para uma nova construção da capital” e contou com a premiação de centenas de estudantes do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas, reconhecidos por sua liderança, engajamento e impacto em suas comunidades.

A mesa diretora foi composta por Anna Christina Kubitschek, presidente do Memorial JK; o empresário Paulo Octávio, vice-presidente do Memorial JK; André Kubitschek, CEO da Rede Plaza Brasília Hotéis; Daniel Rodrigues Souza, diretor financeiro do Sinepe-DF; Ricardo Cappelli, ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); e o historiador Jorge Henrique Cartaxo, diretor do Instituto Histórico e Geográfico do DF.

*Valorização da juventude*

Durante a abertura, a deputada Paula Belmonte destacou o papel central dos jovens na construção do futuro da capital. Em sua fala, enfatizou a importância da educação como ferramenta de transformação social e incentivo ao protagonismo juvenil.

“A juventude de Brasília tem papel fundamental na construção do futuro da cidade. Precisamos abrir espaço para que esses jovens sonhem, se projetem e participem das soluções para os desafios atuais”, afirmou.

A parlamentar também ressaltou sua trajetória na rede pública de ensino e reforçou a necessidade de investimento contínuo na educação como base para o desenvolvimento da sociedade.

Representando o setor educacional, Daniel Rodrigues Souza destacou que a homenagem vai além do desempenho acadêmico. “Estamos reconhecendo o espírito de liderança, o engajamento e a capacidade de transformação desses jovens. Esse é um investimento direto no futuro da nossa cidade”, afirmou.

*Brasília como projeto de nação*

Em um dos discursos centrais da cerimônia, André Kubitschek ressaltou o papel estratégico de Brasília na história do Brasil. Ele destacou que a capital foi concebida como parte de um projeto nacional de desenvolvimento, integração territorial e modernização econômica.

“Brasília representa uma convergência de forças políticas e humanas, um símbolo do espírito empreendedor brasileiro. Foi pensada como eixo de desenvolvimento e instrumento de integração nacional”, afirmou.

Ao relembrar o legado de Juscelino Kubitschek, André reforçou valores como diálogo, coragem e visão de futuro, além de fazer um apelo à juventude.

“Vocês serão os líderes do amanhã. Cabe a vocês dar continuidade a esse projeto, com responsabilidade e compromisso com o país”, declarou.

*Orgulho candango e responsabilidade coletiva*

O empresário Paulo Octávio emocionou o público ao relembrar sua trajetória em Brasília e reforçar o sentimento de pertencimento à cidade. “Eu tenho orgulho de ser candango. Brasília precisa do amor e do compromisso de cada um de nós. Cada cidadão tem um papel na construção do futuro da capital”, destacou.

Ele também enfatizou o papel da educação na formação cidadã e a importância de preservar a memória histórica da cidade, especialmente por meio de espaços como o Memorial JK.n “Brasília é uma das maiores epopeias do século XX. Cabe a nós honrar essa história e continuar construindo uma cidade melhor para todos”, afirmou.

Em sua participação, Ricardo Cappelli ressaltou a importância de conectar o legado histórico de Brasília aos desafios contemporâneos, como inovação, tecnologia e desenvolvimento sustentável. “Mais importante do que o concreto foi o espírito de coragem e ousadia que construiu Brasília. Esse é o exemplo que deve nos guiar diante dos desafios atuais”, disse.

Ele também destacou a necessidade de valorizar a memória histórica do Distrito Federal como instrumento de formação e inspiração para as novas gerações.

*Celebração e reconhecimento*

Encerrando a solenidade, Paula Belmonte reforçou que celebrar o aniversário de Brasília é também renovar o compromisso com o futuro da cidade. “O brilho nos olhos daqueles que construíram Brasília precisa continuar vivo nos jovens de hoje. Ainda estamos construindo essa capital”, afirmou.

Após a cerimônia, foi realizada a entrega da Moção de Louvor Geração Brasília: Jovens que Transformam, com a participação de Anna Christina Kubitschek, reconhecendo estudantes que se destacam por seu protagonismo e contribuição social.

Brasília 66 anos: concreto, sonho e bem-estar

0

A capital do Brasil foi transferida do litoral para o centro do país com o objetivo de promover o desenvolvimento nacional.

E é interessante observar que, hoje em dia, passou-se a vincular o conceito de desenvolvimento à sensação de “felicidade”. Vou me permitir a liberdade poética de dizer, então, que Brasília foi criada para sermos felizes aqui.
Já disse algumas vezes que sou da escola de Ariano Suassuna: um realista esperanço. Fique claro, portanto, que não falo aqui de uma felicidade de final feliz de contos de fada. Refiro-me à felicidade no contexto do desenvolvimento sustentável das comunidades humanas e da realização do potencial humano, intimamente ligado ao bem-estar social e ao atendimento das necessidades básicas, como segurança, educação e saúde.
E, nesse sentido, a poesia pôs os pés na realidade.

O traçado futurista dos projetos de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer se encontra com esse conceito de felicidade – tanto nas formas arrojadas dos prédios de arquitetura brutalista dos monumentos da capital, na harmonia da integração da cidade com o cerrado, quanto na elaboração de políticas públicas e oferta de serviços que garantem bem-estar.

Fico satisfeito, como médico e cidadão, de participar desse movimento para dar às pessoas uma melhor condição de vida. E isso tanto dentro do consultório quanto ao exercer um papel fiscalizador e propositivo em relação à saúde pública do Distrito Federal.

São as experiências, interações e relações humanas, mais do que o concreto de nossos monumentos, que fazem de Brasília ser a cidade que amamos, que boa parte de nós, que nascemos em outras partes do Brasil e do mundo, adotou como lar. Por isso, temos o privilégio de participar da construção desse ideal de felicidade, de bem-estar.

De fato, em relação ao resto do país e em relação a boa parte do mundo, temos, no geral, uma condição de vida invejável: níveis de renda, educação e sensação de segurança acima da média nacional; na saúde, a maior concentração de médicos por habitante do país, e um por de sol lindo para ver no fim do dia. Não fechamos os olhos para o fato de que há muito em que avançar, erros a corrigir e benefícios a distribuir de forma mais justa. Mas é fato que somos privilegiados. Cabe-nos preservar o que temos e evoluir tanto no âmbito pessoal quanto no coletivo.

Brasília chega aos 66 anos, resultado de um sonho, ainda como representação de esperança por um futuro melhor e pela felicidade possível. É a nossa cidade, que hora nos passa a sensação de tranquilidade, hora de estar pulsando e se expandindo. Somos parte dela e, ao mesmo tempo, participantes de seu crescimento. Brasília tem um pé no concreto, outro no sonho. Que a felicidade, o bem-estar de cada brasiliense de berço e de coração, sejam o pavimento para a construção desse futuro. Parabéns, Brasília!

Gutemberg Fialho , Presidente do Sindicato dos Médicos do DF

Soho Plaza Hotel será inaugurado nesta terça-feira (21) em Águas Claras

0

 

Novo empreendimento da Plaza Brasília Hotéis aposta em conceito moderno e estrutura completa para hóspedes corporativos e famílias

A rede Plaza Brasília Hotéis inaugura o Soho Plaza Hotel, nesta terça-feira (21), a partir das 11h. O mais novo empreendimento hoteleiro de Águas Claras já está em operação e chega ao mercado com a proposta de oferecer uma experiência de hospedagem prática, confortável e conectada ao ritmo urbano.

Localizado no mesmo complexo do Manhattan Shopping, o hotel integra um projeto arquitetônico planejado para reunir conveniência, mobilidade e serviços em um só lugar, consolidando-se como uma das opções mais completas da região.

O Soho Plaza Hotel conta com 116 apartamentos novos, com metragens entre 37m² e 42m², além de suítes duplex de até 55m². Os espaços foram projetados para garantir funcionalidade e conforto, com ambientes bem definidos que incluem quarto, sala e copa, proporcionando uma estada mais fluida tanto para curtas quanto longas permanências.

Desenvolvido dentro da linha facility da rede, o empreendimento é voltado para viajantes dinâmicos que valorizam autonomia e eficiência. A proposta atende diferentes perfis de público, desde executivos até famílias que buscam praticidade sem abrir mão do bem-estar.

Entre os diferenciais, o hotel oferece uma estrutura completa de lazer e comodidade, com lounge na cobertura, academia, piscina e sauna, reforçando o conceito de hospedagem que alia conforto e qualidade de vida.

Inserido em uma das regiões mais modernas e em crescimento do Distrito Federal, o Soho Plaza Hotel reforça o potencial de Águas Claras como polo urbano estratégico, oferecendo uma estada inteligente e integrada às necessidades do dia a dia. As reservas já estão disponíveis desde o dia 14 de abril, por meio do site oficial da rede.

O poder invisível: como a consciência molda governos, ideologias e estratégias de domínio

0

Desde os primeiros registros de organização social, a busca pela origem do poder tem sido uma obsessão recorrente entre líderes, filósofos e estrategistas. O que torna um indivíduo capaz de comandar multidões, subjugar nações ou instaurar ideologias duradouras? Muitos atribuíram essa capacidade à força militar — da espada romana aos tanques soviéticos. Outros viram na tradição o esteio da autoridade, como Max Weber ao discutir a dominação tradicional, carismática e legal-racional. Houve ainda quem colocasse a informação e o discurso como armas supremas — vide a “retórica do poder” que encantou Sócrates, confundiu os sofistas e serviu de munição para políticos modernos. Mas há uma camada anterior a todas essas manifestações: a consciência.

 

Essa instância íntima, silenciosa e invisível, que opera dentro de cada ser humano, é onde de fato germina o poder. Michel Foucault, ao estudar as formas de poder disciplinar e biopolítico, mostrou como o controle da mente e dos corpos é muito mais eficaz do que o mero uso da força. Governar não é apenas ordenar: é moldar percepções, desejos e resistências. E isso só se torna possível porque a consciência humana é, por natureza, plástica e influenciável.

Nicolau Maquiavel, por exemplo, entendia que o príncipe ideal não era aquele que apenas impunha sua vontade, mas aquele que compreendia o espírito de seu tempo e se adaptava à consciência coletiva de seus súditos. O sucesso político, nesse sentido, não se constrói apenas sobre ações visíveis, mas sobre a manipulação sutil daquilo que as pessoas acreditam ser certo, justo ou inevitável. O domínio não começa nos palácios — começa na mente.

É por isso que regimes autoritários investem tanto na propaganda e na reescrita da história: não basta calar as vozes opositoras, é preciso moldar o que as pessoas pensam sobre elas mesmas e sobre o mundo. Hannah Arendt alertava para o poder destrutivo da mentira organizada, onde o real cede espaço à narrativa imposta — e, com isso, a consciência do indivíduo vai sendo minada até que o poder externo seja internalizado como natural.

Mesmo em democracias, o jogo político está longe de ser puramente racional. Estratégias eleitorais eficazes são aquelas que conseguem dialogar com os medos, os sonhos e as identidades mais profundas da população. Não se trata de convencer pela lógica, mas de ocupar o imaginário. Antonio Gramsci chamava isso de “hegemonia cultural” — o processo pelo qual um grupo dominante conquista o consenso e naturaliza sua visão de mundo, tornando-a quase invisível. E esse consenso só é possível porque atua sobre a consciência.

Se há algo que a história política demonstra com clareza é que o poder duradouro não se impõe — ele é introjetado. Os grandes estrategistas do poder sempre entenderam que controlar as ideias, os símbolos e os sentimentos é mais eficaz do que controlar exércitos. A mente humana é o território decisivo de todas as batalhas políticas, ainda que isso raramente seja reconhecido. E é nesse silêncio interior, aparentemente inofensivo, que se decidem as lealdades, as revoltas, as obediências e os pactos sociais.