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domingo, fevereiro 15, 2026
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ADVOGADOS PROGRESSISTAS LANÇAM MOVIMENTO EM APOIO A CELINA LEÃO

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O Partido Progressista do DF está em festa. Na noite desta terça-feira (20/05/2025) um grupo de advogados e cidadãos, reuniram-se no restaurante do Minas Brasília Tênis Clube para lançarem o Movimento Justiça e Cidadania Progressistas. Os idealizadores do movimento são os advogados Adjânyo Costa, Cícero Matos, Silvio Vieira e Raone Lima. O jantar contou com a presença da Vice-Governadora Celina Leão, do Deputado Daniel de Castro e Deputado PEPA e os ex-Deputados Valdelino Barcelos e Roney Nemer.

O evento celebrou a criação do movimento que trouxe no seu ato de lançamento a filiação de 210 advogados ao Partido Progressistas

O encontro foi considerado uma demonstração de força junto a advocacia de Celina Leão, que é pré-candidata a Governadora do Distrito Federal.

Segundo o advogado Adjânyo Costa “O Movimento Justiça e Cidadania será lançado e percorrerá todas as regiões administrativas do DF. É um movimento de base, onde cada membro do Justiça e Cidadania é um líder”. O Advogado Cícero Matos afirmou a nossa reportagem que “O movimento PP Justiça e Cidadania é uma iniciativa de amigos, em sua grande maioria advogados, que se reuniram para propor a Celina Leão e o PP-DF um projeto político onde reafirma a consolidação do nosso Estado Democrático de Direito e o respeito aos nossos princípios republicanos e de construção social”.

A política no DF começa a esquentar os tamborins e o PP-DF saiu na frente.

Capital receberá a segunda edição do Festival da Cachaça de Brasília

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O evento será realizado de 28 de maio a 1º de junho, no estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson. Além da degustação de bebidas, a programação inclui oficinas e atrações culturais

De 28 de maio a 1º de junho, a capital do país receberá a segunda edição do Festival da Cachaça de Brasília. O evento reunirá expositores dos principais rótulos do produto, além de oferecer workshops, gastronomia e muita música. A dupla sertaneja Edson & Hudson é um dos destaques da programação cultural. A entrada é gratuita.

A segunda edição do Festival da Cachaça de Brasília será realizada no estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson. O evento reunirá mais de 600 rótulos, de 88 expositores. Ao todo, serão mais de 2 mil metros quadrados de área destinados à cultura da bebida mais tradicional do país. Em 2024, foram 48 expositores, em pouco mais de mil metros de mostra.

Além de conhecer um pouco mais sobre a história e a produção da bebida, o público também poderá degustar as cachaças e participar de workshops com especialistas do setor. “O grande objetivo do festival é apresentar ao brasiliense o mercado da cachaça, sua importância para a economia nacional e desmistificar o estigma, muitas vezes pejorativo, relacionado à bebida”, destaca Edilane Oliveira, diretora do Instituto Brasileiro de Integração (IBI) e organizadora do evento.

Considerada a bebida mais tradicional do país, a cachaça tem ganhado diversidade no mercado e apresentado produtos com qualidade reconhecida internacionalmente. Em Brasília, a produção cresceu 35% desde a primeira edição do festival, em 2024. Um novo alambique foi registrado, e outros dois estão em processo de regularização.

No Brasil, conforme dados do Anuário da Cachaça 2024, a bebida bateu recorde de exportações no ano passado, ultrapassando os US$ 20 milhões (mais de R$ 123 milhões), um aumento de 0,7% em relação a 2023.

Programação

Mais que degustar as bebidas, o Festival da Cachaça de Brasília é uma oportunidade para especialistas e entusiastas do segmento aprofundarem seus conhecimentos sobre o mercado. Entre os dias 29 de maio e 1º de junho, o público poderá participar de oficinas, debates e rodadas de negócios.

O Festival da Cachaça de Brasília é organizado pelo Instituto Brasileiro de Integração (IBI), em parceria com a Secretaria de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia.

Entre as entidades confirmadas, estão o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), a Associação Nacional da Cachaça de Alambique (ANPAQ), o Instituto Brasiliense da Cachaça de Alambique (Cachaças de Brasília), a Associação do Cerrado Mineiro (CaCem), a Associação dos Produtores de Cachaça de Areia – PB (APCA), a Associação Pernambucana dos Produtores de Aguardente de Cana e Rapadura (APAR), a Associação dos Produtores Artesanais Cachaça Salinas (APACS) e a Associação Goiana de Produtores de Cachaça de Alambique (AGOPCAL).

Programação artística
28/05: Alysson Takaki
29/05: Edson e Hudson
30/05: Karika
31/05: Rock Beats
01/06: 3noBrega e Karika

Serviço | Festival da Cachaça de Brasília
Data: 28 de maio a 1º de junho
Horário: 12h30 às 23h
Local: Estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson
Entrada: Gratuita
Classificação: 18 anos

Projeto Carinho de Mãe promove manhã de cuidado, informação e acolhimento em Taguatinga

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No último sábado, 17 de maio, o Instituto Terra Firme promoveu mais uma edição do Carinho de Mãe, desta vez na Associação Comercial de Taguatinga, no Distrito Federal. O evento reuniu cerca de 100 gestantes da região em uma manhã de acolhimento, escuta e informação gratuita sobre saúde, direitos e cuidados com o bebê.

Logo na chegada, as participantes foram recepcionadas com aferição de pressão arterial, realizada pela enfermeira Graciele Oliveira, seguida de um café da manhã. A abertura oficial contou com as boas-vindas da vice-presidente do Instituto Terra Firme, Carolina Oliveira, e a exibição de um vídeo institucional que apresentou o impacto do projeto em outras regiões do país.

A psicóloga Juliana Botelho abriu o ciclo de palestras com o tema Saúde mental na gravidez e no pós-parto. Ela destacou a importância de espaços de escuta e acolhimento emocional para mulheres que, muitas vezes, enfrentam a maternidade em solidão. “Falar sobre sentimentos, medos e expectativas sem julgamento é essencial para uma gestação mais saudável. A saúde mental precisa ser prioridade desde o início da jornada materna”, afirmou Juliana.

Na sequência, a obstetra Dra. Fernanda Toledo abordou os principais aspectos da assistência obstétrica, reforçando a importância do pré-natal e da comunicação aberta com os profissionais de saúde. “O acompanhamento adequado reduz riscos e fortalece a confiança da mulher no processo de gestar e parir. Informação de qualidade é um direito de todas”, destacou a médica.

A enfermeira Graciele Oliveira retornou ao palco para orientar as gestantes sobre amamentação e primeiros cuidados com o bebê, esclarecendo dúvidas comuns sobre o início da lactação, higiene, sono e vínculo afetivo. “Muitas mães chegam inseguras, mas com apoio e orientação, descobrem sua força e sua intuição para cuidar com amor e responsabilidade”, disse Graciele.

Encerrando a rodada de palestras, a assistente social Samantha Corrêa falou sobre os direitos sociais da gestante, como acesso ao pré-natal, benefícios garantidos por lei e canais de denúncia de violência. “Conhecer os próprios direitos é uma forma de se proteger e exigir políticas públicas mais justas para mães e bebês”, ressaltou.

O encerramento foi conduzido pela presidente do Instituto Terra Firme, Flávia Peres Lima, que reforçou o compromisso da organização com a valorização da maternidade e o cuidado integral com a mulher. “Não há futuro sustentável sem mulheres com dignidade, saúde e acesso à informação. O Carinho de Mãe nasce dessa certeza: é preciso cuidar de quem cuida”, afirmou.

Em sua fala, Flávia também destacou o impacto do programa no Distrito Federal. “Trazer esse projeto para Taguatinga, com tantas mulheres presentes, só reforça a urgência de iniciativas como essa em todo o Brasil. É assim que transformamos realidades, uma mulher por vez”, completou.

Ao final do encontro, foram distribuídos kits com itens de higiene, fraldas, voucher de passagem, lanches e brindes especiais, como banheiras, kits berço e uma visita domiciliar no pós-parto com a enfermeira Graciele. O almoço coletivo marcou o encerramento da atividade, deixando um sentimento de acolhimento e pertencimento entre todas as presentes.

O Instituto Terra Firme segue ampliando o alcance do Carinho de Mãe, com novas edições previstas para outras regiões do país ainda este ano. A missão é clara: promover cidadania, saúde e dignidade para todas as mulheres, desde o primeiro cuidado.

Próximo do fim, atual governo do DF ainda fala em diagnosticar a Saúde

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Por: Gutemberg Fialho


Após seis anos e meio de gestão, já quase no fim do segundo mandato, o governo do Distrito Federal ainda fala em “diagnosticar” a Saúde, enquanto o paciente está morrendo. Em entrevista ao CB Poder, publicada no Correio Braziliense, o secretário de Saúde, Juracy Barbosa, surpreendeu apenas no vocabulário: adotou jargões típicos de executivos da iniciativa privada. No mais, repetiu o roteiro comum a todos que assumem a Secretaria de Saúde do DF. Ele é o sétimo secretário nomeado por este governo, e tenta dar um ar técnico a algo que já se tornou marca registrada da gestão: não há intenção de recuperar o sistema público. O foco é a privatização.
Mutirões e contratos com instituições privadas para cirurgias e procedimentos se repetem a cada ano — mas nunca resolvem a precariedade do SUS no DF. Em 2023, por exemplo, o GDF investiu R$ 24 milhões de recursos próprios para pagar hospitais privados e tentar reduzir a fila de cirurgias eletivas. Também recebeu verbas federais do Programa Nacional de Redução de Filas. Os resultados? Pífios.
A fila segue crescendo, e o dinheiro que poderia fortalecer o SUS continua sendo desviado para a iniciativa privada. Em situações emergenciais, medidas desse tipo até podem ser necessárias. Mas, sem planejamento e sem investimento na rede pública, a prática se torna ineficaz. A Constituição é clara: o dever de prestar assistência é do SUS.
Outro ponto citado na entrevista é a “rotatividade dos leitos”. Quem não conhece o serviço público pode até se surpreender. Mas o problema é antigo e bem documentado — em denúncias do Sindicato dos Médicos, auditorias do Ministério Público e do Tribunal de Contas do DF. Não é um novo estudo que vai trazer descobertas inéditas. Muitos já foram feitos. As soluções já foram apontadas.
De fato, o desperdício na saúde é real — tanto no SUS quanto na saúde suplementar. A ocupação prolongada de leitos é uma parte do problema. A falta deles é a outra face da mesma moeda. Muitas internações seriam evitadas se as Unidades Básicas de Saúde — os antigos postos — fossem resolutivas e não tivessem sido transformadas em pequenas UPAs.
Hoje, o GDF tem priorizado os atendimentos de emergência e de alta complexidade. Essa lógica segue o modelo da iniciativa privada, onde há mais lucro. Já a prevenção e a promoção da saúde foram deixadas de lado. O custo disso é alto: situações simples viram casos graves, que exigem internações e tratamentos caros. Na rede pública do DF, o que não é emergência hoje, será amanhã.
Quando se fala da falta de integração entre os sistemas de prontuário da Secretaria de Saúde, dos hospitais e UPAs do Iges-DF e das unidades básicas, apenas a superfície da questão é arranhada. Na prática, médicos e profissionais de saúde precisam lidar com vários sistemas distintos para atender um único paciente. Até o tempo da consulta médica é desperdiçado por má gestão.
E toda atenção é pouca nessa área. Qualquer tentativa de integrar sistemas na saúde precisa evitar a repetição de escândalos, como o ocorrido com o Trackcare — ainda em uso na Secretaria — envolvido em superfaturamento e desvio de verbas há 20 anos. Esse esquema foi um dos alvos da Operação Caixa de Pandora, que gerou uma crise institucional, um apagão na gestão pública e quase custou ao DF sua autonomia administrativa.
A saúde pública do DF não precisa de jargões ou técnicas de gestão supostamente inovadoras. O que falta são condições reais de trabalho e remuneração justa. É preciso garantir estrutura física adequada, materiais em quantidade suficiente e mais profissionais concursados, com condições para permanecer no serviço público. Também é urgente garantir o fornecimento regular de medicamentos, insumos e a continuidade de serviços essenciais como limpeza, manutenção e segurança.
Relatórios do Tribunal de Contas do DF, recomendações do Ministério Público e diversas ações judiciais já apontaram o que precisa ser feito. As medidas estão ali. Ignorá-las é desperdiçar tempo, recursos e vidas. Mas segui-las — com compromisso real — pode, de fato, transformar a realidade da saúde pública no DF.

Cristina Roberto: um nome que alimenta a Capital Federal com comida e cultura 

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Na placidez do Jardim Botânico de Brasília, entre paredes de taipa e adobe que evocam as cores do cerrado, germina o projeto mais ousado de Cristina Roberto: o Cura Cozinha Orgânica. O local encarna a síntese de quatro décadas de uma trajetória que transformou uma mineira de Abaeté em um dos nomes mais respeitados da gastronomia brasiliense. Mais que um restaurante, é a materialização de uma filosofia: “Que a comida seja seu remédio e que seu remédio seja a comida”.

De família numerosa – cresceu com dez irmãos – Cristina aprendeu desde cedo os segredos do fogão. “Todo mundo lá em casa sabe cozinhar. Cresci fazendo pamonha, quitandas e o que mais fosse necessário para alimentar a família”, recorda. A transferência para Brasília aconteceu quando a irmã ingressou no curso de medicina na UnB. A jovem Cristina, porém, tinha outro sonho: ser atriz.

Seguiu para São Paulo em busca dos palcos, mas o destino reservou-lhe uma reviravolta dramática. Grávida de gêmeas, retornou a Brasília no início dos anos 1980, período em que precisou recorrer ao que sabia fazer melhor para sobreviver: cozinhar. “O que eu sabia fazer era comida”, resume com a simplicidade que a caracteriza. Começou vendendo pães integrais e quitutes que aprendera em Minas, num momento em que a capital federal via surgir as primeiras casas de alimentação natural.

Após trabalhar em alguns restaurantes com proposta macrobiótica, Cristina encontrou espaço na Pensão da Dona Laura, na W3. Ali, cozinhava para os frequentadores e produzia pães, iogurtes e produtos naturais. A experiência revelou não apenas seu talento culinário, mas também uma vocação empreendedora que transformaria sua vida.

O lendário Bom Demais: epicentro cultural

Em 1984, nascia o emblemático Bom Demais na 706 Norte, empreendimento que transcendeu o conceito de restaurante para se tornar o principal ponto de encontro cultural de Brasília durante os ventos democráticos pós-ditadura. O espaço virou palco obrigatório para poetas, jornalistas, intelectuais e artistas que definiriam a identidade cultural da capital nas décadas seguintes.

Naquelas noites efervescentes do Bom Demais, rostos que depois se tornariam ícones nacionais encontravam acolhimento e inspiração. Cássia Eller, Renato Russo, Hamilton de Holanda e Zélia Duncan foram alguns dos talentos que brilharam no espaço criado por Cristina, contribuindo para consolidar Brasília como um dos berços do rock nacional nos anos 1980.

Com o tempo, o Bom Demais evoluiu, acompanhando as transformações da capital e da própria Cristina. Na década de 1990, converteu-se em um sofisticado buffet, responsável pelos principais eventos públicos e privados da cidade. Nesse ponto, o nome Cristina Roberto já havia se estabelecido como uma grife gastronômica, sinônimo de qualidade e inovação.

Multiplicando talentos e sabores

O espírito inquieto de Cristina jamais permitiu que se acomodasse. Enquanto administrava o bem-sucedido buffet, aceitou o desafio de comandar o bistrô Bom Demais no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Por anos, serviu pratos refinados e criativos aos frequentadores de um dos principais espaços culturais da capital.

Sua próxima inovação veio com o Jardim Bom Demais, instalado no Jardim Botânico. Com uma proposta descontraída de piquenique, criou um ambiente único onde as mesas dispostas no chão, cobertas com toalhas xadrez vermelhas e brancas, propiciavam momentos de convivência e contemplação sob as árvores do cerrado.

Cada novo empreendimento de Cristina refletia não apenas seu tino comercial, mas principalmente sua sensibilidade para captar o zeitgeist brasiliense. Em cada espaço que criou, ela soube traduzir em sabores e ambientes as aspirações culturais e sociais do momento, estabelecendo uma conexão genuína com a cidade que a acolheu.

Compromisso social e político

A visão de Cristina Roberto sobre gastronomia sempre esteve entrelaçada com causas sociais mais amplas. Em 2018, ela deu um passo além de suas cozinhas ao se candidatar a deputada federal pelo Distrito Federal, representando o Partido dos Trabalhadores (PT). Sua plataforma política refletia os mesmos valores que norteiam sua atuação no universo gastronômico: promoção da alimentação saudável, combate aos agrotóxicos, fortalecimento da agricultura familiar, fomento à cultura e defesa dos direitos LGBTQI+.

A incursão na política institucional, embora tenha conquistado expressivos votos, não resultou em um mandato parlamentar. No entanto, consolidou sua imagem como uma voz ativa em debates que transcendem o mercado gastronômico. Para Cristina, comida nunca foi apenas sustento – é também um ato político, cultural e transformador. Sua campanha evidenciou como as questões da mesa se conectam intimamente com temas como sustentabilidade, justiça social e diversidade.

A transformação pessoal e o Cura

Os verdadeiros visionários frequentemente encontram nas adversidades o impulso para suas maiores criações. Após enfrentar a pandemia e superar um diagnóstico de câncer, Cristina percebeu que era o momento de dar um sentido ainda mais profundo à sua vocação gastronômica. Nascia assim, há pouco mais de dois anos, o Cura Cozinha Orgânica.

“Cura é o restaurante que eu sempre quis ter”, revela a chef, sintetizando um projeto que transcende o conceito convencional de estabelecimento gastronômico. Em uma construção de taipa e adobe, técnicas ancestrais que celebram as cores da terra vermelha do cerrado, o restaurante propõe uma gastronomia genuinamente comprometida com a saúde integral.

“Você não verá nada igual no mercado. A comida do Cura busca o equilíbrio, a boa digestão e a nutrição completa do corpo”, explica Cristina. O cardápio, que muda diariamente, prioriza ingredientes orgânicos, sem agrotóxicos, aditivos ou processamentos industriais. Verduras frescas, legumes, cereais integrais e proteínas de qualidade compõem refeições preparadas no dia, respeitando os ciclos naturais dos alimentos.

O menu degustação é servido em quatro etapas harmoniosamente pensadas: sopa, salada, prato principal e uma pequena sobremesa acompanhada de chá de ervas. O cliente pode escolher entre proteína vegetal, frango orgânico Korin ou pirarucu de manejo sustentável da Amazônia.

Este conceito restaurativo absorve influências diversas – da culinária ayurveda indiana à chinesa, da macrobiótica à africana, sem esquecer as raízes mineiras de Cristina. É o resultado de décadas de pesquisa e experimentação, combinadas a uma filosofia de vida que reconhece na alimentação um caminho para a saúde e o bem-estar integral.

O Cura ultrapassa o propósito de alimentar; é um projeto educativo que busca incentivar hábitos mais saudáveis na rotina dos clientes. “Nós mostramos que a comida saudável é fácil de fazer e pode ser deliciosa”, enfatiza Cristina, desafiando o preconceito de que alimentação nutritiva precisa ser insípida ou complicada.

Até nos detalhes finais da refeição, Cristina demonstra seu compromisso com o bem-estar. O café só é servido mediante pedido específico, pois a experiência no Cura se encerra com um chá cuidadosamente selecionado. “Eu desejo que meus clientes, além de comerem bem, tenham uma ótima experiência e uma boa digestão”, explica, revelando uma concepção holística que ultrapassa o momento da refeição.

Na carta de vinhos, apenas rótulos orgânicos da vinícola chilena Emiliana completam a experiência, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis e produtos livres de químicos desnecessários.

O legado em construção

Aos olhos dos brasilienses, Cristina Roberto não é apenas uma empresária bem-sucedida ou uma chef talentosa – é uma contadora de histórias que utiliza sabores, aromas e espaços para narrar a evolução de uma cidade e de seu povo. Do jovial Bom Demais dos anos 1980 ao contemplativo Cura do século XXI, cada empreendimento marca um capítulo da biografia não só de Cristina, mas da própria capital federal.

A trajetória da mineira de Abaeté evidencia a capacidade de reinvenção e adaptação sem perder a essência. Sua percepção aguçada das necessidades coletivas a permitiu antecipar tendências e criar ambientes que transcendem o ato de alimentar para promover experiências transformadoras.

O que começou com a venda de pães integrais por necessidade transformou-se numa filosofia de vida e negócios que hoje inspira uma clientela fiel e crescente. A empresária que já alimentou gerações de brasilienses com sua culinária inovadora agora os convida a uma jornada mais profunda: redescobrir na alimentação consciente um caminho para o equilíbrio e a cura.

Como ela mesma define, seu trabalho atual é “um banquete que nutre e acolhe” – uma síntese perfeita para uma carreira que alimentou não apenas estômagos, mas também a alma cultural de Brasília ao longo de quatro décadas de paixão, criatividade e sabedoria gastronômica.

Estilo de Minas Concert: Uma noite de jazz em Diamantina

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Emoldurada pelas montanhas de Minas Gerais, Diamantina encanta com suas ladeiras de pedra, casarões coloniais e um passado vibrante que mistura arte, música e tradição. Patrimônio Cultural da Humanidade, a cidade pulsa história em cada esquina, e agora, ganha mais um motivo para ser visitada: o Estilo de Minas Concert, uma noite de jazz cuidadosamente criada para quem busca mergulhar na atmosfera única diamantina.

A proposta é simples e encantadora: transformar as noites no tradicional Hotel Estilo de Minas em um momento de pausa, apreciação e encantamento.As apresentações acontecem preferencialmente nas vésperas de datas especiais, como a famosa Vesperata, e já conquistaram público fiel. Com um repertório selecionado que transita entre clássicos do jazz e arranjos autorais, as noites ganham um charme com clima serrano e o aroma irresistível da cozinha mineira, que traz releituras criativas sem perder o sabor da tradição para os que desejam agradar também o paladar.

Em 2025, o Estilo de Minas Concert será realizado nos dias 16 e 30 de maio, 13 e 27 de junho, 4 e 11 de julho, 2 e 29 de agosto, 12 e 26 de setembro, além de 3 e 10 de outubro, garantindo uma sequência de encontros inesquecíveis ao longo do ano.

Um convite para desacelerar, brindar à vida e se deixar levar pelo ritmo envolvente do jazz, com uma taça de vinho em mãos e o coração aberto para o que Diamantina tem de melhor: cultura, afeto e autenticidade.

Mais informações e reservas em: @hotelestilodeminasoficial