Vivemos em um paradoxo inquietante: quanto menos alguém sabe, mais facilmente acredita que sabe o suficiente. É um fenômeno que atravessa culturas, épocas e contextos — um eco persistente da velha advertência socrática: “Só sei que nada sei.” Mas enquanto Sócrates dizia isso por humildade intelectual, muitos hoje vivem o oposto: “Nada sei, mas tenho certeza de tudo.”
A ignorância, especialmente aquela que não se reconhece como tal, produz uma confiança inflada, quase arrogante. É como um navegador sem mapa nem bússola que, ainda assim, insiste que está no rumo certo apenas porque o mar está calmo. Essa confiança não nasce da clareza, mas do conforto. Afinal, duvidar exige esforço; questionar demanda coragem; revisar certezas dói. Já a ignorância é aconchegante — não porque seja boa, mas porque evita o desconforto de encarar a própria limitação.
O conhecimento, por outro lado, é um mestre exigente. Quanto mais você aprende, mais percebe o tamanho do desconhecido. O verdadeiro sábio não se sente dono da verdade, mas guardião de perguntas. Ele compreende que todo conceito é uma lente, e que toda lente distorce. Por isso, a sabedoria tende a andar de mãos dadas com a prudência — uma prudência que, aos olhos superficiais, pode parecer insegurança, quando na verdade é maturidade.
Na liderança, esse paradoxo é letal. Líderes que ignoram a complexidade de suas decisões, mas agem com uma confiança cega, arrastam equipes inteiras para becos sem saída. A história está repleta de exemplos: generais que subestimaram o inimigo e perderam batalhas decisivas; executivos que ignoraram sinais do mercado e destruíram empresas; governantes que confundiram convicção com teimosia. O excesso de confiança sem base sólida é um convite ao desastre — e, pior, um desastre que poderia ter sido evitado com humildade.
No campo pessoal, a mesma lei se aplica. Quantos relacionamentos ruíram porque alguém preferiu sustentar sua opinião em vez de escutar? Quantas oportunidades foram perdidas porque se acreditou que “já sabia o suficiente”? É aqui que o autoconhecimento se torna a fronteira entre a evolução e a estagnação. Admitir que não sabe é abrir espaço para aprender. Reconhecer que pode estar errado é se permitir crescer.
Espiritualmente, a ignorância orgulhosa é uma barreira sutil, porém implacável. Ela nos afasta de qualquer possibilidade de transcendência, porque fecha as portas para o mistério. Quem crê que já compreendeu tudo sobre a vida, o universo e o divino, não percebe que o próprio infinito exige reverência, não arrogância. É como tentar capturar o oceano com as mãos — no momento em que se acredita segurá-lo, ele já escorreu por entre os dedos.
Mas aqui há uma verdade incômoda: a confiança não é inimiga do conhecimento. O problema não é a segurança interior, mas a fonte dela. A confiança que nasce da ignorância é inflada e frágil — quebra no primeiro impacto com a realidade. Já a confiança que nasce do conhecimento é diferente: ela é firme porque está ancorada em fatos, experiências e na consciência dos próprios limites. É a confiança de quem sabe o bastante para agir, mas também o bastante para continuar aprendendo.
O ponto de virada está na coragem de fazer perguntas desconfortáveis: E se eu estiver errado? O que ainda não estou vendo? Quem pode me mostrar o que eu não percebi? Essas perguntas, que os ignorantes fogem de fazer, são as que fortalecem líderes, tornam mestres mais humildes e transformam buscadores comuns em sábios.
A ruptura necessária, portanto, não é apenas abandonar a ignorância, mas também destruir o orgulho que a sustenta. É trocar a vaidade da certeza pela disciplina da dúvida. É entender que estar seguro de algo não é garantia de que esse algo seja verdade. É aceitar que, para chegar ao topo de qualquer jornada — intelectual, espiritual ou profissional — é preciso carregar não apenas a bagagem do que se sabe, mas também a abertura para tudo o que ainda está por aprender.
A questão que fica para você é:
Você quer ser aquele que avança com passos firmes, mas rumo errado, ou aquele que pausa para se orientar, mesmo que isso exija admitir que estava perdido?
A ignorância gera mais confiança do que o conhecimento
Exposição fotográfica e livro “Marias” chegam à Câmara Legislativa em outubro para chamar atenção para a violência contra a mulher
No dia 21 de outubro, às 14h30, Espaço Cultural Athos Bulcão, no foyer do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebe a abertura da exposição “Marias” e o lançamento do livro homônimo, ambos da jornalista e fotógrafa Ísis Dantas.
A exposição Marias reúne imagens de dez mulheres que conseguiram romper o ciclo da violência doméstica, transformando experiências de dor em narrativas de resistência e reconstrução. O livro homônimo apresenta essas histórias em forma de retratos e depoimentos, revelando trajetórias que vão desde cárcere privado até tentativas de feminicídio. A abertura da exposição e o lançamento do livro serão no dia 21 de outubro, às 14h30, no Espaço Cultural Athos Bulcão, no foyer do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A mostra permanecerá em cartaz até o dia 14 de novembro.
Desde 2019, a autora do livro e fotógrafa das obras, Ísis Dantas, registra relatos de sobreviventes por meio do projeto Marias da Penha, que já alcançou dezenas de mulheres. Entre os relatos está a história de Rosa Melo, moradora do Areal–DF, que sobreviveu a todos os tipos de violência e conseguiu romper o ciclo após quase ser queimada dentro de casa com os filhos. Hoje, Rosa é acolhida pelo Instituto Umanizzare, instituição fundada por Grace Justa, delegada da Polícia Civil do DF. Outras mulheres retratadas na obra também compartilham vivências que reafirmam a importância de redes de apoio para a superação da violência.

O livro traz ainda um posfácio da autora, baseado nos dados mais recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o Anuário 2025, o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, média de quatro mulheres assassinadas por dia, em sua maioria negras, jovens e mortas dentro de casa. Além disso, quase 20% das medidas protetivas foram descumpridas, evidenciando a fragilidade da rede de proteção. Nesse contexto, o livro e a exposição reforçam a urgência de um enfrentamento coletivo à violência de gênero.
Ísis Dantas, que também sobreviveu a um relacionamento abusivo, destaca o papel da arte na sua própria trajetória e na de outras mulheres. “A fotografia me ajudou a resgatar minha própria vida e, com o projeto Marias da Penha, percebi que poderia ajudar outras mulheres a se reconhecerem como fortes, belas e capazes de recomeçar. O livro e a exposição reforçam que há vida após a violência, mas é preciso dar o primeiro passo.”
Para a autora, falar sobre violência de gênero é uma urgência social. “Vivemos uma epidemia de feminicídios no Brasil. Cada retrato e cada relato presentes em Marias é também um grito coletivo por dignidade, liberdade e vida. Espero que essas histórias inspirem não só mulheres a romperem o silêncio, mas toda a sociedade a se engajar nessa luta.”
A exposição, que conta com 43 quadros e tem curadoria do artista plástico e fotógrafo Rinaldo Morelli, ficará em cartaz até 14 de novembro, com visitação de 9h às 19h, de segunda a sexta-feira.
Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher – A chegada da exposição e do livro Marias à CLDF em outubro ganha ainda mais relevância por estar próxima ao Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, celebrado em 10 de outubro. A data, instituída em memória de todas as vítimas e como forma de fortalecer a mobilização social, chama atenção para a necessidade de uma ação conjunta da sociedade no combate à violência de gênero. Nesse sentido, a obra de Ísis Dantas dialoga diretamente com o propósito do dia, trazendo rostos, histórias e vozes que reforçam a urgência da proteção e da garantia de direitos às mulheres.
O livro e a exposição “Marias” são realizados pela Associação Artise de Arte Cultura e Acessibilidade com o fomento do Ministério da Cultura (MinC).
Serviço
Abertura da exposição e lançamento do livro Marias
Data: 21 de outubro de 2025
Horário: 14h30
Local: Espaço Cultural Athos Bulcão, no foyer do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal – CLDF
Entrada gratuita
Visitação: De 21 de outubro a 14 de novembro de 2025, de 9h às 19h, de segunda a sexta-feira.
Escritório Rezende & Matos Advogados comemora posse de nova associada
Na noite desta quinta-feira (09/10/2025) o Escritório Rezende & Matos Advogados em comemoração à posse de sua nova associada Dra. Camilla Rezende Viana Matos, ofereceu uma recepção aos seus amigos e clientes.
O evento ocorreu no Lago Sul e contou com a presença de diversas personalidades do mundo jurídico e politico da cidade. Dentre os convidados esteve presente o Dr. Adjânyo Costa Coordenador do Movimento PP- Justiça e Cidadania, partido da Vice-governadora Celina Leão.
Adjânyo ressaltou a importância da posse de novos advogados nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil e parabenizou o escritório por sua nova aquisição.

Hotelaria brasileira em perspectiva: desafios de mão de obra, oportunidades de crescimento e caminhos sustentáveis para o futuro
Por: Márcio Lacerda, Mestre em Administração Profissional pela FIA – Fundação Instituto de Administração, Diretor Geral da Hotelaria Brasil, CEO da Ventura Resorts e Presidente do Board do Conselho Administrativo da Unna Hospitality, Fundador da Thess Hotéis, Vice-Presidente do FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil.
O setor hoteleiro brasileiro vive uma dicotomia: de um lado, enfrenta entraves operacionais sérios, como a escassez de mão de obra qualificada e os custos crescentes; de outro, é impulsionado pela retomada do turismo doméstico, eventos corporativos e novas frentes de desenvolvimento regional. A partir da análise do ambiente interno e externo, este artigo discute as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças (análise SWOT) que moldam o setor atualmente. Propõe, ainda, estratégias realistas para contratação, retenção e qualificação de talentos, além de destacar caminhos viáveis para empreendedores e investidores superarem as barreiras de entrada e aproveitarem o potencial de geração de empregos e negócios da hotelaria nacional.
Após os abalos da pandemia e com a volta da circulação de pessoas, o mercado se aqueceu, mas o setor se deparou com uma barreira crítica: a ausência de mão de obra especializada. Recepção, governança, A&B, manutenção, marketing, distribuição e gestão comercial tornaram-se áreas sensíveis à rotatividade e à falta de talentos treinados, impactando diretamente a qualidade do serviço e a competitividade dos empreendimentos.
Ao mesmo tempo, o setor encontra um ambiente promissor no mercado interno com a expansão de rotas aéreas regionais, incentivos ao turismo nacional e crescimento da multipropriedade e produtos mistos (hotel + residência). O mercado externo, por sua vez, volta a enxergar o Brasil como destino de negócios e lazer, sobretudo, em nichos como o turismo ecológico, de luxo e de experiência. Contribui para este crescimento da hotelaria nacional o número crescente de shows de grandes artistas internacionais, as guerras no mundo, que tornam o ambiente do turismo inseguro, e a alta do dólar e euro nos grandes centros controladores do turismo mundial.
Entre as forças, o Brasil conta com uma vocação natural para o turismo e uma infraestrutura hoteleira diversificada, fatores que favorecem o crescimento do setor. A presença de grandes grupos e marcas confere robustez ao mercado, enquanto a resiliência e adaptabilidade pós-Covid-19 demonstram a capacidade do setor de se reinventar frente a adversidades.
Entretanto, as fraquezas representam desafios substanciais para a sustentabilidade do crescimento. A baixa capacitação técnica e gerencial e a alta rotatividade, muitas vezes associada à informalidade, refletem deficiências na retenção e desenvolvimento do capital humano. Além disso, a falta de investimentos contínuos em formação e a ausência de padronização na qualidade dos serviços impactam diretamente a experiência do cliente e a competitividade do setor.
No ambiente externo, as oportunidades trazem perspectivas positivas, como a revalorização do turismo interno e os novos investimentos em infraestrutura, que podem fomentar demanda e expansão. Parcerias público-privadas e a digitalização de vendas e gestão indicam caminhos potenciais para inovação e melhorias operacionais.
Por outro lado, as ameaças evidenciam riscos que agravam a dificuldade de mão de obra: a concorrência de plataformas de aluguel por temporada afeta a oferta tradicional; a carga tributária elevada e a instabilidade regulatória dificultam o ambiente de negócios; a escassez de mão de obra especializada limita o crescimento e a percepção de insegurança em regiões turísticas pode reduzir a atratividade para trabalhadores e turistas.
O cenário atual revela que o crescimento do setor hoteleiro brasileiro, para ser sustentável e competitivo, precisa endereçar diretamente a questão da mão de obra. Investimentos significativos e contínuos em capacitação, a profissionalização da gestão de pessoas, a valorização do trabalhador presencial e a padronização da qualidade dos serviços são imperativos estratégicos. Assim, será possível transformar as fraquezas em pontos fortes e aproveitar as oportunidades externas, mitigando ameaças e garantindo a perenidade do crescimento.
Apesar do aquecimento do setor, abrir ou manter um hotel no Brasil ainda exige enfrentar barreiras relevantes, destacamos abaixo alguns pontos de observação: Entrada: alto custo de capital inicial, alto custo dos terrenos, principalmente em grandes cidades e áreas de turismo de lazer consolidados, burocracia para licenciamentos, dificuldade em contratar mão de obra qualificada, instabilidade jurídica e fiscal. Saída: ativos de baixa liquidez em mercados saturados, passivos trabalhistas acumulados, contratos de operação onerosos e dificuldade em vender empreendimentos de pequeno e médio porte.
Para que estas dificuldades sejam vencidas temos alguns Caminhos realistas para o avanço o principal dele passa por consolidar a formação de mão de obra especializada, sem vencer estas etapas abaixo o crescimento ficará prejudicado em algum momento:
É urgente a criação de polos regionais de qualificação técnica hoteleira com parcerias entre SENAC, grupos de representação do setor da hotelaria, restaurante e do turismo, redes hoteleiras e governos locais. Programas de capacitação prática, com bolsas de incentivo e contratos de aprendizagem, devem ser o foco imediato.
A nova geração busca mais do que salário: quer propósito, crescimento, fazer a diferença no mundo e reconhecimento. Hotéis que investem em planos de carreira, ambiente saudável, respeito ao meio ambiente, transparência no relacionamento e cultura de valorização têm menores taxas de turnover.
Automatizar processos não significa eliminar pessoas. Pelo contrário, libera o colaborador para entregar hospitalidade com mais inteligência emocional e atenção ao detalhe. O tempo livre permite a equipe criar novas experiências para os usuários frequentes.
O modelo centralizado perdeu força. A busca por talentos locais, com valorização da cultura regional e incentivo à mobilidade dentro da rede, fortalece vínculos e reduz custos com deslocamentos, moradia e adaptação a cultura local. É necessário a união de forças dos diversos atores para a estabilização do crescimento. Desenvolvedores e investidores devem mirar destinos emergentes com potencial de diversificação econômica e políticas de incentivo ao turismo.
Gestores operacionais precisam investir em cultura organizacional e gestão de pessoas como eixo estratégico, não apenas operacional. Associações e redes devem ampliar sua atuação política em prol de incentivos fiscais e regulamentações simplificadas para formação de mão de obra. Startups e soluções tecnológicas devem oferecer ferramentas customizadas que auxiliem no treinamento remoto, no engajamento da equipe e na análise preditiva de desempenho.
O descompasso entre a velocidade das transformações do mercado e a formação de talentos compromete a entrega de serviços com qualidade, consistência e valor agregado. No entanto, o ambiente atual também se mostra fértil em oportunidades, especialmente para os agentes que souberem ler o cenário com pragmatismo e visão de futuro.
Superar a crise de capital humano exigirá articulação entre empresas, instituições de ensino, entidades setoriais e poder público, com foco em soluções escaláveis de capacitação e retenção. Mais do que tecnologia ou estruturas físicas, é a dimensão humana que sustenta a essência da hospitalidade. Investir nas pessoas de forma contínua, estratégica e sensível às mudanças do comportamento do consumidor, será o principal diferencial para aqueles que desejam não apenas sobreviver, mas liderar a próxima etapa do desenvolvimento hoteleiro no Brasil.
O poder no fio da navalha
A máxima de Lord Acton — “o poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente” — não poderia encontrar terreno mais fértil do que na América Latina. A região, marcada por ciclos de autoritarismo, populismo e tentativas de consolidação democrática, parece encarnar com perfeição a advertência do pensador inglês. Aqui, o poder não é apenas instrumento de governo, mas um campo de disputa permanente entre a promessa de transformação social e a tentação da concentração sem limites.
O caso brasileiro é exemplar. Desde a redemocratização, os presidentes eleitos convivem com a ambiguidade entre liderar dentro das regras institucionais e ceder à tentação de manipulá-las. Fernando Collor, que chegou ao poder como “caçador de marajás”, terminou caçado pelo próprio Congresso após um escândalo de corrupção. Luiz Inácio Lula da Silva, que emergiu como símbolo de esperança para as classes populares, viu seu partido ser tragado pelo escândalo do mensalão e depois pelo petrolão, ambos relacionados ao uso do poder para manter alianças políticas e perpetuar influência. Já Jair Bolsonaro levou ao limite a tentativa de minar instituições democráticas, questionando a lisura das urnas e estimulando ataques ao Judiciário, numa clara tentativa de transformar poder eleitoral em poder absoluto.
Na vizinhança latino-americana, a tendência se repete. Hugo Chávez e Nicolás Maduro, na Venezuela, mostraram como líderes carismáticos podem corroer gradualmente instituições em nome do povo, mas em benefício próprio. Evo Morales, na Bolívia, ignorou plebiscito e limites constitucionais para buscar a reeleição indefinida, transformando um projeto de emancipação indígena em crise política. Até Andrés Manuel López Obrador, no México, que se apresenta como paladino anticorrupção, é acusado de enfraquecer órgãos autônomos e concentrar poder no Executivo.
Esse ciclo de promessas e quedas dialoga diretamente com as teorias clássicas. Maquiavel já alertava que governar exige escolhas que podem chocar a moralidade, mas o problema é quando tais escolhas se tornam justificativa para a permanência ilimitada no poder. Weber lembrava que toda autoridade precisa de legitimidade, mas o que se vê na região é a substituição da legitimidade institucional pelo carisma ou pela manipulação. Foucault, ao apontar que o poder circula em discursos e práticas, ajuda a compreender como líderes latino-americanos mobilizam narrativas nacionalistas, religiosas ou sociais para consolidar hegemonia. E Hannah Arendt reforça o ponto central: quando o poder deixa de emanar da coletividade e se concentra em um só homem, ele se aproxima da violência e perde legitimidade.
A América Latina mostra que o poder não corrompe apenas os indivíduos, mas também a própria lógica democrática quando não há freios institucionais sólidos. Por isso, a frase de Lord Acton permanece tão atual: ela não descreve um destino inevitável, mas um aviso constante de que, sem vigilância social e mecanismos de contenção, cada promessa de mudança pode esconder a semente da corrupção absoluta.
FKD Influencers no YOUPIX Summit 2025
Agência foi patrocinadora do no maior evento da Creator Economy da América Latina, realizado no dia 29 de setembro, em São Paulo
A FKD Influencers, agência de planejamento estratégico de marketing de influência, especializada em planejamento de marketing de influência, foi uma das marcas patrocinadoras do YOUPIX Summit 2025, considerado um dos encontros mais importantes da creator economy no Brasil.
O evento, que reuniu mais um público de 3 mil pessoas no último dia 29, em São Paulo, entre criadores, marcas, agências e especialistas em inovação, foi palco para debates, conexões e insights que desenham o futuro da comunicação digital no país.
Natália Rodrigues, Diretora de Conteúdo da FKD, apresentou ao público presente no evento a palestra Influência no Brasil com S, sobre a regionalização do Marketing de Influência, destacando que a Creator Economy no Brasil não se limita ao eixo Rio-SP nem ao recorte polido do “Brasil Instagramável”. Já no Always On de Embaixadores do Sebrae, o foco foi no tema Conexão de Impacto e Negócios. “Essa participação reforça o nosso posicionamento no setor de influência e como ponte entre ideias, vozes e resultados”, destaca Francisco Dal Molin, CEO da FKD.
Ao lado de marcas como TikTok, Amazon, Magazine Luiza, Mercado Livre e Rede Globo, a FKD contou com um stand badalado, com informações atualizadas sobre o mercado, além de muito entretenimento, com uma roleta interativa de brindes e sorteios. Um dos destaques do YOUPIX Summit, evento que norteia e mapeia o que há de mais atual no meio digital, foi o consenso sobre a importância da estratégia, da co-criação e da profissionalização do setor.









