Conheça a história do japamala
Ao longo dos últimos anos tivemos a oportunidade de entrar em contato com muita informação, desinformação, curiosidades, coisas interessantes e outras nem tão interessantes assim sobre o japamala.
Por ser um objeto devocional milenar, há muita especulação sobre ele. E conforme nossa relação com o japamala foi aumentando, aumentou também a intimidade e a natural necessidade de desvendar profunda e definitivamente a história deste objeto tão cheio de significados.
Depois de muito pesquisar, chegamos a uma conclusão dura e simples: não rola. Isso mesmo. Não rola desvendar a história do japamala. Os motivos são inúmeros. Sua história remonta a muitos séculos e se confunde com a história de muitas outras tradições e de muitos outros rosários. Seria muita pretensão de nossa parte, reles artesãos, contar uma “verdadeira e definitiva história do japamala”.
Mas mesmo assim, nosso trabalho nos encantou – nos encanta e continuará encantando – e por isso vamos compartilhar algumas curiosidades que encontramos ao longo da investigação.
Como sabemos, o japamala é um tipo de rosário, instrumento milenar usado em inúmeras práticas e tradições. Embora para nós no Brasil ele esteja muito associado ao catolicismo, há registros históricos do uso de colares de contas na África há 10.000 a.C. Ao longo dos séculos, inúmeras culturas usaram e usam colares de contas feitos com uma grande variedade de materiais – de ossos a cerâmica, por exemplo¹.

Os católicos romanos usam o Terço com 54 e cinco contas adicionais. No entanto, os cristãos ortodoxos usam um rosário com 100 nós, embora as cordas de oração com 50 ou 33 nós também possam ser usadas.O número de contas varia de acordo com a religião ou o uso. Os masbahas usados na tradição islâmica possuem 99 ou 33 contas. Budistas e hindus usam o japamala, que geralmente tem 108 contas ou seus múltiplos. O rosário Sikh também possui 108 contas.
O japamala hindu e o mala budista
No hinduísmo, o japamala possui 108 contas e é usado principalmente na Sadhana ou Abhyasa, termo sânscrito que significa prática espiritual, aqui simploriamente resumido como a prática diária do yoga usada pelo praticante a alcançar o Moksha – grande “meta” do yogui³. Também é amplamente usado como amuleto de proteção ou objeto de decoração apenas.
Já os malas budistas são usados em muitas formas do Budismo Mahayana e adquiriram variações conforme suas ramificações. No budismo chinês é chamado de pinyin; No japonês é chamado de juzu; No tibetano é chamado de mala4.
A história do japamala se confunde com a história dos rosários que por sua vez permeiam inúmeras tradições e culturas.
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