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terça-feira, março 3, 2026

LULA RECEBE HOJE O GOVERNADOR DO MARANHÃO*

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Carlos Brandão, mas a urgência da agenda o forçará a uma troca de planos brutais. Naquele final de semana, ele deveria estar no interior do Maranhão, sorrindo para fotos em uma inauguração de escola, mas uma ligação de Eri Castro na noite de sábado mudou tudo.
“Governador, a janela é agora. A articulação com o Planalto está fechada,” sussurrou Eri, a voz baixa e tensa, como se o próprio Palácio do Leões tivesse ouvidos.
Brandão suspirou. Essa aproximação com o presidente Lula não era obra do acaso; era o fruto de meses de negociações cautelosas e de bastidores. E a chave, ele sabia, estava nas mãos firmes de Paulo Cayres.
Cayres, o mediador silencioso, havia percorrido o caminho sinuoso entre São Luís e Brasília, traduzindo as necessidades do Maranhão para a linguagem do Governo Federal. Ele e Eri haviam trabalhado a pauta, garantindo que o encontro desta segunda-feira, 20, não fosse apenas protocolar, mas sim estratégico.
Na manhã de hoje, o pouso em Brasília foi rápido. Brandão trocou o terno de linho pelo azul-marinho de reuniões importantes. No carro a caminho do Palácio do Planalto, ele revisava a pasta: projetos de infraestrutura hídrica, a pauta da Zona Franca de Exportação e, o ponto crucial, o alinhamento político para o próximo ciclo.
Ao entrar na antessala, a tensão era palpável, mas o sucesso da articulação o confortava. Este não era apenas um encontro entre um presidente e um governador. Era a confirmação de uma aliança costurada no silêncio, onde a mão estendida de Lula era, na verdade, um reconhecimento do trabalho invisível de Paulo Cayres e Eri Castro.
“O Maranhão precisa de aliança para crescer, Presidente,” diria Brandão em minutos. E ele sabia que, graças àqueles dois, essa aliança já estava, de fato, selada. O evento no interior podia esperar. O futuro do estado estava sendo decidido agora, na frieza calculada dos corredores de Brasília.

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