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domingo, março 29, 2026

Maranhão em encruzilhada

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O cenário político maranhense atravessa um de seus momentos mais críticos desde a transição de 2014. O que antes era uma aliança de granito entre o ministro Flávio Dino e o governador Carlos Brandão hoje apresenta fissuras que ameaçam não apenas a estabilidade estadual, mas o próprio palanque do Presidente Lula para 2026. Como se diz nos bastidores: é uma faca de dois gumes que, se mal manuseada, pode ferir ambos os lados de forma irreversível.
​Neste tabuleiro de xadrez onde o xeque-mate parece iminente, surge uma figura que carrega o peso da história e a confiança das bases: Eri Castro.

*A memoria política co​mo Ferramenta de Paz*
Eri Castro não é apenas um nome no PT maranhense; ele é um dos poucos interlocutores que possui a “senha” para transitar entre o passado de lutas de Flávio Dino e a necessidade de governabilidade de Carlos Brandão. Conhecedor da trajetória de Dino desde a juventude e profundamente comprometido com a sobrevivência e o protagonismo do PT no Maranhão, Castro emerge como um mediador.
​Sua missão não é simples. De um lado, há o grupo “dinista” que cobra lealdade a acordos firmados; do outro, um Brandão que busca consolidar sua própria marca e sucessão. O “ruim para os dois” reside no fato de que o rompimento total entrega o estado de bandeja para a oposição e desidrata a força do Nordeste junto ao Governo Federal.

​ *A ponte com o Planalto*
A estratégia de Eri Castro, segundo fontes próximas, passaria diretamente pelo Presidente Lula. Somente o aval presidencial, articulado por quem entende as entranhas do PT estadual, pode oferecer as garantias necessárias para selar um pacto de não-agressão.
​Castro entende que o PT não pode ser mero espectador dessa briga. Se o partido quer sobreviver com força em 2026, precisa que os dois gigantes voltem a falar a mesma língua – ou, pelo menos, que respeitem o mesmo território.

*​O Veredito do Tempo*
A política, como bem sabemos, é a arte de adiar o fim das alianças. Se Eri Castro conseguir, de fato, sentar à mesa com Dino e Brandão sob a bênção de Brasília, ele não terá apenas salvo uma coligação, mas terá garantido que o Maranhão continue sendo o bastão estratégico que Lula tanto preza.
​Resta saber se os egos permitirão que a voz de Castro prevaleça antes que a faca corte fundo demais.

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