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domingo, março 1, 2026

Quinze crianças e adolescentes tiveram síndrome pós-covid

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Notificação dos casos de SIM-P passou a ser registrada em julho de 2020

A Secretaria de Saúde monitora a situação epidemiológica da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que possivelmente está associada à covid-19. De 1º de janeiro até 20 de setembro, foram notificados 15 casos em crianças e adolescentes no Distrito Federal.

A síndrome está sendo associada à covid porque, em exames laboratoriais, indicaram infecção atual ou recente pelo novo coronavírus ou ainda vínculo epidemiológico com caso confirmado da doença | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

Mesmo considerada rara, a SIM-P pode ser grave em alguns casos e tem acometido crianças e adolescentes. Ela desenvolve uma resposta inflamatória sistêmica significativa, manifestada após ter sido diagnosticada com o novo coronavírus ou ter tido contato próximo com caso confirmado da covid-19.

“Embora rara, a doença já foi classificada pelo Ministério da Saúde como de notificação obrigatória. Por isso é importante a identificação precoce para início do tratamento e a notificação por parte do profissional da saúde”, explica a médica e responsável pela área técnica das Doenças Exantemáticas da Secretaria de Saúde, Marília Higino.

Dos 15 casos registrados em 2021, sete são do sexo feminino e oito do masculino. Foram sete registros de crianças de 0 a 4 anos, sete casos em crianças de 5 a 9 anos e um caso entre a faixa etária de 10 a 14 anos. Não houve óbito.

Em 2020, os casos começaram a ser notificados em julho. Até dezembro de 2020, foram 47 casos confirmados, dos quais 23 são do sexo feminino e 24 do masculino. Foram 18 casos de crianças de 0 a 4 anos, 12 em crianças de 5 a 9 anos, 16 casos entre o grupo de 10 a 14 anos e 1 caso em adolescentes de 15 a 19 anos. Houve um óbito em 2020 em uma adolescente de 17 anos.

Sintomas

A maioria dos casos relatados no Brasil e no mundo de crianças com suspeita da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica apresentou febre persistente por mais de três dias acompanhada de um conjunto de sintomas que podem incluir manchas vermelhas pelo corpo, pressão baixa, conjuntivite, sinais de inflamação no nariz, mãos ou pés, problemas gastrointestinais agudos (diarreia, vômito ou dor abdominal, comprometimento de múltiplos órgãos e alteração dos marcadores inflamatórios.

Os exames laboratoriais dos casos estudados indicam infecção atual ou recente pelo novo coronavírus ou ainda vínculo epidemiológico com caso confirmado da doença. Por isso, a síndrome está sendo associada à covid-19, porém essa relação causal ainda não foi estabelecida e permanece em investigação.

*Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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