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domingo, fevereiro 15, 2026
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O corte que eleva: a arte de dizer não para dizer sim à grandeza

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A frase de John Carmack — “Ter foco é uma questão de decidir o que não fazer” — é uma lâmina filosófica. Ela corta com precisão a névoa que envolve muitas vidas: a ilusão de que mais ação equivale a mais realização. No fundo, a vida de quem verdadeiramente sobe em direção ao alto não se constrói com o que se adiciona, mas com o que se elimina.

Vivemos em uma era de excesso. Excesso de informação, de opiniões, de possibilidades, de ruídos. E nesse mar de estímulos, o líder, o criador, o buscador — qualquer um que deseje viver com propósito — precisa tornar-se um escultor: aquele que molda o essencial subtraindo o supérfluo. Assim como Michelangelo dizia que a escultura já existia dentro do mármore e seu trabalho era apenas retirar o que era desnecessário, o foco exige esse mesmo gesto ousado de renúncia.

Foco, portanto, não é só uma capacidade de concentração, mas uma decisão ética. É uma escolha estratégica e moral: o que não vale mais minha energia, meu tempo, minha lealdade? Onde estou sendo arrastado para longe de mim mesmo? Qual parte da minha agenda é uma traição ao meu propósito? Quando alguém diz “sim” a tudo, sua alma vai se diluindo em obrigações que não edificam, em relacionamentos que sugam, em tarefas que distraem.

No campo da liderança, isso é letal. Líderes sem foco são como generais sem mapa: atiram em todas as direções, mas não vencem batalhas decisivas. Eles confundem movimento com progresso. Em vez de fazer poucas coisas com excelência e visão, atolam-se em dezenas de compromissos que apenas inflam o ego e esvaziam o legado. Líderes verdadeiramente transformadores são obsessivos com o essencial — e impiedosos com o trivial.

Na vida espiritual, o foco é uma forma de fé. Fé de que o menos pode ser mais. De que abrir mão de mil possibilidades não é perder, mas afirmar com poder aquilo que se escolheu viver. Fé de que não precisamos provar nada para ninguém se estamos alinhados com algo maior que nós mesmos. É por isso que toda grande tradição espiritual ensina o valor do jejum, da solidão, do silêncio: não como punição, mas como limpeza da alma.

Decidir o que não fazer, então, não é só um gesto de produtividade — é um ato de soberania. É reivindicar o direito de viver uma vida coerente com o que você acredita, mesmo que isso signifique decepcionar expectativas alheias, cortar vínculos, encerrar projetos ou mudar de direção. O foco é a espada que separa o que nos aproxima do nosso destino do que apenas nos ocupa.
Mas por que isso é tão difícil? Porque dizer “não” exige clareza interna. Exige saber o que você realmente quer, e ter coragem de bancar o preço disso. Muitos evitam escolher para não perder. Mas ao não escolher, perdem-se a si mesmos.

Então, que esta frase se torne um ponto de partida radical: quais tarefas, hábitos, relações ou discursos você precisa deixar de lado para que sua energia vital se concentre no que realmente importa? O que você faz apenas por medo de parecer egoísta, ingrato ou fraco — quando, na verdade, está sendo incoerente?

Dizer “não” é um voto de fidelidade à sua missão. É deixar de ser plateia da sua própria vida para assumir o palco. É cortar o que está bom para abrir espaço ao que é grande. E isso dói. Mas toda evolução exige sacrifício. Não há ascensão sem renúncia.

Por isso, não pergunte apenas “o que devo fazer?”. Pergunte também: “O que preciso parar de fazer agora, para que minha vida finalmente tenha direção?”

Essa pergunta pode mudar seu ano — ou sua existência.

Você tem coragem de parar de viver em excesso para viver com propósito?

Eliene Lucindo: mulher plural, protagonista e influente na capital federal

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Eliene Lucindo transita com naturalidade entre negócios, arte e lifestyle, consolidando-se como uma referência na capital federal. À frente do Laboratório de Interiores, conduz projetos residenciais e comerciais que unem design afetivo, sofisticação, criatividade e funcionalidade, transformando espaços em experiências únicas.

Com a Lab Aceleradora, potencializa negócios, conduz palestras e mentorias estratégicas que integram visão empresarial, comportamento humano e inovação. Sua semana reflete essa pluralidade: reuniões de negócios, projetos, aceleração de empresas, mentorias, visitas a exposições, treinos e viagens.

Recentemente, a empresária celebrou o lançamento da primeira collab inédita com a Bambuch e a fundação do Instituto Labuch, reafirmando seu protagonismo multifacetado. Elegância, impacto e criatividade marcam cada movimento, consolidando Eliene Lucindo como uma referência feminina de força, autoridade e influência.

 

O inescapável espelho da presença: o encontro com o Eu em todo lugar

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“Aonde quer que você vá, lá está você.”

Essa frase curta carrega um fardo silencioso e uma verdade incômoda: não importa o quão longe você fuja, o quanto mude de ambiente, país, trabalho ou parceiro — você continua sendo o mesmo que carrega a si mesmo. Sua mente, suas feridas, suas compulsões, seus sonhos, suas crenças, seus vícios, seus talentos e seus medos vão junto, como uma sombra silenciosa colada aos seus passos. Você pode mudar o cenário, mas não o protagonista da história.

Esse pensamento nos obriga a parar de atribuir ao mundo externo a responsabilidade pelo nosso sofrimento ou pela ausência de sentido. Ele desmonta a ilusão de que a solução está “lá fora”. Essa ilusão é perigosa. É ela que sustenta a busca frenética por experiências novas, o consumismo espiritual, a troca compulsiva de relacionamentos, a inquietude profissional disfarçada de ambição. Buscamos novos horizontes, mas esquecemos de olhar para dentro da bússola que guia nosso caminhar.

Porque não é o lugar que define quem você é — é quem você é que define o que o lugar se tornará para você.

Essa é uma chave estratégica para líderes e buscadores de propósito. Muitos acreditam que uma nova posição, um novo time, uma nova cidade ou uma nova ideia trarão, enfim, o sucesso ou a paz. Mas, se o seu padrão de pensamento continua o mesmo, se suas crenças limitantes não foram confrontadas, se seus medos seguem no comando, então tudo o que você mudar será apenas cosmético. A estrutura invisível do seu ser vai reproduzir os mesmos conflitos em outros palcos.

É por isso que muitos se sabotam no auge. Porque o verdadeiro desafio não era chegar lá — era sustentar uma identidade compatível com a nova realidade. E se essa identidade não foi trabalhada, ela implode, mesmo em meio ao que parecia o “sonho realizado”.

Espiritualmente, essa frase é uma convocação à radical honestidade consigo mesmo. Ela nos convida a praticar a presença consciente, a observar sem máscaras quem estamos sendo, não onde estamos ou o que temos. O silêncio e a solidão revelam essa verdade com brutalidade: quando não há distrações, o que resta é o que somos.
Mentalmente, ela nos confronta com a responsabilidade radical sobre a própria vida. Ninguém pode viver por você. Ninguém pode sentir por você. Ninguém pode fugir por você. E tampouco alguém pode salvar você de si mesmo. A única saída real é para dentro. O que precisa ser transformado não é o mundo, mas a forma como você o interpreta e responde a ele.

Na liderança, essa consciência é libertadora. O líder que entende isso para de buscar fora a autoridade que ainda não consolidou dentro. Ele não depende de cargos, palcos ou títulos para agir com firmeza, porque carrega a integridade como âncora. Ele sabe que o lugar onde está é uma extensão daquilo que ele próprio sustenta internamente. E onde ele pisa, a cultura muda — não por força, mas por presença.

E então, surge uma decisão necessária: ou você continua terceirizando a responsabilidade da sua vida, ou assume de vez o leme. Ou você se perde em novos endereços tentando escapar de si mesmo, ou faz o caminho inverso — de volta ao seu centro.

Porque a pergunta real não é “para onde devo ir?”, mas: “quem devo me tornar para que onde eu estiver se torne terra fértil?”

Esse é o ponto de ruptura que separa os que vivem reagindo dos que vivem criando. Os que vivem fugindo dos que vivem construindo. Os que esperam milagres dos que se tornam milagre para outros.

Então, antes de mudar o mundo, transforme o seu modo de existir.

Antes de buscar novas paisagens, descubra o que dentro de você torna todas as paisagens iguais.

Antes de reclamar da prisão externa, pergunte se você mesmo não está segurando a chave.

E agora, te deixo com uma pergunta que não cabe fugir:

Se em todo lugar você está consigo mesmo, quem é esse “você” com quem anda convivendo todos os dias — e que destino ele está criando, consciente ou não?

O desvio sutil: como o conforto sabota o destino

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Há uma força sutil, quase imperceptível, que opera sorrateiramente contra o nosso propósito mais alto. Ela não se apresenta como uma muralha intransponível, nem como um inimigo declarado. Ao contrário: ela surge como uma estrada aberta, pavimentada, aparentemente segura — mas que nos leva a um destino menor. Esta é a essência do alerta contido na frase de Robert Brault: “Somos afastados do nosso objetivo não por obstáculos, e sim por um caminho livre para um objetivo inferior.”

Essa reflexão é uma denúncia existencial: muitas vezes não somos vencidos pela dificuldade, mas pelo conforto. Não tropeçamos nos espinhos do caminho árduo, mas nos seduzimos com os atalhos bem iluminados que não exigem tanto de nós. É o desvio do necessário pelo conveniente, do grandioso pelo imediato, do sentido pelo sucesso aparente.

A maior ameaça ao seu chamado não é o fracasso — é o desvio silencioso. É aceitar um cargo estável quando sua alma clama por criar. É manter um relacionamento morno por medo de recomeçar. É dizer “sim” a oportunidades que brilham, mas não ardem. Quantos sonhos foram enterrados, não por falta de talento ou de sorte, mas por excesso de adaptação ao que é fácil, ao que é suficiente?

A mediocridade, em sua forma mais perigosa, não grita — ela sussurra: “Aqui está bom.” E é esse “bom o suficiente” que mata o “extraordinário” que poderia nascer de você.

É preciso coragem para dizer não ao que está funcionando. Para recusar o caminho pavimentado, seguro e socialmente aceito. É preciso visão para identificar quando um objetivo inferior está se disfarçando de realização verdadeira. E é preciso fé — não a fé religiosa, mas a fé existencial: a confiança de que viver com propósito profundo é mais importante do que ser aceito, validado ou confortável.
Na liderança, isso se traduz em decisões que priorizam o impacto em vez do reconhecimento. Em conversas difíceis, em rupturas estratégicas, em demissões que libertam. Um líder que vive por propósito jamais aceitará o sucesso que desvia da verdade. Ele prefere uma queda honrada a uma ascensão vazia. Ele entende que uma vida íntegra não é a mais fácil, mas a mais alinhada.

No campo espiritual, essa frase de Brault é um chamado ao discernimento. O mal não vem apenas disfarçado de dor — muitas vezes, ele veste a fantasia do contentamento. O que é mais perigoso: ser tentado a desistir pelo sofrimento ou ser seduzido a desviar pela facilidade? Quantos deixaram de buscar a verdade mais alta porque encontraram uma “verdade suficiente”? Quantos deixaram de amar profundamente porque era mais fácil conviver com afeto superficial?

Mentalmente, isso exige um nível de atenção radical. Você precisa mapear suas decisões diárias e perguntar: isso me aproxima do essencial ou apenas me mantém em movimento? Estou subindo em direção ao meu Everest ou apenas girando numa colina confortável, chamando isso de progresso?

Se a estrada está fácil demais, talvez você esteja indo para o lugar errado. Se tudo está fluindo sem resistência, talvez você tenha trocado um objetivo nobre por um objetivo conveniente. Reflita: quando foi a última vez que você sentiu a dor digna de crescer? Quando foi a última vez que recusou o que era fácil em nome do que era verdadeiro?

Essa reflexão precisa se tornar um ponto de ruptura. Talvez seja hora de reavaliar o que você está chamando de “sucesso”. Talvez o projeto que está prosperando seja, na verdade, um desvio dourado. Talvez o relacionamento que está “funcionando” esteja te impedindo de conhecer o amor que transforma. Talvez o seu dia a dia esteja cheio de tarefas que não são erradas, mas que estão te afastando do que é essencial.

Então, em vez de buscar caminhos mais fáceis, pergunte-se: quais são os caminhos que, mesmo difíceis, me mantêm fiel ao que eu vim realizar? E em vez de se orgulhar por não ter fracassado, pergunte: em que áreas eu fui bem-sucedido demais em algo que não importa?

Essa é a verdadeira liberdade: não escolher o caminho mais fácil, mas o caminho mais verdadeiro.

Agora, reflita com coragem:

Em que área da sua vida você escolheu um objetivo inferior apenas porque ele estava mais acessível?

O que hoje está funcionando bem, mas te impede de buscar algo grandioso?

Se você fosse absolutamente fiel ao seu propósito mais elevado, o que precisaria abandonar imediatamente?

Quais são os confortos que você defende hoje que, no fundo, te mantêm acorrentado?

Você está construindo uma escada sólida… mas ela está encostada na parede certa?

Viva com sentido. Pense com profundidade. Decida com coragem. Suba com propósito.

Show da Banda Sunflower agita Happy Hour no Fogo de Chão em Brasília

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Deck recém reformado com vista para o Lago Paranoá será palco de música e churrasco

A noite de 10 de setembro, quarta-feira, promete ser ainda mais especial no Fogo de Chão, Brasília. A partir das 19h, a banda Sunflower se apresenta no deck da unidade, espaço que agora conta com cobertura, proporcionando ainda mais conforto ao público além de uma vista privilegiada do Lago Paranoá.

Formada por Hermes e Taís, músicos com formação no renomado Musicians Institute, em Los Angeles, a Sunflower carrega fortes referências do pop norte-americano, sem abrir mão das influências jazzísticas, além de passear pelo R&B e pelo blues. A proposta é oferecer ao público uma experiência completa: saborear o menu Fogo de Chão, contemplar uma das paisagens mais bonitas da cidade e ainda curtir um show repleto de energia e boa música.

Antes do show da banda, entre 17h30 e 19h00, um DJ especialmente selecionado cuidará do “esquenta”.

Sobre o Fogo de Chão

O Fogo de Chão é um restaurante de renome internacional que permite que seus clientes descubram uma novidade a cada instante. Fundada no sul do Brasil em 1979, transformou a tradicional arte secular de preparo do churrasco em um descobrimento de experiência gastronômica cultural. As unidades oferecem cardápios diferenciados para todas as horas do dia, incluindo almoço, jantar e eventos para grupos sociais ou corporativos, além do serviço completo de catering e opções para levar e entregar. Atualmente a rede de restaurantes possui mais de 100 lojas em todo o mundo, incluindo países como o Brasil, Estados Unidos, México e Oriente Médio.

Mais informações em : fogodechao.com.br e @fogodechao

O selo e o destino: a virtude da perseverança inabalável

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No mundo disperso em que vivemos, onde estímulos saltam como labaredas de fogos de artifício e convites à distração chegam a cada minuto, torna-se quase revolucionário o ato de permanecer. “Seja como um selo de correio: fique grudado em uma coisa até chegar ao seu destino.” Essa frase, aparentemente simples, guarda uma das virtudes mais raras e poderosas da existência humana: a perseverança.

O selo não pensa, não duvida, não se justifica. Ele apenas cumpre seu propósito com tenacidade silenciosa. Uma vez colado, ele não volta atrás. A missão é clara: chegar. Que diferença do espírito humano moderno, tão propenso a abandonar jornadas no meio, a trocar convicções por conveniências, a sacrificar grandes destinos por pequenos confortos. O selo, então, nos envergonha — e nos inspira.

Perseverar é resistir ao apelo das mil possibilidades que surgem para nos distrair daquilo que importa. É não largar mão daquilo que dissemos que era essencial, mesmo quando ninguém está olhando, mesmo quando o brilho inicial desapareceu, mesmo quando o caminho ficou escuro, repetitivo ou doloroso. É manter-se colado à missão, como o selo na carta, apesar das intempéries, apesar dos desvios, apesar das quedas.

Na vida interior, o selo nos ensina sobre fidelidade. Ficar colado ao que é verdadeiro — mesmo quando nossa alma quer fugir, mesmo quando nossa carne deseja atalhos. A espiritualidade não se mede pelo êxtase, mas pela permanência. Amar a Deus, amar ao outro, amar a missão — eis um trabalho de colagem diária, onde o coração é o envelope e a vontade é o selo.
Mas atenção: perseverar não é teimosia cega. Não é insistir em um caminho morto, não é se recusar a mudar de rota quando a rota já morreu. O selo só tem sentido quando colado a um destino verdadeiro. E aqui mora a sabedoria: saber diferenciar o abandono covarde da renúncia corajosa. O primeiro foge do esforço; o segundo reconhece que não há mais vida naquele caminho. Só permanece quem já discerniu o que realmente vale ser alcançado.

Portanto, antes de colar-se a algo, pergunte: isso é digno de minha entrega? Essa causa, essa pessoa, esse projeto, esse valor, esse propósito… são realmente destinos ou apenas distrações? Só depois de responder com honestidade é que se deve agir como o selo — com uma determinação que ignora os ventos contrários.

E se o envelope rasgar no caminho? Se o carteiro cair? Se a estrada for desviada? O selo não tem garantias, mas tem compromisso. Ele se confia ao processo, mas sua parte está feita: ele ficou. Isso é tudo o que podemos controlar — o quanto nos damos, o quanto permanecemos, o quanto nos comprometemos. O resto pertence ao tempo, ao acaso ou à providência.

Por fim, aqui está a grande pergunta que o selo nos deixa: a que missão você está colado com tanta integridade que, mesmo se ninguém mais olhar, você ainda seguirá até o fim?

Viva com sentido. Pense com profundidade. Decida com coragem. Suba com propósito.