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quarta-feira, junho 10, 2026
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Agências da Caixa abrirão uma hora mais cedo para Dia do Desenrola

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Brasília, DF, Brasil: Caixa Econômica Federal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Banco limpou nome de 225 mil pessoas com dívidas de até R$ 100

Os clientes da Caixa Econômica Federal ganharam um incentivo para renegociarem dívidas por meio do Programa Desenrola Brasil. O banco abrirá todas as agências uma hora mais cedo nesta sexta-feira (21) para promover um mutirão de renegociação.

Segundo a Caixa, 225 mil pessoas com dívidas de até R$ 100 tiveram o nome limpo nos primeiros dias do Desenrola, programa de renegociação de dívidas do governo federal. Além do atendimento especial nas agências, a Caixa enviará um caminhão-agência para a cidade de Santos (SP), para reforçar a mobilização.

A presidenta da Caixa, Maria Rita Serrano, visitará agências no Distrito Federal e vários diretores farão o mesmo em outros estados. Segundo o banco, o mutirão ajudará a atender a população de forma mais direcionada. Em dois dias de atendimento, o banco registrou o dobro da procura normal por renegociação em seus canais.

Além do atendimento especial nas agências, o caminhão-agência da Caixa estará na cidade de Santos, em São Paulo, como mais uma forma de atender a população. Vale lembrar que o banco possibilita a quitação à vista das dívidas com descontos de 40% até 90%, a depender do contrato do cliente, além do parcelamento em 12 até 96 meses.

Além do Desenrola Brasil, que começou a vigorar na segunda-feira (17), a Caixa promove o Tudo em Dia Caixa, uma campanha própria de renegociação de dívidas. O banco dará desconto de 40% a 90% para pessoas físicas e jurídicas em débito com a instituição. Quanto menor o número de parcelas, maior o desconto.

Primeira fase

Na segunda-feira (17), começou a primeira fase do Desenrola, que permite a negociação de dívidas bancárias. Nesta etapa, ocorrem duas ações paralelas. As pessoas com débitos de até R$ 100 vencidos até 31 de dezembro do ano passado têm o nome limpo. A dívida não é perdoada, mas o cliente será retirado do cadastro negativo.

A segunda ação beneficia pessoas físicas que ganham até R$ 20 mil e dívidas em banco sem limite de valor. Para essa categoria, os bancos estão oferecendo renegociação direta com os clientes em troca da antecipação de créditos tributários (antecipação de descontos em tributos). O governo ofereceu R$ 50 bilhões em créditos antecipados em proporção aos descontos concedidos. Cada R$ 1 de desconto na dívida dá direito a R$ 1 em crédito tributário para a instituição financeira.

Bancos alertam para golpes no Programa Desenrola Brasil

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Dinheiro

Renegociar dívidas bancárias é nos bancos, diz Febraban

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou alerta para golpes envolvendo o Programa Desenrola Brasil, que entrou em vigor no último dia 17, que tem como principal objetivo reintroduzir pessoas com restrição de crédito na economia, permitindo melhores condições de renegociação de dívidas bancárias.

Segundo a entidade, criminosos podem aproveitar o programa para aplicar golpes por meio de links falsos e da engenharia social, que usa técnicas para enganar o usuário para que ele forneça dados confidenciais, além de realizar transações financeiras para o golpista.

Nessa primeira fase do programa, as instituições financeiras limpam o nome das pessoas com débitos de até R$ 100. A dívida não é perdoada. Apenas o devedor deixa de ficar com o nome sujo e pode contrair novos empréstimos e fazer operações como fechar contratos de aluguel. Há ainda a possibilidade de renegociação de débitos com bancos por devedores com renda de até R$ 20 mil. O Desenrola só abrange dívidas contraídas até 31 de dezembro do ano passado.

“É muito importante que o cliente não clique em links recebidos por aplicativos de mensagens, de redes sociais e patrocinados em sites de busca. Faça você mesmo o contato com o seu banco. Fique atento para que não sejam aceitas propostas de envio de valores com a finalidade de garantir melhores condições de renegociação das dívidas. Reforçamos que somente é possível renegociar as dívidas nos canais oficiais dos bancos”, disse, em nota, Adriano Volpini, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban.

A Febraban orienta que as pessoas interessadas em renegociar as dívidas dentro do Desenrola Brasil busquem informações apenas dentro dos canais oficiais dos bancos que aderiram ao programa, como nas agências, no internet banking ou em seus aplicativos bancários. Se for negociar no internet banking, a entidade orienta que, para o acesso, o próprio usuário digite o endereço da instituição financeira.

Se o cliente desconfiar de alguma proposta ou do valor, ele deve em contato com o banco nos seus canais oficiais. Além disso, somente após a formalização de um contrato de renegociação é que o usuário pode ter os valores debitados da conta, nas datas acordadas. Outro alerta é, em caso de boletos, checar na hora do pagamento se está sendo feito realmente para a instituição financeira com a qual o cliente tem a pendência.

A Febraban acrescenta que não envia comunicado para renegociar dívidas no Desenrola. Caso receba qualquer mensagem com o logotipo da entidade ou de bancos, o cliente deve descartá-la e entrar em contato com os canais oficiais da instituição financeira, como agência, internet banking e aplicativo bancário.

Há 150 anos nascia Santos Dumont, um dos precursores da aviação

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Visionário, brasileiro virou símbolo de inovação

Quem embarca em um voo em São Paulo para fazer a principal ponte aérea do Brasil chega ao Rio de Janeiro pelo Aeroporto Santos Dumont, inaugurado em 1936. Ao passar pelo saguão de desembarque – um amplo espaço com vidraças que permitem uma visão panorâmica das pistas de pouso e decolagem, com a Baía de Guanabara ao fundo – é difícil não perceber um painel gigantesco feito pelo artista carioca Cadmo Fausto. O Primórdios da Aviação retrata o voo de Santos Dumont com o 14-Bis, em Paris, sob o olhar de curiosos, com a Torre Eiffel compondo o cenário.

RIO DE JANEIRO (RJ), 19/07/2023 – Busto do Santos Dumont, no aeroporto, Santos Dumont, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Busto e painel em homenagem ao Pai da Aviação, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio – Tomaz Silva/Agência Brasil

Na saída principal do saguão, o viajante depara com um busto de Alberto Santos Dumont, feito pelo artista plástico francês Hugues Desmazieres.

O painel, a escultura e o batismo do primeiro aeroporto civil do país são homenagens ao mineiro que completa 150 anos de nascimento nesta quinta-feira (20). O próprio local de nascimento, Palmira, é mais uma homenagem. Em 1932 a cidade passou a se chamar Santos Dumont.

Alberto Santos Dumont é considerado o Pai da Aviação. Reconhecimento máximo pelo pioneirismo de ter conseguido voar com um aparelho mais pesado que o ar e com propulsão própria. O feito foi no Campo de Bagatelle, em Paris, em 23 de outubro de 1906.

O suboficial da Aeronáutica Maurício Inácio da Silva, historiador do Museu Aeroespacial (Musal), no Rio de Janeiro, afirma que Santos Dumont marcou uma era.

“Era um período de muitas descobertas, muitas invenções em todas as áreas. Ele torna possível o voo do mais pesado que o ar, o 14-Bis. Para a época foi um sucesso. O que Santos Dumont fez marcou uma geração, vai ficar para sempre e continua colaborando muito com o progresso da humanidade”, disse à Agência Brasil.

Rio de Janeiro (RJ), 26.04.2016 - Exposição no Museu do Amanhã, centro do Rio apresenta o lado inovador e artístico de Santos Dumont, a mostra conta com réplicas em tamanho real além de conteúdo interativo e audiovisual. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Réplica do 14-Bis em tamanho real em exposição no Museu do Amanhã – Tomaz Silva/Agência Brasil

Pioneirismo no exterior

Apaixonado pela inovação, Santos Dumont já colecionava feitos aéreos antes do voo com o 14-Bis, como a construção de um balão – o menor já fabricado para a ascensão de uma pessoa a bordo, que voou por cinco horas, também na França, em julho de 1898. Dumont prosseguiu com o pioneirismo, associando motores de combustão interna a balões, construindo engenhosos lemes, o que resultou no dirigível. Em 1901 sobrevoou Paris em um deles, chamando a atenção da imprensa brasileira e mundial.

Vivendo em Paris desde os 18 anos, foi às margens do Rio Sena que observou um detalhe que o permitiu evoluir dos balões para o primeiro modelo de avião. Em 1905, Dumont assistia a uma corrida de lanchas, quando percebeu que o motor da embarcação poderia ser o gerador de potência que permitiria a autopropulsão do 14-Bis. Uma adaptação que depois de testes e falhas mostrou-se suficiente para o voo de 60 metros, a 3 metros de altura no ano seguinte.

O brasileiro prosseguiu com o desenvolvimento da sua máquina de voar. Em 1909, decolou em seu avião Demoiselle, um dos primeiros aeroplanos do mundo, parecido com um ultraleve.

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Santos Dumont regula o Demoiselle – Foto reprodução Iara Venanzi/Itaú Cultural

O Pai da Aviação morreu em 1932. Ele deu fim à própria vida no Grand Hotel La Plage, em Guarujá, litoral paulista. Um desapontamento com o uso bélico dos aviões na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e também aqui no Brasil é apontado como um dos motivos para o suicídio de Santos Dumont.

“Quando Santos Dumont se lança a esses inventos, ele sabia que poderiam ser utilizados na guerra. Mas ele via o avião como um observador aéreo para localização de tropas e para o transporte das pessoas. Na Primeira Guerra, ele fica chocado com o uso para bombardeios. A gota d’água foi quando, em Guarujá, ele viu aviões do governo brasileiro passando para bombardear a cidade de São Paulo, durante a Revolução Constitucionalista de 1932”, conta o historiador Inácio da Silva.

Influência nacional

A cerca de 100 quilômetros de Guarujá, onde Santos Dumont viveu seus últimos dias, fica a cidade de São José dos Campos, no interior paulista. Desde 1969, lá funciona a Embraer. Uma empresa criada pelo governo em 1969 e privatizada em 1994. A companhia é a concretização brasileira do legado de Santos Dumont, sendo hoje a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, empregando 18 mil pessoas e tendo já entregue mais de 8 mil aviões.

“Como patrono da aviação e pioneiro da mobilidade aérea urbana, Santos Dumont é uma grande referência e fonte de inspiração para todos nós na Embraer. Sua genialidade e pioneirismo nos inspiram a superar, com a mesma determinação e perseverança, os desafios tecnológicos da indústria da aviação”, disse à Agência Brasil o presidente e CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto.

Com o Demoiselle, Santos Dumont vislumbrava para o avião uma função de mobilidade parecida com a dos automóveis. Chegava a usar a invenção para visitar amigos. Esse comportamento visionário é mais um que inspira hoje a Embraer.

Rio de Janeiro (RJ) -  Há 150 anos nascia Santos Dumont, um dos precursores da aviação.
Foto: Divulgação
Os eVTOLS ou carros voadores têm grande inspiração em Santos Dumont – Divulgação

“O seu legado de inovação está profundamente enraizado em nosso DNA. A sua visão inovadora continua presente nas aeronaves que projetamos e novas tecnologias desenvolvidas. Um exemplo é o nosso foco atual no segmento da mobilidade aérea urbana, por meio do desenvolvimento das aeronaves 100% elétricas de pouso e decolagem vertical, os eVTOLS ou ‘carros voadores’, que têm grande inspiração em Santos Dumont, que voou pela cidade de Paris há mais de um século”, explica Gomes Neto.

Outras inovações

O espírito visionário de Santos Dumont deixa outras influências. Foi ele o desenvolvedor de um hangar, estrutura que se tornou essencial para a indústria aeronáutica. Se o uso do avião não é uma realidade cotidiana para todas as pessoas, outras ideias e costumes do mineiro fazem parte da vida de quase todos nós. Não foi ele quem inventou, mas sim quem popularizou o uso do relógio de pulso. Um modelo mais prático para cronometrar voos e que ganhou mercado ao ser usado pelo famoso inventor. Outra é o chuveiro da casa dele, que usava uma espécie de balde com perfurações e um mecanismo para misturar água quente e gelada. A invenção está no Museu Casa de Santos Dumont, em Petrópolis, cidade de atração turística na região serrana do Rio de Janeiro, que está sendo reinaugurado nesta quinta-feira (20), em comemoração ao sesquicentenário.

Não é exagero dizer que o inventor é reconhecido até na Lua. Em 1973, como homenagem pelo centenário de nascimento do brasileiro, a União Astronômica Internacional batizou de Santos Dumont uma cratera existente no satélite natural da Terra. Com 8,8 quilômetros de diâmetro, a cratera fica a 54 quilômetros do local de pouso da missão Apollo 15, em 1971, sendo a primeira a receber o nome de um brasileiro e a única no lado visível da Lua. 

Código aberto

Santos Dumont pode ser considerado também um precursor do open source, termo em inglês que significa código aberto, muito citado no ambiente da computação. É um modelo de propriedade intelectual que permite que outros inventores “bebam na fonte” de uma ideia inicial, permitindo aperfeiçoamentos. O próprio avião Demoiselle foi aprimorado por outros empreendedores da época.

“Um dos fornecedores de peças do motor queria patentear, e Santos Dumont disse: ‘Negativo. Eu quero deixar os direitos abertos porque tem que que dar chance para outras pessoas poderem pesquisar e desenvolver o avião, para que a gente possa trazer melhor conforto, melhor meio de vida para a população’, era isso que ele queria”, relata o historiador Maurício Inácio da Silva.

Controvérsia

Há mais de um século existe a controvérsia sobre quem é o verdadeiro inventor do avião. Contemporâneos de Dumont, os irmãos americanos Wilbur e Orville Wright disputam a primazia, apontando um feito de dezembro 1903, em um voo impulsionado por uma catapulta, ou seja, não tinha autopropulsão e não teve o registro de testemunhas.

“[No caso de Dumont] todos estavam lá registrando com fotos. Havia uma comissão internacional montada. Existia um regulamento que dizia que só seria avião aquele que decolasse por meios próprios, enquanto os irmãos Wright estavam numa praia dos Estados Unidos, com o vento superforte e utilizavam catapulta. Eles só aparecem na Europa em 1908, quando outros concorrentes também já estavam com várias invenções voando bem”, conta o historiador do Musal.

Caminho para inventores 

Aqui no Brasil, inventores – pessoa física ou empresas – que precisam registrar uma nova tecnologia para um produto ou processo, ou seja, garantir a propriedade intelectual, precisam solicitar patente. O serviço é feito pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O assistente da Diretoria de Patentes do INPI, Diego Musskopf, explica que patentear uma invenção significa obter um direito exclusivo de explorar comercialmente a criação dentro de determinado território e por um tempo limitado – 20 anos, impedindo que outros a copiem ou utilizem sem a sua autorização. “Com a patente, o depositante pode obter os benefícios econômicos e sociais de sua inovação”, explicou em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com o Boletim Mensal de Propriedade Industrial do INPI, divulgado em junho, no acumulado de janeiro a maio de 2023, o órgão recebeu 9.803 pedidos de patentes de invenção.

Musskopf ressalta que podem ser protegidos produtos ou processos. Outras criações como ideias, teorias, métodos de venda e ensino não podem ser patenteadas. “A invenção deve atender aos requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Isso quer dizer que ela deve ser nova no mundo inteiro, diferenciar-se significativamente do que existe e ter a possibilidade de ser produzida em qualquer tipo de indústria”, detalha.

Patente internacional

A patente é um título territorial, ou seja, os títulos de propriedade intelectual emitidos pelo INPI funcionam para se proteger de “pirataria” apenas dentro do país. Para ter proteção internacional, é preciso solicitar a patente nos países ou regiões no qual se deseja a proteção. Mas existem alguns acordos internacionais que facilitam esse processo, como a Convenção da União de Paris e o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT). Um único pedido passa a valer em várias partes do mundo. O PCT, por exemplo, conta com 152 países signatários, entre eles o Brasil.

Nos cinco primeiros meses de 2023, demandantes de 67 países solicitaram proteção de patentes no INPI. Entre os que mais depositaram pedidos estão os Estados Unidos (31%), Brasil (18%), Alemanha (7%), Suíça e China (6% cada) e Japão (4%).

Dos 1.747 pedidos de brasileiros, a maior parte é de pessoas físicas (38%), seguidas por empresas de médio e grande porte (25%); instituições de ensino e pesquisa e governo (24%); e microempreendedor individual, micro e pequenas empresas (12%).

O pedido da patente, após o período de sigilo, fica com toda a documentação disponível ao público, de forma que interessados possam fazer outros desenvolvimentos a partir da tecnologia, para disponibilizar produtos no mercado após a vigência da proteção. “Ao patentear uma invenção, o inventor também contribui para o avanço da ciência e da tecnologia, pois uma patente pode ser uma fonte de informação técnica para outros pesquisadores e inventores, estimulando o desenvolvimento de novas soluções para os problemas da humanidade”, destaca Musskopf.

Os Saltimbancos, de Hugo Rodas, chega à Caixa Cultural Brasília

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Apresentações do clássico musical acontecem nos fins de semana dos dias 21 a 30 de julho

Mais de 40 anos se passaram desde que Hugo Rodas criou a versão brasiliense de Os Saltimbancos, mas o sucesso continua, enchendo os palcos e corações de esperança. Atualmente, nas mãos da  A ATA – Agrupação Teatral Amacaca, grupo que carrega o legado de Hugo, falecido em 2022, o espetáculo, remontado em 2019, segue levando as mensagens de um mundo melhor através da união e da justiça por onde passa. E, no mês de julho, estará em dois fins de semana no Teatro da Caixa Cultural Brasília, com sessões dos dias 21 a 23, e 28 a 30 de julho. Nas sextas, as apresentações são às 20h, e nos sábados e domingos, às 16h e 19h, com ingressos a R$30 e classificação indicativa livre.

Saltimbancos

Com a mistura de elementos do teatro, dança, circo e música, a peça conta a jornada de um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata que decidem fugir de suas casas e juntos formam uma banda musical. Nessa perspectiva, a montagem é atemporal. Aborda os sentimentos de união, fraternidade, empatia, sonhos e perseverança. São guiados pelo fio condutor comum em todas as revoluções:o desejo de um mundo melhor e mais justo. O texto do espetáculo de Hugo Rodas é uma releitura da adaptação criada para o português por Chico Buarque, da versão para teatro de Sérgio Bardotti e Luiz Enriquez Bakalov, do conto “Os Músicos de Bremen” dos Irmãos Grimm.

A ATA – Agrupação Teatral Amacaca

A companhia  iniciou sua pesquisa em 2009, por meio da disciplina “Técnicas Experimentais em Artes Cênicas”, ofertada à comunidade pela Universidade de Brasília e ministrada pelo professor, diretor e encenador Hugo Rodas. Seu principal foco é descobrir e experimentar formas de dramaturgia por meio da exploração vocal, muscular e gestual, além do estudo de instrumentos musicais e ritmos em cena. Em 2011, o coletivo de artistas se tornou um grupo de pesquisa fechado, sob a condução de Hugo Rodas.

Desde seu trabalho de estreia, o espetáculo “Ensaio Geral” (2012), a ATA acumula diversos prêmios e indicações teatrais, com temporadas aclamadas nos principais palcos do Distrito Federal e com passagens pelos maiores festivais da capital. A companhia sempre investe na criação de novos espetáculos e soma em seu repertório “Punaré & Baraúna” (2015), a remontagem da versão setentista de Hugo Rodas de “Os Saltimbancos” (2019), “O Rinoceronte” (2019) e o espetáculo virtual “Poema-Confinado” (2020), criado em meio à pandemia e que ganhará versão presencial em 2024. 

SERVIÇO

Os Saltimbancos, da A ATA – Agrupação Teatral Amacaca

Onde: Caixa Cultural Brasília – SBS, Q.4, Lotes 3/4 – Edifício Anexo à Matriz da Caixa – 61 3206-9488

Quando: 21 a 23, e 28 a 30 de julho. Nas sextas, as apresentações são às 20h, e nos sábados e domingos, às 16h e 19h

Quanto: R$30,00

Classificação: LivreVendas online: https://bilheteriacultural.com/evento.php?cidade=brasilia&id=274

INSCRIÇÕES PARA AULAS DE PRODUÇÃO MUSICAL GRATUITAS ENCERRAM NO FINAL DO MÊS

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As inscrições vão até o dia 30 de julho

O projeto Produção Musical, Gravando uma Música do Início ao Fim, encerra as inscrições no dia 30 de julho. Trata-se de uma oficina prática de produção musical e fonográfica, que prepara os participantes para o lançamento de produtos musicais, como singles, EPs e álbuns, sob a orientação do compositor, professor e produtor musical, Jota Dale.

Esta é a segunda edição do projeto e contará com 30 vagas e 162 horas-aulas. Segundo Jota Dale, as aulas são ministradas em um ambiente de muita troca, de encontros inusitados e de muita música, e preparam os novos produtores para o mercado profissional de gravação, mixagem e masterização.  As inscrições podem ser feitas de forma gratuita, até o dia 30 de julho, e o resultado será divulgado em 10 de agosto, por meio do link disponível na bio do Instagram: @umsingledoinicioaofim .

Ao final das aulas, cada turma produz um single, de um artista da cidade. “Foi muito legal ver a interação que rolou entre os três pontos do processo, na última edição do projeto. Os artistas, os alunos, e os facilitadores, todos em prol de produzir uma música juntos, o resultado final foi incrível, e dessa vez não será diferente. A ideia é melhorar ainda mais a experiência de imersão na produção musical, partindo tanto das sugestões dos alunos, quanto do amadurecimento do material que desenvolvemos ao longo da primeira edição”, afirmou.

Segundo Jota, atualmente é preciso muito pouco em termos de equipamento para começar a produzir em casa suas próprias músicas, porém, quanto menos equipamentos, mais técnica e conhecimento são necessários para chegar a um resultado competitivo no mercado da música. “A ideia do curso é mostrar todas as etapas da produção musical, detalhá-las e entregar ferramentas conceituais e práticas, que permitam aos produtores realizarem suas ideias musicais de forma mais rápida e assertiva. Essa capacitação impacta diretamente na cena musical, permitindo sobretudo aos nichos mais independentes entrarem no mercado”, disse.

Aulas

Serão três turmas com 10 alunos cada, preferencialmente de baixa renda, que além de terem acesso ao curso, receberão um subsídio diário condicionado à presença e pontualidade, com a finalidade de evitar a evasão e proporcionar aos participantes condições financeiras para transporte e alimentação nos dias de aula”, explica. 

Jota contará ainda com  a colaboração de seu parceiro de trabalho e sócio, Alan Pinho, também produtor, e engenheiro com sólida formação e extensa experiência no mercado musical.

Gravação do single

Os três artistas do Distrito Federal, selecionados através de chamamento público, terão a oportunidade de gravar uma música no contexto do curso, gratuitamente, servindo como base para as atividades pedagógicas. 

“Faremos a pré-produção completa, gravação, edição, mixagem e masterização. Para esta última etapa, teremos a participação de Bruno Giorgi, que desenvolveu um método de masterização remota, conectando dois estúdios em localidades diferentes via internet, permitindo que o ambiente de trabalho seja compartilhado por ambos como se estivessem vendo a mesma tela do computador, e ouvindo o mesmo som através dos monitores de audio de ambos os estúdios”, explica o produtor. 

Depoimentos

Participantes da última edição do projeto contaram um pouco da experiência que tiveram. Confira:

Lélia Salles (musicista): “O Jota é um profissional dedicado, competente, divertido e culto. O Curso foi bem elaborado, abordando com profundidade as técnicas de gravação, mixagem e masterização, demonstrando fluência e experiência”.

Gustavo Mesquita (arquiteto de software): “Foi uma experiência fantástica. O Jota conhece muito sobre produção, tem larga experiência na lida das gravações e montou um roteiro muito interessante para o curso”.

Priscila Nunes (estudante e DJ): Foi uma experiência incrível e que mudou para melhor minhas produções. Jota Dale é um excelente profissional e agradeço o privilégio de participar desse curso.

Pedro Sampaio (estudante): Foi uma experiência maravilhosa de aprendizado e convivência, tanto em relação ao ambiente do estúdio refinaria quanto em relação aos profissionais que eu tanto admiro que são o Jota e o Allan. Foi muito inspirador e esclarecedor pra minha vida artística e profissional.

Ao serem questionados sobre o que surpreendeu no curso, cada participante deu sua opinião sobre terem aprendido algo novo:

Lélia Salles: Para mim o funcionamento de VSTs foi algo especialmente importante. Mas, dicas sobre gravação de voz, ambientação, microfonagem foram valiosas para saber como chegar à uma sonoridade mais próxima do natural. Outra coisa que surpreendeu foi a qualidade do estúdio Refinaria, além da participação constante do Alan Pinho, que contribuiu muito com seu conhecimento sobre produção, equipamentos, acústica além de compartilhar conhecimento sobre mercado e desafios da produção musical profissional.

Gustavo Mesquita: A estrutura do refinaria é sem igual, oportunidade ótima para aprender sobre os equipamentos disponíveis. O curso acerta muito na organização e missão, fazendo um roteiro teórico sobre as etapas de gravação e depois colocando em prática na produção de um single.

Priscila Nunes: Mixagem e Masterização foram as coisas que mais tive surpresas e aprendizados.

Pedro Sampaio: O que mais me surpreendeu foi o nível de entrega e disposição dos professores para ir sempre mais a fundo nos conteúdos e nas práticas, caso fosse nossa vontade enquanto alunos.

Para finalizar, os alunos explicaram como o curso os ajudará no dia-a-dia:

Lélia Salles: vou poder produzir minhas composições com recursos, e do início ao fim do processo de produção musical. Posso montar um estúdio em casa com qualidade. Me sinto grata por ter participado da turma 1. O curso vale a pena e deixa com ‘gostinho de quero mais’!

Gustavo Mesquita: Já percebo melhora nas minhas produções caseiras, já possuía alguma experiência com gravação, mas passar pelo curso, consolidou minha visão sobre o processo e acelerou minha evolução na produção.

Priscila Nunes: Com toda certeza minha experiência em produção musical subiu de nível. A qualidade do curso proporciona aprendizados de alcance profissional.

Pedro Sampaio: O curso definitivamente vai ajudar a elevar o nível das produções que eu já vinha fazendo e, com isso, me ajudar a abrir portas para trabalhar com outros artistas.

O projeto conta com o patrocínio  do Fundo de Apoio à Cultura. Mais informações pelo e-mail: gravando.inicioaofim@gmail.com . 

Na foto abaixo os professores e alunos:

Alan Pinho, Pedro Sampaio, Jota Dale, Dj Scylla, Davi Mascarenhas e MC Oráculo

Com aulas gratuitas, equoterapia ofertada pela PM ajuda a mudar vidas

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Parceria com a Secretaria de Educação proporciona atendimento a até 120 pessoas com deficiência em cada ciclo de dois anos. Aulas são no Regimento da Polícia, no Riacho Fundo

De segunda a sexta-feira, crianças e adolescentes com deficiência seguem para o Regimento de Polícia Montada da Polícia Militar (RPMon), no Riacho Fundo, para mais uma sessão de terapia. Sobre o cavalo, elas se empoderam e criam vínculos tanto com o animal quanto com seus instrutores. Este é o propósito do Centro de Equoterapia, que funciona há mais de 30 anos no mesmo local, e é uma parceria da corporação com a Secretaria de Educação (SEE).

As aulas são gratuitas e o projeto atende pacientes com diferentes diagnósticos, como síndromes raras, síndrome de Down, transtorno do espectro autista, paralisia cerebral, atrofias musculares e outras. Para participar, é necessário ter encaminhamento médico. Quem se inscreve, entra numa fila de espera e aguarda até ser convocado.

“A equoterapia oferece tanto benefícios físicos, equilíbrio e coordenação motora, como sociais, como a melhoria da autoestima e da qualidade de vida dos nossos praticantes”, explica a coordenadora pedagógica do centro, a professora e fisioterapeuta Andrea Moraes.

“Montar a cavalo é uma experiência muito prazerosa, uma terapia sensorial. E os resultados são muito positivos tanto para alunos quanto para suas famílias”, diz. Cada ciclo conta com 120 aprendizes a partir dos 3 anos de idade e tem a duração de dois anos, quando as aulas se encerram e dão vez a novos participantes.

O projeto é desenvolvido por 15 policiais e oito servidores cedidos pela Secretaria de Educação. Além disso, dez cavalos da Polícia Montada são usados exclusivamente para a terapia. “São cavalos mais dóceis, que já trabalharam no policiamento de rua, na escolinha de equitação, e estão na ‘progressão da aposentadoria’”, brinca o tenente-coronel Genilson Oliveira, comandante do RPMon. “O risco de uma queda, de um acidente, praticamente inexiste”, acrescenta.

As aulas são gratuitas e o projeto atende pacientes com diferentes diagnósticos

São vagas destinadas a alunos da rede pública, dependentes dos policiais militares e para a comunidade em geral (veja abaixo como se inscrever). Após o recesso de julho, as aulas retornam no dia 1º de agosto. “É uma parceria que deu muito certo com a secretaria, em que além dos policiais, temos a equipe multidisciplinar com professores e pedagogos”, explica o tenente-coronel. “E o período de aprendizado acaba em dois anos, até mesmo para que tenhamos rotatividade e possamos atender a mais pessoas”, frisa.

Serviço
Centro de Equoterapia da PMDF
– Aulas de terça a sexta-feira, nos períodos matutino e vespertino
– Local: Regimento de Polícia Montada – Rodovia BR-060, AE 1, Riacho Fundo
– Vagas: 120
– Mais informações: (61) 99676-1982 ou no local