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segunda-feira, abril 20, 2026
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Tradição familiar à espanhola

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Com duas unidades em SP, Don León honra a tradição trazida da Espanha em espaço privilegiado na Asa Sul

Por Mariana Vieira

No começo da década de 1960, quando o espanhol Leandro Santiago Perez Perez resolveu atravessar o oceano Atlântico em busca de novas oportunidades para sua família, ele não tinha como imaginar que seu legado se estenderia até a então recém inaugurada capital brasileira. Ao chegar, se instalou em Monte Aprazível (SP). Depois vieram sua esposa, Rubina, e os cinco filhos do casal. A família era conhecida por gostar de cozinhar para amigos e vizinhos e, como consequência, em 1966, Leandro decidiu abrir o Don León, restaurante de culinária espanhola, cujo nome remete à região homônima da sua pátria natal. A casa está em funcionamento até hoje e é referência de boa mesa na região.
Foi a caçula, que chegou ao Brasil com apenas 11 meses de idade, que tomou a frente dos negócios da família. Há 12 anos, Mari Angelez, que morou em São Paulo e trabalhou no setor comercial, havia decidido dar vazão a um desejo antigo. “Eu vou fazer o  que eu quero, o que está dentro da minha alma, que é cozinhar!”. E, assim, montou a segunda unidade do Don León, desta vez em São José do Rio Preto (SP).

Brasília entrou no radar da chef e restaurateur depois que um amigo mencionou a capital federal como um mercado promissor para a expansão da marca. “Demorei uns três anos, entre indas e vindas, para conhecer a cidade, o mercado, encontrar o ponto comercial e me decidir por abrir a terceira casa”, relembra.

Quando estava com tudo pronto para abrir, era fevereiro de 2020 e, em seguida, passaram a vigorar as medidas sanitárias diante da pandemia de Covid-19. “Foi um período de muita dificuldade, mas tenho sempre comigo o lema do meu pai sobre os 3 Fs: funcionários, fornecedores e família”. De fato, além de contar com os familiares na administração das 3 unidades, Mari faz questão de manter uma equipe longeva e os mesmos fornecedores de frutos do mar, que chegam semanalmente de Santa Catarina. “Faz toda a diferença na qualidade da comida e do serviço”, assegura.

Agora, com quatro anos de operação em Brasília, Mari considera que a operação está bem azeitada; seu marido, Fred Zampieri, recepciona os comensais, a equipe é atenciosa no serviço e o cardápio oferece clássicos como a tortilla de batatas e ovos ( R$ 45) e as tapas espanholas (R$ 48) e o carro-chefe da cada: a paella de frutos do mar com camarões GG (R$219). “Na Espanha, cada família tem a sua própria receita de paella, com temperos muito próprios”, destaca a chef. O prato, composto por arroz agulhinha, açafrão, peixe, vongole,  lula e mexilhões também sai em versão vegetariana, na variação Valenciana que agrega carnes de frango e porco e na versão com cauda de lagosta (R$ 278). Todos são pratos servidos para duas pessoas.

Para acompanhar, a casa oferece vinho próprio, desenvolvido em parceria com a importadora Del  Maipo, o Don León Tempranillo 2018, da região de Castilla e León, da Bodega Vizar, além da típica Cava espumante Ramiro Brut (R$ 159), além de uma refrescante jarra de Sangria (R$ 89) servida nas variações com vinho tinto ou branco. Para adoçar, tanto o creme catalã ( R$ 37) quanto o leche frito (R$ 39) são opções típicas.

O restaurante, que serve mesas no amplo espaço coberto pela marquise na 112 Sul, tem operação contínua entre a hora do almoço até o jantar, uma boa pedida para uma reunião no meio da tarde ou um happy hour mais temprano.

Mari, que se reveza entre Brasília e o interior de São Paulo, já cultiva uma clientela cativa, nas quais figuram políticos e empresários da cidade. “Eu acredito que ainda tenho muito o que crescer em Brasília”, revela.

SERVIÇO
Restaurante Don Léon

CLS Quadra 112, Bloco A – Loja 29, Brasília.

De terça a Sábado: 11h30 às 23h30. Domingo: 11h30 às 16h.

 

POR QUÊ OS BEATLES?

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Por Eduardo Bonfim

Primeiro, porque são os Beatles, ora! E não outra banda qualquer, contemporâneos deles ou mais recente. Nunca, em toda a história do planeta, jamais se viu outro fenômeno, banda ou artista que tenha causado tanto impacto como eles. Nem Presley. Nunca,nenhum desses artistas foi tão amado, celebrado e festejado como os Beatles, uma espécie de mágica que teve início há mais de sessenta anos.

Todos os anos, ouvimos falar: “fulano ou cicrano bate recorde dos Beatles”, e logo passa. mas os Beatles continuam a ser a referên­cia pela qual o sucesso de todos é medido. Mesmo que, muitos dos recordes de venda estabelecidos pelos Beatles possam ser ultrapassados, nenhuma banda chegou a ser considerada “maior que os Beatles”, pois ser “maior que os Beatles” é um patamar inatingível. De nada vale, também, comparar o sucesso dos Beatles a bandas do calibre de R.E.M, U2 ou Bruce Springsteen, que, apesar de lotarem estádios, levaram anos para alcan­çar o sucesso.

Muito embora esses artistas tenham produzido pratica­mente o mesmo número de álbuns que os Beatles e seus recordes de vendas de discos e ingressos se equipararem ao do “Fab Four”, eles demoraram pelo menos três vezes mais para chegar a esse ponto em sua carreira.

Sem dúvida, os Beatles produziram seus discos sob con­dições extraordinárias, que pro­vavelmente nunca se repetirão.

Os Beatles ainda exercem tanta influência que muitas bandas nem percebem que estão sendo ins­piradas por eles. No auge de sua fama, em 1965, influenciaram um grande número de artistas da épo­ca: de Brian Jones, em seu período Rolling Stones (em especial, no uso da cítara e no álbum Satanic Majes­ties, uma cópia de Sgt Pepper’s), pas­sando por Donovan, The Kinks, até todos os grupos pop que passaram a produzir trabalhos mais elaborados e duradouros, motivados pelos pro­gressos e experimentos feitos pelos Beatles. Antes do final da década de 1960, seus arranjos vocais inspiravam a todos, desde The Hollies aos Bee Gees e, no final dessa década, seu impacto musical foi disseminado pela banda ELO, Electric Light Orquestra, que usou as composições psicodélicas dos Beatles como base para seu trabalho.

De acordo com a Recording Industry Association of America (RIAA), os Beatles são os artistas com o maior número de vendas nos Estados Unidos, com 178 milhões de unidades certificadas. Eles possuem o maior número de álbuns que chegaram ao cume da UK Albums Chart e venderam mais singles no Reino Unido do que qualquer outro artista. Em 2008, o grupo foi listado pela Billboard como o mais bem sucedido de todos os tempos nas tabelas publicadas pela revista; até 2015, eles ainda detém o recorde de mais números um na Billboard Hot 100, com 20 canções. Eles receberam dez Grammy Awards, um Oscar e 15 Ivor Novello Awards. Com seus integrantes coletivamente incluídos na compilação da Time que listou as 100 pessoas mais influentes do século 20, a banda é a mais bem sucedida comercialmente na história Segundo dados da EMI Records, os Beatles já venderam mais de um bilhão de discos! O grupo foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame em 1988, com todos os participantes sendo adicionados individualmente entre 1994 e 2015, e possui cinco álbuns na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

O ex-editor associado da Rolling Stone, Robert Greenfield, comparou os Beatles a Picasso, como “artistas que romperam as restrições de seu tempo para criar algo que era único e original na forma da música popular, ninguém será tão revolucionário, criativo e distinto”. O poeta britânico Philip Larkin descreveu o trabalho da banda como “um híbrido encantador e intoxicante do rock and roll negro com seu próprio romantismo adolescente”. Em 16 de janeiro de cada ano, a partir de 2001, passou a ser celebrado o Dia Mundial dos Beatles pela UNESCO. Esta data tem relação direta com a abertura do Cavern Club em 1957.

Eduardo Bonfim é dono e editor do superblog “O Baú do Edu” sobre os Beatles e toda a Cultura Pop que gravita em torno deles, no ar desde 2008. https://obaudoedu.blogspot.com/

A ética como guia para a paz interior e decisões sábias

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A ética, enquanto conjunto de valores e princípios que norteiam nossas ações, é a bússola que utilizamos para responder às três grandes questões da vida: “Eu quero?”, “Eu devo?” e “Eu posso?”. Essa reflexão, tão simples quanto profunda, carrega em si o segredo de uma existência equilibrada e de uma consciência tranquila. O desafio está em alinhar essas três perguntas, criando harmonia entre nossos desejos, nossas responsabilidades e nossas possibilidades.

Nietzsche certa vez afirmou: “Quem tem um ‘porquê’ para viver pode suportar quase qualquer ‘como'”. Aqui, o filósofo alemão nos convida a pensar sobre os fundamentos das nossas escolhas e o porquê que as sustenta. Ética, neste contexto, é o filtro que nos ajuda a identificar se o que desejamos realmente ressoa com o que devemos e com o que somos capazes de realizar.

Por exemplo, eu posso desejar alcançar um cargo de prestígio, mas devo ponderar: minhas ações para alcançá-lo são justas? Posso suportar as consequências? E, acima de tudo, isso realmente condiz com meus valores e propósito de vida?

Nem tudo o que queremos é viável, e nem tudo o que podemos fazer nos é permitido pela moral ou pela lei. É aqui que a ética assume seu papel central. O apóstolo Paulo, em sua carta aos Coríntios, traz uma reflexão semelhante: “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém; tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine” (1 Coríntios 6:12). Essa passagem bíblica reforça a ideia de que liberdade sem responsabilidade é um convite ao caos interno e externo. Não é apenas o que você pode fazer, mas sim o impacto que essa ação terá em você e no mundo à sua volta.

Considere o exemplo prático de uma decisão aparentemente trivial: comprar algo caro que você deseja muito. Você quer aquele item, mas pode bancá-lo sem prejudicar outras responsabilidades financeiras? E mais importante: deve fazer isso? Se o desejo pelo objeto compromete sua estabilidade ou fere outros compromissos que você assumiu, talvez a resposta ética seja “não”. Esse simples exercício de alinhamento entre desejo, possibilidade e dever é a base de uma vida bem vivida.

Outro grande pensador, Immanuel Kant, contribui com sua famosa ideia do imperativo categórico: “Age apenas segundo uma máxima que possas ao mesmo tempo querer que se torne uma lei universal.” Isso significa que nossas ações devem ser orientadas não apenas pelo benefício imediato, mas também pelo impacto a longo prazo e pelo respeito às normas que queremos ver refletidas no mundo. Essa máxima de Kant nos encoraja a agir com responsabilidade social e moral, não apenas em busca de conveniência ou prazer momentâneo.

A paz de espírito, como bem coloca a citação inicial, surge quando conseguimos alinhar o que queremos com o que devemos e podemos. Essa harmonia exige reflexão, autoconhecimento e coragem para dizer “não” a si mesmo quando necessário. No entanto, o esforço compensa, pois a verdadeira liberdade não é fazer tudo o que se deseja, mas sim viver de acordo com valores que promovem equilíbrio e dignidade.

A ética, portanto, é mais do que um guia de comportamento: é o alicerce de uma vida significativa. Ela nos ensina que paz interior é um estado alcançado não pela ausência de desafios, mas pela sabedoria de enfrentá-los de forma justa e responsável. Afinal, como nos lembra Aristóteles, “A virtude está no meio termo entre os extremos.” Que sejamos, então, sábios em nossas escolhas e éticos em nossas ações.

Queda na cobertura vacinal: ameaça à saúde pública

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Dr. Gutemberg Fialho

A vacinação é, sem dúvida, uma das ferramentas mais poderosas para garantir o bem-estar coletivo.

Em 2025, o Brasil e o Distrito Federal enfrentam um desafio urgente: ampliar a cobertura vacinal. Embora o país tenha alcançado grandes avanços no passado, hoje enfrenta a falta recorrente de vacinas nos postos e a resistência à imunização, o que coloca a saúde da população em risco.

No Distrito Federal, a cobertura vacinal está abaixo de 90% para várias doenças, incluindo Hepatite A Infantil (86,22%), Hepatite B (85,58%), Meningo C (83,67%), Rotavírus (87,43%) e Febre Amarela (72,71%). Embora a vacina BCG tenha alcançado uma taxa de cobertura impressionante de 116,8%, imunizantes como a tríplice viral (73,1%) e a vacina contra varicela (80,5%) ficaram aquém da meta recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Esses números não são apenas dados; são vidas em risco.

A situação é agravada pela constante falta de vacinas na rede pública. Imunizantes contra febre amarela e a tríplice viral, por exemplo, enfrentaram desabastecimento em 2024. Segundo o Ministério da Saúde, problemas com fornecedores contribuíram para a situação, mas isso não exime o governo federal de sua responsabilidade em prever e mitigar crises. Além disso, o abandono do esquema vacinal é alarmante: 18% das crianças não retornam para a segunda dose da tríplice viral, comprometendo sua imunidade contra doenças como sarampo, caxumba e rubéola.

No mesmo ano, a vacina contra dengue também registrou baixa adesão no DF: das 185 mil doses recebidas, apenas 71,3 mil pessoas tomaram a primeira dose, e pouco mais de 25,4 mil completaram o esquema vacinal. Isso em um cenário de aumento de 594% casos da doença em relação a 2023, com 440 mortes.

Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), regiões como a Central, Centro-Sul e Leste apresentam os piores índices de aplicação de vacinas, refletindo desigualdades no acesso e na conscientização. Dados do Boletim de Imunização de 2024 mostram que apenas 75% das vacinas unidose e multidose do calendário básico infantil atingiram os percentuais recomendados pela OMS, enquanto a situação para adolescentes e adultos é ainda mais preocupante, com apenas 62,5% das vacinas atingindo a meta.

Esses números revelam falhas tanto na logística de distribuição de imunizantes quanto na divulgação do calendário SUS. Além disso, vale ressaltar que a hesitação vacinal foi intensificada nos últimos anos por fake news.

Movimentos antivacina e a disseminação de desinformação nas redes sociais alimentam medos infundados e reduzem a adesão à vacinação. Portanto, combater essa desinformação deve ser uma prioridade para a gestão pública.
Para enfrentar a crise na cobertura vacinal, é imprescindível adotar um conjunto de ações estratégicas.

O fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) deve ser levado a sério, com a compra regular de vacinas, a resolução de gargalos na distribuição e o reforço dos estoques para evitar desabastecimentos. Além disso, os governos federal e local precisam investir em campanhas massivas de conscientização, explicando os benefícios das vacinas e combatendo a desinformação proveniente das fake news.

No DF, a integração regional também é essencial. As regiões com as piores taxas de vacinação devem receber atenção especial, com logística otimizada e equipes de saúde devidamente capacitadas. Paralelamente, o monitoramento constante e a transparência no acesso a dados atualizados são fundamentais para acompanhar a adesão e corrigir falhas no esquema de imunização.
Outro ponto relevante é a educação contínua dos profissionais de saúde: tanto para enfrentar a hesitação vacinal quanto para informar a população de maneira precisa e eficaz.

A imunização, caro leitor, não é apenas uma escolha individual, mas um compromisso coletivo. Vejo a queda na cobertura vacinal e a falta de vacinas com grande preocupação. Pois isso coloca vidas em risco.

Tanto o governo federal quanto o GDF precisam agir com urgência para reverter esse cenário. O futuro da saúde pública depende disso. Não tenham dúvidas.

Eixo Monumental

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A OUTRA OPÇÃO ERA PIOR

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É preciso que haja algum respeito, ao menos um esboço ou a dignidade humana se firmará a machadada.”

Torquato Neto, poema do Aviso Final

Depois de 4 anos de governo Bolsonaro, de instabilidade política, econômica e nas relações entre as pessoas, o Brasil entra, aos poucos, numa normalidade democrática. Ainda não saímos totalmente do risco de ruptura institucional, que foi a tentativa de golpe, cuja parte mais visível se deu em 8 de janeiro de 2023. À época, os golpistas afirmaram, às claras, que, para fechar o STFbastariam um jipe e um cabo. Desprezaram as instituições democráticas, atacaram a ciência, ameaçaram o Judiciárioe cooptaram o Legislativo. Depredaram os avanços democráticos e pilharam o país em bilhões de reais. Assaltaram os cofres públicos. Delapidaram o erário. Roubaram o país.

Neste final de ano, podemos ver sinais de maturidade institucional. Ainda há muito o que fazer, especificamente responsabilizar criminalmente os líderes da intentona golpista. Mas é relevante anotar que já existem mais de 300 bolsonaristas condenados e presos, cumprindo as decisões do Supremo.

E, em meio a um inegável avanço social, mais de 10 milhões de brasileiros saíram da linha da fome. O enfrentamento ao golpe continua. Pela primeira vez na história do Brasil, um general 4 estrelas, que já ocupou altos cargos no governo, foi preso por ordem de um juiz não militar – o ministro do Supremo Tribunal é um juiznão militar – que determinou a custódia preventiva do general Braga Netto. A ordem foi cumprida sem levantar absolutamente nenhuma poeira. As Forças Armadas, ao cumprirem a Constituição, acatando a ordem judicial, saíram maiores e demonstraram que a Democracia está fortalecida.

Há muito ainda o que fazer. O Presidente Lula, para ganhar as eleições do fascista que estava no poder em 2022, teve que fazer um leque de apoio grande demais. Ou fazia um amplíssimo arco de alianças, ou a barbárie ganharia. Vencer uma reeleição presidencial enfrentando um presidente sem escrúpulos e disposto a assaltar a nação só seria possível dando espaço na disputa para alguns, vários, que jogavam com os pés nas duas canoas.

Muita gente desqualificada, e sem compromisso democrático, sentou lado a lado com os democratas. Ou era assim ou, sem dúvida, o fascismo colocaria o último prego no caixão da Democracia. É, como disse o Presidente Lula, em 12/12/2022, na minha casa, no dia da diplomação, ele só concorreu por saber que seria o único capaz de vencer o fascismo.

Ainda assim, com a perigosa e indigesta banda que pulou dentro do barco. Era a disputa entre a civilização e a barbárie. Foi preciso fazer concessões e, claro, o país e a governabilidade estão pagando por isso. Mas o episódio me lembra quando comentam com meu amigo, José Sarney, sobre o fato de ele estar fazendo 94 anos. Perguntam se não é ruim comemorar uma idade avançada. A resposta, com sabedoria: a outra opção era pior.

É preciso ouvir Cecília Meireles: Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.

Antônio Carlos de Almeida Castro, kakay