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segunda-feira, abril 20, 2026
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Eixo Monumental

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A grandeza da tolerância e o valor da singularidade humana

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“Cada um de nós é, sob uma perspectiva cósmica, precioso.”

“A frase de Carl Sagan encapsula uma verdade profunda sobre o valor intrínseco de cada ser humano. Em um universo composto por bilhões de galáxias, cada indivíduo é uma combinação única de experiências, pensamentos e potencial. Diante dessa grandiosidade, Sagan nos convida a refletir sobre o que realmente importa: a nossa capacidade de coexistir e valorizar a singularidade do outro.
Essa visão transcende a ciência e adentra o terreno da moralidade e da espiritualidade.

Se considerarmos a vastidão do cosmos, nossas discordâncias cotidianas se tornam quase insignificantes. Por que, então, permitir que elas se tornem barreiras para a convivência? “Se um humano discorda de você, deixe-o viver”, sugere Sagan.
Não é uma convocação à passividade, mas à aceitação. Tolstói certa vez escreveu que “todos pensam em mudar a humanidade, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.

A prática da tolerância começa justamente em nossa disposição de escutar e respeitar perspectivas diferentes.
A Bíblia também reflete sobre essa ideia em Romanos 12:18: “Se possível, no que depender de vós, tende paz com todos os homens.” Essa sabedoria bíblica complementa a perspectiva de Sagan ao nos lembrar de que a paz é uma escolha ativa. Em um mundo onde o conflito pode parecer inevitável, a verdadeira força está em reconhecer a humanidade do outro e em se esforçar para construir pontes, mesmo quando os caminhos parecem divergentes.

Na filosofia, encontramos ecos semelhantes. Immanuel Kant, ao propor o imperativo categórico, argumentava que devemos tratar cada ser humano como um fim em si mesmo, nunca como um meio. Esse princípio reforça a ideia de que cada pessoa é preciosa e merece respeito, independentemente de suas opiniões ou crenças. Olhar o outro como único em meio a um vasto universo nos coloca diante de uma escolha ética: valorizar a vida ou desperdiçá-la em conflitos que não levam a lugar algum.
Em termos práticos, aplicar essa visão significa abraçar a empatia e praticar o diálogo. Se alguém discorda de você, em vez de reagir com hostilidade, procure entender as razões por trás dessa divergência. Talvez haja uma história, uma dor ou uma esperança que você ainda não conhece. Exemplos históricos nos mostram que grandes líderes, como Mahatma Gandhi, conquistaram mudanças transformadoras justamente por escolher a tolerância e o diálogo como ferramentas de transformação.

Por fim, a reflexão de Sagan sobre nossa singularidade cósmica nos ensina que, em um universo tão vasto, a intolerância é um desperdício. Não existe outro “você” em bilhões de galáxias, e o mesmo vale para aqueles com quem você discorda. Essa perspectiva nos convida a enxergar a vida como um presente único, que se enriquece quando aprendemos a viver em harmonia com os outros. A grandeza do cosmos nos lembra da nossa pequenez, mas também da grandeza do amor, da compreensão e do respeito. Afinal, no palco infinito do universo, o verdadeiro brilho está na conexão humana.

Volta às Aulas: Livraria Leitura oferece brindes da Disney e diversidade em materiais escolares

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Com o início de um novo ano letivo, a escolha dos materiais escolares torna-se uma etapa essencial na preparação dos estudantes. Nesse contexto, a Livraria Leitura, com 121 lojas no Brasil, se destaca como referência, oferecendo uma ampla gama de opções que garantem qualidade, diversidade e praticidade para atender às necessidades de todos os perfis de alunos.

Além de uma vasta seleção de livros didáticos, o estabelecimento disponibiliza uma rica variedade de cadernos, canetas, lápis e outros itens de papelaria. A rede tem, por exemplo, lojas que chegam a disponibilizar até 300 modelos de cadernos e modelos exclusivos de mochilas. Nos destaques neste mês de janeiro estão o caderno Tilibra 80 folhas (3 opções de capa) a partir de R$10,90, o ecolápis Faber Castell 12 cores + 3 ecolápis grafite por R$14,90 e o Mini Dicionário da Língua Portuguesa FTD por R$48,90.

Para este ano, a Leitura também preparou novidades imperdíveis, incluindo duas campanhas exclusivas em parceria com a Disney que prometem tornar as compras de materiais escolares ainda mais atrativas: Ao adquirir produtos licenciados da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars ou Simpsons com o valor acima de R$49,90, o cliente pode cadastrar o cupom fiscal no site www.promocaovoltaasaulas.com.br e concorrer a tablets. Já para as compras acima de R$350, os clientes ganham na hora uma ecobag licenciada da Disney. São quatro modelos para escolha: Minnie, Divertidamente 2, Marvel ou Stitch.

A Livraria Leitura também é conhecida por criar um ambiente acolhedor e organizado, que facilita a escolha dos materiais escolares. Com atendimento qualificado de colaboradores treinados e espaços bem planejados, os clientes não apenas encontram os produtos de que precisam, mas também se inspiram para começar o ano letivo com motivação renovada.

Como o segmento já registrou um crescimento acentuado no movimento, sugere-se que pais e estudantes antecipem as compras para garantir os melhores preços e produtos.

Sobre a Leitura:

Desde sua fundação na Galeria do Ouvidor em Belo Horizonte, a Livraria Leitura tem se destacado como uma das pioneiras no conceito de megastore no Brasil. Atualmente, a rede, que, completou 57 anos de sucesso, investe na capacitação dos colaboradores por meio de treinamentos regulares para garantir o constante aprimoramento profissional e conta com serviços como o “Nossa Leitura”, um programa de curadoria em que clientes podem conhecer grandes títulos da literatura nacional e estrangeira a partir da indicação dos colaboradores da própria Leitura. Além disso, desenvolveu um programa de fidelização exclusivo, o Sempre Leitura, no qual clientes podem acumular pontos e trocá-los por descontos em suas lojas. O Programa também disponibiliza uma plataforma online para o cliente se cadastrar e acompanhar seus pontos e benefícios.

​Mais informações em: www.leitura.com.br

A Inteligência Artificial e a busca por um Eu melhor: Por um futuro promissor e ético

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  1. Por: Rafael Parente e Israel Batista

Nos últimos meses, temos pesquisado sobre Inteligência Artificial (IA) e seus impactos em nossas vidas.

Um podcast intrigante questionou: a IA pode nos auxiliar a nos tornarmos
melhores? Afinal, ela já está presente em nosso cotidiano, recomendando filmes e nos guiando no trânsito.

E se pudéssemos ir além? Se, em vez de apenas nos entreter, a IA nos guiasse
para uma vida mais plena?

Imagine uma IA que, no lugar de nos explorar comercialmente, nos ajude a crescer como indivíduos e sociedade.

Essa é a premissa da IA “humanista”
, que ganha força entre pesquisadores e entusiastas da tecnologia. Atualmente, a maioria das IAs visa maximizar o
engajamento e os lucros das empresas. Contudo, há um movimento crescente em direção a uma IA mais colaborativa. Jogos que promovem comportamentos pró-sociais e redes sociais com algoritmos que priorizam conexões significativas são exemplos disso.

Tecnologias existentes podem ser ressignificadas. Câmeras dos smartphones, aliadas à IA, poderiam detectar sinais de estresse e oferecer sugestões para melhorar nossa saúde mental.

Aplicativos já usam IA para analisar padrões de sono e hábitos alimentares.

No entanto, há desafios éticos como a garantia da privacidade dos dados e o cuidado com o acesso a essas informações.

Nesse contexto, a Lei Geral de Proteção A Inteligência Artificial e a busca por um Eu melhor: Por um futuro promissor e éticode Dados (LGPD) do Brasil, inspirada no GDPR da União Europeia, desponta como um marco regulatório importante para garantir a privacidade e
o uso responsável de dados. A recente aprovação, pelo Senado Federal, do projeto de lei que visa regulamentar a Inteligência Artificial no país, demonstra a crescente atenção do poder público para essa área.

Uma grande promessa da IA é seu potencial como extensão das nossas capacidades cognitivas. Assistentes inteligentes podem nos ajudar a melhorar nossa memória, potencializar
nosso aprendizado e estimular a nossa criatividade. A ideia não é que a IA substitua nossas habilidades, mas que atue como uma parceira, complementando-as. É o conceito de
“inteligência aumentada”.

Ao mesmo tempo, é fundamental ponderar os riscos. A delegação excessiva de tarefas à IA
pode nos tornar menos capazes e mais preguiçosos? Como manter um equilíbrio saudável entre o uso da tecnologia e as experiências do mundo real? Ao abraçarmos o potencial da IA,
não podemos perder de vista a importância das conexões humanas e das experiências tangíveis. Além disso, a IA pode aprofundar desigualdades sociais caso o acesso a ela e seus
benefícios não sejam democratizados. O desenvolvimento de uma IA ética e responsável é imprescindível para evitar a ampliação de vieses existentes e garantir que essa tecnologia seja
utilizada para o bem comum.

Para isso, precisamos ir além da mera aplicação da tecnologia e questionar como ela pode ser utilizada para promover valores como justiça social, igualdade e desenvolvimento sustentável.

A IA tem o potencial de nos impulsionar a sermos melhores. Para isso, precisamos desenvolvê-la e utilizá-la de forma ética, com foco no desenvolvimento humano. Priorizar a
transparência, manter o controle humano sobre decisões importantes, fomentar a educação sobre IA e estabelecer regulamentações que protejam os direitos individuais são diretrizes básicas.

O futuro não é sobre humanos versus máquinas, mas sobre colaboração para um mundo melhor.
A IA pode ser uma ferramenta poderosa em nossa jornada de, mas cabe a nós direcioná-la com sabedoria.

O Conselho Nacional de Educação, assim como outras instituições reguladoras, tem a responsabilidade de estar atento à necessidade de uma
regulamentação efetiva do uso da IA em educação, garantindo a privacidade e segurança dos dados, e incentivando a implementação de políticas para o letramento midiático e algorítmico
da população.

A IA pode nos tornar melhores como pessoas ou apenas mais eficientes? A resposta está em nossas mãos. A tendência global é de harmonizar leis para tratar a IA com mais rigor, mas
mantendo espaço para inovação. No Brasil, a LGPD já nos coloca em posição de destaque nesse cenário, demonstrando que estamos no caminho certo para um futuro promissor e ético
com a IA, mas ainda há muito a ser feito. Cabe a cada um de nós assumirmos o papel de protagonistas nesse processo, seja por meio da educação, do debate público ou da ação
política. Precisamos construir um futuro onde a IA seja uma força para o bem.
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Rafael Parente acredita que a educação tem o poder de transformar realidades. Com um PhD em Educação pela Universidade de Nova York (NYU), ele dedica sua carreira a construir um
futuro onde a educação seja catalisadora de avanços sociais e econômicos. Como Diretor
Executivo do Instituto Salto, Rafael combina expertise em pesquisa e tecnologia para impulsionar soluções inovadoras em larga escala. Sua trajetória inclui cargos de liderança
como Secretário de Estado da Educação do Distrito Federal e parcerias com instituições nacionais e internacionais. Rafael é coautor de Como educar famílias para futuros desafiadores, membro da Comissão Técnica do PNLD, pesquisador do NEES UFAL e um dos
principais articuladores na área de tecnologias emergentes na educação.
Israel Batista é Conselheiro Nacional de Educação e relator da Comissão para Utilização da Inteligência Artificial na Educação Básica, onde atua na construção de diretrizes para a
aplicação de tecnologias no ensino básico brasileiro. Exerceu três mandatos legislativos como Deputado Federal e Distrital pelo Distrito Federal, tendo sido relator da Política Nacional de
Educação Digital e presidente da Comissão Especial para a Política Nacional de Ensino Profissionalizante e Tecnológico. Foi presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação e
liderou articulações que resultaram na aprovação de legislações voltadas para educação, governança e tecnologia. Atualmente, presta consultoria em Relações Governamentais
(RelGov) e ESG, colaborando com organizações como o Radar Governamental, o Instituto
Península, o Movimento Pessoas à Frente e o Todos Pela Educação. É formado em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e possui Mestrado em Políticas Públicas e
Governo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV

A verdadeira liberdade é aquela que não escraviza a alma

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A liberdade é um conceito que todos desejam, mas poucos compreendem em sua profundidade.

Ser verdadeiramente livre não é apenas poder escolher o que se deseja, mas ter controle sobre os próprios desejos e ações, sem se tornar escravo de impulsos ou circunstâncias externas.

A liberdade que escraviza a alma, na verdade, é uma ilusão perigosa: é a promessa de que podemos fazer tudo o que quisermos, mas que muitas vezes nos aprisiona em vícios, vaidades ou a busca incessante por aprovação.

Jean-Jacques Rousseau, no seu clássico O Contrato Social, afirmou que “o homem nasceu livre, e por toda parte encontra-se acorrentado”.

Embora se referisse principalmente às estruturas sociais, essa frase também ecoa no campo espiritual. Muitas vezes, as correntes não vêm de fora, mas das escolhas que fazemos, daquilo que cultivamos dentro de nós.

Quando priorizamos prazeres momentâneos, poder ou posses, nos tornamos reféns de um ciclo insaciável de dependência, como um pássaro que aceita viver numa gaiola dourada, incapaz de voar.

O apóstolo Paulo, na sua carta aos Gálatas, apontou uma visão semelhante quando escreveu: “Vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor” (Gálatas 5:13). Ele nos alerta que a liberdade autêntica não é licença para fazer o que quisermos, mas a capacidade de viver em harmonia com valores que nutrem a alma, como o amor, a bondade e a retidão.

Considere, por exemplo, o impacto da busca descontrolada por reconhecimento social nas redes.

Muitos acreditam que postar livremente, receber curtidas e seguidores seja uma expressão de liberdade, mas acabam presos em padrões de comportamento que visam agradar os outros. Essa falsa liberdade rouba o nosso tempo, a nossa paz e a nossa capacidade de sermos autênticos. O filósofo Søren Kierkegaard chamou isso de “desespero da comparação”, um estado em que a liberdade é suprimida porque vivemos para os padrões e expectativas alheias.

A verdadeira liberdade exige disciplina. O filósofo estoico Epicteto ensinava que a chave para a liberdade está no controle das paixões e no cultivo da virtude.

Ele dizia: “Nenhum homem é livre se não consegue dominar a si mesmo.” Essa é uma reflexão poderosa: a liberdade externa só faz sentido quando temos liberdade interna, quando conseguimos dizer “não” àquilo que nos diminui e “sim” àquilo que eleva o espírito.

Um exemplo prático dessa dinâmica é o exercício da gratidão. Quando praticamos a gratidão, liberamos nossa mente das correntes do ressentimento e da inveja.

Reconhecer as bênçãos em nossa vida é um ato de liberdade porque nos desconecta do desejo compulsivo de ter mais ou de ser como o outro. É um resgate da alma para o momento presente, onde reside a verdadeira paz.
Portanto, a verdadeira liberdade não é a ausência de limites, mas a presença de propósito.

É a escolha consciente de viver para aquilo que fortalece a alma, em vez de cedermos às forças que a escravizam.

Como afirmou Viktor Frankl, psiquiatra e sobrevivente do Holocausto: “Tudo pode ser tirado de um homem, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher sua atitude em qualquer circunstância.” Essa escolha define o que somos e onde encontramos nossa verdadeira liberdade.

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