28 C
Brasília
segunda-feira, abril 20, 2026
Início Site Página 48

A máquina de sua empresa está pesada, inove!

0

Vejo muitos clientes me informarem que “a máquina esta pesada de mais, precisamos cortar, dizem eles. Será? Só isso resolverá seu problema?

Equilibrar a equação, custo direto, custo indireto e receita é sempre importante e deve ser rotineiramente executada, mas como já disse em outras matérias, será que podemos pensar fora da caixinha?

Sim claro!

É possível transformar os seus funcionários, fornecedores e até mesmo clientes em agentes de desenvolvimento do seu negócio?

As grandes empresas já fazem isso a muitos anos, eles buscam ouvir de seus colaboradores feedbacks que tragam formas de melhorar seu planejamento, gestão,organização, rotinas e processos, reduzir custos e despesas ou aumentar vendas. Buscam também, sugestões criativas e formas de desenvolver novos canais de vendas, produtos e serviços. Com isso, além de inovar constantemente, desenvolvem um ambiente colaborativo e produtivo valorizando os colaboradores

Esse conjunto de ações devem ser entendidas e implementadas como uma estratégia que tem como base a cooperação entre os colaboradores, clientes e toda gama de pessoas impactadas.

Assim, apresento a seguir algumas dicas sobre como isso pode ser implementado?

Primeiramente, vamos dividir as estratégias em internas e externas:

Internas:
1. Ouça as pessoas a sua volta:

Ouça seus executivos, gestores e funcionários, busque compreender o que na visão deles, pode ser melhorado internamente para que o seu trabalho ou a sua área obtenha melhores resultados. Pergunte também o que ele faria para para conquistar novos clientes ou novos patamares de resultado? Como ele faria isso?

Não critique qualquer sugestão!
Faça uma lista das sugestões e das soluções ouvidas.
Agradeça e enalteça a colaboração.
2. Defina objetivos comuns, ou seja, um propósito a ser seguido por todos.

Muitos empresários e executivos não se preocupam em criar objetivos comuns com os funcionários. Fazer isso deveria ser o primeiro passo para execução da estratégia empresarial, pois é crucial para o sucesso de qualquer mudança. Como fazer?

Faça reunião com cada setor de sua empresa.
o Quebre o gelo – Apresente aos funcionários a situação atual da empresa de forma clara.
o Pergunte a eles como, na visão deles, os clientes veem a empresa?
o Pergunte a eles como eles veem a empresa e o que deveria ser melhorado?
o Para alinhar, pergunte a eles como cada uma das sugestões deveria ser implementada e qual o resultado poderia ser esperado.
Apresente a informações sobre o mercado em que a empresa se insere.
o Peça o auxílio deles para complementar informações que possam auxiliar o melhor posicionamento do negócio, assim como liste, em separado, os riscos e oportunidades apresentados por eles.
o Fale pouco, esse é o momento de ouvir.
Apresente a eles os objetivos acordados com os sócios.
3. Defina o grupo de trabalho.
Crie um grupo de trabalho / grupo de melhoria.
Avalie as críticas e busque identificar suas causas.
Avalie o cenário, as críticas e as sugestõesrecebidas.
Pergunte a eles quais seriam os objetivos alcançáveis? Defina-os!
Pergunte a eles o que seria necessário para que alcançássemos os objetivos propostos.
4. Defina o programa de trabalho.
Baseados em todas as informações coletadas, suas análises e sugestões, escolha as soluções que possam resolver a causa raiz dos problemas.
Defina o plano de trabalho para execução de cada solução acordada, bem como quem serão os responsáveis e áreas envolvidas.
Crie um plano de trabalho para implementar as soluções que forem aprovadas.
Divulgue esse plano de trabalho para todas as áreas envolvidas.
Torne visível o quadro de acompanhamento do cronograma de trabalho.
5. Busque o entusiasmo de seus funcionários com o resultado da empresa.
Deixe claro para os colaboradores o que eles irão ganhar com o resultado das soluções, com o crescimento da área ou do negócio. Nessa linha de atuação, pode-se utilizar técnicas de comissionamento, de participação em lucros, de bônus por alcance de metas ou ainda de métodos de recompensa variados como folgas, parabenizações, premiações, comissões especiais e outros. O importante nesse caso é que todos os funcionários saibam que a empresa valoriza a participação deles e que o esforço adicional será recompensado. Isso também aumentará a retenção de talentos.
Crie uma marca para cada projeto, plano de ação ou Grupo de trabalho, ou seja, um nome que auxilie a lembrança de todos aos objetivos e ações acordadas. Defina o nome do projeto em conjunto com os seus funcionários, pois ele deve representar o que se pretende com esse trabalho.
6. Confie nos funcionários

Esse tipo de abordagem está baseado em grande parte na política de contratar e manter apenas profissionais engajados e entusiasmados para, em seguida, dar a eles liberdade para brilhar, compartilhando do seu propósito. 

Quando os objetivos são comuns a todos e o propósito é compartilhado, o alinhamento resultante propiciará oalcance dos resultados planejados por todos.

Por pior que esteja a sua empresa, não basta apenas reduzir e controlar custos ou vender mais. É necessário ter estratégia, alinhar sua equipe aos objetivos, equilibrar seus gastos, melhorar sua comunicação com o mercado, com os clientes e com colaboradores,  assim será possível entregarseus produtos e serviços e melhorar suas receitas.

Esse é o desafio e de um bom gestor.

https://www.linkedin.com/in/rubem-lima/

Parlamentares atuam para preservar o direito às bulas impressas em medicamentos

0

Deputados federais Jandira Feghali, Alice Portugal, Alberto Fraga, Juliana Cardoso,Carlos Henrique Gaguim, Pinheirinho, entre outros, defendem a população mais vulnerável com a manutenção da bula impressa de medicamentos.

O debate sobre a permanência das bulas impressas dentro das embalagens de medicamentos ganha força no Congresso Nacional. Com o avanço de cinco projetos de lei sobre o tema, sendo o primeiro apresentado o PL 715/2024, de autoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), discute-se a necessidade de assegurar informações essenciais a toda a população brasileira, especialmente aos mais vulneráveis. A proposta busca alterar a Lei nº 11.903/2009 para revogar o §5º do Art. 3º, que permite a substituição das bulas impressas por versões exclusivamente digitais.

A deputada federal Juliana Cardoso (PT/SP), relatora da matéria na Comissão de Saúde, destacou em seu voto a urgência em garantir acessibilidade universal às informações médicas, considerando que “36 milhões de brasileiros não têm acesso à internet, sendo a maior parte composta por idosos e pessoas de baixa escolaridade”. A parlamentar enfatizou que a exclusão das bulas impressas comprometeria a segurança e o uso racional dos medicamentos, impactando negativamente a saúde pública.

Os dados reforçam a necessidade da manutenção desse direito. De acordo com o IBGE (Pnad Contínua 2023), 22,4 milhões de brasileiros com mais de 10 anos não usam a internet. As razões variam desde o desconhecimento do uso da tecnologia até restrições financeiras, sendo que mais da metade desse grupo é formada por idosos. Já a pesquisa realizada pelo InstitutoDataFolha em março de 2024 aponta que 84% dos brasileiros consideram as bulas impressas importantes ou muito importantes, com 81% se opondo à sua retirada.

Outro ponto de destaque da pesquisa DataFolha é que 66% dos brasileiros já enfrentaram dificuldades ao tentar acessar a internet ou sequer possuem smartphone, reforçando a limitação do formato digital como única opção. Além disso, 83% acreditam que a ausência das bulas em papel pode gerar problemas de saúde para amigos ou familiares.

Os projetos de lei apensados ao PL 715/2024 reforçam essa preocupação. As propostas incluem iniciativas como o PL 744/2024, do deputado federal Alberto Fraga (PL/DF), e o PL 925/2024, da deputada federal Alice Portugal (PcdoB/BA), ambas buscando garantir a obrigatoriedade das bulas impressas. Após aprovação na Comissão de Saúde, a pauta segue para análise da Comissão de Defesa do Consumidor, sob relatoria do deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos/TO).

O debate sobre as bulas impressas não se limita à inclusão social. Ele também envolve aspectos de saúde pública e direito à informação, fundamentais para uma sociedade mais justa e segura. A manutenção da bula impressa dentro da embalagem não exclui a possibilidade de inclusão de versões digitais, mas assegura que nenhum cidadão seja deixado para trás em questões tão essenciais como o acesso a informações sobre medicamentos.

Desistir do que te adoece nunca será derrota

0
Resignation.Businessmen packing Stuff Resign Depress or carrying business cardboard box by the desk in the office. Quitting a job, The big quit. The great Resignation.Unemployment

Há uma crença comum de que desistir é sinal de fraqueza, mas a verdade é que, em muitos casos, a renúncia é um dos atos mais corajosos que alguém pode fazer. Desistir do que te adoece, seja uma relação tóxica, um trabalho que te esgota, ou uma crença limitante, é um ato de autocuidado. E isso, definitivamente, não é derrota.
Platão já dizia: “A parte que ignorar o todo nunca estará em harmonia.” Ou seja, quando nos forçamos a permanecer em algo que corrói nossa saúde mental, emocional ou até física, estamos ignorando o nosso bem-estar como um todo. Insistir em situações que claramente nos fazem mal, por medo de parecer fraco ou por receio do julgamento dos outros, é negar a nós mesmos o direito de sermos inteiros e felizes.
Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que “errar é humano, mas insistir no erro é burrice”? Essa é uma frase comum, mas que carrega grande sabedoria. Persistir em algo que está te prejudicando não é prova de força, mas uma armadilha da teimosia. O verdadeiro sinal de força é reconhecer quando algo não está funcionando e ter a coragem de deixar ir.

Isso também tem base bíblica. Jesus, em Mateus 11:28, nos convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Aqui, Ele está nos pedindo para entregar nossos fardos, para largar aquilo que nos pesa. Quando desistimos do que nos adoece, estamos aceitando esse alívio divino, estamos abraçando uma nova oportunidade de recomeçar.
No mundo moderno, a pressão para “aguentar firme” é enorme. Redes sociais, filmes e histórias de sucesso nos vendem a imagem de que a persistência a qualquer custo é sempre recompensada, como se desistir fosse algo vergonhoso. Mas a escritora Brené Brown, famosa por seus estudos sobre vulnerabilidade, sugere que a verdadeira vergonha reside em não sermos autênticos com nós mesmos. “A vulnerabilidade não é fraqueza; é a nossa maior medida de coragem”, afirma ela em seu livro A Coragem de Ser Imperfeito.

Por vezes, a sociedade nos faz acreditar que “quem desiste nunca vence”, mas o que realmente está em jogo aqui é a interpretação da vitória. Vencer é viver com paz de espírito, é estar alinhado com aquilo que nos faz bem. Vencer é, muitas vezes, parar de lutar batalhas desnecessárias. Desistir do que te adoece não é fuga; é proteção. É se escolher em um mundo que muitas vezes tenta ditar como devemos viver, que nos encoraja a medir nosso valor pela resistência ao sofrimento, e não pela capacidade de nos afastarmos dele.
Lao-Tsé, filósofo chinês, também acreditava nessa ideia. Para ele, a sabedoria está em fluir com a vida, sem resistência. “A sabedoria consiste em não lutar contra o que não pode ser mudado.” Desistir, portanto, não é fracasso, mas aceitação de que há momentos em que o melhor que podemos fazer por nós mesmos é parar de lutar contra algo que já não faz mais sentido em nossas vidas.

Afinal, se a jornada que você está percorrendo está minando sua saúde, sua alegria e sua paz, quem está sendo beneficiado pela sua teimosia? É preciso, às vezes, sair do caminho para encontrar uma estrada que te leve aonde você realmente quer ir. E isso só acontece quando você entende que desistir do que te faz mal nunca será derrota, mas, sim, uma vitória silenciosa que transforma a sua vida para melhor.
A vitória, nesse caso, não é o aplauso externo, mas o profundo sentimento de paz que vem quando finalmente aprendemos a ouvir o que nosso coração tem a dizer.

Noé parecia um tolo, até o dia que choveu: o valor da perseverança na adversidade

0

 

José Adenauer Lima
Formado em economia, com pós-graduação em Estratégia pela ADESG. Especialização em filosofia clássica.Trabalha no Poder Legislativo do DF há 32 anos nas áreas de orçamento público e processo legislativo.

Imagine a cena: Noé, no meio de uma terra seca, construindo uma enorme arca, enquanto o céu continuava claro e azul.
As pessoas ao seu redor riam, questionavam sua sanidade, e provavelmente o achavam louco por seguir um comando invisível, aparentemente irracional.

Contudo, quando as nuvens finalmente se fecharam e as primeiras gotas de chuva começaram a cair, ele não parecia mais um insano – ele era o único preparado.
A história de Noé, narrada no livro de Gênesis, é um poderoso exemplo de perseverança e fé inabalável, mesmo quando o mundo ao seu redor não fazia sentido.

Noé continuou construindo, mesmo com as adversidades, zombarias e falta de apoio, confiando em uma promessa que apenas ele parecia enxergar. E esse é um grande ensinamento sobre a vida: o valor de continuar avançando, mesmo quando tudo ao redor parece conspirar contra você.
Noé nos ensina que aqueles que enxergam além do momento presente, que têm a capacidade de manter sua visão no futuro, são os que realmente se destacam. As críticas sempre existirão. C. S. Lewis afirmou que “a integridade é fazer a coisa certa, mesmo quando ninguém está olhando”. Quantas vezes deixamos nossos sonhos de lado porque outros não acreditam em nós? Noé não abandonou o que acreditava ser certo, mesmo quando parecia ilógico. Ele entendeu que seu compromisso não era com o julgamento alheio, mas com algo muito maior.
Na vida real, vemos isso o tempo todo. Grandes empreendedores, inventores e inovadores geralmente são desacreditados antes de serem reverenciados. Steve Jobs, por exemplo, foi considerado excêntrico e suas ideias foram vistas como absurdas até o lançamento do iPhone. Quando o sucesso chegou, os mesmos que o criticaram foram forçados a reconhecer sua visão. Assim como Noé, Jobs manteve o foco na sua “construção” mesmo quando ninguém acreditava que aquilo valeria a pena.
Hebreus 11:7 nos lembra que “Pela fé, Noé, divinamente avisado acerca das coisas que ainda não se viam, e sendo temente a Deus, preparou a arca para a salvação da sua casa”. A paciência e a fé de Noé o fizeram continuar construindo, dia após dia, enquanto nada mudava no ambiente externo. Essa mesma paciência é exigida de nós quando enfrentamos desafios na vida.

Seja no trabalho, em um relacionamento ou em qualquer projeto pessoal, a perseverança é o que nos mantém de pé quando tudo parece dar errado. A fé, seja em algo maior ou em nossas próprias capacidades, é o que nos empurra para continuar quando os ventos da vida sopram contra nós.
Outro aspecto fascinante dessa história é a recompensa por não desistir. A arca não foi construída de um dia para o outro. Deve ter demorado anos, talvez décadas. Noé acordava todos os dias para o mesmo trabalho pesado, sem ver nenhuma evidência física de que a chuva viria. Mas quando ela finalmente chegou, ele estava pronto. Ele havia plantado a semente da perseverança, e a colheita foi a sua salvação.

Assim é com a vida. Muitas vezes, as recompensas demoram a vir, e é fácil desistir quando os resultados parecem distantes. Mas, como disse o famoso filósofo Sêneca: “A perseverança é mais eficaz que a violência, e muitas coisas que não cedem à força, cedem à persistência”. Em outras palavras, o tempo sempre recompensará aqueles que não desistem.
Noé parecia um tolo, até o dia que choveu. Essa frase encapsula a essência do que é ter visão, fé e perseverança em um mundo que nem sempre entende o que estamos tentando alcançar. No fim, o que parece loucura hoje pode ser a salvação amanhã. As grandes vitórias são muitas vezes reservadas para aqueles que continuam construindo, mesmo sob os olhares de dúvida dos outros. Assim como Noé, que sua paciência e fé sejam os pilares que sustentam seus maiores sonhos.

Eixo monumental

0

Luto Invisível: Quando a dor não é reconhecida, mas é real

0
Por: Gislene Lima CRP: 01/27572 Psicóloga clínica e sócia da Ativamente Psicologia Aplicada, trabalha com ênfase em autoconhecimento, autoestima, relacionamentos e saúde mental. Com uma abordagem empática e personalizada, ela auxilia indivíduos a enfrentarem desafios emocionais e a alcançarem uma vida mais equilibrada e plena. Seu trabalho busca promover o bem-estar integral, fortalecendo a saúde mental e emocional de seus pacientes.

Ao pensar em luto, muitas vezes associamos essa experiência à perda de uma pessoa querida. No entanto, existe uma forma de luto igualmente dolorosa que não envolve necessariamente a morte: o luto invisível. Ele diz respeito a perdas reais que não são amplamente reconhecidas ou validadas pela sociedade, deixando quem o vivencia em um estado de profunda solidão emocional.

Essa invisibilidade ocorre quando a dor da perda não é legitimada, seja por desconhecimento, preconceito ou pela ausência de rituais tradicionais que simbolizem a despedida. A falta de reconhecimento social pode intensificar sentimentos de isolamento, vergonha e invalidação, tornando mais difícil o processo de elaboração e superação da perda. Validar o luto invisível é essencial para oferecer acolhimento e dar espaço a essas dores tão legítimas quanto qualquer outra.

Embora as situações possam variar, o luto invisível está frequentemente associado a perdas subjetivas ou emocionais, que, apesar de reais, muitas vezes são minimizadas ou desvalorizadas. Essas perdas não envolvem necessariamente algo físico ou tangível, mas têm um impacto profundo na vida emocional e psicológica de quem as vivencia. Relacionam-se com aspectos significativos da vida, como sonhos, expectativas, relacionamentos ou partes da própria identidade, sendo experiências únicas e pessoais. Por serem menos visíveis aos outros, essas perdas podem ser mais difíceis de compreender ou validar.

Exemplos incluem:

Infertilidade ou aborto: A dificuldade para engravidar ou a perda gestacional, mesmo quando seguida por uma gravidez bem-sucedida, pode gerar um luto profundo que frequentemente não recebe o reconhecimento necessário.
Término de relacionamentos: Separações e divórcios podem ser extremamente dolorosos, mas são muitas vezes tratados como experiências “comuns” ou fáceis de superar.
Perda de um animal de estimação: essa perda é minimizada pela sociedade, que não reconhece o vínculo emocional profundo entre o dono e o pet, mas pode ser muito doloroso para a pessoa que perde seu bichinho.
Perda de saúde ou autonomia: Diagnósticos de doenças crônicas ou condições que alteram a rotina e a identidade representam perdas significativas, ainda que nem sempre visíveis para os outros.
Mudanças de vida: Eventos como a aposentadoria, a saída dos filhos de casa ou até mesmo uma mudança de cidade podem provocar um luto silencioso pelo que foi deixado para trás.
Sonhos e expectativas frustradas: Quando planos importantes não se concretizam, como alcançar uma carreira desejada ou formar uma família, pode surgir um luto pelo “futuro idealizado”.

Essas situações, embora diversas, têm em comum o fato de envolverem perdas legítimas que nem sempre encontram espaço para serem expressas ou validadas, aumentando o impacto emocional de quem as vivencia.

A complexidade desse tipo de luto também reside no fato de que, em muitos casos, o próprio indivíduo tem dificuldade em reconhecer sua dor como legítima. Sem um motivo claro e concreto para seu sofrimento, pode surgir o questionamento interno: “Por que estou assim?”, o que contribui para a sensação de invisibilidade. Por isso, falar sobre o luto invisível é essencial, pois ajuda a validar essas experiências emocionais, promovendo acolhimento e compreensão para todos os tipos de perda.

A sociedade tende a validar apenas perdas tangíveis ou amplamente reconhecidas, como a morte de um ente querido. No entanto, o luto invisível muitas vezes:

Não possui rituais (como funerais) para marcá-lo.
É minimizado por frases como “você pode tentar de novo” ou “não foi tão grave assim”.
É desconsiderado porque a perda não é visível ou palpável para os outros.

Apesar de não ser palpável, o luto invisível pode gerar impactos emocionais profundos. Quem o vivencia frequentemente enfrenta desafios como a culpa, por sentir que sua dor não é legítima ou proporcional; a solidão, causada pela falta de compreensão e validação do sofrimento pelos outros; e a dificuldade de processamento, já que a ausência de reconhecimento externo pode dificultar tanto a aceitação da perda quanto o início do processo de cura emocional.

Se você conhece alguém que está passando por essa situação, ou se é a própria pessoa vivenciando esse luto, há maneiras de lidar com essa perda de forma mais saudável. Embora seja um processo desafiador, algumas estratégias podem ser valiosas:

Primeiramente, valide seus sentimentos, reconhecendo sua dor como legítima, independentemente da validação externa. Isso ajuda a fortalecer a aceitação de que a dor vivida é real e importante. Em seguida, encontre apoio em pessoas empáticas ou em grupos que compreendam a sua experiência, pois compartilhar o que está sentindo pode aliviar o peso emocional. Outra forma de lidar com a perda é criar rituais simbólicos, como escrever uma carta, plantar uma árvore ou realizar um momento de despedida, que ajudem a marcar e honrar o que foi perdido. Por fim, considere a terapia. Um profissional pode ser fundamental para ajudar a explorar e processar essas emoções de maneira saudável, apoiando na construção de um caminho de cura.

A importância de falar sobre o luto invisível

Dar visibilidade a esse tipo de luto é essencial para ampliar a compreensão sobre diferentes formas de sofrimento. Validar essas experiências ajuda a reduzir o estigma e promove um espaço mais acolhedor para quem vive essas perdas.

Lembre-se: não importa quão invisível pareça sua dor, ela é real e merece ser acolhida com respeito e empatia.