Paixão nacional e internacional, o Hambúrguer tem um dia para chamar de seu. O Dia Mundial do Hambúrguer, celebrado dia 28 de maio, tem ganhado cada vez mais tradição no Brasil. Para comemorar a ocasião, o Pontão do Lago Sul, complexo de lazer e entretenimento, indica duas operações gastronômicas que homenageiam a data.
O Gran Bier sugere o Surf and Turf Burguer: 180 gramas de blend de carnes, alface, tomate, muçarela, quatro camarões salteados, cebola empanada, bacon e maionese da casa levemente picante, acompanhado de chips de batata doce, ao valor de R$59,90. A sugestão é válida de 28 de maio a 02 de junho.
No Geléia, a opção é o Hambúrguer exclusivo do Pontão (blend de fraldinha e costela, fatias de bacon, alface, tomate, queijo cheddar, maionese caseira), ao valor de R$39,99. A sugestão é válida apenas no dia 28.
A mostra compõe o bicentenário das relações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos e apresenta detalhadamente o histórico de relações destes dois países
A exposição “Encontros: 200 anos de Amizade Brasil – Estados Unidos” será inaugurada no próximo dia 28 de maio – em evento restrito a convidados – e abre para o público no dia 29 no Palácio do Itamaraty, marcando uma das principais celebrações do bicentenário das relações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos. A mostra segue aberta até o dia 30 de junho de 2024, com entrada gratuita.
O evento integra uma série de atividades comemorativas que ocorrerão na última semana de maio no Distrito Federal, organizadas pelo Ministério de Relações Exteriores, Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e Câmara de Comércio para o Brasil (AMCHAM). Além da exposição, o evento contará com um seminário e o lançamento de um livro acadêmico, todos convergentes para o tema das relações bilaterais entre os dois países.
A mostra “Encontros: 200 anos de Amizade Brasil – Estados Unidos” oferece uma extensa cronologia detalhando a rica história das interações entre Brasil e Estados Unidos. São mais de 100 reproduções de fotografias, documentos e obras de arte, além de objetos organizados em dez núcleos temáticos. Entre os itens expostos estão presentes presidenciais emprestados do acervo do Palácio do Planalto e vídeos documentais. Grande parte das imagens foi cedida por arquivos e acervos de instituições públicas brasileiras e norte-americanas. Destaque para as reproduções de duas obras do Museu de Arte Brasileira da FAAP, assinadas por Cândido Portinari e Anita Malfatti, artistas que tiveram vivências marcantes nos Estados Unidos.
O reconhecimento formal da independência do Brasil pelos Estados Unidos, ocorrido em 26 de maio de 1824, quando o presidente James Monroe recebeu o primeiro-ministro plenipotenciário do Brasil em Washington, será um dos momentos históricos abordados na exposição. Este reconhecimento marcou o início oficial das relações diplomáticas entre os dois países.
Missão Estudantil
Estudantes do curso de Relações Internacionais da FAAP, em São Paulo, participarão de uma missão estudantil na capital federal, de 26 a 28 de maio, culminando com sua participação nas comemorações do bicentenário no Palácio do Itamaraty, no dia 28 de maio. “Esta viagem permite que os alunos estejam conectados à realidade do mercado de trabalho com uma nuance melhor do funcionamento institucional, além da oportunidade de proximidade com autoridades da área”, comenta o professor Victor Grinberg, coordenador das Missões Estudantis da FAAP.
O curador da exposição e embaixador Gonçalo Mello Mourão, representante permanente do Brasil junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), destaca a importância desse evento. “Celebrar esses 200 anos de amizade é uma oportunidade única para refletirmos sobre o passado e projetarmos um futuro ainda mais colaborativo entre nossas nações”, comentou o embaixador.
A exposição “Encontros: 200 anos de Amizade Brasil – Estados Unidos” é um convite para todos aqueles que desejam conhecer mais sobre a história compartilhada e os laços culturais que uniram Brasil e Estados Unidos ao longo dos últimos dois séculos.
Sobre o MAB FAAP
Desde que abriu suas portas pela primeira vez em 10 de agosto de 1961, com a mostra “Barroco no Brasil”, o Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) se comprometeu a incentivar e divulgar a arte brasileira. Além de seu acervo próprio que conta com mais de 3 mil obras de arte a partir do final do século 19, no decorrer dos últimos anos, abrigou exposições marcantes para a história da cultura do País, como a exposição “Toyota – O Ritmo do Espaço” premiada pela APCA em 2018. Em 2016, foi criada a Coleção Moda-MAB que reúne vestimentas, bonecas e acessórios de estilistas contemporâneos brasileiros, fortalecendo o vínculo entre o museu e a moda, que desde 1989 esteve presente por meio de desfiles e exposições vinculadas ao tema. Cabe destacar que além da pesquisa e organização de exposições de temas pertinentes às artes visuais brasileiras, o MAB incorporou a apresentação de mostras de arte internacional com temáticas de interesse geral que trazem experiências significativas ao público e ampliam a compreensão do fazer artístico e cultural.
Sobre a FAAP – Fundada em 1947, a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) é uma instituição de ensino superior de referência, privada e com caráter filantrópico. Ao longo de sua história, a instituição vem executando as etapas que lhe permitem ajustar-se permanentemente ao momento histórico, cultural, econômico e social do Brasil e do mundo. Construiu valores e crenças que norteiam sua missão de amparar, fomentar e desenvolver as artes visuais e ciências, a cultura e o ensino.
Apresenta-se como uma instituição tripartite – educacional, cultural e artística. Investindo em cultura e ensino por meio do Museu de Arte Brasileira, do Teatro FAAP, do Colégio FAAP, da biblioteca (criada em 1959) e das faculdades. A Fundação possui campus em São Paulo e Ribeirão Preto e mantém parcerias mundo afora por meio de intercâmbios e residências. A FAAP tem como objetivo colocar no mercado de trabalho formadores de opinião e pessoas de ação, não meros executores.
SERVIÇO:
Seminário Comemoração BR- US 200 anos | Presencial Itamaraty (23096)
Desabrigados receberão travesseiros, toalhas, lençóis, fronhas e cobertores, entre outros artigos.
As Organizações PaulOOctavio, a rede Plaza Brasília Hotéis e a PaulOOctavio Construtora fizeram uma doação de cinco toneladas de água, roupas e enxovais, compostos por travesseiros, cobertores, roupas de cama e toalhas, para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Sob comando do diretor da Rede Plaza Brasília de Hotéis, André Octávio Kubitschek, a primeira parte dos donativos foi entregue na Base Aérea de Brasília, na última sexta-feira (10).
Nas doações também foram incluídas roupas arrecadadas voluntariamente por funcionários e colaboradores. Uma nova leva foi encaminhada nesta terça-feira (14).
“Gostaria de agradecer a todos os nossos colaboradores que estão participando deste movimento do bem, em prol do Rio Grande do Sul, que está passando por esta clamidade. É o momento do Brasil se unir em um propósito: socorrer o povo gaúcho”, afirma André Octávio Kubitschek.
Além dessa ação, os shoppings do grupo também estão coordenando campanhas para o recebimento de doações de seus clientes. No Taguatinga Shopping, o ponto de coleta fica no balcão de informações do piso P1. No JK Shopping, os pontos estão nas lojas da HUG e CVC, que também é uma das centralizadoras no Brasília Shopping, junto com a Avanzzo e a Jorge Bischoff. Já no Terraço Shopping, algumas lojas fazem a arrecadação, entre elas a CVC, Academia Julio Adnet e a Braslav.
“Estamos diante de uma situação que requer nossa solidariedade e apoio mútuo. É essencial que cada um contribua da maneira que puder, para que juntos possamos oferecer o suporte necessário às pessoas afetadas por essa tragédia”, afirma a gerente de marketing do Brasília Shopping, Renata Monnerat.
No Planetário de Brasília, uma iniciativa está moldando o futuro do empreendedorismo negro
Com uma abordagem inovadora e focada no desenvolvimento de liderança e habilidades empreendedoras, o projeto Igualando Oportunidades, uma incubadora de projetos de afroempreendedorismo, surge como uma resposta à necessidade urgente de trazer conhecimento e capacitação para a comunidade negra que deseja ingressar no mundo dos negócios. O programa já impactou centenas de vidas e está mudando o cenário do empreendedorismo negro em Brasília.
Desde o seu lançamento, a incubadora tem sido um farol de esperança para aqueles que buscam espaço no mercado de trabalho e no mundo dos negócios. Com 11 turmas de capacitação já realizadas, o programa visa mitigar as disparidades de capacitação e autoconhecimento enfrentadas pela comunidade negra.
Segundo a diretora do projeto, Cristiane Pereira, o Igualando Oportunidades nasceu da necessidade de enfrentar as barreiras que impedem o acesso dos jovens negros ao mercado de trabalho. “Ao oferecer cursos e treinamentos focados no desenvolvimento de habilidades e na promoção da igualdade de oportunidades, buscamos criar um ambiente mais inclusivo e justo para os empreendedores negros e suas comunidades”, destaca.
Cristiane Pereira – Foto Marcelo Ferreira
O sucesso do projeto é evidente na vida dos participantes, cujas vidas foram transformadas pela oportunidade de adquirir novos conhecimentos e habilidades. Para Simonio Rosal, por exemplo, que atua como produtor de eventos, sua motivação para participar do projeto Igualando Oportunidades foi a possibilidade de apresentar sua ideia de empreendimento e ajustá-la com os aprendizados oferecidos.
Segundo Simonio, é difícil encontrar iniciativas exclusivas para pessoas negras. “Vi no projeto uma maneira de estar inserido em um ambiente com pessoas negras, compartilhando anseios e medos”. Sua proposta de empresa consiste em criar um sistema de gerenciamento de orçamentos online para empresas de eventos, com foco atualmente na área de projetos culturais.
Para ele, o autoconhecimento envolve o fortalecimento das potencialidades das pessoas negras, destacando que há muitos talentos brilhantes ao seu redor. “O projeto visa trazer pessoas negras para mentoria, mostrando que há uma nova geração de empreendedores negros, estimulando um novo olhar sobre o assunto”, destaca o aluno.
Já a projetista socioambiental e cultural Luciana Rodrigues Fonseca, mesmo sem uma empresa definida para participar da incubadora, ela resolveu se inscrever para planejar e montar futuramente um ponto de cultura em um terreno ao lado de sua casa. “Sou bacharel em direito e graduanda em gestão ambiental, e pretendo passar os meus conhecimentos para as pessoas que moram na periferia, assim como eu”, enfatiza a aluna do projeto.
Luciana Rodrigues Fonseca de Carvalho
Luciana se inscreveu no Igualando Oportunidades por ser online e voltada para pessoas negras e pardas, além de ser gratuita. “Aprendi muito sobre metas, planejamento e foco, isso me ajudará muito no meu dia a dia, por eu ser projetista, sociocultural e ambiental e trabalhar home office. Após a incubação, seus planos incluem buscar mais conhecimento em outros cursos, continuar com as oficinas em sua garagem para pessoas em situação de vulnerabilidade social e buscar parcerias para construir um ponto de cultura socioambiental.
O projeto Igualando Oportunidades chegou na vida de Yuri Assis da Silva através de uma amiga empreendedora. Após as mentorias, Wyllkens começou a transformar sua startup, Ex Devedor. “Eu não tinha noção da gestão da minha empresa, atuava como vendedor e funcionário e não como dono e fundador”, relata Wyllkens. Enfrentando preconceitos no mercado, ele se deparou com a realidade de que influenciadores negros recebem menos que os brancos, uma situação que o fez questionar sua competência.
Yuri Ex Devedor
A vida ensinou Wyllkens a empreender por necessidade. Em busca de se sustentar e superar dificuldades financeiras, ele se aventurou na venda de trufas para quitar dívidas. Participar da maratona de negócios da Campus Party 2024 em Brasília, onde conquistou o terceiro lugar, foi um ponto de virada. Percebeu que não poderia agir apenas como um fazedor de dinheiro. “A incubadora me deu uma visão e uma linha de ação diferente que impactou meus clientes de outra forma. Escrevendo este texto e revendo minha história, percebo que conquistei companheiros e aliados incríveis. Este ano, tenho a perspectiva de crescer 23% em relação ao ano passado. Quero ajudar a tirar 100 pessoas das dívidas e atender 1000 pessoas”.
Aprendizados que impulsionam o sucesso
As palestras do Projeto Igualando Oportunidades, que tiveram início em janeiro de 2024 e se estendem até junho, têm como foco principal oferecer aprendizados fundamentais para o sucesso de empreendimentos. Os temas abordados nas aulas incluem desde a exploração do universo das startups, técnicas de prototipação e validação do cliente, até os aspectos jurídicos relevantes para empreendimentos, estratégias de vendas e crescimento.
Com isso, os participantes têm a oportunidade de adquirir conhecimentos valiosos que abrangem desde a concepção da ideia até a expansão do mercado, contribuindo significativamente para o desenvolvimento e fortalecimento de seus negócios.
Para Danilo Abreu, sócio da Mercantil Contabilidade e um dos mentores do projeto Igualando Oportunidades, que ministrou uma palestra sobre os desafios do empreendedorismo e a importância da contabilidade nesse contexto, é essencial que os alunos estejam atentos às mudanças e desafios constantes do ambiente empresarial, enfatizando a importância de tomar decisões embasadas em relatórios gerenciais para garantir o sucesso e a saúde financeira da empresa.
“Tem que seguir à risca, alguns relatórios gerenciais para as tomadas de decisões. É nesses pequenos insights que a gente vai aprendendo e ensinando nesse mundo empreendedor”, disse o mentor do projeto. Ao compartilhar suas experiências, Danilo destacou a importância de aprender com as vivências do mundo empreendedor, tanto para aqueles que estão começando quanto para os já estabelecidos no mercado.
Para o consultor de marketing e inteligência artificial, Thiago Luiz Silva Campos, um dos mentores do projeto Igualando Oportunidades, sua atuação no projeto tem sido marcada por uma abordagem inovadora, priorizando conteúdos de aplicação prática e imediata em contraposição ao modelo tradicional de ensino mais conceitual e teórico. Além disso, é o criador do Método FERA, direcionado a atrair clientes de alto ticket.
“Como mentor tive a oportunidade de compartilhar pontos de virada na minha trajetória empreendedora, enfatizando que, diferentemente do que ocorria antigamente, hoje é preciso executar as coisas enquanto se aprende, pois na tentativa dominar tudo sobre uma estratégia para depois implementá-la, corre-se um sério risco de já estar desatualizado quando se termina de estudar”.
Um futuro de oportunidades para a comunidade negra
Com o primeiro ciclo da incubadora chegando ao fim em junho, o Igualando Oportunidades se prepara para novos desafios. A diretora do projeto, Cristiane Pereira, resume com entusiasmo: “Estamos muito contentes com o que conquistamos até agora, mas sabemos que ainda há muito a ser feito. Continuaremos trabalhando incansavelmente para garantir que cada vez mais jovens negros tenham acesso às ferramentas e oportunidades necessárias para alcançar o sucesso”.
Para aqueles que desejam se juntar à jornada de sucesso do Igualando Oportunidades, as inscrições estão abertas para o próximo ciclo da incubadora. Além disso, todo o conteúdo produzido pelo projeto está disponível no canal do YouTube, permitindo que mais pessoas se beneficiem do conhecimento e da experiência compartilhada.
O Projeto Igualando Oportunidades é uma iniciativa do Instituto Multiplicidades, em 2024, executado pelo IBRACHICS, com fomento do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal e Territórios (MPTDFT) e apoio da Secretária de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF (SECTIDF).
À céu aberto, sessão de cinema gratuita alerta sobre a importância do espaço cultural
Mais que promover uma simples programação cultural acessível, o trabalho do coletivo Cinema no Olho da Rua procura ressaltar a importância da sétima arte e alertar sobre como espaços públicos de exibições permanecem fechados. Depois de duas sessões bem-sucedidas que ocorreram enquanto o Cine Brasília (106/107 Sul) permanecia inacessível devido às obras, agora é o Cine Itapuã que será relembrado no próximo dia 30 de maio, às 20h, com uma sessão de curtas-metragens com entrada franca.
“O Cinema no Olho da Rua está se transformando em um coletivo pra pensar, discutir e cobrar políticas de difusão do cinema nacional. A gente não tem pretensão de fazer tudo sozinho, queremos agregar quem está nessa caminhada há mais tempo e quem está chegando agora”, explica Alice Godoy Lopes, integrante do coletivo.
“A gente vai ocupar o lado de fora do Cine Itapuã, um cinema fechado há 19 anos que nenhum de nósteve a oportunidade de frequentar. Um cinema vazio é só um prédio. É a luz do projetor que transforma o ferro e o concreto em possibilidades. Olhar pro Cine Itapuã e conversar com a comunidade de cinema, nos levou a pensar em todas as possibilidades perdidas”, completa.
O segundo cinema mais antigo do DF, inaugurado após o tradicional Cine Brasília, foi fechado em 2005 e, desde então, está abandonado. A sala tem capacidade para 500 pessoas e recebia apresentações teatrais e shows. Fundado em 1963, o cinema era referência na cidade de quase 150 mil habitantes, e que não possui outro espaço cinematográfico.
No ano passado, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa informou que os Bombeiros aprovaram o projeto de reforma do Cine Itapuã e a próxima etapa é a elaboração do projeto básico para o processo licitatório para o início das obras.
Programação
Para a sessão no Cine Itapuã, o coletivo Cinema no Olho da Rua fez uma curadoria que inclui a animação Barra Nova, de Diego Maia, que se passa na praia do Nordeste Brasileiro. O curta Ramal, dirigido por Higor Gomes, fala sobre um grupo de jovens que se diverte sobre suas motocicletas na Vila Marzagão, que fica na periferia da cidade de Sabará em Minas Gerais. Outro título que será exibido é o curta-metragem de São Paulo, Lugar de Ladson, de Rogério Borges. O filme fala sobre Ladson, um jovem com baixa visão, de Rio Claro, interior de SP, que tenta marcar um encontro amoroso durante a pandemia.
Dois outros filmes representam a capital na sessão. O documentário Só Quem Tem Raiz, de Josianne Diniz, se passa no Gama e fala sobre três personagens que compartilham inseguranças, alegrias e sonhos em uma realidade marcada pelo racismo, machismo e homofobia. Outro título local é o falso documentário Nada se Perde, de Renan Montenegro. O curta, feito com recursos do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, fala sobre o fictício Programa de Reaproveitamento Humano, uma solução inovadora, que transforma as almas de cidadãos falecidos do DF em materiais úteis para construir uma cidade melhor, como asfalto, lixeiras, muros e tinta branca.
A proposta curatorial da sessão no Cine Itapuã nasceu a partir da contemplação dos espaços vazios e do movimento de ocupação desses lugares. “O diálogo que se estabelece entre espaço ocupado e ocupante que é inerente a uma sessão na rua em frente a um cinema abandonado se reflete no diálogo que os filmes estabelecem entre si”, explica Alice.
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Transporte
Para quem mora no Plano Piloto e região, e quer conferir a sessão, haverá um sistema de ônibus com saída às 19h, do estacionamento do Cine Brasília (106/107 Sul). Os interessados irão contribuir com uma passagem simbólica ao valor de R$ 10 (o trecho) ou R$ 15 (ida e volta). O transporte será feito com veículos de turismo para garantir o conforto dos passageiros cinéfilos. A reserva da passagem deve ser feita pelo link: https://forms.gle/WmpFE6rrkk15w5cx6.
Cinema no Olho da Rua
O coletivo Cinema no Olho da Rua nasceu em fevereiro como um protesto pelo fechamento do Cine Brasília. Ao organizar a primeira sessão de ocupação da área externa do cinema, entendeu-se melhor o espaço que existe para esse tipo de exibição como evento cultural aberto para todo mundo. O Cinema no Olho da Rua é formado por jovens apaixonados pela sétima arte: a produtora cultural Alice Lopes, a estudante de Cinema Bárbara Augusto, a arquiteta Lara Alves e o músico e produtor Raphael Homar e o cineasta Vinicius Campos. O projeto ocupa diversos espaços da cidade, chamando atenção para as lacunas nas políticas públicas de acesso à cultura em Brasília, transformando o protesto em uma mostra itinerante. Além de estimular o debate sobre o papel do cinema na sociedade. A curadoria prioriza a diversidade e a relevância cultural, o coletivo apresenta uma seleção de curtas-metragens brasileiros contemporâneos, proporcionando momentos de reflexão e entretenimento para todos os presentes.
Assista ao curta-documentário sobre a primeira sessão realizada pelo coletivo:
18ª edição do Anuário da Justiça Brasil mostra mudanças recentes no STF
O Anuário da Justiça Brasil 2024, uma publicação da Editora Conjur,patrocinada pela FAAP, traz uma análise detalhada das possíveis mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF) caso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece mandatos temporários para os ministros da corte seja aprovada. O lançamento do anuário ocorreu na última quarta-feira (22), na sede do próprio STF, destacando os impactos que essa medida legislativa poderia trazer para a composição da mais alta instância do Judiciário brasileiro.
A PEC, de autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM), está em tramitação no Senado e propõe a implementação de um mandato de oito anos para os ministros do STF, sem possibilidade de recondução. Entretanto, a proposta não afetaria os magistrados que já ocupam as cadeiras do tribunal, cujos mandatos atualmente se estendem até que completem 75 anos de idade.
Segundo o Anuário da Justiça Brasil 2024, se a PEC for aprovada, o STF passaria a funcionar com um plenário misto por um período de até 22 anos. Este modelo seria semelhante ao do Conselho de Segurança da ONU, onde há membros permanentes e outros temporários. O anuário revela que dos 11 ministros atuais, três têm permanência garantida pelo menos até 2042 (Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Flávio Dino), dois até 2047 (André Mendonça e Kassio Nunes Marques) e um até 2050 (Cristiano Zanin). Os demais cinco ministros se aposentam entre 2028 e 2033.
O estudo destaca que a nova regra começaria a ser aplicada com a saída do ministro Luiz Fux, prevista para ocorrer daqui a quatro anos. Dessa forma, o STF vivenciaria uma transição gradual, com novos ministros sendo nomeados dentro do regime de mandato temporário, enquanto os atuais continuariam com seus mandatos vitalícios até a aposentadoria compulsória.