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quinta-feira, abril 23, 2026
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Câncer do Colo do Útero: teste de genotipagem facilita o tratamento e aumenta as chances de cura

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Especialista explica como funciona o exame mais preciso para a detecção do vírus causador do câncer

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que 17 mil novos casos de Câncer do Colo do Útero são diagnosticados por ano no Brasil, mesmo sendo uma doença com prevenções já conhecidas. Para entender melhor suas causas e tratamento, Débora Maranhão, ginecologista obstetra da Alice, plano de saúde para empresas que também faz a gestão proativa da saúde de seus membros, compartilha dicas de prevenção e cuidado.

Em mais de 90% dos casos, o tumor maligno é causado pelo vírus do HPV (Human Papiloma Virus), um vírus sexualmente transmissível com mais de 200 subtipos, alguns de alto risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer. Na maioria dos casos, o HPV se prolifera lentamente e, segundo Maranhão, pode demorar entre cinco e 15 anos até o aparecimento de alguma lesão.

Prevenir continua sendo a melhor solução. A vacina contra o HPV é disponibilizada gratuitamente pelo SUS para crianças (meninas de nove a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos). Além da vacinação e do uso de preservativos durante as relações sexuais, é possível reduzir o número de novos diagnósticos em até 90%, segundo dados da OMS, se ao menos 80% da população alvo realizar exames preventivos como o Papanicolau e o teste de genotipagem do DNA do HPV.

“Esses exames preventivos também são fundamentais, pois quanto antes se descobre uma possível lesão ou se identifica o vírus, mais simples é o tratamento e maiores são as chances de cura, evitando que o problema se agrave e se transforme em um câncer”, explica Maranhão. Em 2023, o Ministério da Saúde incluiu um teste de genotipagem do DNA do HPV para detecção do vírus no colo do útero, um teste mais apurado e menos invasivo que o Papanicolau.

“É importante entender a diferença e necessidade dos dois exames. A genotipagem do DNA do HPV é um teste muito mais específico para determinar se a pessoa teve contato com o vírus ou se ela já tem o vírus. Não mostra se está causando alguma lesão, mas mostra o risco daquela pessoa desenvolver o câncer do colo do útero e faz com que ela fique mais atenta ao rastreamento e aos cuidados necessários. Já o Papanicolau identifica lesões para que se busque cuidado e previna que elas se desenvolvam em algo pior. É muito importante entender a realização deles para um diagnóstico completo e mais seguro”, conta Débora.

Quando é necessário fazer o teste?
Para a especialista, a periodicidade dos exames segue o histórico de saúde de cada um. Exames de rastreamento, como o citopatológico (exame de Papanicolaou), devem começar a partir dos 25 anos em pessoas sexualmente ativas, mesmo para quem foi vacinada, até os 64 anos. “ O Papanicolau deve ser feito anualmente até que dois exames apresentem resultados normais, negativos, e aí sim pode ser feito a cada três anos”, explica Débora.

Já pessoas com imunidade baixa, convivendo com HIV e AIDS, ou em uso de imunossupressores, têm uma maior chance de desenvolver a doença e por isso, devem passar pelos exames em um intervalo menor de tempo, a cada seis meses ou um ano.

“Se cuidar é mais do que uma necessidade. Os exames se complementam para trazer mais segurança e saúde, além de evitar problemas futuros. Assim, quanto antes for detectada a presença do vírus no organismo ou encontrada uma lesão, mais tempo a pessoa tem para tratar e solucionar antes que realmente vire um problema maior”, finaliza Débora.

XP seleciona profissionais para assessoria de investimentos em Brasília 

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Programa XP Future, que transforma pessoas com perfil comercial em assessores de investimentos, está com inscrições abertas até 2 de abril

 O centro-oeste do Brasil concentra 5,34% dos investimentos de pessoa física na bolsa de valores, a B3. Só no Distrito Federal, são mais de 165 mil investidores com quase R$ 14 bilhões em investimentos listados na bolsa, segundo os dados da B3 até o mês de março.

Para enfrentar a escassez de candidatos para a posição de assessores de investimentos, uma realidade comum ao mercado financeiro como um todo, a XP, líder no segmento de investimentos no Brasil, está com inscrições abertas para o programa XP Future. O programa capacita profissionais com perfil comercial para se tornarem assessores de investimentos e iniciarem uma jornada de crescimento na profissão.

“O assessor de investimentos desempenha um papel fundamental no nosso negócio, que é apresentar o mercado ao cliente, explicar características de produtos e fazer prospecção. O assessor é o parceiro chave na vida do investidor, conhece seus objetivos e particularidades e tem a confiança do cliente para ajudá-lo a administrar seu patrimônio. A missão da XP é seguir fomentando o crescimento da atividade no Brasil, formando novos profissionais bem qualificados”, explica Júlio Mello, Head de Canais Diretos da XP Inc.

A atividade do Assessor de Investimentos (AI) se tornou a principal porta de entrada para quem deseja desenvolver uma carreira no segmento financeiro. Até o mês de fevereiro, o centro-oeste do País registrava 1.377 AIs, 5,5% do total de assessores em todo o Brasil, segundo dados da Associação Nacional das Corretoras (ANCORD).

As inscrições para o processo seletivo em Brasília estão abertas e os interessados devem se cadastrar no site até 2 de abril. Em caso de aprovação, a contratação é CLT e é necessário que o candidato tenha as certificações CPA-20 ou CEA.

Sobre a XP

A XP é a plataforma líder em serviços financeiros no Brasil. A empresa faz parte da XP Inc., que tem como propósito transformar o mercado financeiro para melhorar a vida das pessoas, promovendo educação financeira e democratizando o acesso a investimentos de qualidade. Fundada em 2001, a empresa criou um modelo inovador de assessoria de investimentos. Prova disso, é o reconhecimento público obtido ao vencer, pelo quinto ano consecutivo, a categoria melhor Assessoria de Investimentos de São Paulo, na premiação “O Melhor de São Paulo”, realizada pelo jornal Folha de S. Paulo. Para mais informações, acesse o site XP: xp.com.br

 

Golpe: debate deve ir além da academia, diz responsável por arquivos

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Parcerias do projeto Memórias Reveladas serão expandidas

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, a diretora de Processamento Técnico, Preservação e Acesso ao Acervo (DPT) do Arquivo Nacional, Gabrielle Abreu, promete expandir, para além das universidades, as parcerias do projeto Memórias Reveladas, que reúne os arquivos sobre os anos de chumbo no Brasil (1964-1985), envolvendo também escolas de educação básica, meios de comunicação e movimentos sociais.

Empossada no início deste mês, a mestre em história comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ressaltou que é comprometida com a luta pela memória sobre a ditadura civil-militar brasileira e que o período é chave para compreender o presente e o futuro do país.

“Esse é um tema muito caro para mim, é a agenda da minha vida”, revelou a historiadora. Gabrielle atuou nos últimos anos na área de Memória e Verdade e Justiça do Instituto Vladimir Herzog, organização não-governamental que leva o nome do jornalista da TV Cultura assassinado pela ditadura.

Criado em 2009, o projeto Memórias Reveladas coloca à disposição do país os arquivos que contam a história das lutas de resistência à ditadura militar durante as décadas de 1960 a 1980. A historiadora afirmou que o projeto foi esquecido pelo governo Bolsonaro e reconhece que falta pessoal, já que apenas dois servidores estão lotados no programa. Por outro lado, lembrou que o projeto virou uma Divisão, ganhando importância institucional dentro do Arquivo Nacional.

Entre as iniciativas previstas para este ano está a retomada do Prêmio Memórias Reveladas, que valoriza iniciativas que promovam a memória sobre a ditadura brasileira. A última edição do prêmio foi de 2017.

Segundo Gabrielle, o objetivo é “premiar produções acadêmicas, artigos científicos sobre a temática, mas também projetos educacionais, valorizando o que tem sido feito no chão da escola sobre esse tema, e também produtos comunicacionais”.

Devido à proximidade temporal da última ditadura, a diretora destacou que ela ainda produz efeitos no presente. “A maneira como os ditadores, os militares especialmente, conduziram esse processo faz com que hoje a gente ainda viva com muitas reverberações desse período”, avaliou.

Confira a entrevista completa:

A diretora de Processamento Técnico, Preservação e Acesso ao Acervo do Arquivo Nacional, Gabrielle Abreu. Foto: Ascom Arquivo Nacional

Agência Brasil: Qual a importância de revelar as memórias sobre a ditadura civil-militar (1964-1985)?
Gabrielle Abreu: É importante uma compreensão total da nossa história, enquanto nação, algo que no Brasil é muito negligenciado. Infelizmente, somos um país com pouco apreço à nossa memória, com dificuldades de conhecer a nós mesmos.

Nesse sentido, nenhum período se sobrepõe em relação a outro, mas eu acho que a história da ditadura militar brasileira acaba sendo um período muito chave para a compreensão dos acontecimentos mais recentes. Por isso, jamais, por parte da gestão do Arquivo Nacional, vai haver uma movimentação no sentido de esvaziar essa pauta dentro do órgão.

Tal como outros períodos históricos, é um período chave para uma compreensão do nosso presente, porque há muitas continuidades, muitos desdobramentos desse período. É um período chave para uma compreensão do presente e até mesmo do futuro.

Agência Brasil: Como é essa conexão da ditadura com o presente e o futuro?
Gabrielle Abreu: Não dá para abrir mão de uma reflexão crítica sobre o passado. E isso a partir de qualquer período histórico. Se a gente for pensar a linha do tempo histórico, a ditadura ocorreu muito recentemente. Dada essa proximidade temporal, a gente ainda vai viver certos efeitos dela.

A ditadura militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985 tinha um elemento muito específico se comparado aos outros regimes autoritários que ocorreram em países vizinhos ao Brasil no mesmo período. Aqui se tentou mascarar o caráter ditatorial e dar certa legitimidade ao regime.

As ditaduras não se sustentam só com repressão e violência. Parece paradoxal, mas existia também a construção de um conjunto de valores, de ideologias, que foram pensadas para dar musculatura a esse regime e fez com que ele vigorasse por tanto tempo, por 21 anos. A maneira como os ditadores, os militares especialmente, conduziram esse processo faz com que hoje a gente ainda viva com muitas reverberações desse período.

Agência Brasil: Você assumiu recentemente a Diretoria responsável pelo Memórias Reveladas. Quais novas ações e medidas serão tomadas para fortalecer esse projeto?
Gabrielle Abreu: O que está sendo pensado para o Memórias Reveladas já vinham sendo pensadas antes da minha chegada, obviamente, mas ganham um novo fôlego a partir da minha aproximação.

No finalzinho do ano passado, houve uma reestruturação e o Memórias Reveladas passou a ser uma divisão dentro da estrutura do Arquivo Nacional. Ele é reposicionado também na Diretoria de Processamento Técnico, Preservação e Acesso ao Acervo (DTP), diretamente vinculada ao gabinete dessa diretoria, o que também fortalece institucionalmente o programa.

Nesse ano, temos os 15 anos de Memórias Reveladas no dia 13 de maio. Nosso intuito é que a gente possa reverberar as ações da divisão ao longo de todo o ano, pautando a memória da ditadura militar brasileira, a reflexão e o conhecimento das lutas por direitos e como os arquivos se relacionam com o fortalecimento democrático. A gente tem a previsão de realizar a 5ª edição do Prêmio Memórias Reveladas de maneira renovada, agregando a multiplicidade dos segmentos que têm refletido sobre o tema. O Prêmio, nos últimos anos, esteve focado em produções acadêmicas monográficas. A gente sabe que a universidade é um palco muito importante para esse tema. Isso é um fato. Mas existem outros setores, outros segmentos que também estão tratando da ditadura de forma muito central.

Eu estou falando das escolas, dos veículos de comunicação, da sociedade organizada, dos movimentos sociais, dos movimentos de vítimas do período. A gente quer colocar o Prêmio na rua dando conta dessa multiplicidade de vozes e formatos, especialmente nas escolas, na educação básica, em como podemos fortalecer esse tema nos currículos, por exemplo.

O Prêmio Memórias Reveladas vai premiar produções acadêmicas, artigos científicos sobre a temática, mas também projetos educacionais, valorizando o que tem sido feito no chão da escola sobre esse tema, e também produtos comunicacionais.

Prêmio de Pesquisa Memórias Reveladas, por Arquivo Nacional

Agência Brasil: Os servidores do Arquivo Nacional têm reclamado da falta de estrutura para tocar o projeto, que teria sido abandonado pela gestão anterior, que era simpática à ditadura no Brasil. Apesar de você não estar na área no ano passado, mas caso já tenha sido possível se atualizar, como estava a situação do projeto e como recuperar ele?
Gabrielle Abreu: Quando a atual gestão do Arquivo Nacional assumiu o órgão, o que ocorreu foi um grande susto em relação ao estado que se encontrava o Memórias Reveladas. É como se o Memórias Reveladas sequer existisse. Ele não estava visível na estrutura regimental do Arquivo Nacional.

Agora, o Memórias Reveladas aparece no regimento, ganha nova musculatura, se tornando uma divisão. Com a minha aproximação, a gente começa a fazer uma movimentação interna de recomposição dessa equipe. Hoje, apenas dois servidores estão dedicados às atividades do Memórias Reveladas. Isso é muito pouco. Desde o meu 1º dia no órgão, trabalho para reforçar o expediente do Memórias Reveladas.

Agência Brasil: Nessa semana, um estudo inédito do pesquisador da UnB e ex-preso político Gilney Viana apontou 1.654 camponeses assassinados pela ditadura. O número é muito superior ao identificado pela Comissão Nacional da Verdade, que é de 434 vítimas fatais. Como o Memórias Reveladas dialoga com essas pesquisas feitas por particulares?
Gabrielle Abreu: Essa pesquisa do Gilney, essas novas estatísticas, só mostra o quanto esse ainda é um tema muito vivo e dinâmico. É muito importante que nós estejamos próximos da rede de pesquisadores que lidam com essa temática, fortalecendo essas pesquisas com a documentação que a gente mantém hoje no órgão. O principal objetivo é fortalecer essas pesquisas a partir da documentação que nós temos para que a gente um dia, quem saiba, possa chegar numa estatística, num dado mais fidedigno, mais próximo da realidade em relação a esse número, principalmente de vitimados pela ditadura militar.

Edição: Sabrina Craide

Por Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Renda média do brasileiro aumenta mais que a inflação pelo 15o mês consecutivo

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Segundo o boletim Salariômetro, reajuste médio não registrava série de aumentos reais consecutivos desde julho de 2018

Salário médio do trabalhador brasileiro tem alta em 1,2% em fevereiro, registrando o 15o mês seguido de ganho real positivo. O salário-mínimo de fevereiro era de R$ 1.412, mas o piso salarial mediano ficou 5,38% maior, sendo de R$ 1.488. O valor acumulado nos últimos 12 meses chegou a R$ 1.593.

Um fato relevante é que quase 92,1% dos aumentos salariais superaram o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). A estimativa de março mostra que 94,4% dos aumentos ultrapassam o INPC, com um aumento mediano de 5,5%, segundo a pesquisa de salários do Salariômetro da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a Fipe.

Existem variações regionais consideráveis que devem ser observadas. A região Sudeste teve o maior crescimento salarial acima da inflação, com aumento mediano de 3,18%, enquanto a região Sul obteve o menor, com 1,2%. Em primeiro lugar, está Roraima, no extremo norte com ajuste mediano de 3,8%, e a Bahia ficando em último com, 0,8%.

Esses dados são baseados em informações do mediador do Ministério do Trabalho e Emprego, provenientes dos resultados das negociações coletivas. Eles destacam a importância de tais negociações na determinação dos salários dos trabalhadores e na manutenção do poder de compra.

Evite a automedicação e busque informações seguras contra a doença

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O consumo de medicamentos sem prescrição é uma prática comum no Brasil, mas o uso indevido de medicamentos pode causar problemas graves de saúde. E, no caso da dengue e Chikungunya.

Diversos profissionais da saúde apontam que a automedicação pode causar reações graves, hemorragias e inclusive, se a Dengue ou Chikungunya não forem tratadas adequadamente, podem levar o paciente ao óbito.

O ideal é procurar por uma unidade de saúde assim que aparecem os primeiros sintomas, principalmente a febre. Porém, pessoas acabam se automedicando em casa para aliviar o mal-estar, sem saber que alguns medicamentos, podem ter um efeito contrário se o indivíduo estiver com dengue.

Servidores federais marcam paralisação para o dia 3 de abril

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Entidades representativas dos servidores públicos federais marcaram, para o próximo dia 3 de abril (quarta-feira), o “Dia Nacional de Mobilização e Paralisação”, no qual serão reivindicados reajustes salariais e um “revogaço” de medidas do governo Jair Bolsonaro contra o serviço público.

Na última reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), realizada no dia 28 de fevereiro, o secretário de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), José Lopez Feijóo, condicionou um eventual reajuste do funcionalismo público em 2024 a excedentes na arrecadação da União.

Além disso, os representantes do Governo Federal também prometeram reajustar auxílios dos servidores federais no mês de maio. O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) afirmou que a categoria não tem condições de suportar mais um ano sem reajuste salarial.

Os servidores foram orientados a permanecerem em estágio de mobilização e participarem de atividades locais, como greves e assembleias.