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terça-feira, abril 28, 2026

Em um mundo de tantas transformações é a educação que humaniza

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Em um mundo de tantas transformações é a educação que humaniza

A era da tecnologia acirrou a competição entre profissionais, e a pressão no mercado de trabalho é uma crescente. Contudo, os espaços de formação, como escolas e universidades   seguem reforçando os valores humanos e oferecendo suporte aos alunos

Com a era da informação e a indústria 4.0, as pessoas passaram a viver em um outro ritmo. A competição entre empresas, mercados e países está aberta. Empregos tradicionais podem sumir e outro novos estão aparecendo. Mas será que neste mundo ainda há espaço para seres “humanos”?

Nesse novo contexto, escolas e universidades entendem o papel delas e buscam equilibrar o currículo entre a capacitação técnica e a formação humana. “O mundo atual apresenta diversas alternativas para a realização de cada projeto de vida. Foi-se o tempo em que o único caminho para o sucesso era o da universidade. Claro que este caminho ainda é uma possibilidade, mas a cada ano novas opções surgem, como intercâmbios, ações de empreendedorismo e voluntariado”, explica Luiz Gustavo Mendes, vice-diretor do colégio Marista João Paulo II.

O vice-diretor ainda lembra que a instituição Marista surgiu em um cenário de grandes turbulências políticas, afinal, a fundação data de 1817 na França, menos de 20 anos depois do término da Revolução Francesa (1789-1799).

“Desde então, a instituição se compromete com a formação de bons cristãos e virtuosos cidadãos. Atualizando este compromisso para os dias atuais, significa dizer que queremos formar pessoas boas, éticas, comprometidas com uma sociedade melhor e, ao mesmo tempo, com competência acadêmica para atuar com excelência onde o seu projeto de vida o levar”, relata Luiz Gustavo. Atualmente, o colégio conta com mais de 300 educadores, e oferece a educação infantil até o ensino médio.

Os processos de transformação do mundo parecem tirar a humanidade das pessoas, como acredita a diretora do Cor Jesu, Irmã Maria Elisangela. Segundo ela, a solução para que o aluno não perca valores como empatia e solidariedade passam por “uma formação acadêmica consistente e que coloque o estudante no centro do processo formativo”.

Felicidade profissional
As transformações sociais e a cultura digital têm exigido novas habilidades para a vida no século XXI, sem contar que velhas profissões desaparecem e novas estão por vir. Assim, as escolas precisam se antecipar e oferecer uma formação conectada com a realidade.

Como explica a diretora do Cor Jesu, o colégio está “atento às demandas atuais da sociedade,  e vem atualizando sua Proposta Pedagógica, visando ao desenvolvimento de competências necessárias para o século XXI”.

Para Luiz Gustavo, vice-diretor do Marista João Paulo II, a realidade multiconectada não muda o desafio das instituições e “o grande foco da escola tem que ser ajudar o estudante a desenvolver competências e habilidades. Os conteúdos precisam estar inseridos em contextos onde se tornam úteis para a resolução de problemas”.

Como estão os universitários?

Eles lidam com outras pressões e muitos não estão preparados para enfrentar a competição. Por isso, o cansaço e a apatia tomam conta dos estudantes. Estes dois sentimentos foram encontrados por Suliane Beatriz Rauber, professora de Educação Física, ao chegar no Centro Universitário do Distrito Federal  (UDF), em 2016.

“Ensino superior pra mim sempre foi evolução, oportunidade e mudança. Como assim, estar aqui com raiva e triste?”, a pergunta feita pela professora levou o surgimento do Gotas de Amor, um projeto de extensão voltado para promover o autoconhecimento e a auto estima dos alunos da instituição. A comunidade externa também é atendida com diversas ações, como educação em saúde para crianças.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do planeta, a estatistica desanima a professora, que ainda acredita que é possível reverter esse quadro ao “ajudar as pessoas a serem mais felizes.

Suliane ainda destaca que “nos ensinam tantos conteúdos, mas não nos ensinam aquilo que vamos fazer pra vida toda: compreender e gerir as nossas emoções e interagir com o ser humano sendo humano. Mas acredito no ser humano e ele naturalmente terá que se renovar e retornar a sua essência e quando vejo estudantes deixando seus afazeres para ajudar os colegas a ficarem mais relaxados antes de uma prova vejo ‘Amor’”.

Serviço:

Colégio Cor Jesu

Avenida L2 Sul, Quadra 615 – Asa Sul, Brasília

Telefone(61) 2105-6800
Colégio João Paulo II 

SGAN 702 – Asa Norte, DF

Telefone(61) 3426-4600

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