Estresse é prejudicial à saúde do coração

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Estresse é prejudicial à saúde do coração

No mês em que se comemora o Dia do Cardiologista, especialistas alertam que o estresse é um fator de risco para doenças cardiovasculares

O estresse está cada vez mais presente na vida das pessoas, que, em sua maioria, têm os dias corridos e preenchidos por trabalho, preocupações e ansiedade. O que muita gente não sabe é que o estresse também pode ser extremamente prejudicial à saúde do coração. No mês em que se comemora o Dia do Cardiologista, especialistas reiteram que, de acordo com levantamentos do Ministério da Saúde, o estresse já é o quarto maior fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
De acordo com a cardiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Dra. Carla Margalho, passar por muitas situações estressantes faz com que o organismo libere altas quantidades de hormônios, como o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina. “Quando em excesso, essas substâncias geram a contração dos vasos sanguíneos. Isso leva ao aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, o que pode causar arritmias, hipertensão e, consequentemente, um infarto do miocárdio”, explica.
Outra problemática causada pelo excesso dos hormônios em questão é a possível quebra de placas de gordura, que pode levar a um entupimento de artérias. “Quando nossas artérias se entopem, o fluxo de sangue é interrompido, o que traz consequências que variam entre insuficiências cardíacas, infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Nesses casos, geralmente é indicado que o paciente se submeta a uma angioplastia, procedimento que realiza o desentupimento das artérias” relata Dra. Carla.
Prevenir é melhor que remediar
Mesmo em meio a uma convulsão social, o estresse é um fator de risco que pode ser controlado com certa tranquilidade. Segundo a cardiologista, exercícios físicos são um dos primeiros passos a serem dados no processo. “Quando praticamos uma atividade, liberamos hormônios que trazem sensação de bem-estar, como a endorfina. Elas acabam por fazer o efeito contrário e combater os hormônios que nos fariam mal”, garante.
Na lista de bons hábitos, também estão incluídos a alimentação saudável, a manutenção do peso e a não privação do sono. “Tudo isso contribui para a diminuição do estresse. Entre os hábitos que devem ser cortados, ou, ao menos, diminuídos, estão o tabagismo e a alta ingestão de bebidas alcoólicas”, diz a especialista. Para finalizar, a médica lembra que o estresse é prejudicial ao coração quando acontece de forma crônica. “Ninguém está livre de passar por um momento de irritabilidade, mas temos que evitá-los ao máximo. Estar rodeado de amigos e fazer coisas das quais gostamos é uma boa dica”, conclui.

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