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Imposto sobre heranças mira recorde em 2023 e o impacto das novas legislações em 2024

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Arrecadação do ITCMD no Brasil cresce 8,1% no primeiro semestre de 2023, atingindo a cifra de quase R$ 6,4 bilhões

2023 deve ser o ano das heranças no Brasil. Dados compilados pelos estados brasileiros a respeito do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) indicam um aumento de 8,1% na arrecadação dos primeiros seis meses de 2023. Isso representa uma elevação significativa se comparada ao período de janeiro a junho do ano anterior, 2022. No primeiro semestre deste ano, foram R$ 6,36 bilhões coletados pelas unidades da federação – contra R$ 5,88 bilhões de 2022.

E se levarmos em conta que 2022 foi o ano de arrecadação recorde do ITCMD com R$ 13,1 bilhão, 2023 deve superar essa marca e se tornar o ano com os maiores valores transmitidos por herança na história do país. O valor arrecadado em 2022 representa um aumento de 4.722% na comparação com o coletado pelas unidades da federação em 1997, segundo o levantamento elaborado pela plataforma Cálculo Jurídico.

São Paulo (R$ 1,61 bilhão), Minas Gerais (R$ 828 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 654 milhões) lideram o ranking de arrecadação do ITCMD nos estados em 2023. A lista com o desempenho de todas as unidades da federação pode ser conferida no Mapa da Herança no Brasil (link) que além dos dados por estado ainda traz outras informações relevantes:

– No primeiro semestre de 2023, a Paraíba apresentou maior elevação na coleta do ITCMD na comparação com igual período de 2022: 197,7%;

– O Piauí teve queda de 40,3% na arrecadação do ITCMD nos primeiros seis meses deste ano, a maior diminuição entre os estados na comparação com o período de janeiro a junho de 2022;

– Seis estados brasileiros tiveram queda no recolhimento do ITCMD em 2022: Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e São Paulo;

– O estado de São Paulo registrou baixa de 7,36% na arrecadação do ITCMD de 2021 para 2022;

Alíquota e a PEC 45

O ITCMD consiste em um tributo estadual que incide sobre a transferência de bens móveis, imóveis e direitos por herança em caso de falecimento ou doação. O imposto tem amparo na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional, que determina alíquota máxima (8%) e mínima (2%). Cada estado indica a base de cálculo e a alíquota a ser exercida.

De acordo com o Colégio Notarial do Brasil, que reúne os mais de 8 mil cartórios de notas do país, foi registrado o crescimento de 22% no número de doações de bens a herdeiros ainda em vida desde que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45 – a Reforma Tributária – teve aprovação inicial na Câmara dos Deputados, em meados de 2023.

A quantidade de doações passou da média mensal de 11,6 mil em 2022 para mais de 14,2 mil em agosto deste ano, logo depois da análise da PEC. Segundo especialistas, o comportamento reflete a preocupação dos contribuintes com a elevação das alíquotas, que antecipam planos de doação aos herdeiros em vida – em vez do processo via inventário, por exemplo.

Você pode acessar o levantamento inédito que mostra quem é quem no recebimento de heranças no Brasil acessando:

https://calculojuridico.com.br/imposto-sobre-herancas-tem-recorde-em-2023/

Órfãos de pais vivos: conheça a história dos filhos separados de pais com hanseníase

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Órfãos de pais vivos: conheça a história dos filhos separados de pais com hanseníase

DPU luta por indenização às vítimas da política sanitária que destruiu famílias no século XX

Por décadas, pessoas com hanseníase foram isoladas do resto da sociedade no Brasil. Elas eram excluídas do convívio social e condenadas ao confinamento em hospitais colônias.

Há anos a Defensoria Pública da União (DPU) busca defender o direito das pessoas que foram afastadas da família por causa dessa política sanitarista governamental. E neste último domingo de janeiro (28), data em que se comemora o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase no Brasil e o Dia Mundial da Hanseníase, a DPU traz uma história que escancara algumas das cicatrizes profundas que ficaram após a separação traumática dos pais.

Privadas do amor, do afeto e do convívio com a família, os filhos das pessoas que tinham hanseníase no século passado cresceram sem saber o que é ter parentes presentes. Helena Bueno, 62 anos, é uma dessas vítimas do Estado.

Ela é uma das assistidas da DPU e conta que nunca conheceu mãe, pai, avós nem tios. “Passei por preventórios, minha mãe e meu pai ficaram doentes e não puderam me criar. Comi o pão que o diabo amassou na casa dos outros”, desabafa.

Helena foi entregue ao Educandário Santa Terezinha, localizado em São Paulo, no dia em que nasceu. Tirando o momento do parto, nunca teve contato com a mãe que, assim como o pai, já havia morrido quando Helena atingiu a maioridade e teve, pela primeira vez, a oportunidade de conhecer sua história. Anos depois, Helena descobriu que a mãe nunca nem soube de seu paradeiro.

“Tudo bem, ela tinha doença. Mas isso não se faz com uma mãe ou filha”, enfatiza emocionada. “Eu lembro que o preventório ficava no alto, olhava e via as coisas lá embaixo, mas não tinha essa ideia de pai, mãe, família. Lá era meu mundo. Eu não sabia que existia outro mundo fora”, disse.

No educandário viveu até os 18 anos, mas as lembranças seguem com ela até hoje. Essa política de isolamento compulsório das pessoas doentes com hanseníase vigorou no país até 1980. Em 2007, a Lei 11.520 estabeleceu o pagamento de uma pensão vitalícia aos ex-pacientes, no valor de R$ 750,00.

No entanto, os filhos órfãos de pais vivos, também vítimas dessa decisão do Estado, não haviam sido indenizados e batalharam por justiça. Até que, em novembro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 3023/2022, que sucede à Lei de 2007 e institui indenização em formato de pensão vitalícia a eles.

DPU luta por direitos humanos

Nesse período, a Defensoria Pública da União buscou defender o direito das pessoas que foram afastadas da família por causa da política sanitarista governamental. Junto com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a indenização por parte do estado seja considerada imprescritível nesses casos.

Isso porque hoje no Brasil vigora uma regra que diz que “as dívidas passivas e qualquer direito ou ação contra a União, estados e municípios prescrevem em 5 anos contados da data no ato ou do fato do qual se originaram”.

O defensor público federal Gustavo Zortea, que atua no caso, conta que o pleito da DPU é justamente para retirar a situação dos filhos separados das pessoas atingidas pela hanseníase dessa regra geral. “Nós entendemos que o que essas pessoas sofreram não é uma violação comum. A pretensão ressuscitaria que elas têm contra o estado, lato sensu, não é comum. É uma pretensão que surge de uma política pública engendrada pelo estado de maneira sistemática e altamente violadora de direitos humanos”, explica.

O argumento da DPU na Suprema Corte é que quando a política pública, que devastou milhares de vidas, prescreveu as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade, muitas vezes eram crianças, e por isso não recorreram à justiça.

O defensor força que mesmo com a Lei 3023/2022, a DPU continuará a defender os direitos desses filhos de pais órfãos que possam vir a precisar de orientação jurídica.

Um pouco mais dessa história

Helena nasceu em 1961, no município de Itu, São Paulo. Recém-nascida, foi levada para a capital, que fica a aproximadamente duas horas de viagem. “Me trouxeram no mesmo dia para São Paulo, imagine a dor da minha mãe”, reflete.

A saudade do que poderia ter vivido caso tivesse conhecido a mãe acompanha Helena desde que ela entendeu o conceito de família e percebeu que isso foi tirado dela. No educandário, viveu por anos durante a infância e o início da adolescência, mas as lembranças não são boas. Depois, passou por diversas casas onde serviu de empregada doméstica não remunerada e teve experiências traumáticas. De acordo com ela, olhar para essa parte da vida traz muita dor.

Sendo mal tratada constantemente, Helena decidiu fugir de uma dessas casas e, por ficar escondida, perdeu o contato com a irmã por alguns anos. Só reatou o laço ao fazer 18 anos. Também foi nessa época que partiu em busca do paradeiro da mãe. Mas chegou tarde demais.

Quando finalmente descobriu onde ela estava, a mãe havia morrido há uma semana. Para as filhas deixou uma bíblia. “Percebi que dentro da bíblia que existe uma passagem “filho meu, filho meu, filho meu” que está grifada. É só essa parte que está grifada é marcada”, diz se agarrando nas palavras como a um carinho que não recebeu na infância. “Eu sou mãe de um menino de 30 anos. Quando ele nasceu meu maior desejo era amamentar ele. Eu fico imaginando o que minha mãe passou”, lamenta.

Da família Helena só conheceu a irmã, que também morava no educandário. “Eu não via a hora de completar 18 anos e ser livre. Era meu maior sonho”, lembra.

Afastada da família, a vida de Helena foi difícil. As lembranças mais antigas são de castigos. “Uma vez colocaram as meninas viradas para a parede, nuas com as mãos para o alto e apanhamos com vara de marmelo”, contou. “Eu também lembro que estava saindo da escola toda feliz e disse “amanhã não vai ter aula”, aí me empurraram e eu caí no pedregulho de joelho, eu tenho marca. Até hoje eu lembro da dor”, disse. “Eu lembro de outro: a mulher apertava a unha em cima da minha cutícula. Fiz isso em todos os meus dedos e eu tive muitas feridas altas”.

Hoje Helena é casada, mora em São Paulo e tem um filho. E assim como milhares de crianças que foram separadas dos pais e viveram como órfãos, luta por uma indenização do estado. É assistida da DPU.

Parceiro de luta

O Morhan, que ingressou com a DPU na ação que tramita no Supremo, ajuda a identificar vítimas da segregação imposta aos ex-doentes e filhos. Sua missão é possibilitar que a hanseníase seja compreendida na sociedade como uma doença normal, com tratamento e cura, eliminando assim o preconceito e estigma em torno dela.

O coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio, esclarece que estabelecer uma indenização seria uma espécie de pedido de desculpas da sociedade, apesar de não ser suficiente para suprir o sofrimento dessas pessoas.

“A gente está lidando com um crime de direitos humanos. São pessoas que tem medo do escuro, por exemplo, porque foram separadas dos pais ao nascer, levadas a preventórios, sofreram diversos abusos, inclusive, questões relacionadas a tortura”, elucida. “São crimes que não prescrevem. O mal que foi feito a essas pessoas não pode ser comparado a batidas de carros”, reforça.

A hanseníase

Trata-se de uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae, que dá sintomas na pele e afeta os nervos das extremidades do corpo. É transmissível por meio da respiração, mas tem cura. Ninguém que tenha a doença precisa se afastar da sociedade, nem deixar de trabalhar ou ficar perto de sua família.

Celebra Show aponta tendências dos setores de Natal e Halloween

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A 2ª edição da principal feira de negócios B2B para o mercado de celebrações já está com o credenciamento aberto

Com data marcada para acontecer entre os dias 26 e 29 de maio deste ano, no Expo Center Norte, em São Paulo, a Celebra Show, maior feira de negócios para os segmentos de Natal, Eventos Sociais, Festas, Halloween, Balões, Confeitaria e Parques promete apresentar muitas novidades.

O mercado de celebrações experimenta uma fase de estabilidade, marcada por menos oscilações e um cenário de câmbio mais estável. Eduardo Cincinato, presidente da ABCasa e especialista no mercado de Natal e festas, destaca a confiança gerada por essa estabilidade, permitindo a oferta de um maior volume de produtos e uma variedade mais ampla na produção nacional.

Halloween em Ascensão

Cincinato observa uma influência mais significativa do Halloween este ano em comparação ao ano anterior. Ele reconhece que o crescimento pode ser impactado por certas resistências, especialmente por movimentos contrários à festa norte-americana. No entanto, destaca a necessidade de desmistificar o evento, enfatizando que o Halloween é uma brincadeira e não uma festa religiosa.

“O Halloween é crescente por ser uma festa lúdica e feita para todas as idades. Todo mundo pode se divertir, se fantasiar e entrar na brincadeira”, afirma Cincinato.

Dentro das novidades previstas para fazer sucesso na decoração da festa, bonecos mais interativos, em tamanho real, e tecnológicos ganham ainda mais espaço. O gigantismo e coleções macabras de personagens da Disney também estão entre os lançamentos que poderão ser conferidos durante a Celebra Show.


Tendências Natalinas:

No contexto do Natal, destacam-se algumas características presentes na decoração. “O dourado e as árvores flocadas, com elementos que imitam a neve, permanecem em alta em 2024. Além disso, vemos o uso de guizos e detalhes bem maiores, como os ursos, com mais destaque na decoração, tirando o foco dos tradicionais laços”, aponta Dani Sakurai, decoradora de festas e parceira da ABCasa.

Sakurai ainda destaca a introdução de novas formas de montagem de árvores, utilizando materiais como trigo, e a tendência crescente de locação de decorações natalinas, permitindo uma renovação anual. “Percebemos uma forte tendência de locação de decorações de Natal, refletindo a preferência por árvores diferenciadas a cada ano”.

A tecnologia também está presente no segmento natalino e as árvores com mais funcionalidades, como as que se montam sozinhas, e sistemas de iluminação via aplicativo, são as principais apostas deste ano.

Otimismo é a palavra de ordem para o setor, com varejistas indicando estabilidade e clientes demonstrando um aumento nas compras em comparação ao ano anterior.

“Estamos bem otimistas com a movimentação no mercado de celebrações este ano. Os clientes estão comprando mais, sinalizando um cenário positivo”, destaca Cincinato.

 

Serviço

Celebra Show

Dias: 26 a 29 de maio

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme

Credenciamento: https://www.celebrashow.com.br/

Sobre a ABCasa 

A ABCasa – Associação Brasileira de Artigos para a Casa, Decoração, Presentes, Utilidades Domésticas, Festas, Flores e Têxtil – é uma entidade sem fins lucrativos, que se constitui como a mais representativa do setor. Seu objetivo principal é fortalecer o segmento e criar uma base de relacionamento entre empresas, entidades de classe, fornecedores, distribuidores, importadoras e profissionais.

Com mais de 650 associados, a organização auxilia na maturação do mercado de artigos para a casa e celebração, oferecendo conteúdos, estudos setoriais e organizando eventos importantes que geram excelentes oportunidades de negócios aos associados.

Sobre a CELEBRA SHOW 

A Celebra Show é a união das duas maiores feiras do setor de festas, a antiga ABCasa Natal e Festas e a Expo Festas e Parques, realizada pela Francal. A ABCasa – Associação Brasileira de Artigos para a Casa, Decoração, Presentes, Utilidades Domésticas, Festas, Flores e Têxtil – agora é a responsável pelo evento e tem como objetivo agregar todos os segmentos de natal, festas, parques, eventos sociais, halloween, confeitaria, balões em um único local.

O evento é o resultado de uma demanda deste mercado e tem como foco promover um espaço para novas oportunidades de negócios e de desenvolvimento dos associados. Atualmente, a Celebra Show conta com mais de 200 expositores, entre eles fabricantes nacionais, importadores, exportadores e artesãos, a Celebra Show movimenta o mercado nacional e internacional de celebrações.

Ala feminina do PSD-DF debate enfrentamento à violência contra mulheres

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As mulheres são a maioria no eleitorado brasileiro (mais de 52%) e chefiam 50,8% dos 75 milhões de lares no País. Mas têm salários menores, pouco acesso aos cargos de chefia e acúmulo de tarefas domésticas e profissionais. E estão longe dos principais postos políticos, apesar de representarem 46,2% dos filiados das agremiações nacionais. O País tem apenas 12,1% de prefeitas e 16% de vereadoras e somente 311 mulheres foram escolhidas pelo eleitorado no pleito de 2022, o que corresponde a apenas 18,2% do total de eleitos.

Paralelo a isso, muitas ainda enfrentam a violência doméstica, que tem contornos trágicos no DF. Em 2023, o número de feminicídios dobrou em relação a 2022, passando de 17 para 34. As tentativas de feminicídio cresceram 110%, saltando de 37 para 78. O crime foi o que mais cresceu na Capital do País em um ano.

Para debater estas questões, a base feminina do PSD-DF realizou, neste sábado (27), o primeiro “Diálogos PSD Mulher”, no Manhattan Plaza Hotel. O tema central do encontro foi o enfrentamento da violência contra a mulher – incluindo um olhar preventivo e inclusivo.

Participaram dos debates, mediados pela jornalista Márcia Witczak, a subsecretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Secretaria de Estado da Mulher do DF, Maíra Castro; a presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do DF e presidente da Câmara de Mulheres Empreendedoras, Empresárias e Gestoras de Negócios da Fecomércio, ⁠Beatriz Guimarães, e Cyntia Carvalho e Silva, do Observatório Nacional das Mulheres na Política.

O encontro foi aberto com uma mensagem da presidente do PSD Mulher Nacional, Alda Marco Antônio, que fez uma reflexão sobre o papel da mulher na política e a ainda pequena representatividade feminina nos legislativos pelo Brasil afora.

“Nós temos o que dizer, temos como colaborar e precisamos abrir essa discussão com as eleitoras. Será que todas estão felizes com esta violência horrorosa? Mulheres sendo assassinadas a cada quatro horas no Brasil, não podemos sair à noite por medo de estupros e assassinatos. Nós temos de influenciar para mudar esta realidade”, disse, no vídeo enviado ao Diálogos PSD Mulher DF.

Deborah Carvalhido, presidente do PSD Mulher-DF, agradeceu aos parceiros do evento e disse que o projeto Diálogos PSD Mulher DF foi pensado para levar mais informações às mulheres de todo o Distrito Federal. “No ano passado, o feminicídio foi uma mancha na história do DF, com o maior crescimento percentual no País. Por isso, nesta primeira edição, vamos debater este tema, que não tem uma fórmula mágica, mas é multidisciplinar. Passa por segurança pública, rede de creches e humanidade, entre outros fatores”, afirmou.

“O machismo silencia, exclui, ameaça e machuca não só o corpo físico, mas a alma. E, em sua versão mais perversa, ele mata. Juntas e juntos, podemos construir um futuro melhor para nossos meninos e meninas”, afirmou.

Presidente do PSD-DF, Paulo Octávio cumprimentou as participantes e saudou as organizadoras do evento. Depois, fez uma análise do trabalho do partido na construção de uma nova política. “O partido quer crescer e precisa contar com cada uma de vocês. O discurso da Alda emociona. Hoje, o PSD tem a maior bancada feminina no Senado, com seis parlamentares. O presidente Gilberto Kassab está de parabéns, por ser incansável e ter uma visão de única de Brasil. O PSD tem muita perspectiva de futuro, por ser um partido de centro, que busca a conciliação e a governabilidade. O Brasil precisa disso: somar e amar, com entendimento”, disse.

“Sou um dos poucos homens nesta sala, mas saibam que meu respeito e admiração pelas lutas femininas são de longa data e lamento as distorções que a visão patriarcal vem causando na nossa cidade e no nosso País, causando discriminação, violência e graves desequilíbrios no papel das mulheres na sociedade. Creio que estas distorções precisam ser superadas e o momento é de apoio e solidariedade às mulheres. Portanto, quero que saibam que como presidente do PSD do Distrito Federal, não medirei esforços para a construção de um presente e um futuro mais digno, seguro e respeitoso para as mulheres do DF”, disse.

Para ele, incentivar políticas públicas que estimulem a autonomia financeira feminina, o empreendedorismo, ampliação do acesso às creches e ao sistema de educação e principalmente o fim da violência doméstica são fundamentais. “Temos de esclarecer a sociedade sobre a relevância das mulheres na organização social, relevância igual ou até maior que a dos homens, na medida em que são elas que educam e organizam a casa. Como homem, convido meus companheiros de gênero a somar força na luta das mulheres por igualdade salarial e principalmente, o fim da violência doméstica. Afinal, homem que é homem, sabe respeitar e ser companheiro da sua parceira”, encerrou.

Líder do PSD na Câmara Legislativa, o deputado Jorge Vianna elogiou o evento e fez uma análise da política. “A mulher quer participar. Como falar de política de mulher, se nós não somos mulheres? Nada melhor que uma mulher dirija um partido e que possa falar e ensinar a elas como é a política partidária. A política nos consome e alguma coisa de nossa vida acaba sucumbindo. Eu tenho duas filhas e tenho um lapso temporal do crescimento delas, por conta da militância política”, afirmou.

Após uma introdução da cultura masculina, e de seus preconceitos e erros, a jornalista Marcia Witzack comandou o debate. Maíra Castro, subsecretária de Enfrentamento a Violência contra a Mulher, destacou que o DF inova ao trabalhar com homens, para reverter o quadro de violência contra a mulher, trabalhando com os autores de violência. “O machismo é intrínseco, interno e cultural. Estamos no século 21 e muitos maridos ainda não apoiam o lar. Se não trabalharmos com os homens, nós não vamos avançar. Nós criamos os homens, e o machismo também está dentro de nós”, disse, em sua abordagem inicial.

Já Beatriz Guimarães fez um panorama cultural da mulher, destacando o afastamento delas das profissões desde a infância. “Nas lojas de brinquedo, a aventura está mais ligada à ala masculina que a feminina. Já para as meninas ficam as bonecas, os conjuntos de passar e cozinhar. E isso precisa ser desconstruído”, afirmou.

Cyntia Carvalho e Silva falou inicialmente da questão organizacional das famílias e da importância da mulher na sociedade. “Quem movimenta a economia deste País são as mulheres. Quem acorda às 5h, quem coloca os filhos para estudar somos nós. O homem não deve “ajudar”. Ele tem o dever. O trabalho doméstico é da família”, destacou.

Maíra Castro também falou de um quadro alarmante: 80% das mulheres vítimas de violência no lar se declaram independentes, mas precisam sair da própria casa e tirar os filhos da escola. E destacou que, em muitos casos, quanto maior a renda, mais difícil é que a queixa policial seja registrada, lembrando ainda que o DF tem quase 400 órfãos por feminicídio. “Quando você salva uma mulher, você salva uma família. O estado, sozinho, não vai dar conta”, afirmou.

“A gente precisa levar as mulheres vítimas de violência ao hospital, correr atrás de passagem para voltar a seu estado de origem… estes dias, uma mulher chegou com o maxilar dilacerado por socos e não tinha quem fosse buscar os filhos. Saiu do hospital desfigurada e com dor. Não julguem uma mulher vítima de violência. Muitas mulheres não têm coragem e força para reagir, pois o ciclo da violência é grande. Precisamos acolhê-las com força e amor”, completou.

Beatriz Guimarães destacou ainda que é preciso trabalhar uma legislação e um termo de qualificação para as mulheres vítimas da violência. “Elas precisam se sentir produtivas. A gente consegue partir para um plano de ação com os sindicatos e as empresas. Só a Fecomercio tem 224 mil associados. Já pensou em conseguir ao menos uma vaga para uma mulher vítima de violência em cada uma destas empresas?”, destacou.

A empresária lembra ainda que a reconstrução destas mulheres é quase uma ressureição. “A sororidade é uma palavra bonita, mas precisa de uma rede de apoio. Quantas vezes não preferimos um médico homem, no lugar de uma médica? Nós somos uma agente de transformação”, destacou.

O evento terminou com o emocionante depoimento da advogada Maura Mariano, que contou sua história. Ela foi vítima de uma tentativa de feminicídio pelo ex-companheiro que, armado, invadiu sua casa em companhia de outros homens, amarrou suas filhas e tentou matá-la a tiros. A palestra emocionou a todos e deixou no ar uma questão: até quando a sociedade vai permitir que distorções como o machismo intimidem, agridam e matem as mulheres brasileiras?

Especialista lista mitos e verdades do pós-operatório da rinoplastia

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Ideal nose. Close up of a womans face with a medical dressing on the nose after cosmetic surgery

Com o objetivo de melhorar a aparência e/ou a função respiratória do nariz, a rinoplastia é uma cirurgia relativamente comum no Brasil. O pós-operatório do procedimento é tranquilo, mas é importante estar ciente dos mitos e verdades sobre essa cirurgia para possibilitar uma recuperação saudável. O otorrinolaringologista e médico especialista em rinoplastia há 15 anos, Dr. Jamisson Melo, elenca as principais dúvidas.

 

 

 

Confira os mitos:

O pós-operatório é muito doloroso

Na verdade, o paciente não apresenta dor no pós-operatório da rinoplastia. Deixo, de rotina, um analgésico prescrito, mas os pacientes, rotineiramente, não precisam fazer uso.

O resultado definitivo da cirurgia é imediato

Já observamos o resultado imediatamente após o término da cirurgia, porém, o resultado definitivo da rinoplastia é 12 meses. Durante esse período, o nariz apresenta uma diminuição gradual do edema (inchaço) e pode ainda ocorrer pequenas mudanças entre 02 e 12 meses após
a cirurgia .

A rinoplastia pode causar problemas respiratórios.

Pelo contrário, a rinoplastia pode melhorar a função respiratória, principalmente nos pacientes que apresentam insuficiência de válvula nasal. Além disso, a cirurgia de rinoplastia (plástica de nariz) pode ser associada a septoplastia (cirurgia para correção do desvio de septo) o que leva a uma grande melhora da função respiratória do paciente.

É possível fazer rinoplastia sem internação

Mito. Por ser uma cirurgia, a mesma deve ser realizada em ambiente hospitalar, o que leva a internação. Como é uma cirurgia tranquila e bastante segura, com boa recuperação, a alta hospitalar é dada precocemente, já no dia seguinte ao procedimento.

Confira as verdades:

O nariz ficará inchado e roxo no pós-operatório

O inchaço é uma reação natural do corpo ao trauma cirúrgico. Ele é mais intenso nos pprimeiros 05 dias e vai diminuindo gradualmente. Com 02 meses o nariz já estará bem próximo do resultado final. A coloração arroxeada, pode ocorrer em segundo casos, e tende a desaparecer por volta de 10 dias.

O paciente deve evitar atividades físicas e exposição ao sol no pós-operatório

As atividades físicas devem ser evitadas nos 15 primeiros dias após a cirurgia. Após esse período, já podem ser iniciadas gradualmente. A exposição ao sol somente estará liberada após 2 meses, pois pode causar manchas na pele.

O paciente deve seguir as orientações do cirurgião no pós-operatório

É importante tomar os medicamentos prescritos pelo cirurgião, como antibiótico, corticóide e algumas pomadas. A lavagem nasal e um curativo com micropore por 02 meses faz muita diferença no resultado e é aconselhável. Em alguns casos, prescreve também isotretinoina para afinar a pele e possibilitar um resultado mais delicado e natural.

 

Guia ajuda futuras mães em jornada da maternidade

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Escrito pelo médico obstetra Dr. Anderson Pinheiro, o guia “A internet não é legal para gestantes” esclarece dúvidas do cotidiano da gravidez com base em evidências científicas

Do momento que a mulher decide engravidar, ao teste positivo, passado pelo dia do parto e o momento mágico em que é criado uma nova família, muitas dúvidas e questões passam pela cabeça da futura mãe. As perguntas surgem e as respostas nem sempre estão ao alcance de um click.

A paixão pela obstetrícia e o respeito pela ciência, além do desejo constante de atualização levou Dr. Anderson Pinheiro, médico com especialização pela Unicamp e estudos no Massachusetts General Hospital, afiliado da Harvard University, considerados um dos 10 melhores hospitais para se estudar nos EUA, a escrever um guia procura responder algumas dessas perguntas com base cientifica.

Partindo de dúvidas reais de seus pacientes acumuladas ao longo de anos em sua jornada na experiência clínica, ele partiu para uma extensa pesquisa para reunir dados e escrever esse guia, além de esclarecer mitos e verdades. De acordo com ele, a internet é bastante superficial em relação a respostas. Além disso um dos principais aspectos que o levou a escreveu o livro foi começar a perceber que apesar da web trazer muita informação, algumas delas se apresentavam com teor de qualidade duvidosa.

“A Internet deu voz para muitas pessoas que não tem formação adequada e que se aproveitam do palco para benefícios próprios. Para esclarecer as dúvidas de uma maneira mais assertiva e baseada em dados de pesquisa e na ciência resolvi escrever esse guia”, conta o especialista.

Dr Anderson conta que via em seu consultório muitas gestantes com dúvidas bem banais e que ao navegar pela web, primeira coisa que as futuras mães fazem, quando se descobrem grávidas, após as pesquisas se percebiam mais confusas do que esclarecidas. “A internet é muito confusa também sobre o que pode acontecer com a mãe e o bebê durante a gestação”, conta o especialista.

Formado em medicina com residência em ginecologia e obstetrícia com mestrado e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas, Unicamp. Dr. Anderson concluiu seu pós-doutorado em Boston, nos Estados Unidos. Desde então, trabalha com hemorragia pós-parto.

Atuou também por 12 anos como médico-assistente no Hospital Estadual da Universidade Estadual de Campinas e atualmente é coordenador de ginecologia e obstetrícia e pré-natal de alto risco, do Hospital e Maternidade Teodora, de Campinas, além de atender em seu consultório, juntamente com outros médicos no Espaço Maternare, dedicado aos cuidados da mulher em todas as fases da vida.

Segundo o especialista em seu consultório ou mesmo no hospital diariamente aparecem todos os tipos de dúvidas. As mais comuns são sobre hidratação, alimentação, atividade física, dúvidas do parto e do pós-parto, as vantagens do parto normal X cesárea, a escolha da melhor maternidade, fisioterapeuta, o preparo pélvico, se podem viajar, quando podem retomar atividades no pós-parto, acupuntura, entre outras.

Alterações estéticas são muito questionadas também. Entre os questionamentos, se podem ou não fazer drenagem linfática, tingir o cabelo, alisar ou procedimentos estéticos mais invasivos, como lazer.

Entre as histórias curiosas que já ouviu em consultório, ele conta o episódio de uma grávida que sentiu desejo de comer um brownie e assim que deu a primeira mordida, lembrou que na receita continha canela, no entendimento dela um elemento abortivo, e cuspiu o doce na hora. Ele conta que os medos são muitos e as informações, nem sempre têm embasamento. “Não precisa de exagero.  A internet é cruel com esse tipo de pergunta. Meu bebê vai ter algum problema se eu fizer isso, ela vai que dizer sim”, conta Dr. Anderson.

Entre os mitos, ele esclarece aquilo que é considerado permitido, mas que se pode realizar com tranquilidade: lavar cabelo, atividade física (sugerida inclusive para aquelas que não tem nenhuma restrição), se hidratar normalmente, tomar vacinas.  Entre as atividades proibitivas estão o consumo de bebidas, inclusive a cerveja preta, que é considera boa para “descer leite materno”, e de acordo com ele não procede.

De acordo com o médico, são tantas transformações na vida da mulher que é normal se sentir insegura em relação as respostas. “É uma fase muito transformadora. Toda a dedicação que os pais têm em relação filho. Como irão se alimentar, decisões sobre vacinas. As decisões dos pais vão interferir diretamente em outra vida”, filosofa. Mas o melhor caminho para obter respostas segue sendo a busca de conhecimento embasado.