Probióticos: as bactérias amigas do corpo que ajudam a combater doenças
Probióticos: as bactérias amigas do corpo que ajudam a combater doenças
Elas fortalecem a imunidade, melhoram a digestão e, segundo um estudo da USP, também ajudam a identificar doenças graves como o câncer colorretal
Quando falamos em bactérias, é muito comum o primeiro pensamento ser algo negativo, afinal, esses micro-organismos estão relacionados a algumas indisposições de saúde. Mas, você sabia que ao lado das vitaminas e minerais está também um grupo de bactérias que são tão responsáveis pelo funcionamento adequado do corpo quanto os outros elementos mais conhecidos?
Esses bichinhos benfeitores são chamados de probióticos e, estão mais perto do que você imagina: eles vivem dentro do intestino de todo ser humano, em uma grande comunidade chamada microbiota. Apesar de pouco faladas, as funções positivas dessa “colônia de bactérias” são constantemente analisadas pelos cientistas. Um estudo publicado em abril, pela Nature Medicine, feito pela Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, constatou que essas bactérias têm potencial para serem usadas no diagnóstico do câncer de cólon renal.
Segundo a nutricionista do Oba Hortifruti, Lívia Nogueira, “quando ingeridos na quantidade certa, os probióticos trazem muitos outros benefícios para o corpo: eles aumentam a produção das células de defesa do organismo, o que fortalece a imunidade, ajudam na absorção dos nutrientes e afastam problemas como candidíase, infecções urinárias e doenças cancerígenas”.
As vantagens não param por aí! Por estarem presentes no trato intestinal, é claro que as bactérias boazinhas também fazem sua parte por lá, melhorando a digestão e combatendo desconfortos, como a azia e a prisão de ventre.
Quer investir em uma dieta rica em probióticos? Então, segundo Lívia Nogueira, iogurtes naturais, leite fermentado, missô (pasta de soja), kefir e kombucha não podem faltar no cardápio. A nutricionista ainda ensina o passo a passo de três receitas que também cumprem com essa função.
Iogurte desnatado caseiro
“Um dos alimentos probióticos mais conhecidos é o iogurte. Pode ser consumido no café da manhã, no intervalo entre as refeições ou no lanchinho da tarde. É uma ótima opção para quem deseja obter as propriedades desses organismos”, indica Lívia.

Ingredientes:
– 1 litro de leite desnatado;
– 1 copo de iogurte desnatado natural.
Modo de preparo:
1) Ferva o leite em um caneco.
2) Depois de alguns segundos, quando ele já não estiver mais tão quente,
despeje o iogurte no caneco e misture bastante.
3) Adicione a mistura em uma panela e tampe bem. Para deixar bem fechado,
você pode colocar um pano de prato bem higienizado entre a panela e a tampa.
4) Separe a mistura em um canto e deixe descansar por 24 horas.
5) Após isso, coloque na geladeira.
6) Depois que gelar, basta servir.
Sopa de missô com cogumelos
Outra indicação da nutricionista é a sopa de missô, ingrediente tradicional da culinária japonesa. Rica em probióticos naturais, essa refeição confere força extra ao intestino, além de ajudar a desintoxicar e a desinchar.

Ingredientes
– ½ cebola média picada;
– 4 dentes de alho;
– 6 xícaras (chá) de caldo de legumes caseiro;
– 2 colheres (sopa) de água;
– 1 xícara (chá) de shiitake e cogumelo-de-paris fatiados;
– 1 xícara (chá) de cevada em grãos cozida;
– 1 xícara (chá) de couve fatiada;
– 1 colher (sopa) de missô;
– 1 colher (sopa) de endro ou raspas de limão.
Modo de preparo
1) Refogue a cebola, o alho e os cogumelos na água, em fogo médio, por três
minutos.
2) Adicione o caldo de legumes, a cevada e deixe por 30 minutos.
3) Acrescente a couve fatiada nos últimos 3 minutos de cozimento.
4) Retire do fogo e acrescente o missô.
5) Polvilhe com endro ou raspas de limão.
6) Sirva em seguida.
Chucrute
“O chucrute é um tipo de repolho fermentado, rico em probióticos que trazem grandes benefícios para a saúde”, cita a nutricionista.

Ingredientes
– 1 repolho verde médio (de preferência orgânico);
– 1 colher de sopa rasa de sal não iodado;
– 2 dentes de alho em pedaços (opcional).
Modo de preparo
1) Reserve um pote de vidro de 500 gramas para manter o chucrute; uma
tábua; um amassador; uma faca e uma tigela para espremer o repolho.
2) Dê uma lavada rápida com cloro em todos os utensílios que você vai usar
(esse processo evita a contaminação por micro-organismos indesejados).
Descarte as folhas externas do repolho e corte-o em tiras bem finas.
3) Depois de bem cortado em tiras, esprema o repolho na bacia com a mão e
espalhe bem o sal e o alho. Depois desse passo, vá colocando o repolho aos
poucos no pote de vidro e esprema bem com o amassador, até que ele libere
água.
4) A cada porção de repolho colocada no pote de vidro, amasse bem, até que,
depois de passar toda a quantidade de repolho para o pote, ele esteja
completamente coberto pela água que liberou.
5) Tampe o vidro de modo levemente frouxo para que os gases da fermentação
possam sair. Deixe-o de três dias a uma semana fora da geladeira em
temperatura ambiente. Quanto mais quente a temperatura, mais rápida será a
fermentação.
6) Atenção: não consuma seu chucrute se ele tiver uma aparência escura ou
com crescimento de fungos.
Arquiteto Leo Romano assina ambiente na CASACOR Brasília 2019
Pela quinta vez na maior mostra de decoração da Região Centro-Oeste, marca brasiliense pretende repetir
o sucesso da sua participação no ano passado
A Só Reparos participa pela quinta vez da CASACOR Brasília, cuja 28ª edição começa no próximo dia 6 de setembro, na antiga sede da Manchete, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). O evento, que este ano é ancorado em três pilares (sustentabilidade, tecnologia e afeto), tem como tema “Planeta Casa”, trazendo a ideia de que o lar representa o universo particular de cada indivíduo.
A partir deste conceito, 60 profissionais foram convidados para dar forma ao espaço, que estará aberto ao público até o dia 22 de outubro.
Uma das atrações do evento é o ambiente “Galeria Só Reparos”, que leva, em seus mais de 300 m², a assinatura de um dos arquitetos mais badalados do Centro-Oeste, o goiano Leo Romano, que topou o desafio da marca brasiliense de pensar “de dentro para fora”.
“Tivemos a oportunidade de conhecer de perto o trabalho de Leo Romano e ficamos encantados com seu toque ousado e inovador. Por isso, resolvemos trazer sua vasta experiência e a leveza marcante em seus projetos para nosso ambiente”, afirma Alexandre Soares, diretor de Marketing da Só Reparos.
O artista irá utilizar em seu projeto poucos móveis e objetos que contracenam com a arquitetura e os elementos naturais do espaço. A partir do simbólico, o profissional quer nos colocar diante de uma ação contemplativa.
“Construímos sobre uma antiga piscina um espaço que nos aproxima do sagrado, no entanto, não existe qualquer intenção religiosa, e, sim, o desejo de provocar uma nova experiência por meio da arquitetura e da arte”, comenta Leo Romano.
No ano passado, o ambiente “Amazônia Vivá”, um dos destaques do CASACOR Brasília 2018, teve 170 m². O espaço – cuja assinatura era da Só Reparos, em parceria com a MAAI Arquitetura – buscou inspiração na Amazônia, assim como na utilização de materiais naturais e rústicos.
Sobre Leo Romano – Leo Romano tem 45 anos, dos quais 20 são dedicados ao design e à arquitetura. Sua vasta formação lhe permite transitar com propriedade pelo universo da criação (graduação em Artes Visuais, Design de Interiores, Design Gráfico e Arquitetura e Urbanismo – mestre em Artes Visuais). Em sua ampla cartela de clientes, destacam-se projetos para faculdades, bancos, lojas de decoração, bares, restaurantes, boates, entre outros. Destaque também para projetos residenciais em Goiânia e diversas praças.
São de sua autoria os projetos da Sedna Lounge, Royal, Café de La Musique, Saccaro, Época Decorações, Maxim’s entre outros. Autor de várias marcas importantes como Maxim’s, Primetek Computadores e Quasar Cia de Dança. Destaque em todas as pesquisas feitas por associações locais e nacionais. Prêmio Deca 2011 e Prêmio Casa Cláudia 2011. Prêmio Top 100 (Revista KAZA 2008, 2009, 2011, 2012 e 2013), como um dos cem profissionais de maior influência no mercado nacional. Vários Prêmios Casa Cor Goiás e Brasília como “Melhor ambiente”, “Ambiente mais ousado” e “Melhor espaço de uso público”.
SERVIÇO:
O que: CASACOR Brasília 2019
Quando: 6 de setembro a 22 de outubro de 2019
Onde: Antiga Casa Manchete – SIG QD. 1, nº 975
Ambiente: Galeria Só Reparos
Escritório responsável: Leo Romano
Na Praia 2019: projeto Inspiração reúne criativos e empreendedores
Na Praia 2019: projeto Inspiração reúne criativos e empreendedores
Evento está com vendas abertas e será realizado no dia 2 de setembro
Imagine uma noite criada especialmente para conectar empreendedores que são apaixonados por entretenimento, gastronomia, música e diversão. O projeto Inspiração traz em sua 2ª edição uma oportunidade para as mentes criativas da cidade trocarem ideias e compartilharem experiências. O evento está com vendas abertas e será realizado no dia 2 de setembro no complexo do Na Praia.
A programação do Inspiração conta com cinco palcos espalhados pelas areias do Na Praia: Marcas e Pessoas, Artístico, Capital Empreendedora, #NãoCalemBSB e Grandes Eventos. Em todos eles haverá palestras com quem faz o festival Na Praia acontecer. Os palestrantes irão revelar os principais desafios e as conquistas na produção do evento, que já virou referência em todo país.
O fundador da R2 Produções e um dos palestrantes, Rick Emediato, ressalta a importância do encontro para a evolução da economia criativa: “No Inspiração nós mostramos o lado avesso do Na Praia, como tudo acontece, de onde vêm as ideias, como tiramos todas elas do papel e transformamos em uma experiência única e real. O público pode perguntar, se aprofundar e criar também”.
Neste ano, o encerramento do Inspiração terá uma aula magna com os fundadores do festival Universo Paralelo, Ekanta e Swarup. Os DJs e empresários irão revelar como mobilizam equipes e público para realizar o festival de música eletrônica na virada no ano, que acontece em Pratigi, na Bahia.
Serviço
Inspiração – Na Praia 2019
Quando: 2 de setembro, a partir das 19h
Onde: Complexo Na Praia (SHTN, atrás da Concha Acústica)
Ingressos: R$ 91 / meia entrada (mediante doação de 1kg de alimento)
Vendas: https://producoesr2.com.br/
Teatro dos Ventos recebe o espetáculo Cenas Absurdas
Teatro dos Ventos recebe o espetáculo Cenas Absurdas
Temporada começa neste sábado e vai até 29 de setembro, meia entrada a R$ 20
A peça Cenas Absurdas, é fruto da pesquisa do grupo na estética do Teatro do Absurdo e apresenta textos de Eugène Ionesco, Fernando Arrabal, David Ives e Harold Pinter, além de performances criadas no âmbito dos ensaios.
Nas histórias apresentadas o cotidiano aparece como pano de fundo para que as relações humanas sejam discutidas, a incomunicabilidade, a solidão, a expectativa, a busca pela felicidade ou por um estado moral são temas que permeiam as cenas levadas ao palco. Personagens comuns, possíveis, são apresentados como espelho da sociedade. O riso é garantido e a reflexão é opcional.
” O teatro do absurdo é um movimento niilista, pessimista em relação á humanidade. Trazer essas performances para o foco da cena pode ajudar a gente no despertar da mesmice da normalidade”, explica Fernado Martins que atua e também assina a direção da produção.
No elenco estão também, Bruno Gil, Carherine Zilá, Dogi Lima, Laura Rose, Luciana Loureiro e Samanta Vieira.
Serviço: Teatro dos Ventos recebe o espetáculo Cenas Absurdas
Classificação indicativa: 12 anos
Horários: Sábados ás 21h e domingos ás 20h, até 29 de setembro
Onde: Edifício Duo Mall, térreo – Rua 19 norte – Águas Claras
Ingressos: R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 a meia entrada * (válida para professores, estudantes, idosos acima de 65 anos, portadores de necessidades especiais, com documento comprovatório), pagamento em dinheiro, cartão de crédito e de débito.
Ou ainda para os membros do Clube do Teatro dos Ventos R$15,00 (Desconto especial para participantes, é preciso efetuar o cadastro prévio e o pagamento da taxa de adesão de R$ 50,00 para os benefícios nas atividades do espaço)
Horário de funcionamento do Teatro: Segunda a Domingo, das 14h ás 22h
Outras informações: (061) 99861-3618 e @teatrodosventos
Informações para a imprensa: Vanessa Castro – (061) 99211-9451
Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta a exposiçãoVaivém
Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta a exposiçãoVaivém
Mais de 300 obras dos séculos 16 ao 21 destacam as redes de dormir na arte e cultura visual no Brasil
De 3 de setembro a 10 de novembro
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília recebe, de 3 de setembro a 10 de novembro, a exposição Vaivém, que retrata a trajetória das redes de dormir nas artes e na cultura visual no Brasil. Com curadoria de Raphael Fonseca, crítico, historiador da arte e curador do MAC-Niterói, a mostra reúne mais de 300 obras, com recorte entre os séculos 16 ao 21, e a participação de 141 artistas – entre eles, 32 indígenas.
Na seleção, pinturas, esculturas, instalações, fotografias, vídeos, documentos, intervenções e performances, além de objetos de cultura visual, como HQs e selos, Vaivém está estruturada em seis núcleos temáticos e transhistóricos que serão exibidos nas Galerias 1 e 2 e Pavilhão de Vidro do CCBB.
Na abertura da mostra, no dia 3 de setembro, às 19 horas , o público terá a oportunidade de conhecer o processo de montagem e seleção das obras com o curador Raphael Fonseca. Ele ministra a palestra Construções do Brasil no vaivém da rede de dormir: de pesquisa acadêmica para uma exposição transhistórica, no hall do Museu (1º andar).

A mostra nasce de uma pesquisa de doutorado do curador, que decidiu transformar o trabalho acadêmico em exposição de arte e compartilhar com o público parte das obras que encontrou ao longo dos quatro anos de pesquisa. “Longe de reforçar os estereótipos da tropicalidade, esta exposição investiga as origens das redes e suas representações iconográfica. Ao revisitar o passado conseguimos compreender como um fazer ancestral criado pelos povos ameríndios foi apropriado pelos europeus e, mais de cinco séculos após a invasão das Américas, ocupa um lugar de destaque no panteão que constitui a noção de uma identidade brasileira”, explica Fonseca.

O projeto expográfico criado para Vaivém divide a exposição em núcleos temáticos que facilitam a visitação do público. O primeiro, Resistências e permanências traz as redes como símbolo e objeto onipresente da cultura dos povos originários do Brasil. Neste núcleo, a maioria das obras é produzida por artistas contemporâneos indígenas, como Arissana Pataxó. No vídeo inédito Rede de Tucum, ela documenta Takwara Pataxó, a Dona Nega, única mulher da Reserva da Jaqueira, em Porto Seguro (BA), que ainda guarda o conhecimento sobre a produção das antigas redes de dormir Pataxó, feitas com fibras extraídas das folhas da palmeira Tucum.
Carmézia Emiliano começou a pintar de maneira autodidata em Roraima. Se tornou conhecida por telas que registram o cotidiano dos indígenas Macuxi, muitas protagonizadas por mulheres, e terá expostas pinturas feitas especialmente para o projeto, além de obras mais antigas. Também da etnia Macuxi, Jaider Esbell criou para a mostra a instalação A capitiana conta a nossa história. A uma rede de couro de boi estão presos um texto de autoria do artista e uma publicação com documentos sobre as discussões em torno das áreas indígenas de seu estado.

Outro destaque é Yermollay Caripoune, que, vivendo na região do Oiapoque, entre a aldeia e a cidade, participou de poucas exposições fora do Amapá. Na série de seis desenhos que desenvolveu para Vaivém, o artista apresenta a narrativa dos Karipuna sobre a origem das redes de dormir.
O núcleo reúne ainda trabalhos de grandes nomes da arte brasileira, como fotografias dos artistas e ativistas das causas indígenas Bené Fonteles e Cláudia Andujar, e o objeto de Bispo do Rosário Rede de Socorro, uma pequena rede de tecido onde se lê o título da obra.
O segundo núcleo, A rede como escultura, a escultura como rede, reúne trabalhos que apresentam redes de dormir a partir da linguagem escultórica como Rede Social, uma instalação interativa do coletivo Opavivará!, com uma rede gigante que convida o público a se deitar e balançar ao som de chocalhos. Fazem parte ainda obras do jovem artistaGustavo Caboco, de Curitiba e filho de mãe indígena, e Sallissa Rosa, nascida em Goiânia e filha de pai indígena. Neste núcleo ainda, uma série de gravuras em que discute seu pertencimento e não-pertencimento às culturas ameríndias no Brasil e Ela, vídeo criado a partir de selfies de mulheres em redes de dormir, que revela uma visão complexa sobre o lugar da mulher indígena na sociedade contemporânea brasileira.

De Hélio Oiticica foram selecionadas fotografias da pouco conhecida série Neyrótika e, de Ernesto Neto, um conjunto de obras do início de sua carreira, nos anos 1980, onde redes não aparecem literalmente, mas são sugeridas em uma dinâmica de tensão e equilíbrio. Integram ainda o segmento redes de artesãs de diversas regiões do Brasil.
Olhar para o outro, olhar para si, terceiro núcleo da mostra, reúne documentos e trabalhos de artistas históricos e viajantes, como Hans Staden, Jean-Baptiste Debret e Johann Moritz Rugendas, que registraram os aspectos da vida no Brasil durante a colonização. Ao lado deles, artistas contemporâneos indígenas foram convidados a desconstruir o olhar eurocêntrico dessas imagens a respeito de seus antepassados e propor novas narrativas.
Entre eles, dois do Amazonas: a pintora Duhigó Tukano, que apresenta a inédita acrílica Nep? Arquep? (Rede Macaco), sobre o ritual de nascimento de um bebê Tukano, e Dhiani Pa’saro, ainda pouco conhecido fora de seu estado natal, que expõe a marchetaria W?n? Phunô (Rede Preguiça), composta por 33 tipos de madeira e inspirada em duas variações de grafismos indígenas: o “casco de besouro” (Wanano) e o “asa de borboleta” (Ticuna).
Em Disseminações: entre o público e o privado as redes surgem em atividades do cotidiano do Brasil colonial, como mobiliário, meio de transporte e práticas funerárias. Um dos destaques é Dalton Paula, artista afro-brasileiro de Goiás, que lança em suas pinturas um olhar sobre as narrativas a respeito da negritude no Brasil desde a colonização.
Os lugares que as redes ocupam na vida contemporânea no Brasil, em especial na região Norte, também estão pontuados nesse núcleo. Fotografias de Luiz Braga, por exemplo, exibem redes de dormir em cenas do dia-a-dia no Pará.
Seguindo a mostra, no núcleo Modernidades: espaços para a preguiça a rede passa a ser associada à preguiça, à estafa e ao descanso decorrentes do encontro entre o trabalho braçal e o calor tropical. O ponto central é ocupado por “Macunaíma” (1929), livro de Mário de Andrade. O personagem que passa grande parte da história deitado em uma rede está em obras de diferentes linguagens.
Carybé foi o primeiro artista a fazer ilustrações de Macunaíma. Um desenho pouco exibido de Tarsila do Amaralmostra o Batizado de Macunaíma. Joaquim Pedro de Andrade dirigiu o longa-metragem que, estrelado por Grande Otelo, completa 50 anos em 2019, e os cartunistas Angelo Abu e Dan X adaptaram a história em quadrinhos.
No espaço também estão Djanira, com o raro autorretrato Descanso na rede, em que surge ao lado de seu cachorro, e peças de mobiliário desenhadas por Paulo Mendes da Rocha e Sergio Rodrigues.
E por fim, no núcleo Invenções do Nordeste, foram reunidas obras que transformam em imagens mitos a respeito da relação entre as redes e esta região do país, além de trabalhos em que elas surgem como símbolo de orgulho local e de sua potente indústria têxtil. Destaque para uma série de fotografias de Maurren Bisilliat pelo sertão nordestino e as cerâmicas de Mestre Vitalino que retratam grupos de pessoas enterrando entes dentro de redes.
A exposição traz também obras de Tunga, artista que inaugurou o CCBB São Paulo, em abril de 2001. A instalaçãoBells Falls ganha uma nova versão e é apresentada ao lado dos registros fotográficos da performance “100 Rede”, realizada em 1997 na Avenida Paulista.
Vaivém esteve em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo até 29 de julho. Após a etapa em Brasília, segue para o Rio de Janeiro (dezembro/2019) e Belo Horizonte (março/2020).
| Serviço:
Vaivém Local: Galerias 1 e 2 e Pavilhão de Vidro / Centro Cultural Banco do Brasil Brasília Visitação: De terça a domingo, das 9h às 21h
Palestra com o Curador Construções do Brasil no vaivém da rede de dormir: de pesquisa acadêmica para uma exposição transhistórica”, com Raphael Fonseca Terça, 3 de setembro, às 19 horas, no hall do Museu (1º andar)
Ingresso: entrada gratuita mediante voucher a ser retirado na bilheteria do CCBB Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF Tel.: 61 3108-7600
E-mail: ccbbdf@bb.com.br Site: bb.com.br/cultura Redes sociais: facebook.com/ccbb.brasilia : twitter.com/CCBB_DF :www.instagram.com/ccbbbrasilia Confira mais informações no site: bb.com.br/cultura |
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