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FACES DO REFÚGIO 

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FACES DO REFÚGIO 

As nuances da tragédia humanitária pelas lentes de fotógrafos do ACNUR que acompanham o êxodo de milhões que buscam um lar

  Em busca do direito à vida, homens, mulheres e crianças fogem de seus países. Dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) indicam que mais de 68 milhões de pessoas no mundo encontram-se, atualmente, fora dos seus locais de origem. Eles trilham caminhos tortuosos e hostis para conquistar segurança, humanidade e dignidade. Guerras, conflitos e perseguições estão entre os principais motivos do êxodo. Em 2019, os eventos que marcam o Dia Mundial do Refugiado (20 de junho), terão início um mês antes, em Brasília. O ACNUR traz ao Brasília Shopping a exposição Faces do Refúgio, que vem acompanhada de uma mostra de filmes sobre o tema. As coletâneas podem ser conferidas entre os dias 20 de maio e 2 de junho, na Praça da Cúpula Sul do Brasília e no Teatro Brasília Shopping.

Faces do Refúgio é composta por 52 fotos feitas por fotógrafos do ACNUR em diferentes partes do mundo. Elas revelam as principais crises de deslocamento forçado da atualidade, causadas por conflitos em países como Síria, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e Mianmar. Os registros também contam histórias de superação de crianças, homens e mulheres que tiveram que abandonar suas casas devido a graves violações de direitos humanos e buscam uma oportunidade de reconstruir suas vidas longe de seus países. A curadoria da exposição foi realizada pelo ACNUR em conjunto com o Atelier Vanessa Poitena.

Para marcar a abertura da mostra, no dia 20 de maio, o ACNUR promove a exibição do curta metragem “A Linguagem do Coração”, seguida de uma roda de conversa com o tema “Refúgio: Uma jornada forçada em busca de um horizonte seguro”, no Teatro Brasília Shopping. O talk contará com uma pessoa refugiada, representantes do ACNUR e do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE). O evento tem início as 18h30, a entrada é gratuita, mas sujeita a lotação. Para reservas, os interessados devem se inscrever pelo linkhttps://bit.ly/filmesACNUR

De 21 a 26 de maio, serão exibidos filmes que mostram a condição dos refugiados de diferentes ângulos: Exodus: de onde eu vim não existe mais; Los silêncios; A linguagem do coração; e Empoderando refugiadas (sinopses e horários abaixo). Toda a programação tem entrada gratuita, mas os filmes estão sujeitos à lotação da sala (100 lugares). Os ingressos para cada sessão estarão disponíveis para retirada a partir das 18h no Balcão de Informações do Brasília Shopping.

Sobre refugiados – De acordo com o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), o Brasil reconheceu até o final de 2017 um total de 10.145 refugiados de diversas nacionalidades. Destes, 5.134 continuam no país na condição de refugiado, sendo que 52% moram em São Paulo, 17% no Rio de Janeiro e 8% no Paraná. Brasília abriga 329 deles, o equivalente a 1% do total.

Os sírios representam 35% da população refugiada com registro ativo no Brasil. Já os venezuelanos são maioria entre os solicitantes de refúgio, respondendo por mais 17 mil pedidos, o que equivale a cerca de 50% do total.

PROGRAME-SE

Exposição e Mostra de Filmes Faces do Refúgio

Data: de 20 a 2 de junho

Local: Cúpula Sul do Brasília Shopping e Teatro Brasília Shopping.

Horário de funcionamento: de segunda a sábado (das 10h às 22h) e aos domingos e feriados (das 13h às 22h).

Entrada franca

Indicação: Livre

Mais informações para o público: (61) 2109-2122 e www.brasiliashopping.com.br

 

MOSTRA DE FILMES

21/05 (terça) e 26/05 (domingo), 19 horas

Êxodos: de onde eu vim não existe mais

Direção: Hank Levine. 105 min. Brasil/Alemanha. 2016. Documentário.

Produtora: Paris Filmes.

Sinopse: A jornada de seis refugiados, leva a uma reflexão sobre o estado do mundo frente às crises que obrigam um número cada vez maior de pessoas a deixarem seus lares para fugir de guerras, epidemias e graves violações dos direitos humanos. Tudo o que elas buscam é um porto seguro para recomeçar suas vidas.

22/05 (quarta) e 25/05 (sábado), 19 horas

Los Silencios

Direção: Beatriz Seigner. 89 minutos. Brasil/Colômbia/França. 2018. Filme.

Produtora: Vitrine Filmes.

Sinopse: Núria, Fábio e sua mãe, Amparo, chegam a uma pequena ilha no meio da Amazônia, fugindo do conflito armado onde o pai desapareceu.  Certo dia, ele reaparece na nova casa. A família é assombrada por esse estranho segredo e descobre que a ilha é povoada por fantasmas.

23/05 (quinta), 19 horas

Empoderando Refugiadas

Direção: Felipe Abreu e Thays Prado. 22 min. Brasil, 2017. Minidocumentário.

Sinopse: O filme, de Fellipe Abreu e Thays Prado apresenta as trajetórias e os desafios de dez mulheres que participam do projeto “Empoderando Refugiadas”, do ACNUR.

Linguagem do Coração

Direção: Silvana Nuti. 30 min. Brasil, 2016. Documentário.

Sinopse: A obra retrata as diferentes aspirações e os motivos que levaram pessoas de nacionalidades diversas a buscarem refúgio no Brasil. Com um interessante olhar sobre a acolhida de refugiados em São Paulo. O filme traz depoimentos de pessoas em situação de refúgio e de representantes da sociedade civil que dão uma perspectiva plural e humana do problema.

Do rock ao modão

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Do rock ao modão

Repertório eclético agita o Espaço 365

O fim de semana do Espaço 365 ( 705 norte) promete! O coworking queridinho da cidade oferece atrações culturais para todos os gostos. Para quem curte um bom sertanejo, na próxima sexta (17), a cantora mineira Karina Salles canta hits do sertanejo e, no sábado (18), é a vez do projeto “Punhado de Música” com muito rock e pop. Os cantores convidados são: Tiago Miollo e a banda Zéfiro. A entrada dos dois dias custa R$20 e podem ser adquiridas no local.

O sextou começa com a 2ª edição da Noite Sertaneja, que acontece a partir das 19h. No repertório, Karina traz as músicas que estão nas paradas de todo o Brasil. Entre os hits, sucessos da dupla Jorge e Mateus. Além, é claro, do modão, que não pode faltar.

Mas, os roqueiros de plantão também podem anotar na agenda, porque, neste sábado, o Espaço 365 será palco de muito rock e pop a partir das 18h. As atrações da noite são o cantor Tiago Miollo e o quinteto brasiliense Zéfiro, trazendo músicas autorais e releituras de clássicos.

Para matar a fome, food trucks da cidade foram convidados para atender o público. Já o happy hour, está recheado de promoções. Entre elas, balde (5 unidades) da cerveja Stella Artois a R$ 25 e combo com vodka Absolut mais energético (6 unidades) a R$ 250.

Sobre o Espaço 365: O local é um ambiente de fomento ao empreendedorismo e à economia criativa do DF. Com uma proposta que alia coworking, espaço para eventos e encontros corporativos, o 365 abre espaço para artistas e empreendedores locais mostrarem seu trabalho e fazer network.

Evento: Noite Sertaneja

Data: 17/05/2019

Hora: 19h

Atração: Karina Salles e convidados.

Classificação: 10 anos

Entrada: R$ 20  revertido em consumação

Local: SCLRN 705 bloco e loja 08 – Espaço 365

Informações: (61) 3703-0365 ou instagram @espaco365

Evento: Punhado de Música

Data: 18/05/2019

Hora: 18h

Classificação: 10 anos

Entrada: R$ 20

Tiago Miollo  e Banda Zéfiro

Local: SCLRN 705 bloco e loja 08 – Espaço 365

Informações: (61) 3703-0365 ou instagram @espaco365

Camerata Jovem do Rio de Janeiro em apresentação única aberta ao público no CTJ Hall

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Camerata Jovem do Rio de Janeiro em apresentação única aberta ao público no CTJ Hall

  A música resgata, a música revela e transforma. A Camerata Jovem do Rio de Janeiro é um celeiro de talentos lapidados para que a arte possa fazer a mágica.

Fruto do projeto Ação Social pela Música do Brasil (ASM), ONG que realiza um trabalho socioeducacional de formação da cidadania e desenvolvimento humano por meio do ensino da música clássica para crianças, o grupo formado por adolescentes e jovens de comunidades em condição de extrema vulnerabilidade social tem emocionado plateias no Brasil e no mundo. Agora, é a vez de Brasília receber os musicistas. Eles se apresentam em concerto único e gratuito às 18h30, do dia 20 de maio, no Casa Thomas Jefferson Hall – SEP-Sul 706/906. “Quando se abre uma porta e se propõe uma oportunidade, o ser humano é estimulado a dar o seu melhor”, costuma dizer Fiorella Solares, musicista, produtora cultural e fundadora da Camerata Jovem do Rio de Janeiro.

Os instrumentistas que compõem a formação tiveram o primeiro contato com a música nos núcleos da ASM e, por seu notável desempenho, conquistaram um currículo com apresentações no Brasil e exterior. A ASM do Brasil oferece uma possibilidade aos jovens e à arte. “Essa chance tem revolucionado tudo na vida de talentos que estavam escondidos em comunidades que sofrem com a pobreza e o descaso. A Camerata derruba fronteiras. Nova York, Berlin e outras capitais do Brasil e do mundo já aplaudiram esses maravilhosos musicistas”, observa Luiz Carlos Costa, curador sociocultural da Casa Thomas Jefferson. Os talentos apoiados pela ASM recebem formação técnica musical que conduz ao ensino superior e à profissionalização.

ASM do Brasil – A ASM do Brasil foi fundada pelo maestro David Machado (1938-1995) e Fiorella Solares, violoncelista e produtora cultural. Atualmente, ela dirige a Instituição com extrema dedicação, competência, entusiasmo e profissionalismo. A ASM do Brasil atende a centenas de crianças e jovens em diversos núcleos onde as posturas positivas aprendidas são levadas às famílias, escolas e comunidades. Em vinte e dois anos de intenso trabalho, milhares de alunos foram atendidos e o trabalho recebeu o reconhecimento da sociedade, da mídia, dos parceiros e das diferentes esferas de governo. A ASM do Brasil se mantem inovadora para manter o desenvolvimento, a ampliação, a melhoria e a intensificação dos trabalhos realizados nos núcleos e programas para alunos e professores.

PROGRAME-SE

CAMERATA JOVEM DO RIO DE JANEIRO

Local: CTJ HALL – Casa Thomas Jefferson, ASA SUL – SEP-Sul 706/906

Data: Segunda-feira, 20 de maio, 18h30

Classificação indicativa: Livre

Entrada gratuita

Livro da exposição “Ato – Teatro e Dança por Mila Petrillo” tem lançamento na próxima terça

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Livro da exposição “Ato – Teatro e Dança por Mila Petrillo” tem lançamento na próxima terça

Com textos de Severino Francisco e fotografias de Mila Petrillo, o livro “Ato – Teatro e Dança por Mila Petrillo” ganha lançamento no dia 21 de maio, às 19h, no Museu Nacional

Exposição “Ato – teatro e dança por Mila Petrillo” está em cartaz desde o dia 16 de abril, no Museu, com imagens marcantes que reconstroem a memória das artes cênicas em Brasília

Em cartaz desde o dia 17 de abril, na Galeria Acervo do Museu Nacional Honestino Guimarães, a exposição “Ato – Teatro e Dança por Mila Petrillo” tem chamado atenção do público. A mostra, que tem curadoria de Carmem Moretzsohn e expografia de Bené Fonteles, traz um bom apanhado da produção em teatro e dança no DF entre os anos 1985 e 2000, sob o olhar da fotógrafa Mila, enquanto ela atuava como fotojornalista de importantes veículos da capital.

Na próxima terça-feira, 21 de maio, às 19h, a Galeria Acervo do Museu recebe o lançamento do livro de mesmo nome da exposição, com imagens de Mila e textos do jornalista Severino Francisco. Os exemplares serão vendidos sob o valor de R$ 80 na ocasião do lançamento.

“Ato – teatro e dança por Mila Petrillo” é parte do projeto “Por Outras Lentes”, de recuperação e digitalização de cerca de 10 mil imagens do acervo pessoal de Mila Petrillo. A primeira exposição, “Momento em Movimento”, contou com fotos de momentos marcantes do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro registrados por Mila, e foi exibida na parede externa do Cine Brasília, durante a última edição do festival, em 2018.

Em “Ato – teatro e dança”, segunda exposição do projeto, são momentos e artistas dos palcos do Distrito Federal que ganham holofotes. Imagens marcantes das artes cênicas ganham vida nas paredes do Museu Nacional, em diversos formatos. É uma exposição que retrata a produção cênica de Brasília do período de 1985 até o ano 2000 – espetáculos que, inevitavelmente, refletiam momentos político-sociais intensos no Brasil – pelas lentes de Mila, relembrando algumas das montagens e personagens marcantes.

A exposição, que conta com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, segue em cartaz até 30 de junho. A visitação acontece de terça a domingo, das 9h às 18h30. Pessoas com deficiência têm auxílio de intérpretes de LIBRAS e de audiodescrição.

 Sobre Mila Petrillo

Mila Petrillo fotografa profissionalmente desde 1978, tendo passado pelas áreas da fotografia de cena para cinema, reprodução de obras de arte, publicidade e fotojornalismo, especialmente na área cultural e social. Em sua carreira, já realizou 32 exposições individuais, publicou três livros e participou de outros 17, além de somar diversos prêmios.

Fotografou para o Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Folha de São Paulo, revista Veja, Isto é, Marie Claire, Vogue, Elle, Globo Rural, Revista Educação, Revista Nova Escola entre outros veículos de comunicação. Suas fotos ilustram os relatórios sociais de instituições como UNICEF, UNESCO, USAID, BID, UNFPA, BNDES, Fundação AVINA, Petrobras entre outros.

Desde 1985, Mila fotografa os povos indígenas, tendo um vínculo forte com o Comitê intertribal. Registrou momentos importantes culturais, religiosos e políticos, tais como o Quarup no Xingu, manifestações por direitos no Rio de Janeiro, Brasília e outros. Foi fotógrafa oficial e fez exposições na Aldeia Karioca durante a Rio 92 e a Rio + 20. Também fotografou os jogos indígenas na Rio +20.

Serviço

Lançamento do Livro “Por outras lentes”

Quando: 21 de maio, às 19h

Onde: Galeria Acervo – Museu Nacional Honestino Guimarães

Preço do livro: R$ 80

Exposição “Ato – teatro e dança por Mila Petrillo”

Quando: entre 17 de abril até 30 de junho de 2019

Onde: Galeria Acervo – Museu Nacional Honestino Guimarães

Visitação: terça a domingo, das 9h às 18h30

Informações: 3325-6410

Trabalho e dedicação são as marcas do Dr. Manoel Arruda

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Trabalho e dedicação são as marcas do Dr. Manoel Arruda

Admirador de Brasília, ele subiu degrau a degrau e construiu uma imagem sólida na Advocacia. Para a 61, ele dá dicas para quem quer ir além e se destacar profissionalmente

Por: Natasha Dal Molin

Um traço marcante na vida do advogado Manoel Arruda sempre foi a vontade de esforçar-se e ir além. “Sempre fui muito ambicioso. Desde cedo tive comigo essa vontade de buscar, me desenvolver, atingir outros patamares. Meus pais me deram as condições de estudo e soube aproveitar porque sempre fui muito incomodado, no sentido de achar que posso melhorar, me superar”, afirma. Desta forma, a área jurídica foi uma escolha natural, já que já admirava um bom debate e discussões de normas.

Como muitos na cidade, os pais (o pai, administrador e a mãe, psicóloga) o aconselharam a fazer concurso público. A intenção, para eles, era que o filho tivesse tranquilidade. “Brasília tem muito disso, dessa cultura do concurso público”, diz. Mas Manoel resolveu romper com a tradição familiar pois, com estudo, dedicação e trabalho, acreditava que podia se superar. E superou.

Degrau por degrau, sem perder a simplicidade

O escritório que hoje coordena conta com dez advogados e faz atendimento de empresas multinacionais e grandes clientes,  e continuar com uma estrutura enxuta, para poder oferecer um serviço de atenção e qualidade, focado na área do Direito Público, em licitações e contratos.

Desde o início do curso de Direito, no UniCEUB, em 1997, Manoel procurou absorver o maior conhecimento possível e não perdeu a oportunidade de fazer estágios e se desenvolver. Trabalhava sem hora extra. “Isso não era uma obrigação, via como um investimento”.

O início da profissão foi em uma salinha de 15 metros, no Metropolitan. Optou por montar o escritório sozinho, sem sócios. Ele se recorda que, sem receios, pegava a lista de telefone e ligava para os amigos e conhecidos, um a um, dizendo que tinha um escritório e oferecendo os serviços. As dificuldades foram sempre encaradas com brilho nos olhos e vontade de crescer. “O início foi bastante difícil, mas isso ajudou a me moldar”, diz.

Anos após começar a atuar na área de licitações e contratos o Direito Tributário apareceu na sua vida. Arruda foi convidado a exercer um cargo no conselho de contribuintes no Ministério da Fazenda, aonde ficou por 11 anos. “Além de dedicado, sou muito tranquilo. O mundo do Direito é muito de vaidades. Tem que ter simplicidade e criar um nome de muito respeito”, avalia.

Tecnologia na profissão e na vida

A realidade do Direito e de outras profissões está sendo impactada pelas novas tecnologias. Já existem robôs de pesquisa que colaboram na elaboração de peças e na pesquisa de jurisprudência. “O direito é com base em precedentes. Isso ajuda realmente, até porque o Brasil é um país que judicializa demais”, argumenta Arruda, que já foi da OAB, durante seis anos. Para o advogado o advento da tecnologia tem seus impactos, por exemplo, na redução de postos de trabalho.

Para destacar-se, além de uma boa formação e especialização, ele considera essencial o relacionamento interpessoal. “A tecnologia é importante, mas o trabalho do advogado é muito pessoal, e isso nunca vai acabar. O nosso foco tem que ser no ser humano”, enfatiza. Manoel conta que o cliente, quando contrata um advogado, estabelece ali uma relação de confiança. “É sempre olho no olho. O cliente é o pilar do nosso trabalho”.

Na avaliação do especialista, o Brasil é um país dos profissionais de Direito. “Tem um milhão de advogados no mercado”. Esse excesso de profissionais, segundo ele, tem seus malefícios: “é ruim para o mercado, no meu entender. Há um excesso do número de faculdades. Isso tem causado muitos problemas, até pela formação muito precária, além da depreciação do valor do trabalho”.

Mas isso não chega a ser um problema ou impeditivo. “Como o Direito é muito dinâmico e vinculado às transformações da sociedade, aqueles profissionais que buscam um diferencial no mercado, devem sempre se preparar. O caminho para isso: especialização. Quem quer atuar em tudo, acaba que não conseguirá ser bom em todas as áreas”, afirma.

“Os jovens de hoje querem tudo de forma muito rápida; a internet contribuiu com isso”, analisa, destacando que durante seus estudos, há não muito tempo (formou-se em 2002), fazia a pesquisa de jurisprudência em livros. A facilidade de acesso, segundo ele, faz com que os jovens de hoje tenham menos capacidade de avaliar. “Eles obtêm a informação e querem transmitir da forma que recebem”, acrescenta.

Para os estagiários e recém-formados, ele indica o livro “Eles, os juízes, vistos por um advogado”, de Piero Calamandrei. Trata-se de uma obra do Direito Italiano. É um livro bem didático, que conta histórias de um escritório de Direito, abordando até a arquitetura desse tipo de ambiente.

Com os anos de experiência na profissão, Manoel Arruda aprendeu que é importante ter uma qualificação, mas sobretudo saber que relacionamento, networking, é fundamental para se projetar. “Os grandes projetos, o grande cliente não vai te contratar por ter um Instagram legal. É bacana publicar artigos, mas os clientes vão te buscar por força da indicação de outras pessoas. É por essa confiança que você passa”, ensina.

Novos tempos

A situação econômica do país, segundo ele, acaba afetando todas as áreas: “Lido muito com empresas, e muitas estão passando por dificuldades e precisam fazer renegociação de contratos e dívidas, cancelamentos. Mas o Direito é tão dinâmico, que gera outras possibilidades. “Como a gente lida com problemas e obstáculos, as situações de crise acabam gerando também oportunidades”, diz.

Na avaliação do advogado, um dos grandes problemas do Brasil é insegurança Jurídica. “O Brasil precisa de tudo: infraestrutura, portos, ferroviais”. A eleição do atual governo, segundo ele, representa uma ruptura e é um sinal de um novo momento. Por tudo isso, Manoel Arruda faz uma avaliação positiva dos 100 primeiros dias do governo Bolsonaro. Mas defende a importância da aprovação da Reforma da Previdência. “Com ela, o Brasil vai estar dando um passo para a transformação. Tornar-se mais liberal, menos Estado. O governo deve tentar intervir menos na economia, na vida empresarial. O estrangeiro busca isso: a desburocratização do Estado”, emenda.

Um país melhor

A despeito de tantas pessoas que deixam o país, ele afirma que pretende continuar para poder lutar para a melhoria de todos. “Quero ficar aqui, que meus filhos fiquem aqui. Quero lutar para que o Brasil dê certo para todos os brasileiros”. Além da necessidade da aprovação de reformas estruturantes no Congresso, na sua avaliação, a construção civil precisa ser retomada. “E claro, é urgente que se volta a gerar emprego. A coisa mais indigna é a pessoa buscar emprego e não encontrar”, pondera. E acrescenta: “O empresário do exterior que quer investir no Brasil, mas para isso é fundamental ter mais segurança jurídica para o país poder se desenvolver, para que haja desenvolvimento de fato”.

Amor por Brasília

O advogado, que viaja bastante e conhece muitas cidades no mundo, é apaixonado pela cidade que escolheu para viver. “Brasília é uma cidade única. A pessoa que vem a Brasília, ou ela ama ou odeia”, avalia. Ele destaca como ponto positivo, por exemplo, a arquitetura única. “Gosto da disposição da cidade. O Plano Piloto é muito tranquilo. Em Brasília, há uma comunhão de fatores excelentes, como o Lago Paranoá e a presença dos Poderes”, enumera.

Outro aspecto interessante de notar, para Manoel Arruda, é que aqui conviver com autoridades é uma coisa comum. Isso, segundo ele, gera muitas oportunidades de relacionamento: “As pessoas crescem convivendo com filhos de políticos, estudando na mesma escola”, acrescenta.

Dos desafios que a cidade tem pela frente, ele destaca como o principal. “Como cresceu bastante, as pessoas têm Brasília como um Eldorado. E isso fez com que a cidade inchasse bastante”, destaca. Na opinião do advogado, Brasília, além da questão pública, precisa realmente buscar novas alternativa nas áreas tecnológica, de inovação; criar novos parâmetros de trabalho e produtos com valor agregado.

Na avaliação dele, a cidade sempre foi muito vinculada aos setores de serviço e precisa se desenvolver mais na área privada. “Temos aqui um enorme número de mestres e doutores. A cidade tem essa vocação focada para questões de estudo, tecnologia, inovação, além da arquitetura única, que favorece a esse desenvolvimento”, analisa.

Futuro

Para o futuro, ele olha esperançoso. Somadas às boas perspectivas profissionais, há outro bom motivo: o filho Henrique Arruda, de 8 anos. “Essa nova geração tem tudo para ser uma liderança”, avalia. Manoel afirma que não o direciona para a Advocacia, está dando oportunidade para que seja o que quiser. Preocupado em garantir boas oportunidades, ele colocou o filho em uma escola internacional. Se qualifique. A gente não pode ficar exportando talentos. Os grandes talentos. Tem que dar oportunidade.

Festival Brasil Sabor começa amanhã e valoriza ingredientes bem brasileiros

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Festival Brasil Sabor começa amanhã e valoriza ingredientes bem brasileiros

Pratos trazem iguarias como o pequi, castanha de baru, cagaita e cajuzinho-do-cerrado

A cozinha é um campo aberto para possibilidades. Junto com a criatividade, surgem pratos fantásticos. E cada região do país traz sua peculiaridade, como é o caso do Cerrado, que tem ingredientes exóticos, de sabores e aromas únicos, que ainda não são muito utilizados na culinária brasileira. Alguns já bem conhecidos, como é caso do pequi. Mas você já comeu castanha de baru, cagaita ou cajuzinho-do-cerrado? Pois a partir desta quinta-feira, dia 16 de maio, esses e outros insumos farão parte de pratos criados especialmente para o Brasil Sabor Experience.

 

Entre os destaques do Cerrado, um delicioso Frango Grelhado ao molho de cajuzinho e pequi (R$ 49) ou Jacaré ao molho de cagaita (R$ 69), do restaurante Dom Francisco da Asbac. Para os que gostam de doce, o Oliver preparou para a sobremesa um Brigadeiro de colher feito de cumaru, farofa de baru e calda de manjericão – que faz parte da experiência para o almoço, que acompanha ainda Croqueta de costela desfiada com aioli de páprica defumada, como entrada; e o prato principal é um Arroz Iara, em homenagem a sereia Iara do folclore brasileiro, com camarões no estilo thai com base de sabores brasileiros, coentro e leite de coco (R$ 69).

Mas não é só o Cerrado que tem espaço no festival. Outros ingredientes queridinhos da cozinha nacional vão ser estrelas de alguns menus e ganham espaço no Brasil Sabor Experience, que tem como tema “Original do Brasil”. É o caso do prato de entrada da Don Romano Cantina e Pizzaria, o Terra e Mar, preparado com charque, camarão, abóbora e espinafre. Já o prato principal da casa será um Escalope de filé mignon com farofa de mandioca e alho negro escoltado por angu mineiro (R$ 89).

O Beirute traz um tour por algumas culturas gastronômicas, que vai desde um dip de carne seca puxada com coalhada, molho rústico de tomate picante e puxa-puxa de pasta de berinjela com queijo, acompanhado de chips de mandioca do cerrado e dois chopes Beire Puro Malte (R$ 49).

Já o Feitiço Mineiro, como o próprio nome já diz, mergulha na culinária mineira e apresenta uma degustação de sabores típicos, que traz Barriga de porco frita, Bolinho de milho com quiabo e queijo de Minas e Espetinho de queijo coalho com mel de especiarias (R$49). Para acompanhar, uma garrafa de cerveja Colorado (600ml).

Ao todo, mais de 65 estabelecimentos participam do Brasil Sabor Experience. Confira a lista completa, além do que cada casa preparou para o festival, no site www.df.abrasel.com.br.

SERVIÇO

Festival Brasil Sabor Experience

Tema: Original do Brasil

Período: 16 de maio a 2 de junho

Valor: R$49, R$69, R$89 e R$119 com mais R$1,00 que será doado a uma instituição social

Mais informações: www.df.abrasel.com.br

Facebook: /Abraseldf

Instagram: @Abrasel_DF