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Sextas Musicais com pianista suíço Raphael Sudan

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Sextas Musicais com pianista suíço Raphael Sudan

Musicista desembarca em Brasília para concerto no CTJ Hall 

 O pianista e concertista suíço Raphael Sudan desembarca em Brasília para um concerto aberto ao público no projeto Sextas Musicais. A apresentação única será às 20h do dia 10 de maio,  no programa, um repertório que contempla peças do período barroco ao contemporâneo com obras de Bach e Beethoven. O suíço, que tem especial ligação com Franz Liszt (1811-1886), também prestigia composições do maestro e virtuoso pianista húngaro que influenciou seus contemporâneos sobre o futuro e antecipou algumas ideias e tendências do século XX.

Raphael Sudan cumpre intensa agenda de apresentações pelo mundo. Em suas viagens, também atua como professor de piano e improvisação. Na passagem pela capital, ele também fará Masterclass na UnB. As atuações e colaborações do musicista suíço ocorrem no âmbito da música clássica, da new music e da improvisação. Sudan é mestre em Piano Clássico, licenciatura e performance, pelo Conservatoire de Fribourg; realizou estudos avançados no Conservatori Liceu, em Barcelona; e aperfeiçoou-se com grandes mestres em diversos países.

O pianista realizou estudos em jazz piano e improvisação clássica e contemporânea no Versailles Conservatory, França, onde foi laureado com o Public’s Choice Award Improvisation Competition. Em 2018, recebeu a especialização Master of Arts in Free Improvisation, na Musik Akademie Basel, com nota máxima e aclamação por sua tese sobre improvisação na história da música ocidental. Raphael Sudan também recebeu importante prêmio por sua pesquisa sobre o desenvolvimento paralelo entre a música clássica e a improvisação e é considerado um dos poucos pianistas a dominar essas duas disciplinas mesmo dentro do repertório clássico.

PROGRAME-SE

PROJETO SEXTAS MUSICAIS – RAPHAEL SUDAN

Local: CTJ Hall – Casa Thomas Jefferson – Asa Sul (SEPS 706/906)

Data: Sexta-feira, 10 de maio, 20h

Classificação indicativa: Livre

Entrada gratuita

Dia das Mães no Brasília Shopping

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Dia das Mães no Brasília Shopping

Mimos, encontros, conexões e a chance de levar um Mini Cooper para casa

 Para todos os momentos, colo de mãe. É ele que acolhe, revela, dá sentido. É nele que o amor converge, conecta e traduz. É dele que o mundo se faz possível. O Dia das Mães no Brasília Shopping celebra essas mulheres incríveis que sabem amar infinita e incondicionalmente, que sabem lutar por elas e pelos rebentos. Para o Brasília, a data é tão especial que marca também o início da Campanha Institucional do centro de compras, um lugar de encontros, experiências e conexões, um lugar de inspiração. “Em 2019, vamos brindar a arte urbana. Nos inspiramos nessa manifestação artística que expressa ares de um novo tempo, que emana a vibração das novas gerações e que hoje está presente nos museus e galerias do mundo. É a voz que vem das ruas e que conecta tudo”, observa a gerente de marketing do Brasília Shopping, Renata Monnerat.

Elos de amor

Dia das Mães Brasília Shopping foi pensado e desenvolvido com elos muito especiais de uma conexão que espalha o amor e fortalece propósitos de mães que vivem no Distrito Federal. Uma corrente do bem se formou entre o centro de compras, a artista urbana Didi Colado e o Instituto Proeza na construção da campanha que presenteará os clientes do Brasília com uma toalha-canga cheia de estilo e o sorteio de um carro esportivo. A estampa da toalha-canga leva a assinatura da Didi Colado, que nasceu em Tucuruí-PA mas mora há 21 anos em Brasília. A peça tem o toque inspirador das costureiras do Instituto Proeza, uma organização criada pela estilista Kátia Ferreira. “O Instituto capacita mulheres, desperta nelas o espírito empreendedor e o desejo por conhecimento, promovendo a geração de renda, o apoio psicológico e emocional a brasilienses e candangas em situação de vulnerabilidade”, detalha Monnerat. “No Instituto Proeza, lutamos pela inserção da mulher em mercados formais de trabalho. Para elas, ter um emprego significa participar da vida comum, ser capaz de construir o presente e o sonhar com o futuro”, revela Kátia Ferreira.

Mecânica da Campanha

Para participar da campanha Dias das Mães Brasília Shopping 2019, basta fazer o download do aplicativo WYNK, realizar um cadastro e pronto! Quem já baixou em promoções passadas, pode pular essa etapa. As trocas de notas fiscais por cupons serão feitas em ambiente totalmente digital e mobile para facilitar a vida dos clientes e evitar o tempo perdido em filas de trocas. De 3 de maio a 14 de junho, cada R$ 200 em compras comprovadas por nota fiscal vale um cupom digital que garante a participação no sorteio de um Mini Cooper. As compras acima de R$ 500, valem a linda toalha-canga assinada pelaartista urbana Didi Colado e confeccionada pelas mulheres do Instituto Proeza. As trocas podem ser feitas de 3 a 19 de maio ou enquanto durarem os estoques dessa peça promocional (um brinde por CPF). Confira o regulamento em www.brasiliashopping.com.br .

Incentivos e expectativa

sorteio do Mini Cooper será no dia 15 de junho, pela extração da Loteria Federal.  Para alavancar as vendas da segunda melhor data para o comércio varejista, o Brasília Shopping também planejou incentivos para quem comprar nos finais de semana. Compras realizadas no sábado ou domingo valem cupons em dobro. “A expectativa é que, em maio, as vendas sejam 8% superiores ao mesmo período de 2018. O tráfego de público no shopping deve subir em 5%. Estamos confiantes. Para o comércio, o Dia das Mães é uma data superada apenas pelo Natal”, relata Geraldo Mello, superintendente do centro de compras.

Serviço:

Dia das Mães 2019 Brasília Shopping

Brindes Instantâneos – Toalha-canga

Período: de 3 a 19 de maio ou enquanto durar o estoque

Mecânica: compras acima de R$ 500, valem uma linda toalha-canga assinada pela artista urbana Didi Colado. 1 brinde por CPF

 

Sorteio – Mini Cooper

Período: de 3 de maio a 14 de junho

Mecânica: A cada R$200 em compras o cliente ganha um cupom eletrônico para concorrer a 1 (um) Mini Cooper zero km

Compras aos finais de semana valem cupons em dobro.

Segunda a sexta-feira, R$200,00 = 1 cupom

Finais de semana, R$200,00 = 2 cupons

Data do sorteio: 15 de junho pela extração da Loteria Federal.

 

Regulamento e mais informações para o público: (61) 2109-2122 e www.brasiliashopping.com.br

Espetáculo Vin\co estreia temporada inspirada na arte do origami

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Espetáculo Vin\co estreia temporada inspirada na arte do origami

De 16, 17 e 18 às 20h e 19 de maio às 19h

Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul)

A companhia dançapequena, em colaboração com o coletivo Instrumento de Ver, apresentam o espetáculo Vin\co, dirigido e concebido por Édi Oliveira, que estreia no dia 16 de maio e fica em cartaz até o dia 19, no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul. Vin\co é o primeiro espetáculo de dança dos artistas circenses Daniel Lacourt e Julia Henning, que já vêm elaborando pesquisa de movimento há anos. O espetáculo teve sua pré-estreia na programação do MID – Movimento Internacional de Dança e agora segue em pequena temporada.

Durante o espetáculo de 70 minutos, os artistas dobram-se enquanto seus corpos conversam, vincam-se e esculpem-se em movimentos. Vin\co proporciona uma experiência de pausa, desaceleração, de desfrute dos sentidos e de contemplação do silêncio e do preenchimento de vazios. A trilha sonora é assinada por Euler Oliveira, com desenho de luz de Moisés Vasconcellos e figurino de Roustang Carrilho. A produção é concebida por Julia Henning, Kamala Ramers e Maíra Moraes.

Vin\co é inspirado na técnica milenar do origami, prática japonesa que consiste em dobraduras de papel para dar forma a figuras. O nome se origina do verbo ori (dobrar) e do substantivo kami (papel), denominando a arte de vincar, manipular, torcer e dobrar até surgirem os mais diversos seres e objetos.

Para a concepção da peça, fazer um origami é uma experiência plástica, mas também sensível, sensorial e poética, onde são trabalhadas noções de simplicidade, geometria, tempo, equilíbrio, fragilidade, delicadeza, leveza, figuração e abstração. A partir desse preceito, Vin\co propõe uma experiência sobre a plasticidade dos corpos e do encontro estabelecidos entre o papel e os intérpretes, explorando também a relação com o tempo e com as formas.

O diretor Édi Oliveira, bailarino e mestre pelo programa de pós-graduação em artes cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), iniciou seus contatos com a dança contemporânea ainda na universidade. Há 20 anos trabalha como dançarino, figurinista, ator e artista-pesquisador em diversos projetos do Distrito Federal.

Julia Henning é gestora e artista integrante do Coletivo Instrumento de Ver, onde desenvolve pesquisa artística focada no movimento, por meio da dança e acrobacia, há 17 anos. Sua pesquisa passa por investigações entre diferentes linguagens e suas relações com o circo. Nos espetáculos do coletivo, atuou como artista criadora e, mais recentemente, atuou na área da direção. É mestre em Artes Cênicas pela UnB e possui formação em dramaturgia circense pelas escolas ESAC (Bélgica) e CNAC (França).

Daniel Lacourt iniciou seu percurso artístico com o grupo Esquadrão da Vida. Passou por formações na Escola Nacional de circo, no Atelier de Pesquisa Aérea (RJ), na escola de circo Arc-en-Cirque – Chambéry, França e ESAC, em Bruxelas. Criou o grupo Tecendo Fios d´Éter. Integrou o coletivo Instrumento de Ver por 10 anos, onde criou espetáculos circenses em diferentes funções, como artista circenses, diretor, rigger ou diretor técnico.

 

Espetáculo Vin\co

Realização dançapequena

Co-realização: coletivo Instrumento de Ver

Direção e concepção:  Édi Oliveira

Intérpretes criadores Daniel Lacourt, Édi Oliveira e Julia Henning

Trilha Sonora: Euler Oliveira

Desenho de luz: Moiséz Vasconcellos

Figurino: Roustang Carrilho

Produção: Julia Henning, Kamala Ramers e Maíra Moraes

Fotos: João Saenger

Vídeo: Cícero Fraga (COMOVA)

Arte: Bruna Daibert

Apoios: MAPATI, Galpão Instrumento de Ver, Bodega de La Habana, Kale Espaço de Saúde, La Boulangerie

Assessoria de Imprensa: Tato Comunicação

Duração 70 minutos

Classificação livre

Serviço

Vin\co

Realização dançapequena

Co-realização: coletivo Instrumento de Ver

De 16, 17 e 18 às 20h / 19 de maio às 19h

Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo – 508 Sul.

Ingressos – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Venda pelo site Ingresso Rápido

CI – Livre

O Rasputin do Planalto

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O Rasputin do Planalto

Por:Fausto Freire

Alguns comentaristas políticos afirmaram, recentemente, que o governo avança em duas direções, senão opostas, pelo menos divergentes. Por um lado, a intelligentsia da equipe se orienta pela bússola liberal: redução da máquina pública, busca de eficiência administrativa, responsabilidade orçamentária, autonomia para o Banco Central, menor ingerência do Estado na economia e nas empresas públicas, privatizações, entre outras. Este é o perfil do governo que a pequena parcela da população que paga impostos, ou seja, que carrega o elefante nas costas, espera que seja implementada.

Caminhando na contramão dessa via e de costas para o contingente de eleitores que elegeu esse governo, está a orientação autoritária, intervencionista, ideológica, fundamentalista, ortodoxa, saudosista, vociferante, raivosa e espumante. O arauto dessa trupe é um personagem fosco, medíocre, arrogante que o bom humor brasileiro apelidou de ‘o Rasputin do Planalto’. O tal Olavo Rasputin do Carvalho é um homem bajulado pelos puxa-sacos de plantão, mas não passa de um aventureiro de pouca monta, mas que consegue influenciar mentes ingênuas e/ou intelectualmente prejudicadas.

Para infelicidade dos espíritos mais esclarecidos, uma parcela do entourage do Presidente foi tomado de fascínio por esse charlatão de meia tigela, cuja arte se limita a espalhar a cizânia e indicar ministros para o governo… Não é difícil entender por que os ministros emergidos do caldeirão desse Rasputin são os menos luzentes e apontados como os elementos dissonantes do stafe.

Felizmente, para contrabalançar esse peso morto, estão ministros da envergadura de Sérgio Moro, apontado como um dos most influential people in the world (um dos personagens mais influentes do mundo); Paulo Guedes, economista independente, de visão globalizante, defensor do livre comércio, do empreendedorismo, do trabalho proativo e da valorização da meritocracia; Marcos Pontes, identificado com a produção de conhecimento, com a inovação, com as tecnologias aplicadas, como as relacionadas ao espaço, a área nuclear, a cibersegurança, a inteligência artificial, com apoio ao desenvolvimento sustentável e introdução da ciência e tecnologia na produção agrícola.

Dilma Rousseff, no momento em que seu governo mostrava sinais evidentes de seus estertores, nomeou Joaquim Levy ministro da Fazenda, tentando dissimular o fracasso de sua política econômica. O mandato, do economista, ex-ministro do Planejamento de FHC, durou de 1 de janeiro a 18 de dezembro de 2015. De fato, era impossível a convivência de um economista de orientação liberal em um governo estatizante, autoritário e intervencionista.

Paulo Guedes vem da mesma escola de Joaquim Levy, que formou os economistas mais brilhantes do século XX e que ainda se mostra como referência do pensamento econômico atual. A pergunta que alguns se fazem é: até que ponto Guedes resistirá ao intervencionismo canhestro do Palácio do Planalto? Por ora, as questões candentes da área econômica giram no interior da abóbada da Câmara dos Deputados. O jogo segue o ritmo dialético do Parlamento. Mesmo assim, tanto o próprio Presidente, quanto muitos dos membros de seu partido, têm mostrado uma vocação incontida por dificultar o encaminhamento da Reforma da Previdência, que é a mãe de todas as Reformas.

É importante que se diga que a mudança nas regras previdenciárias não significam uma ganho real, ou um ganho do Real, literalmente. A aposentadoria brasileira é a expressão mais transparente de uma realidade de exclusão e assimetria social e afirmação de privilégios. O sistema é uma moeda injusta e desigual, que cresce descontroladamente, como um neoplasma maligno, condenando o Estado à estagnação e a economia ao colapso. No entanto, o que muito tem sido apregoado é que a reforma traria um ganho de algo em torno de um trilhão de reais, em dez anos. A bem da verdade, a reforma não trará um ganho, ou seja, uma nova riqueza. Ela representa contenção de uma perda crescente. É claro que o valor economizado pela reforma se converte num haver a ser empregado, pelo Estado, nas atividades que lhes são próprias, tais como educação, saúde, segurança, infraestrutura etc, mas não gera uma riqueza extra para o país.

Outras reformas, estas sim, serão portadoras de um novo valor para a economia, ou seja, são mudanças que nos colocam no mesmo patamar das nações que nos fazem concorrência, no plano do comércio internacional. Essas são a reforma Tributária, a reforma Trabalhista, a reforma Política, a reforma do Judiciário, não necessariamente, nessa ordem.

Qual a segurança que o atual governo nos dá de que esse caminho será trilhado? Os adeptos das ideias do passado estão focados em questões marginais. O nosso Rasputin tupiniquim fala de uma tresloucada revolução conservadora. Seria uma piada de mau gosto, não fosse um plágio do Konservative revolutionäre Bewegung, a Revolução Conservadora na Alemanha, de 1918 a 1932, que auspiciou o Nazismo. Parece que o país caiu no túnel do tempo e voltou ao final da década de 60, com a presença caricatural de Jânio Quadros. O Homem da Vassoura, como Jânio era conhecido, estava preocupado com o tamanho da minissaia das garotas, com as brigas de galos, com seu Whisky e outras tantas causas primordiais para o progresso do Brasil.

Hoje, vemos que alguns dos ministros do governo comandado pelo Rasputin, estão preocupados com a cor do vestuário dos meninos e das meninas, ou com as bandeiras antiglobalização, ou com o excesso de liberdade da imprensa e outras causas transcendentais para o pensamento sectário e fundamentalista.

O risco da prevalência dessas ideias transtornadas, que nem de longe fazem a unanimidade daqueles que, como eu, votaram em Bolsonaro, é o fortalecimento do setor retrógrado que foi banido pelo voto popular nas eleições de 2018. O velho PT é um cadáver putrefato, no entanto, a ideologia que o aleitou segue viva e sempre estará a gerar novos adeptos.

A função do Estado moderno é simplesmente a de promover a harmonia entre seus membros e o bem-estar, sempre que possível. Não cabe ao Estado definir gostos, orientações, opções, ideologias, costumes, religiões, convicções, ou qualquer outros tópicos ligados ao conhecimento, aos sentimentos, ou às escolhas individuais. Não se combate uma ideologia atrasada com outra ideologia atrasada. Parece que essa parte tem sido difícil de assimilar por algumas mentes atrofiadas.

Poderíamos estar desalentados com o quadro atual. No entanto, há um four of aces (4 Ases) nos bastidores que garantem que o comboio não vai descarrilhar. Refiro-me aos quatro generais que ocupam cargos importantes na configuração do governo Bolsonaro.

Há alguns meses, durante a campanha eleitoral, eu tive o privilégio de almoçar em uma mesa em companhia do general Augusto Heleno. Na ocasião, o general falava da campanha de Bolsonaro com convicção e propriedade. Naquela altura, Bolsonaro, rondava os 18%, enquanto Lula ostentava 24% e era dado como virtual vencedor. Os demais candidatos estavam bem atrás, mas todos venciam o capitão no segundo turno.

Eu questionei ao general sobre a capacidade administrativa do candidato, já que nunca havia ocupado um cargo executivo, como deputado se manteve no chamado “baixo clero” durante toda sua vida parlamentar e suas declarações públicas eram de causar lástima.

O general Heleno me respondeu com a convicção lacônica dos militares: – Mas é o que nós temos…

Anchieta Hélcias: testemunha viva da história do Brasil

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Aos 75 anos,  se a vida de Anchieta Hélcias fosse resumida em um trecho, seria da obra Vidas Secas, de um de seus autores preferidos, Graciliano Ramos, “Se aprendesse qualquer coisa, necessitaria aprender mais, e nunca ficaria satisfeito”.

O trecho da saga de Fabiano, sua família, a cachorra Baleia que mostrava a incerteza dos caminhos, em uma releitura da vida de Anchieta reflete a diversidade de experiências profissionais que teve ao longo da vida, de grandes mudanças. “A vida é assim: Nos preparamos para uma coisa e acabamos seguindo para outras”.

Sua carreira foi iniciada no Jornalismo, como repórter do Jornal do Comércio do Recife aos 16 anos, passando por várias editorias,  até que viu na de Economia o caminho para se especializar. “Cobri Polícia, Cidades e  Política. A conjuntura da época não era favorável à reportarem política. Então decidi focar no Jornalismo Econômico”. Daí resolveu cursar Ciências Econômicas; pegou gosto, seguiu para São Paulo, onde, enquanto repórter especial na Folha de São Paulo (196/60), cursava pós-graduação na área.

Suape, mais do que um porto

Como defesa de conclusão de curso, apresentou a tese “Infraestrutura como indutora do desenvolvimento econômico de Pernambuco e do Nordeste” – defendia a construção de Complexo Industrial Portuário, no conceito de integração porto-indústria, tomando por base os já existentes Porto de Marseille-Fós na França e de Kashima no Japão. Defendia que o porto deveria ser localizado na região do cabo de Santo Agostinho, em razão da profundidade de 40 metros ao lado da linha de arrecifes que margeiam a enseada de Suape – essa profundidade permite receber navios de até 400 mil toneladas.

Retornando ao Recife, assumiu a Editoria de Economia do Jornal do Comércio. Em paralelo, com entusiasmado grupo de amigos, então jovens empresários, profissionais liberais, jornalistas e acadêmicos, mais o suporte de divulgação da coluna que assinava no jornal, começou campanha para mudar o modelo de indução do desenvolvimento então impulsionado pela SUDENE: defendia a sua tese, apresentando-a a políticos estaduais e federais, entre esses o seu amigo o deputado federal  Marco Maciel, (dez anos após seria governador de Pernambuco;  depois senador por três mandatos, ministro da Educação e da Casa Civil, vice-presidente da República no governo Fernando Henrique Cardoso). Maciel viu potencial naquele trabalho e o levou ao então “escolhido” a ser governador, o ex-ministro do Tribunal Militar, Eraldo Gueiros Leite – relembra Anchieta, aduzindo: “Integravam  o grupo o jornalista Carlos Garcia e o economista José Mussalem: que escreveram contam a história no livro “SUAPE, muito mais  que porto: uma visão econômica” (Tarcísio Pereira Editor), lançado  em 2015, com  a terceira edição prevista para outubro.

Em janeiro de 1970, Gueiros, governador eleito pela Assembleia Legislativa, o convida para integrar o governo, com a missão de viabilizar o  projeto do Porto Suape: “iniciei na Companhia de Desenvolvimento, acumulando a presidência da empresa e o de secretário extraordinário;  continuei no governo de José Francisco de Moura Cavalcanti (fundou e presidiu o INCRA; foi ministro da Agricultura) na Secretaria de Indústria e Comércio, com mais atribuições, porque a pasta agregava Ciência e Tecnologia,  Meio Ambiente e Turismo.  Nos dois governos passei quase oito anos; saí, quando convidado para desafiante trabalho em Brasília” – recorda.

“No governo Gueiros, com os profissionais que busquei na Universidade e o apoio da Fundação de Estudos do Mar (Marinha  Brasil),  presidida pelo almirante Paulo Moreia da Silva,  formulamos a concepção; licitamos e contratamos os estudos econômicos que definiram as vocações industrias e de serviços do porto-indústria; o Plano Diretor, ainda hoje válido; os projetos executivos. No de Moura Cavalcanti, formatamos a estruturação financeira do empreendimento, assegurando recursos para mais cinco anos de trabalhos e a licitação das primeiras obras – saí quando iniciadas”, diz, referindo-se ao Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros, localizado nos municípios de Ipojuca e do Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Atualmente, o local abriga mais de 100 empresas.

Brasília: Articulação na Abertura Política

Em 1966/67 Anchieta estava correspondente da Visão no Nordeste – à  época  era a maior revista de Economia do país. Tornou-se amigo do dono da editora,  o jornalista e publicitário  Said Faraht, que, em 1974,  vendeu a revista ao empresário Henry Maksoud; meses depois assumiu a presidência da Embratur, no governo Ernesto Geisel,  que os fez manter frequentes encontros: “à época, fazia constantes viagens a Brasília e ao Rio, em razão das  múltiplas competências da  Secretaria, que, além da Indústria e do Comércio” Resulta desses   encontros o Centro de Convenções, em Olinda, dos maiores do país, construído com recursos dos governos federal e de Pernambuco.

Centro de Convenções de Pernambuco – Construção – Crédito – Reprodução

Expõe Anchieta: “Em 1978 Farhat deixa a Embratur para integrar a equipe de coordenação do Escritório Político do general João Figueiredo, candidato à Presidência, escolhido pelo presidente Ernesto Geisel para sucedê-lo. Eram quatro os coordenadores: o general Danilo Venturini,  o deputado Nelson Marchezan, o então coronel,  depois general Armando Paiva Chaves e Said Farhat.”

“O Escritório funcionava no hotel Aracoara, em frenético ritmo de campanha eleitoral: objetivava assegurar à ARENA, o partido do governo, eleger a maioria dos deputados  senadores  nas eleições parlamentares daquele ano – à eleição presidencial pelo no Colégio Eleitoral, o oposicionista MDB apresentou “anticandidato” o general Euler Bentes Monteiro, expoente da linha nacionalista das Forças Armadas.  Nos governos Costa Silva e Médici o general Euler foi superintendente da SUDENE, quando Anchieta dele tornou-se amigo.

Continua: “Para Figueiredo, Farhat executou e coordenou o que à época denominámos de ‘Marketing da  Abertura’: tornar conhecido  general, expondo o compromisso que o havia levado à candidato: restabelecer a Democracia, devolvendo o poder aos civis;  anistiar os presos políticos e os exilados: “Lugar de brasileiro é no Brasil” – disse Figueiredo, meses  antes da posse; restabelecer o pluripartidarismo –  o que ensejou fossem  criados o PT e outros partidos; assegurar eleições diretas para governadores e prefeitos das capitais – a eleição direta para presidente foi restabelecida na Constituição de 1988: o presidente Tancredo Neves e o vice José Sarney foram eleitos pelo Colégio Eleitoral.”

Adianta: “Faço Política desde estudante: iniciei na ‘Juventude do PSD’, em Pernambuco presidida por Marco Maciel – à época os partidos políticos, com os seus jovens filiados, disputavam eleições nos grêmios dos colégios e nos diretórios das universidades. Em 1966, aderi à Frente Ampla, criada pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek e o ex-governador Carlos Lacerda, para mobilizar as lideranças políticas e a opinião pública a fim de restabelecer o poder civil. Por ter sido ‘frentista” o governador Gueiros teve que impor a minha presença no governo, alegando ser para exercer função técnica, não política”.

Continua: “Portanto a minha surpresa quando Farhat (julho 1978) ligou numa quinta-feira,  convocando para estar em Brasília no sábado daquela semana, informando ser  para reunião com o general Figueiredo; adiantou que o general agendara para a primeira semana de agosto um  encontro no Recife com as lideranças políticas e econômicas do Nordeste; disse solicitava a minha colaboração,  com sugestões ao discurso do candidato no evento. Arrematou: ‘Figueiredo aprovou! Sabe tudo sobre você: Foi o chefe do SNI…’ –   anos antes, em única ocasião no Recife, estive com  o general,  ele convidado pelo amigo  Moura Cavalcanti para conhecer os programas do governo estadual; na reunião apresentei o Projeto Suape.”

Na manhã daquele sábado Farhat  levou-me à Figueiredo, que nos instruiu sobre o discurso: ‘Vou me posicionar pelo Desenvolvimento Auto Sustentado (influência do economista Mário Henrique Simonsen); expor o que me fez candidato: restabelecer o poder civil, o que sempre repetirei em todos os momentos’. Explicou o porquê:   ‘É importante que os meus companheiros de quartel assimilem que o ciclo militar  encerra no meu governo;  que a oposição  entenda  e apoie, não a mim, mas o programa da abertura; que tenhamos o apoio da população. Para acontecer, preciso muita divulgação!’ ” – foi enfático, recorda Anchieta a primeira conversa com Figueiredo..

Após o evento no Recife, o governador Moura Cavalcanti promove recepção, com almoço, no Palácio Campo das Princesas. “Concluído, aconteceu reunião que fui convidado, sem saber o porquê: além de Figueiredo e do governador, estavam Farhat, Venturini e Marco Maciel,  então  nomeado candidato à sucessão do governador.”

O general fez o convite, em forma de veredito: ‘Queremos que vá para Brasília trabalhar com Farhat, colaborando nos discursos e nas relações com a imprensa;  e no que mais precisar”. Anchieta complementa:  “Além de Farhat, também auxiliei o deputado Marchezan na articulação política, principalmente junto as lideranças do MDB, nelas se destacando o deputado pernambucano Thales Ramalho, acatado conselheiro dos deputados Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, e mais alguns que fizera amigos quando militava na Frente Ampla;  tratava os  temas econômicos o ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen – em março de 1979  Simonsen assumiu o ministério do  Planejamento do  Figueiredo.”

Uma semana   depois mudou para Brasília. Aqui pretendia ficar por oito meses, até a data posse presidencial, por não mais desejar trabalhar em governos. Mas permaneceu na cidade, quando convidado para coordenar importante projeto para o setor privado. Foi quando a mulher e os filhos, ainda crianças, vieram aqui residir. 

Programa Pró Álcool

Após o período nos Escritório Político, quando no da Transição do Governo, Anchieta recebe convite do amigo e empresário Mario Garnero, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e do BrasilInvest, para auxiliá-lo no programa de consolidação do  automóvel a álcool, razão do presidente Geisel ter criado o Pró Álcool.

Ao convidá-lo, Garnero explicou qual  trabalho: articular as demandas da indústria automobilística; buscar compatibilizá-las  com as dos produtores de álcool, a fim de agrega-las em única reinvindicação  dos dois setores industriais.  Aceitou!

Na primeira análise que apresentou apresentada à ANFAVEA, apontou dois gargalos: os plano de produção do álcool e o de automóveis teriam de ser compatíveis: “Naquele tempo, havia momento que faltava álcool e sobrava automóvel, em outro, faltava automóvel e sobrava álcool – explica; observou que sem estrutura de logística para distribuição  nacional do combustível, fazendo-o  chegar à todos os postos de abastecimento do país, a comercialização dos automóveis a álcool ficaria restrita às regiões Nordeste e Sudeste, onde se plantava  de cana de açúcar.

Garnero apresentou o trabalho no Conselho Nacional de Energia (CNE), do qual era membro, propondo criar “Força Tarefa (FT)” para equalizar a produção de álcool com a de veículos, assegurando a oferta dos produtos em todo território nacional, desde que garantida a distribuição. O CNE aprovou a proposta, e designando o engenheiro Camilo Pena, ministro da Indústria e Comércio, para presidir a FT,  composta pelo economista Hugo de Almeida, presidente do Instituto do Açúcar e do Álcool, o advogado  :Segeaki Ueki, presidente da Petrobras e ex-ministro de Minas e Energia no governo Geisel; o industrial Maurílio Biagi, pelo setor alcooleiro; Anchieta Hélcias, pela indústria automobilística.

Em três  meses os problemas foram solucionados: estabeleceu-se a compatibilização da produção do álcool com a de veículos; à Petrobras Distribuidora  foi determinada a responsabilidade pela oferta do combustível em todo  território nacinal.

Recadastramento Eleitoral/Articulação Política/Constituinte

Concluído o projeto Pró Álcool, ingressou no Serpro como Analista Consultor. A empresa era presidida por José Dion de Mello Teles, o “pai” da introdução da Tecnologia da Informação no país: para  o STE Dion criou e coordenou o Projeto de Recadastramento Eleitoral, recenseamento que possibilitou unificar nacionalmente os títulos dos eleitores, tornando real o número de votantes – nas divisas estaduais haviam eleitores com dois títulos, votando duas vezes, cada vez em um Estado. “Recorda:  Dion era genial! Tenho orgulho de ter trabalhado com a equipe que formou”.

Ainda no Serpro, Anchieta foi requisitado pelo senador Marco Maciel, ministro da Casa Civil do presidente José Sarney, para compor o grupo de articulação política do governo, à época dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte – Henrique Hargreaves, advogado e consultor legislativo, coordenava o setor, como Sub Chefe da Casa Civil. Anos depois foi Chefe da Casa Civil do presidente Itamar Franco.

“Marco Maciel deixa o governo; por sugestão do deputado Heráclito Fortes o Dr. Ulysses me convoca para integrar a equipe de assessores nos trabalhos da Constituinte”, relembra Anchieta. O  deputado Ulysses Guimarães foi  presidente da Câmara dos Deputados e da Assembleia Nacional Constituinte,  o líder que em 1988 promulgou a Constituição Federal do Brasil –  “dos maiores políticos com quem convivi” – comenta. Considera “a fase importante para o meu aprendizado”.

Lobby

Concluída a tarefa na Constituinte, Anchieta não retorna ao Serpro. Com dois amigos, o economista Cláudio Mendes e o jornalista Paul Godoy, criam o primeiro escritório de lobby do Brasil, inspirados nos dos Estados Unidos, que que atuam no Congresso e no Executivo  representando os diversos segmentos da sociedade civil: empresariais, trabalhistas, defesas das minorias sociais, étnicas, etc., formatando e defendendo Políticas Públicas específicas.

“O nome da empresa: EAP – Escritório de Assessoramento Político. Explícito” – justifica!

“Os sócios, um por vez, foi aprender nos Estados Unidos como funcionava o trabalho do lobby e a legislação que o regula. Decidimos adaptá-la à brasileira, levando a ideia ao jurista Walter Costa Porto, que elaborou minuta de Projeto de Lei e a apresentou   ao senador Marco Maciel. Mais rigorosa que a americana,  por estabelecer o controle externo e a fiscalização à atividade”.

“É o Projeto da Lei do Lobby,   aprovado no Senado, foi remetido à Câmara, onde,  de vez em quando é debatido, mas não progride.”

Anchieta ironiza: “Falta de lobby para fazer aprovar Lei do Lobby…”

“Passados trinta anos, o Lobby  cresceu no país, com a sociedade civil se fazendo representar através de profissionais sérios e competentes. Buscando aperfeiçoamento, esses profissionais criaram a ABRIG – Associação Brasileira de Relações Institucionais e   Governamentais, que instituiu o “Prêmio Anual Marco Maciel”, homenageando o autor do Projeto de Lei.

Entende Anchieta que “a Imprensa   erra quando denomina por ‘lobistas’ os bandidos de gravatas,  ‘mulas’ de empresas envolvidas em  ‘propinodutos’,  expostas quando pegas  nas   operações policiais,  tipo ‘Mensalão’, ‘Lava a Jato’ e outras” – explica.

Pouco foi o tempo em que Anchieta ficou no EAP: em julho de 1989 recebeu   convite para nova atividade, na qual passou vinte e nove anos..

Aviação Civil: abertura do mercado.

O comandante Omar Fontana, presidente e fundador da Transbrasil, o convidou para trabalhar na “proposta de recapitalização” e o retorno dele, Omar, ao comando da empresa – à época sob intervenção federal, em razão dos prejuízos que tivera com o Plano Cruzado.

Anchieta aceitou, após analisar e compreender a conjuntura econômica financeira da Transbrasil e das outras empresas da Aviação  Civil, que também sofriam idêntica crise: umas menos (Varig e TAM), outras mais (Transbrasil, Vasp e as demais vinte e três empresas);  se a empresa era recuperável; se o comandante Fontana se alinhava na defesa do livre mercado, trabalhando pró Política Pública que assegurasse a competição então não existente no  segmento aeroviário.

Em dezembro 1989, três meses antes do final do governo Sarney  é  aprovado o plano de recuperação, cessa a intervenção e o controle da empresa   devolvido ao comandante Fontana.

“Comecei o trabalho na Transbrasil, onde  passei 10 anos, como diretor, membro do Conselho de Administração e Controle e acionista (detinha 6 % da Ações Ordinárias),   lutando para que o Congresso e  Governo estabelecessem Política Pública que assegurasse a abertura do mercado,  sob o princípio da oferta e da procura;  estimulasse a concorrência permitindo a liberdade tarifária; que estabelecesse a permissão para as empresas decidirem os destinos e os horários dos seus voos; que extinguisse o protecionismo e o monopólio de voos para o exterior; que extinguisse o protecionismo que beneficiava apenas uma empresa nacional”,

Continua: “Até os governos Collor (brasileiro) e Bush pai (americano),  apenas duas empresas operavam  as frequências  Estados Unidos-Brasil:  a Varig e a Pan American. Os presidentes decidiram firmar  novo acordo aeronáutico, abrindo os mercados às empresas com capacidade de neles operar; outo exemplo:  na Ponte Aérea Rio-São Paulo, a rota mais rentável do país,  a Varig tinha assegurado,  por Decreto, 2/3 das operações, os do 1/3 restante eram distribuídos com as demais companhias; o mesmo Decreto assegurava à Varig 50 % do mercado nacional; as tarifas estavam controladas, o DAC determinando teto e piso, regendo o monopólio e o protecionismo.” – expõe.

“Quebrado o monopólio dos voos para o exterior, Anchieta convenceu o comandante Fontana e a Transbrasil passou a operar voos de Brasília para os Estados Unidos, nas rotas Brasília-Washington-Nova Iorque e Brasília-Miami-Orlando, que, rentáveis, despertaram  o interesse de outras empresas nacionais e internacionais que passaram a operar no Aeroporto Juscelino   Kubitschek de Oliveira voos para a Europa e  Estados Unidos.

Em de 1998, deixa a Transbrasil por não concordar com   a opção do  comandante  Fontana pelo o seu genro, Antonio Celso Cipriani,  para presidir a empresa – “Omar se afastou, enfermo da doença que o levou a falecer em 2000” – diz. Em dezembro de 2001 a empresa faliu; o Tribunal de Justiça de São Paulo bloqueou os bens de Cipriani, que responde processo de falência fraudulenta; recorreu e aguarda julgamento no STJ.

Em janeiro de 1998, Marco Maciel (PFL), vice-presidente, concorria à reeleição com Fernando Henrique (PSDB),   convidara Anchieta para integrar a equipe de coordenação das estratégias da campanha, o que o obrigaria se licenciar da Transbrasil  nos meses  de julho a novembro.

O fundador e presidente da TAM, o comandante Rolim Amaro, que, por duas vezes, chamara Anchieta para trabalhar na sua empresa, ao saber ter ele se desligado da Transbrasil, telefonou dizendo: “Agora não escapas! Venha trabalhar comigo na TAM. Estou preparando a empresa para crescer e operar voos internacionais; precisa de ambiente favorável. Estou montando uma boa equipe”.

“Dois dias depois Rolim veio a Brasília, acompanhado com outro amigo, o economista Rubel Thomas, ex-presidente da Varig, então vice-presidente internacional da TAM, parte da equipe cujos expoentes, além do Rubem, despontavam Daniel Mandeli, que presidiu após o trágico falecimento do Rolim em 2001;  Marco Antonio Bologna o sucedeu,  e Luiz Falco saiu para estruturar e  presidir a telefônica OI, hoje preside a CVC “.

Anchieta informou a Rolim o compromisso assumido com Maciel. Combinaram voltarem a falar logo que  concluída a campanha presidencial.

FHC/Maciel eleitos, Anchieta entra na TAM e continua na luta pela liberalização da Aviação Civil: “Em 29 anos na aviação, com um grupo de executivos das empresas do setor, passo a passo    conseguimos a Política Pública que tornou a Aviação Civil compromisso do Estado, não dos governos. Para acontecer, atuando no Parlamento, de onde obtivemos apoios para levar nossas propostas ao  Executivo, atendidas por todos os presidentes, do Collor ao Temer. Exemplifico: à criação da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), o projeto foi enviado ao Congresso pelo presidente Fernando Henrique e  a Lei sancionada pelo presidente Lula, que instalou a agência reguladora; a presidente Dilma iniciou as privatizações dos aeroportos, continuadas pelo presidente Temer, mantidas pelo presidente Bolsonaro.”

Em dezembro de 2016 Anchieta deixou a LATAM (fusão LAN/TAM). Na Aviação Civil, indicado pela TAM, por doze anos, foi eleito diretor, vice presidente, presidente e secretário geral do Conselho do SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias); por seis anos representou o setor no Conselho da ANAC; por três, no Conselho Nacional do Turismo.

Reiventar-se é preciso

Em 2011, tendo renovado por mais cinco anos o contrato com a LATAM, Anchieta concluiu que, em breve tempo, pouco teria do que fazer pela empresa, por extensão à Aviação Civil, vez que atingira todas metas propostas quando nela ingressara.

Entendeu ser preciso mudar para buscar novos desafios – diz não pretender aposentar, que vai continuar criando.

Para mudar, foi   reinventar-se, o que o levou a analisar o emergente mercado das Inovações Tecnológicas, se fixando no da Energia Renovável. Explica: “Sem energia nada se faz. O mundo e o Brasil têm fome de energia, mas que seja a  realmente limpa”.

Encontrou o que buscava quando  em 2017 foi   convidado pelos amigos Luiz Piauhylino, pai e filho, a se integrar na SUNLUTION, empresa por eles fundada para introduzir no Brasil e na América do Sul a mais inovadora tecnologia de geração fotovoltaica, a Hydrelio – Sistema Hibrido Hídrico Solar Flutuante, desenvolvida pela Ciel et Terre francesa, em expansão na Europa, América do Norte e Ásia, com prevalência no Japão e na China. Nesse sistema, a energia é gerada pelas    placas fotovoltaicas fixadas sobre flutuadores instalados nos espelhos d’água das represas de abastecimento de água, das hidrelétricas e dos reservatórios e canais para irrigação – a primeira geradora no Brasil opera numa fazenda em Cristalina de Goiás, perto de Brasília.

No dia 5 de agosto o presidente Jair Bolsonaro inaugurou na hidrelétrica de Sobradinho, no rio São Francisco, Bahia, a primeira etapa da unidade geradora   solar flutuante, parte do programa de P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) da CHESF e da ELETRONORTE e as Universidades Federais de Pernambuco e do Amazonas, para comprovar a eficácia em “hibridizar” (conjugar) a geração de energia solar e hídrica na mesma unidade de produção e distribuição – existem similares no exterior.

Vários os projetos de geração solar flutuante  estão sendo em desenvolvimento pela SUNLUTION, em parceria com empresas internacionais de grande porte,  produtoras de energia renovável. Prevê Anchieta que,  em mais cinco anos a empresa esteja gerando 1,5 Gigawwats, fazendo o Brasil  líder mundial de produção de energia fotovoltaica sobre  espelhos d’agua.

 

 

 

 

 

 

12º Salão do Artesanato começa nesta quarta

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12º Salão do Artesanato começa nesta quarta

Pela primeira vez na área externa do Pátio Brasil, evento vai reunir cerca de mil representantes de mais de 20 estados brasileiros. Além disso, programação conta com shows e oficinas, tudo de graça!

 A 12ª edição do Salão do Artesanato começa nesta quarta (08) . Com o tema “o Brasil feito à mão”, o evento acontece pela primeira vez na área externa do Pátio Brasil  até o dia 12 de maio, das 10h às 22h. Além de conferir produtos de cerca de mil artesões representando vinte estados brasileiros, a programação também conta com shows e oficinas. A entrada é franca.

Kaio Fragoso e Miche Rios FilC? com a fibra de bananeira de Maragogi de Traipu

O principal objetivo do evento é valorizar a diversidade da produção artesanal brasileira e a arte feita a mão, já que a expressão criativa dos artesãos brasileiros coloca o Brasil como um produtor artesanal no mercado nacional e internacional. O setor conta com uma rede tradicional e informal de comercialização, além de milhares de produtores em todo o território nacional.

Para isso, alguns dos maiores destaques do artesanato no Brasil vão estrar presentes ao Salão. Alguns dos nomes são o mineiro Antônio de Pádua, especialista em esculpir santos em madeira, o potiguar Aldo Rodrigues, que molda figuras sacras em argila e cujas obras recebem enorme aceitação no exterior e Cristina Maria Ribeiro Lauteman, especialista em transformar produtos do mar, como escamas de peixe e conchas em flores decorativas, arte sacra e outros objetos decorativos.

O Salão do Artesanato já realizou 11 edições, desde sua criação, em 2009. Atualmente, é o maior evento do ramo no Centro-Oeste e está entre os três maiores do setor no Brasil. O evento trabalha com o conceito da sustentabilidade, realizando a coleta seletiva de resíduos e com expositores que comercializam produtos que utilizam como matéria-prima materiais reciclados. Todo o lixo reciclável é doado para cooperativas de reciclagem.

HOMENAGEM AO ACRE – Como acontece em cada edição, o evento fará homenagem especial a um estado da Federação e desta vez o escolhido foi o Acre. Para Brasília, o estado trará itens do artesanato que caracteriza a produção do estado, como biojoias, roupas, sapatos, a gastronomia típica acreana (com salgados regionais como Saltenhas, kibe de arroz, kibe de macaxeira, pastel com recheios regionais de jambu, de frango, pirarucu, suco de cupuaçu, dentre outros), panfletos para divulgação turística e elementos da cultura do estado.

OFICINAS – Além dos estandes para venda de produtos, o público pode participar oficinas gratuitas, ministradas por artesãos de Minas Gerais, com reconhecida técnica nas áreas de bordado Douro Preto, de Pernambuco, com a tradicional tapeçaria; de Goiás com os trabalhos em fibra e biojoias e do Distrito Federal, com os belos trabalhos em mosaico. As oficinas serão oferecidas, de quarta a sábado, em três horários distintos: de 11h às 12h; de 15h às 16h e das 16h às 17h. Cada oficina comportará até 20 pessoas e não serão feitas inscrições prévias. A inscrição será no local, por ordem de chegada.

SHOWS – Também fazem parte da programação apresentações diárias do espetáculo Nosso Brasil, do Grupo de Dança Nova Bréscia, do Rio Grande do Sul, sempre em dois horários, às 13h e às 18h.  Além disso, o evento traz shows de quinta a domingo, sempre às 19h. Dentre os artistas convidados, Roberto Corrêa, um mestre da viola caipira no Brasil, o pesquisador e também violeiro Cacai Nunes, o sanfoneiro forrozeiro Felippe Rodrigues e a Orquestra Alada Trovão da Mata, com sua mistura de maracatu e samba pisado. Um grande mosaico do Brasil, através da arte do artesão brasileiro e de alguns de seus artistas mais originais.

Confira a programação completa

OFICINAS

08 de maio (Quarta)

11h às 12h – Biojoias (brinco), com Juão da Fibra

15h às 16h – Flores de Palha de Milho, com Fatinha Bastos

16h às 17h – Colar de malha, com Tânia Lima

09 de maio (Quinta)

11h às 12h – Porta-joias de material reciclado, com Tânia Lima

15h às 16h – Tapeçaria de Lagoa do Carro/PE, com Maria José Lemos

16h às 17h – Tapeçarias do Carmo, com Bordados de Minas – DOuroPreto

10 de maio (Sexta)

11h às 12h – Biojoias (colar), com Juão da Fibra

15h às 16h – Anjos de Palha de Milho, com Fatinha Bastos

16h às 17h – Tapeçarias do Carmo, com Bordados de Minas – DOuroPreto

17h às 19h – Mosaico, com Fátima Fernandes

11 de maio (Sábado)

11h às 12h – Tapeçaria de Lago do Carro/PE, com Maria de Fátima

15h às 16h – Colar de malha, com Tânia Lima

16h às 17h – Tapeçarias do Carmo, com Bordados de Minas – DOuroPreto

17h às 19h – Mosaico, com Fátima Fernandes

SHOWS

De 8 a 12 de maio (Quarta e Domingo)

Grupo de Dança Nova Bréscia

09 de maio (Quinta) – 19h

Felippe Rodrigues

10 de maio (Sexta) – 19h

Roberto Corrêa

11 de maio (Sábado) – 19h

Cacai Nunes

12 de maio (Domingo)– 19h

Orquestra Alada Trovão da Mata

Serviço
Salão do Artesanato 2019
Raízes Brasileiras – Conheça o Brasil feito à mão
Quando? De 8 a 12 de maio, das 10h às 22h
Onde? Térreo do Pátio Brasil Shopping
Quanto? Entrada Franca
Mais informações: (61) 2107-7404