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terça-feira, abril 28, 2026
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Câmara Legislativa e Correios lançam selo em homenagem a JK*

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Câmara Legislativa e Correios lançam selo em homenagem a JK

No fechamento das festividades dos 59 anos de Brasília, Anna Christina Kubitschek destaca o papel histórico do ex-presidente
A Câmara Legislativa do Distrito Federal fechou as comemorações dos 59 anos de Brasília no dia 24, com uma extensa programação cultural, centrada em JK. O destaque foi o lançamento de um selo comemorativo, alusivo à data, e a abertura da exposição do Arquivo Público do DF sobre “A História de Juscelino Kubitschek em Brasília”.

O selo, fruto de parceria entre a Câmara Legislativa e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos tem em sua estampa o prédio da Casa, o céu da cidade e uma foto de Juscelino Kubitschek. Também foi lançado, na ocasião, um carimbo comemorativo, com uma frase do ex-presidente: “A liberdade, para nós, corresponde a uma série de conquistas econômicas, sociais e políticas”.

Em seu discurso, a presidente do Memorial JK, Anna Christina Kubitschek Pereira, destacou a gratidão da família com a homenagem, lembrou os avanços econômicos obtidos pelo ex-presidente e os feitos de seu avô na construção de um Brasil moderno. “O Brasil de hoje clama por conquistas econômicas, sociais e políticas, como ele identificou na década de 1950”, destacou.

Esta foi a terceira homenagem que a presidente do Memorial JK compareceu no aniversário de Brasília – as anteriores foram na Câmara e no Senado. Escolhida pelo governador Ibaneis Rocha para estar à frente das comemorações de 60 anos da cidade, Anna Christina Kubitschek tem defendido o legado de JK em suas recentes manifestações públicas.

“Sob a batuta de JK, e por meio de seu Plano de Metas, no qual Brasília foi a síntese, o Brasil recebeu importantes investimentos, graças à atração de grandes corporações para nosso território e ao desenvolvimento das empresas nacionais. Nos cinco anos de seu governo, o PIB do Brasil cresceu a uma taxa média anual acima de 8%. JK levou o desenvolvimento ao interior, fazendo o País descobrir um outro Brasil em suas fronteiras”, discursou ela, aos senadores, no último dia 21.

Para a presidente do Memorial JK, é fundamental ensinar às novas gerações o verdadeiro papel de JK na história do Brasil, um desenvolvimentista, que tirou o Brasil do atraso. “Com seu amor à pátria e grandioso espírito democrático, buscou as saídas no campo democrático, rejeitando radicalismos. Infelizmente, morreu sem ver o País redemocratizado, em 22 de agosto de 1976. Mas sua vida foi marcada pela luta por liberdade e progresso, expressos na construção da nossa Capital. O legado histórico de JK é Brasília, que resume o que o Brasil precisa: trabalho, unidade democrática, liberdade plena, esperança, amor à Pátria e desenvolvimento nacional”, avalia.

Segredos dos Cavalcantes

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Por: Luiz Humberto Del’Isola
Fotos : Arquivo Pessoal e Nubia Paula

Quando o Edson me procurou , pedindo que eu rabiscasse algumas mal traçadas linhas para o seu novo Portal, 61brasilia.com, argumentei (por preguiça, confesso…) que não valia a apena, que ninguém em estado normal iria gastar tempo lendo mal traçadas escriba velho como este que vos escreve, e outras desculpas esfarrapadas que fui inventando na hora. Mas o Edson Crisóstomo é insistente, amigas e amigos… Como é insistente o Edson! Não é de estranhar que seja tinhoso, o meu gordinho predileto (que é a assim que o chamo). Não fora ele a insistência que é, não seria o inventor/editor de tantas publicações que marcaram a vida e a cultura de tantos e tantos de nós, candangos de boa e legítima cepa, brasilienses que amamos a cidade/capital. Plano Brasília, Kids, Pecado Capital, Gente … Para todas elas rabisquei mal traçadas linhas, e as gostei de rabiscar. O meu gordinho predileto merecia, pois, que eu largasse a preguiça de lado e que fosse catar milho no teclado.

Quando concordei em botar cérebro e dedos no batente, perguntei sobre o que é que deveria rabiscar. Sobre o Ki-Filé, o restaurante, respondeu-me. Aí, leitora e leitor, aí acabou-se preguiça, sumiram os achaques de velho reumático e caquético. Aí senti-me remoçado, mais jovem uns quarenta anos ( o que não me faz muito jovem, múmia antiga que sou). É que o Ki-Filé não é só um restaurante, entre os tantos que há por aqui e acolá desta cidade tão jovem e já tão imensa. O Ki-Filé, para mim, nem é o Ki-Filé: ainda o chamo pelo nome antigo, nome de boteco pé sujo que foi um dia: eu só chamo de Cavalcante. E vou além: é uma segunda casa. Lá redigi muitos discursos e artigos, ghost writer de profissão que sou. Muitas crônicas, alguns trechos de livros, muitas tertúlias, muitos porres e alguns amores, discussões políticas – quando fazer e falar de política era coisa elevada, não a estupidez de hoje – tudo isso vivi sentado em uma mesa do Cavaco (outro apelido que dou ao assim chamado Ki-Filé).

Conheci o Cavalcante quando ele foi inaugurado, do outro lado da rua, onde hoje há aquela imensa loja da Só Reparos. Aliás, não se pode falar de um sem falar do outro. O boteco era pequeno, e a Só Reparos também era pequena. Aliás, pequeno também – só de estatura – é o Miguel, um dos sócios da hoje imensa rede de lojas. Pequeno só de estatura, insisto, porque foi um beque central gigante, quando jogava futebol no Country Club. Certo ano, já distante na bruma do tempo, Miguel e eu formamos uma bela parelha de zaga que foi campeã do torneio interno daquela vetusta agremiação social. Sem a grandeza do Miguel, talvez não houvesse o Ki –Filé que conhecemos hoje, já que foi numa negociação entre as duas empresas que o boteco mudou de quadra, indo morar onde mora hoje.

Mas deixemos de lado a vida alheia e vamos ao que interessa. Falemos do restaurante, falemos de comeres e beberes, de torresmos e feijoadas de rabos e dobradinhas. Falemos de filés e de omeletes. Como são grandes os pratos do Cavalcante! Cada prato nutriria um exército, se por lá passassem exércitos, que não passam, Graças a Deus. Além de grandes, são bons. São muito bons, os pratos do Ki-Filé. Antes que algum leitor mais engraçadinho pense com os seus botões: “que anta, esse rabiscador… prato bom é de porcelana, e isto lá não há!”, vou explicando que é de conteúdo que falo, de continente não.

A história do Ki Filé é uma história de migrantes. Sim, de migrantes sim, que Raimundo e Anastácio, fundadores da casa, são cearenses. De Sobral. Repetiram a saga de milhares de conterrâneos cabeças chatas (espero não ser patrulhado pelo politicamente correto) que um belo dia vieram conquistar o Sul Maravilha. Raimundo veio antes, e de comida não sabia mais do que o trivial variado: farinha, rapadura, macaxeira e carne de sol. Raimundo nem veio para a capital cozinhar. Veio puxar traço de concreto, bater forma e subir fieira de tijolo. Sim, o grande chefe Raimundão foi peão de obra. Não por muito tempo, pois aí entra a história de outros imigrantes, esse de muito mais longínqua terra: da Toscana, na Itália. Aí entra a história de Mario e Emma Bonazzi.

Eduardo filho do Raimundo, e os irmãos Roberto e Ricardo filhos de Anastácio dão continuidade ao trabalho dos Pais.

Poucos devem se lembrar dos primeiros restaurantes de Brasília, daqueles nascidos em barracos de madeira e tocados a fogões de lenha. afinal, é história muito antiga, empoeirada pelo tempo. mas posso assegurar, leitor e leitora, que foram muitos e foram muito bons. Chez Willy, Adele, Fred´s, Kazebre, la Romanina, Roma…. quase todos eram de candangos europeus. Willy era austríaco, Fred era Suiço. Mario Bonazzi, Luigi brandi (do Roma), Gennaro e Vincenzo (do kazebre) eram italianos. Luigi Tartari, o renomado maitre, trabalhou na cidade livre, pilotando panelas do adele, que era da família Ricci… Mário e Emma Bonazzi criaram o Restaurante la Romanina, que funcionou por muitos e muitos anos na sqs 303. e foi ali que Raimundo abandonou martelo e pá e começou a aprender a arte da cozinha. isso foi por volta de 66. logo, logo chamou o irmão mais novo, Anastácio, que foi se juntar a ele no restaurante. ali o Cavalcante (sim, que é sobrenome dos dois, mas apenas o Anastácio ficou assim conhecido) aprendeu a ser garçom, a olhar o salão, a carregar pratos e bandejas. enquanto isso, Mario Bonazzi, generosamente, continuava a ensinar ao Raimundo o segredo de molhos e massas, de filés e carpaccios.

Quase vinte anos de alta cozinha transformaram o peão de obra em refinado cozinheiro. grande chefe raimundão, eu o chamava. quase vinte anos de pratos e bandejas, de clientes e de cachaceiros, transformaram anastácio em craque de salão, mestre de bandejas e toalhas, de guardanapos e taças, além de cobremanchas e contas espetadas.

em 1984, os irmãos tomaram coragem e abriram a sua própria casa, um legítimo pé sujo, boteco de ninguém botar defeito. Cerveja sempre gelada, pinga boa e pratos enormes, gargantuescos, pantagruélicos. Comida honesta, sem as frescurinhas de Nouvelle Cuisine e veganices de hoje em dia.

Feijoadas, rabadas, dobradinhas, cozidos… tudo o que sai da cozinha do cavalcante é uma delícia, garanto. sem falar dos filés, a cavalo ou a parmiggiana, razão do nome da casa. deu certo. tanto deu certo que, poucos anos depois, os irmãos atravessaram a rua e foram se instalar onde está o restaurante até hoje.

Atração imperdível da casa é a propria clientela. que fauna, leitor, que fauna! há atrações para todos os gostos. se quiser encontrar um sisudo juiz de direito, um rigoroso promotor de justiça, lá os há. está procurando um abastado comerciante, um capitão de indústria ou agiota de renome? fácil encontrar um exemplar às mesas do ki filé. professores da unb? de monte… alunas e alunos, idem. políticos, com mandato ou sem mandato, também os há. gente moça, gente velha. almirantes e brigadeiros, cientistas e jornalistas. há escritores e há poetas, há atletas e ex atletas, há os agradáveis e há os chatos. há os comuns e os nem tanto, há gente bela e há gente feia. bancários, dentistas e cabeleireiros, modelos e manequins, manicures tambem. um traço singular da casa: é um dos poucos locais onde as diferenças políticas não envenenam a conversa. ali bolsonaristas convivem civilizadamente com lulalivres, comunistas (os poucos que sobram) confraternizam com coxinhas. a esquerda convive com a direita na paz. de boa, brother. ninguém grita com ninguém por pensar de forma diversa um do outro. a clientela, por si só, já é motivo para frequentar o ki filé.

 

Os Cavalcante originais já abandonaram essa vidinha aqui em baixo, já subiram para outro lugar. lá em cima, Raimundo deve estar na cozinha, Anastácio no salão. este foi antes, contrariando a ordem natural das coisas: um acidente de carro – um valoroso opala, 6 cilindros – o levou, aos 53 anos de idade. isso foi em 2004. Raimundo ficou aqui por mais tempo. foi-se embora aos quase 70 de idade, dois anos atrás.

Hoje há três Cavalcantes à frente do ki filé: dois filhos do Anastácio, Roberto e Ricardo, e um do Raimundo, Eduardo. estão fazendo jus à tradição inaugurada pelos pais: comida boa, bebida honesta, preços decentes.

Para encerrar essas mal alinhavadas, agradecendo a paciência dos leitores que me suportaram até aqui, vai um comentário final: a generosidade de mario e emma bonazzi, a solidariedade do miguel da só reparos não cairam em terra ruim. ao contrário. raimundo e anastácio jamais negaram a qualquer de seus colaboradores apoio e estímulo. da mesma forma que aprenderam, ensinaram. que o diga o jarbas, o já famoso pardim. durante muitos anos garçon do ki filé, montou, bem ali do ladinho e com o apoio dos patrões e colegas, seu próprio negócio, que já vai se transformando também ele, em referencia de boteco na cidade.

Em tempo : não percam a feijoada das sextas, é mais que um evento; é um “happening”, um espetáculo de não se perder …

 

 

A nova cara da política em Brasília

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A nova cara da política em Brasília

Mais produtividade, ritmo, transparência e ação. O mais novo a ocupar a cadeira máxima na Mesa Diretora, expoente do Distrito Federal impõe um novo ritmo na Câmara Legislativa.

Por: Natasha Dal Molin
Fotos: Nubia Paula e Arquivo Pessoal

Com 35 anos e vindo da experiência na iniciativa privada, o distrital Rafael Prudente assumiu a Presidência da Câmara Legislativa e logo mostrou a que veio: antigas práticas, desatualizadas e burocráticas da Casa, estão sendo substituídas. Além disso, tem feito um trabalho excelente no ritmo dos projetos, e apoiando o que é prioritário para a cidade.

Rafael Prudente nasceu em Brasília. “Meus pais tem a história parecida com as de muitos que formaram a cidade”, diz, filhos de pai de Goiânia e mãe de Recife, que se conheceram na cidade. O pai era Geólogo e mãe veio com o avô, que era servidor da Embrapa, e depois da Emater, e também da Câmara Legislativa.

Casado com Pollyana Vaz Prudente há 7 anos e pai de dois filhos, Rafael, 6 anos e Samuel, 4 anos, foi em Brasília que Rafael teve a oportunidade de estudar e de se formar em Administração de Empresas.

 

 

Desde cedo mostrou empatia por essa parte empresarial e de empregos, e soube aproveitar a chance na empresa familiar. Mas não foi para cargo alto, não, mas para o almoxarifado da empresa. Com o trabalho, ele começou a galgar espaços maiores. Foi convidado para atuar em outra empresa, uma multinacional na área de tratamentos de resíduos, na qual trabalhou por quatro anos.

 

Com a exponencial carreira profissional, foi convidado pelo MDB para se filiar, o que lhe deu muito orgulho e honra. Partido grande, que tem história, o qual elegeu seu pai também e no qual permaneceu, mesmo com mais chances em um partido menor. A filiação foi sem pretensões de uma eventual candidatura, mas com uma vontade política de participar das discussões que envolviam os problemas da cidade.

Quando foi convidado pelo partido a participar das eleições, em 2014, já conhecia os problemas da cidade: “Fiz um desenho do que precisava defender”, recorda. E trabalharam muito para que desse certo e chegassem com um bom resultado nas urnas. “Visitei todas as regiões administrativas e, para uma pessoa que ninguém conhecia, mas com muito trabalho, consegui chegar em nono lugar”, lembra, com orgulho.

E em 2018 ele foi novamente eleito, numa votação que teve renovação de mais de 70% nos quadros da Câmara Legislativa. A vitória, segundo ele, foi fruto da avaliação do eleitor. “Não sou eu que avalio, mas os eleitores, de quatro em quatro anos”, explica. E aponta uma receita de sucesso: defendendo geração de empregos, tendo posicionamentos firmes contra aumento de impostos, na defesa do setor produtivo e do emprego das pessoas. Além das pautas que todo político deve ter: educação, saúde, segurança e fiscalização.

Vitória seguida em três campanhas

Aguerrido, Rafael Prudente conta que enfrentou recentemente três campanhas: a eleição nas urnas, no projeto do governador Ibaneis Rocha e na campanha para eleição da Mesa Diretora, alcançada com uma maioria de uma forma inédita. Mais jovem da legislatura passada, sua pouca idade também foi questionada na hora de disputar a Presidência da Câmara Legislativa.

O mais novo parlamentar a presidir a Casa, ele encara as tantas conquistas em tão pouca idade como responsabilidade: “Tenho que dar a resposta com atos”, sentencia. Oriundo da experiência na iniciativa privada, o presidente se orgulha em ter conseguido impor um ritmo diferente do início das outras legislaturas: “Cada deputado conseguiu aprovar um projeto de lei”, diz, emendando que os parlamentares retornaram do recesso legislativo antes do prazo previsto, o que nunca tinha acontecido.

Na visão do deputado, a Câmara Legislativa precisava dar esse retorno para a sociedade. O retorno antecipado, segundo ele, se deu para que fossem apreciados dois projetos que a população não podia esperar: o projeto que criava o serviço voluntário da Polícia Civil, assim como é com a PM, o que permite ter todas as delegacias do DF funcionando 24 horas. E outra, sobre o a expansão do modelo de gestão do então Instituto Hospital de Base para todas as Unidades de Pronto Atendimento e para o Hospital de Santa Maria, que fará com que até o fim do mês de abril todas as UPAs estejam em funcionamento, trazendo um desafogamento dos hospitais públicos do DF.

E o ritmo de apreciação dos projetos está elevado, e a intenção é que continue assim. Aprovaram no mês de março vários projetos relacionados às mulheres e conseguiram aprovar a prorrogação do prazo para as pessoas darem entrada na regularização de áreas rurais. Esse novo momento trouxe uma mudança de pensamento, no sentido de uma cultura de redução de impostos. “Redução ITCB, do ITDI. Podemos aprovar a redução do IPVA, há um projeto da Difal para o setor atacadista, para que as micro e pequenas empresas tenham condições de concorrer com empresas de estados vizinhos. O governador tem feito uma agenda extensa para manter empresas no DF. Precisamos gerar empregos”, avalia.

Mudança do eleitor

A extensa renovação nos Governos e Assembleias Estaduais, dos quadros da Câmara Legislativa, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, segundo Prudente, está sendo observada de perto pelo eleitor, que promoveu essa mudança. Na avaliação dele, os eleitores estão atentos para ver se essa renovação valeu a pena. Nesse sentido, seu empenho está em cumprir o que tratou durante a eleição, de forma muito consciente, falando a verdade, do que pode ser feito, do que não pode ser feito. E se mantendo perto da sociedade. “As pessoas não querem ver seus candidatos de quatro em quatro anos”, dispara.

Questionado se ele integra o que chamam de “Nova Política”, prontamente ele responde: “Não sei avaliar o que é a velha e nova política. As pessoas querem é que seus problemas sejam resolvidos. Dizem que a velha política é essa questão de troca de cargos. Não trabalhei com cargos no governo passado. E como chefe de poder, temos que preservar a autonomia para que as prerrogativas funcionem”, discorre.

Um de seus próximos desafios na agenda legislativa é pela regularização de terras. “Brasília precisa ser legalizada. Temos mais da metade das terras irregulares. O governo está fazendo um grande esforço para que possa regularizar o mais rápido possível. É uma ação que traz mais arrecadação para o Estado e segurança jurídica para os moradores”, diz.

Além disso, o distrital pontua que a cidade possui uma área rural extremamente produtiva e que poucas pessoas conhecem. “Precisamos investir em infraestrutura”, acrescenta, pois o setor agropecuário do DF é um dos maiores arrecadadores, segundo ele. A questão de crédito também precisa ser vista, segundo ele, para que o Banco (BRB) possa servir melhor à cidade.

Para Prudente, é vital para a cidade trazer de volta a retomada das grandes obras. “Brasília tem um percentual de endividamento pequeno, o menor dos estados da Federação. Devemos aproveitar a presença do poder público aqui para trazer as grandes obras que não vemos há muitos anos: BRT Sudoeste; BRT Norte, a ampliação do metrô para Asa Norte, de Samambaia, de Ceilândia; VLT do Aeroporto, passando pela área central”, pontua. Ele relembra o período intenso de obras na cidade nos governos Roriz e Arruda: “Brasília precisa ver isso acontecer novamente”, destaca.

A mais bela

Apaixonado pelo local que escolheu para viver, os olhos de Rafael brilham quando fala da cidade: “Brasília é única e precisa ser preservada. O grande desafio é manter a Biblioteca Nacional, o Catetinho… um dos grandes desafios e mostrar que Brasília é a cidade mais bonita do mundo! Foi uma cidade planejada, é única”, avalia.

Prudente defende que as pessoas precisam conhecer a história da cidade, como por exemplo os mil dias com que a cidade foi construída. E não poupa elogios para o passado, o presente e o futuro da cidade: “Temos um dos melhores aeroportos do mundo, mas as pessoas apenas passam por aqui. Brasília não perde nada para Washington, São Paulo e Rio de Janeiro. Fora que todas as decisões que acontecem no país saem daqui, da capital da República. Sou um entusiasta, admirador da cidade”, revela.

Dentre os desafios, ele aponta para manter o crescimento de forma organizada e ter serviços públicos de qualidade para toda a população. “A cidade continua crescendo, 100 mil habitantes por ano. A cada cinco anos, temos duas Luziânias aqui dentro”, compara.

Um objetivo o guia: deixar a cidade melhor do que quando assumiu o mandato. E um dos pilares é o zelo com o dinheiro público: “Da mesma forma que tomamos conta do nosso dinheiro, temos que ter com dinheiro púbico”, diz. Aos eleitores, ele manda uma mensagem: “Estamos trabalhando para que as coisas deem certo, para que ao final a gente tenha um reconhecimento de que foi positivo”, finaliza.

 

 

 

Brasília Palace recebe instalação de Athos Bulcão

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Brasília Palace recebe instalação de Athos Bulcão

Inauguração da obra integra as festividades do aniversário de 59 anos de Brasília

Para celebrar os 59 anos de Brasília, a PauOOctavio, o Brasília Palace e a Fundação Athos Bulcão farão uma dupla celebração no próximo sábado (27), com a instalação da obra que integrou a exposição “100 Anos de Athos Bulcão”, composta por cinco padrões de azulejos de autoria do artista, e o lançamento do catálogo ampliado e atualizado com seus projetos.

A instalação é um cubo, de 2,20m x 2,20m, cujas cinco faces são clássicos de Athos Bulcão. Os padrões de azulejos originais estão no Memorial da América Latina, em São Paulo; na passarela entre os anexos I e II do Ministério das Relações Exteriores, na Esplanada; no Instituto de Artes da UnB, em Brasília; no Shopping Del Rey, em Belo Horizonte; e no Edifício Niemeyer, também localizado na capital mineira.

A instalação foi feita para comemorar o centenário do artista e passa a integrar a paisagem do Brasília Palace, que já possui duas obras de Athos Bulcão. A obra ficará nos jardins laterais da entrada do restaurante Oscar. Primeiro hotel da Capital Federal, inaugurado em 1958, o Brasília Palaca tem duas obras de Athos Bulcão em seu acervo, um painel de azulejos com padrão azul e branco e uma pintura mural.

Já o catálogo atualizado é composto por 325 trabalhos do artista, entre pinturas, máscaras, projetos, painéis de azulejos, gravuras, desenhos, fotomontagens, estudos, objetos, figurinos de ópera e paramentos litúrgicos. Na nova versão, foram incluídos um desenho, três estudos, três figurinos, uma pintura e 34 projetos arquitetônicos.

BR SA Coletivo de Artistas encena espetáculo de rua inspirado em clássicos de Shakespeare

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BR SA Coletivo de Artistas encena espetáculo de rua inspirado em clássicos de Shakespeare

 Temporada de Hipóteses para Shakespeare a Céu Aberto tem sessões no Parque da Cidade, no Taguaparque e nas cidades de São Jorge e Alto Paraíso (GO)

BR SA Coletivo de Artistas celebra dez anos de fundação do grupo e seis anos da estreia de Hipóteses para Shakespeare a Céu Aberto

O Distrito Federal guarda a tradição de levar os palcos às ruas, tamanha é a quantidade e qualidade de grupos de teatro que dedicam suas narrativas às apresentações a céu aberto pela cidade. Dentre estes grupos, o BR SA Coletivo de Artistas se destaca há dez anos em meio à comunidade cultural candanga. Para celebrar uma década em plena atividade, e seis anos da estreia de um dos espetáculos mais bem-sucedidos de seu repertório, o grupo reencena e sai em turnê pelo DF e Goiás com Hipóteses para Shakespeare a céu aberto.

A temporada tem início no final de semana dos dias 11 e 12 de maio, às 20h e 19h, respectivamente, quando o grupo se apresenta no Parque Ana Lídia do Parque da Cidade (ao lado da Administração do Parque). De lá o grupo segue para duas sessões na Chapada dos Veadeiros (GO), sendo a primeira no dia 18 de maio, às 20h, na Praça do Artesão de São Jorge; e a segunda no dia 19 de maio, às 19h, na Praça do CAT de Alto Paraíso. Por fim, o grupo se apresenta nos dias 1o e 2 de junho, às 20h e 19h, no Centro Cultural do Taguaparque, Taguatinga.

Hipóteses para Shakespeare a céu aberto nasceu do desejo de falar de amor, com processo de pesquisa mergulhado na obra de William Shakespeare. Na peça, dois consagrados textos do autor inglês se misturam: as histórias de Romeu & Julieta, e de Hamlet, cujos personagens vivem a hipótese de um encontro pós-morte em um lugar denominado “Undiscovered Country”. Romeu, Julieta, Hamlet e Ofélia, então, reencenam suas tragédias sob a exigência de traçar um novo destino à história de seus personagens. E se Hamlet conhecesse Julieta, e Ofélia se entregasse para Romeu? Que fim teriam estes clássicos?

Após oito meses de trabalho e pesquisa em improvisação, criação, experimentação de músicas, som e fúria, BR SA Coletivo de Artistas estreou a peça em 2013 e no ano seguinte já chegou aos palcos do Cena Contemporânea, maior festival de teatro do Centro-Oeste. Eis que seis anos depois da estreia, a formação original do espetáculo retoma suas atividades, sob a direção do experiente Denis Camargo e assistência e dramaturgia de Lidiane Araújo, em elenco formado por Ana Vaz, Luciana Matias, Medro Pesquita e Pedro Caroca.

O espetáculo faz referências a outro clássico, Seis personagens em busca de um autor, texto basilar no estudo do teatro, do italiano Luigi Pirandello, e ainda ganha participações do próprio William Shakespeare e de uma de suas personagens mais icônicas: Lady Macbeth. Hipóteses para Shakespeare a céu aberto é ancorado pela trilha sonora autoral de Marco Michelângelo, executada ao vivo por Káshi Mello e Lucas Muniz. O projeto é apresentado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Governo do Distrito Federal, com apoio do IESB, da Pizzaria Lua Nova e do Restaurante da Nenzinha, e todas as sessões têm entrada franca, com classificação indicativa livre.

Sobre o BR SA Coletivo de Artistas

É um grupo híbrido cujos integrantes possuem formação acadêmica em diversas áreas artísticas, o que permite ao coletivo contar com uma diversidade de profissionais envolvidos na valorização do ato criativo. Hipóteses para Shakespeare a céu aberto (2013) é o quinto espetáculo desenvolvido pelo BR SA, que trabalha desde setembro de 2009 através de processo colaborativo. Suas investigações cênicas reiteram a sustentabilidade do coletivo na produção teatral.

Ficha Técnica

Espetáculo: Hipóteses para Shakespeare a céu aberto

Livremente inspirado emHamlet e Romeu & Julieta de William Shakespeare e Seis personagens em busca de um autor de Luigi Pirandello

Direção: Denis Camargo

Dramaturgia e assistência de direção: Lidiane Araújo

Atores: Ana Vaz, Luciana Matias, Medro Pesquita e Pedro Caroca

Músicos: Káshi Mello e Lucas Muniz

Trilha sonora original: Marco Michelângelo

Preparação vocal: Pedro Souto

Preparação corporal: Ana Vaz

Cenografia: Cléber Lopes e Denis Camargo

Figurino: Andréa Patzsch e Denis Camargo

Costureiras: Anedina, Maria Aparecida e Wanderly

Maquiagem: Ju Welasco

Iluminação: Denis Camargo

Fotografia: Thiago Sabino

Cenotécnico: Beto Galdino e Lupe Leal

Projeto Gráfico: Verlindo Comunicação

Produção: Kamala Ramers e Lupe Leal

Assessoria de Imprensa: Guilherme Tavares/Um Nome Comunicação

Realização: BR S.A. Coletivo de Artistas

Serviço – Hipóteses para Shakespeare a céu aberto

No Plano Piloto

Datas: 11 e 12 de maio de 2019 (sábado e domingo)

Horários: Sábado, às 20h. Domingo, às 19h

Local: Parque Ana Lídia do Parque da Cidade (ao lado da Administração do Parque)

Em São Jorge (GO)

Datas: 18 de maio de 2019 (sábado)

Horários: Sábado, às 20h.

Local: Praça do Artesão de São Jorge

Em Alto Paraíso (GO)

Datas: 19 de maio de 2019 (domingo)

Horários: Sábado, às 19h.

Local: Praça do Artesão (Praça do CAT) de Alto Paraíso

Em Taguatinga

Datas: 1o e 2 de junho de 2019 (sábado e domingo)

Horários: Sábado, às 20h. Domingo, às 19h

Local: Centro Cultural do Taguaparque

Entrada franca

Classificação indicativa: Livre

Realização: BR SA Coletivo de Artistas

Apoio: IESB, Pizzaria Lua Nova e Restaurante da Nenzinha

Patrocínio: Fundo de Apoio à  Cultura do Governo do Distrito Federal

Artista sonoro vi~nau lança recriação de Geraldo Azevedo em noite de música experimental “Correnteza” será lançado em evento na Casacájá

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Artista sonoro vi~nau lança recriação de Geraldo Azevedo em noite de música experimental

“Correnteza” será lançado em evento na Casacájá

O ambiente sertanejo e nostálgico de “Suíte Correnteza”, fonograma de 1977 de Geraldo Azevedo formado pelas canções “Caravana”, “Talismã” e “Barcarola do São Francisco”, é recriado por vi~nau em uma turbulenta viagem sonora. Em seu novo projeto solo, o produtor musical e artista sonoro candango Matheus Vinhal lança “Correnteza” em uma noite de música experimental na Casacájá. A programação, que contará também com Malena Stefano e Drendiela, começará às 17h com ingressos variando entre R$ 5 e R$ 10.

Com um trabalho voltado para a música de vanguarda, Vinhal já se apresentou em cidades como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Em sua nova encarnação artística – vi~nau – ele se prepara para uma ousada releitura da MPB com o álbum “Correnteza”. Além da produção do disco, vi~nau realiza as programações de samples, concepção e composição dos temas.

Em sua carreira musical, Vinhal é também criador do projeto Cigarras. O coletivo de improviso sonoro de Brasília ganhou destaque internacional através da Wire, importante revista britânica de música e práticas sonoras experimentais, que incluiu uma faixa em destaque na edição de janeiro da publicação. Além disso, o coletivo conta com outra composição na edição mais recente da coletânea Below the Radar, organizada pela revista.

Matheus Vinhal também faz parte de outros grupos de improviso sonoro como Escória do Basalto, V ÃO e Muito Nasty, e atua como produtor musical, tendo mixado, por exemplo, o primeiro disco da Escória do Basalto, além de faixas para a canadense Arielle e o jordaniano Omran. Em “Correnteza”, ele decanta os temas e sons presentes na canção original, atravessando o ambiente sertanejo da música de Geraldo Azevedo em uma viagem sonora que por vezes parece aludir ao movimento dos barcos ou à fluidez dos rios e cachoeiras.

Já Drendiela é uma artista mineira que cresceu em Brasília. Juntando a paixão por música e por descobrir coisas novas, após afastar-se da cena do trance, ela inicia-se na música eletrônica com baixos BPMs e novas pesquisas musicais nos gêneros downtempo, ambient e experimental. Drendiela passou a produzir suas próprias músicas de uma maneira intuitiva e descontraída, buscando criar uma atmosfera sensorial, cinematográfica e sinestésica. Completa a noite a artista sonora Malena Stefano. Ela é cantora, compositora e cineasta e lançou dois EPs e seu álbum de estreia “Sentimental” no ano passado.

A Casacájá fica na Rua dos Eucaliptos, Casa 7 em Brasília.

SERVIÇO

Vi~nau lança “Correnteza”

Data: 28/04/2019 (domingo)

Horário: 17h

Local: Casacájá

Endereço: Rua dos Eucaliptos, Casa 7, Brasília – DF

Preço: R$ 5/ R$ 10 (Ingresso colaborativo)

Classificação: Livre