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O cisne negro veio de caminhão

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O cisne negro veio de caminhão

Por Fausto Freire

Dizem que a posição antípoda do Brasil está situada, majoritariamente, no Oceano Pacífico, entre as Filipinas e o Japão. Antípoda é a localização geográfica diametralmente oposta a outra. Eu, cá, tenho minhas dúvidas. Para mim, o ponto mais distante do Brasil está situado em Brasília. Aqui, o aconchego do salário certo e generoso, no fim do mês, faz do burocrata de plantão um ser seguro de si mesmo e alheio aos burburinhos alhures. É como um batalhão de Marias Antonietas surpresas pelo clamor da plebe, diante da falta de pão: “Por que não comem brioche?” E eles nem sequer suspeitam que, ato contínuo a essa indagação, ergue-se a guilhotina…

A paralisação do transporte rodoviário por todas as estradas brasileiras era um desastre que não entrava nos cálculos de probabilidade. Mas ele estava latente. A ilusória imagem criada pelo governo Dilma, após a vitória nas eleições de 2013, de que o país voltaria a crescer e que a crise havia ficado para trás, foi o pano de fundo, a rotunda, do último ato da tragédia econômica, política e social que nocauteou o Brasil. Econômica, política e social, nesta ordem, se sucederam os atos do drama, cuja encenação se manteve além do impeachment.

Uma certa euforia, produzida por uma injeção de adrenalina no coração do Brasil, levou uma parcela dos agentes econômicos a investir e contrair dívidas para reforçar seus investimentos. Foi o caso do setor de transportes, encorajado pela redução de IPI e facilidades de crédito. O BNDES comandava a festa, distribuindo vantagens, principalmente para os amigos da rainha de copas.

Michel Temer é apenas mais um protagonista da mesma comédia. Um coadjuvante de pouca monta que roubou a cena, literalmente.

Encastelado no Planalto Central, a milhares de quilômetros de qualquer manifestação da atividade produtiva, Temer iniciou sua jornada em busca de vitórias e aplausos. Cercado pelo encorajamento dos bajuladores, até o santo peca, e Temer não é exatamente o que se possa chamar de santo.

Suas investidas na direção do sucesso foram suficientes apenas para salvar sua pele das duas tentativas de apeá-lo do trono. O tecido político do Congresso, sujo e esgarçado, foi frágil demais para sustentar um projeto de renovação institucional. A frustração diante das reformas, vitais para o país, levou ao rebaixamento da credibilidade nacional junto às agências de classificação de risco.

Temer passou a gerenciar as pequenas causas. Remendar ministérios; investir contra o caos da segurança pública, no Rio de Janeiro; transferir refugiados econômicos da Venezuela, de Roraima para outros estados; fazer pequenos ajustes na educação nacional… nada capaz de elevar a hipotermia de seus índices de aprovação, perante a opinião pública.

Duas façanhas, no entanto, animavam o Presidente: a salvação da Petrobras e os números do Banco Central. De fato, a Petrobras, que já era considerada pelo mercado internacional como uma empresa falida, conseguiu se reerguer e alçar voo. Claro que seu voo não foi o de um condor. Foi apenas um voo com dor. Deixou plumas e muita matéria orgânica para trás, mas foi melhor que o óbito. O Banco Central, por sua vez, conteve a inflação e reduziu a taxa de juros. Entretanto, o preço foi alto. A gangorra dos preços, para manter a inflação baixa, pendeu pelo peso de mais de 13 milhões de desempregados.

A maior taxa de desemprego da história, manteve um contingente de famílias impedidas de consumir, levou insegurança aos que mantiveram seus empregos, achatando salários e reduzindo o consumo a níveis críticos. O comércio e os serviços viram-se impedidos de elevar preços ou, mesmo, corrigir as perdas com a inflação. Esta equação manteve os preços artificialmente contidos.

O mercado é inimigo de artificialidades, por muito bem maquiadas que elas se apresentem. Embora o comércio não tivesse alternativa de crescimento, nem os serviços, de expandir seus horizontes, a inflação baixa camuflava uma bomba cujo potencial explosivo foi ganhando tanto mais força, quanto mais comprimido ele era mantido.

A parcela empregada da população economicamente ativa, foi mantida sob a ameaça de perda iminente de seu emprego, o que impede qualquer cristão, ou ateu, de reivindicar melhoria salarial.

Para um burocrata brasiliense, esse é o melhor dos mundos. Mas esqueceram de combinar com os caminhoneiros. Tanto para autônomos, quanto para empresários, a situação do setor se tornou insustentável. O investimento feito, em 2014, na renovação da frota, embutiu juros pesados. No quadro utópico do crescimento artificial, esses juros se diluiriam no tempo, mas quando a realidade se impôs, a euforia virou ressaca. E a realidade foi cruel: comércio e serviços achatados levaram à redução dos fretes. Corrigir as perdas se tornou impraticável em face de um mercado paralisado. Nessa altura entra a cereja do bolo. A Petrobras passa a corrigir seus preços segundo as flutuações internacionais do dólar e do petróleo, diariamente.

Ora, não é possível manter os preços congelados artificialmente, como fez o governo do PT, não é mesmo? Isso é verdade, mas a forma foi totalmente equivocada. Resulta que os preços no mercado internacional flutuam, tanto do dólar, quanto do petróleo. Porém, essas variações não são simultâneas, nem simétricas. Elas flutuam para cima e para baixo, de forma independente. Já as correções diárias, ditadas pela Petrobras, acompanham essas variações, mas seu resultado no mercado produziu um efeito perverso.

Quando a Estatal eleva o combustível, o novo valor é aplicado imediatamente no posto, antes mesmo da compra do novo produto. Já quando ele cai, ainda que de forma modesta, essa variação não se aplica na ponta. O processo que vai da Petrobras até a bomba, é mediado por várias etapas e todas aplicam as correções para cima, mas, por segurança, não reduzem na mesma proporção. Deste modo, as correções se transformam numa linha de crescimento contínuo.

Não haveria nenhuma perda para a Petrobras, se ela praticasse suas adequações de preço, por períodos mas dilatados. Da mesma forma, ela obteria a segurança diante das perdas. As variações diárias no preço dos combustíveis, tornaram-se um fator de imprevisibilidade insuportável para o transporte. Operando com margens próximas de zero, o risco das variações em períodos muito curtos impedem a empresa de um mínimo de planejamento, o que é totalmente impraticável. Já o transportador autônomo é ainda mas vulnerável, pois não dispõe de capital de giro para amortecer o choque das perdas temporárias.

Os caminhoneiros já viveram momentos de estresse, mas nunca algo como o que ocorre hoje. Ao longo dos anos, o setor aprendeu, com seus próprios erros, como fazer uma paralisação bem sucedida. Hoje, o chofer de caminhão sabe exatamente o que é preciso, em termos de logística, para sobreviver durante um longo período, ameaçado pela repressão policial e até militar. De qualquer forma, o caminhoneiro não tem alternativa. Sua sobrevivência está comprometida e nenhuma ameaça será pior do que a própria realidade atual.

Por outro lado, as ameaças do governo podem impedir que os caminhoneiros obstruam as estradas, mas nada pode obrigá-los a continuar a transportar cargas amargando prejuízos. Essa constatação é demasiado abstrata para um burocrata brasiliense.

A reação explosiva do transporte rodoviário foi o que Nassim Nicholas Taleb chama de Cisne Negro (The Black Swan). Cisnes Negros são eventos que não entram nos cálculos de probabilidade, mas, caso ocorram, podem produzir impactos extremamente elevados. É um bicho raríssimo, na natureza. Uma espécie de outlier difícil de ser observado, mas que pode aparecer um dia e, quando isso acontece, os efeitos são desconcertantes. A imagem do Cisne Negro foi criada pelo filósofo escocês David Hume, nos anos 1700, justamente para questionar o “Pensamento Indutivo”, ou seja, o pensamento que generaliza um fenômeno, ou uma conclusão a partir de uma experiência singular.

Foto: Adriano Machado

O governo Temer não avaliou corretamente o peso deste Cisne Negro. Menosprezou o alcance e a extensão do potencial estrago decorrente da paralisação das estradas. Induziu, erroneamente, que a categoria dos transportadores não representavam uma verdadeira ameaça. Suas primeiras interlocuções com os representantes do setor foram totalmente equivocadas. A mise-en-scène televisiva de Padilha, com os motoristas chapa-branca, produziu efeito contrário ao desejado. A encenação, que pretendeu jogar a opinião pública contra o setor, foi desastrosa. O governo foi incapaz de compreender a situação caótica pela qual o setor atravessa e o quão longe eles poderiam chegar.

Os pronunciamentos do Presidente da República só acrescentaram desgaste à sua imagem desbotada. Os efeitos do Cisne Negro não vão cessar, mesmo após a liberação das estradas. Tudo conspira contra a permanência de Temer no Planalto. O fato de faltarem poucos meses para as eleições, não é uma garantia de vitória do cisne branco sobre o cisne negro.

1º Festival Nacional de Teatro de Bolso

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1º Festival Nacional de Teatro de Bolso

Serão apresentados 8 espetáculos de graça ao público de 05 a 10 de junho de 2018 no Espaço Cultural H2O, que fica no Recanto das Emas

O Festival foi criado no intuito de valorizar a produção cultural das regiões administrativas do DF, representando a autonomia criativa das cidades que estão na periferia de Brasília e dos teatros de bolso, geralmente mantidos pela iniciativa privada dos mais diversos artistas. O coordenador do projeto, Kacus Martins, é ator e produtor. Para este projeto contou com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). A produção é assinada por Albergue Lima. A equipe de curadores que irá avaliar as propostas de apresentação é composta pelos artistas Miquéias Paz, Paulo Russo e Eloísa de Fátima Cunha.

Espetáculos do Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo serão apresentados gratuitamente ao público do Recanto das Emas, promovendo um intercâmbio entre as diferentes linguagens teatrais. Artistas como Claudio Falcão, Renata Bittencourt, Vitor Placca, Lucas Sancho e Djalma Ramalho também estarão na programação. Haverá também premiação de R$2.000,00 para Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Diretor, além de R$3.000,00 para o Melhor Espetáculo. Os jurados serão artistas e representantes da produção cultural brasiliense.

O Projeto possui fomento do FAC – Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e promete uma programação diversificada.

 

Serviço:

Data: De 5 a 10 de Junho de 2018
Hora: Confira a programação
Local: Espaço Cultural H2O – Quadra 101 Conjunto 12 Loja 07 – Recanto das Emas/DF

 

Programação:

05/06 – TERÇA-FEIRA

17h – Abertura Oficial com Cortejo de artistas na cidade do Recanto das Emas.
18h – Feira de Artesanato com comunidade local.
19h30 – Apresentação do espetáculo convidado “O Felizardo”, com a Cia Ovorini/MG.

06/06 – QUARTA-FEIRA

16h – O Menino Feio (Cia. de Teatro Caricaturas/SP) – Através da manipulação de bonecos, a história narra o conflito de um garoto que dá asas à sua imaginação para criar suas próprias histórias. (Classificação: Livre)
21h – Absurdos (Nenhuma Cia. de Teatro/ MG) – A peça é uma coletânea de cenas inspiradas no Teatro do Absurd e chama a atenção para temas como a vida contemporânea, a monotonia e a relação com os outros. (Classificação: Livre)

07/06 – QUINTA-FEIRA

16h – Você Volta Amanhã? (Trupe Trabalhe Essa Ideia/ DF) – As histórias conflitos e dúvidas de duas amigas levam o público a assistir a apenas uma das personagens, separadas por um muro. (Classificação: Livre)
21h – Dias de Setembro (Núcleo O Ator Maestro/ SP) – Um rapaz num apartamento decide escrever uma carta para o ex-namorado. Na comédia dramática ou drama cômico, o espectador interfere de forma direta no espetáculo, vivendo com a personagem um pouco da derrota do amor idealizado. (Classificação: 14 anos)

08/06 – SEXTA-FEIRA

16h – Aurora (Cia. Mapati de Teatro/DF) – O monólogo de Tereza Padilha narra conflitos de uma personagem que perde o filho e o marido durante a ditadura militar. (Classificação: Livre)
21h – O Desmonte (Vitor Placca e Amarildo Felix/ SP) – O espetáculo trata da chegada de tempos tristes em decorrência do fim de um relacionamento amoroso. Um homem avesso a amigos e a visitas vive só e recebe, na madrugada de mais uma noite solitária, uma visita inesperada: um Rato – que surge para destruir tudo e dar novo sentido à sua vida. (Classificação: 14 anos)

09/06 – SÁBADO

16h – Crônico Cômico (Claudio Falcão/ DF) – O primeiro stand up comedy de Claudio Falcão apresenta suas divertidas personagens em dramas que se tornam inusitadas comédias. (Classificação: Livre)
21h – Quando se abrem os guarda-chuvas (Fernanda Pimenta/ GO) – A peça apresenta a história de Conceição, uma senhora de 75 anos que recebe um telefonema de um amor da juventude, mudando o futuro que ainda lhe resta.(Classificação: Livre)

10/06 – DOMINGO

21h30 – Premiação dos espetáculos
22h30 – Show Musical com o Grupo Terra Molhada – Local: Céu das Artes.

Ingressos
Entrada franca
*Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio.

Coleção Alto Inverno

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Zinc lança coleção Alto Inverno

A ênfase é nos acessórios em veludo, nos ponchos e nas pashiminas

É chegada a nova coleção Alto Inverno da Zinc (314 sul e Sudoeste), que dá ênfase nos acessórios em veludo, em especial as bolsas, brincos e colares. Ponchos e pashiminas também estão fortemente presentes na coleção, além da sessão de vestidos longos para casamentos.

E, para celebrar a nova coleção em grande estilo, Flávia Oliveira, proprietária da Zinc, recebeu, na última quarta-feira, 23 de maio, às 19h, na unidade da 314 sul, a renomada cirurgiã plástica Tatiana Turini para um bate papo sobre técnicas de tratamentos estéticos de rejuvenescimento e o que há de novo na cirurgia plástica. Tatiana exibe um currículo de peso, sendo Membro especialista e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Membro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica e Membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética.

Na ocasião, os convidados desfrutaram de um delicioso coquetel com Buffet da Rosa’s Café e espumante Cava Ramiro II Brut Rosé, da Del Maipo, e ainda puderam tirar dúvidas sobre procedimentos faciais e íntimos. Não houve quem não ficasse encantado com as peças novas, cheias de qualidade e estilo. Jornalistas e influenciadoras digitais também marcaram presença para registrar os achados da noite.

Lugares para comemorar o Dia Mundial do Hambúrguer em Brasília

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Indiana

Lugares para comemorar o Dia Mundial do Hambúrguer em Brasília

Confira dicas para celebrar a data da melhor maneira!

 

Veggie Burger

No dia 28 de maio é comemorado o Dia Mundial do Hambúrguer. Uma das comidas mais adoradas e consumidas mundo afora, não tem quem resista à guloseima. A iguaria teria sido criada no século 13 pelos mongóis, se espalhando pela Europa até chegar a Hamburgo, na Alemanha, de onde vem o nome. De lá para cá, foram criadas inúmeras versões do lanche, inclusive opções vegetarianas. Para celebrar tal data da melhor maneira, separamos opções deliciosas para o dia não passar em branco!

O restaurante Bhumi Cozinha Orgânica e Saudável (113 Sul), por exemplo, oferece o Veggie Burguer (R$ 24,90) de berinjela com castanha, envolto em pão integral de nozes, com um toque adocicado de cebola caramelizada e molho de iogurte com salsa e hortelã, que confere um gosto leve e refrescante. Essa é uma opção que vale a pena ser experimentada não só por veganos e vegetarianos, mas por todos que gostam de experimentar novos sabores.

Uma ótima dica para fazer uma comemoração antecipada é o evento “Belini Burger de Rua”, que acontece todas as quintas e sextas-feiras na calçada da Belini Café – The Coffee Experience (114 Sul), das 17h30 às 22h. Lá é possível provar um suculento Hambúrguer de fraldinha (feito no dia, com 180g de carne), envolto em pão de brioche artesanal, com cheddar ou muçarela de búfala derretida e maionese da casa. O melhor: essa delícia sai com um preço promocional de R$ 19,90. Além disso, há ainda os hambúrgueres do cardápio fixo da casa. Por R$ 35,90, você pode ter a oportunidade de se deliciar com o irresistível Hells Burguer. Os 360 g de hambúrguer de filé mignon, cobertos por uma quantia caprichada de cheddar derretido, deixam qualquer um feliz.

Outro bom local para visitar no dia é o restaurante Carpe Diem (104 Sul). Para o cardápio da noite, o chef Fernando La Rocque criou o French Burguer (R$ 30). A deliciosa combinação de sabores inclui hambúrguer, gorgonzola, crocante de bacon, molho parmesão, cebola caramelizada e fatia de tomate. Ele vem acompanhado de batata frita e molho de queijo. Mas se bater a vontade de um gosto mais clássico a pedida certa é o Burguer Clássico (R$ 30), de hambúrguer, queijo, cebola, bacon, tomate e mostarda da casa, acompanhado de fritas.

Hamburgão Bolonhesa

No Varanda Dudu Bar, o Hamburgão Bolonhesa (R$ 29,90) representa muito bem a casa quando se trata da guloseima. Recheado com hambúrguer, salada, maionese, ovo mexido, bacon crocante, cebola na chapa e duo de queijos, não tem como ficar de fora dessa!

E é claro que não tem como deixar o 389 Burger de fora dessa! Com o cardápio renovado, o local conta variadas opções de hambúrgueres, como o Texas (pão australiano, bastante bacon, hambúrguer de picanha 200g, tomate fresquinho, double cheddar e maionese da casa – R$22,00), e o Indiana (pão artesanal, maionese du chef, hambúrguer de 200g, tomate fresquinho, cebola caramelizada e double cheddar – R$ 22,00). A rede ainda tem deliciosos belisquetes. Entre eles, o Petisquim (linguicinha de minas – produção artesanal, acompanhada de chips de mandioca, R$25,00), e o Onion Rings (anéis de cebola empanados e fritos – R$10,00).

Com tanta sugestão, basta escolher e se deliciar durante as comemorações do Dia Mundial do Hambúrguer!

Serviço

Bhumi Cozinha Orgânica e Saudável

Endereço: CLS 113 Bloco D Lojas 33 e 34 – Asa Sul
Horário de funcionamento: segunda-feira a sábado, das 8h às 22h. Domingo e feriado, das 8h às 16h.

Telefone: (61) 3345-0046

Belini Burger de Rua

Belini Café – The Coffee Experience

Todas as quintas e sextas-feiras, das 17h30 às 22h

Atração Musical Marvyn – Todas as quintas, das 18h às 21h

Endereço: 114 sul – Bloco B – Loja 07

Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 9h às 22h

Telefone: (61) 3554 – 9005

Carpe Diem

Endereço: Asa Sul Comércio Local Sul 104 S 01

Horário de funcionamento: de segunda-feira a domingo, das 12h à 0h

Telefone: (61) 3325-5301

Varanda Dudu Bar

Endereço: Avenida Jacarandá, lote 19, lojas 1,2 e 3 – Águas Claras (Referência – Rua de frente para o Batalhão da Polícia Militar)

Horário de funcionamento: quinta e sexta-feira das 17h às 2h, sábado e domingo das 12h às 2h.

Telefone: 61 3382.8830

389 Burger Planaltina

Endereço: Praça do Museu

Horário de funcionamento: das 17h às 23:30h segunda a sexta /das 17h à 0h sábado e domingo

389 Burger Sobradinho

Endereço: Quadra 06/08

Horário de funcionamento: das 17h às 23:30h segunda a domingo

Delivery todas as lojas

Telefone: 3389-0021

Horário de funcionamento: das 18h às 23h segunda a sexta e 18h às 23:30h sábado e domingo

389 Burger Formosa

Endereço: Setor Central

Horário de funcionamento: Das 17h30 às 23h30 segunda a sexta /das 17h à 0h sábado e domingo

Deputado distrital Rafael Prudente responde por improbidade administrativa

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Deputado distrital Rafael Prudente responde por improbidade administrativa

Segundo MPDFT, o parlamentar praticou ato de improbidade administrativa por não observar a LRF na aprovação da Lei Distrital nº 5.975/2017

O Ministério Publico do DF, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária (Pdot) ajuizou no dia 18 de maio, ação por improbidade administrativa contra o deputado distrital Rafael Prudente (MDB). Na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF/CLDF), o parlamentar relatou o projeto que criou o Programa Pró-50 Anos, no qual afirmou, em parecer oral, aos seus pares, responsáveis pela votação da matéria relatada, que a renúncia fiscal não ocasionaria qualquer impacto financeiro. Essa não é a primeira ação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) contra agentes públicos por irregularidades na aprovação de renúncia de receitas. Em 2016, cinco pessoas foram alvo de ação de improbidade, inclusive o governador Rodrigo Rollemberg.

Na sessão em que o PL 261/2015 foi aprovado, em 7 de dezembro de 2016, Prudente emitiu apenas parecer oral pela aprovação, afirmando “não haver qualquer óbice e nenhum tipo de impacto financeiro”. No entanto, a concessão de incentivo fiscal a empresas que contratarem trabalhadores de 50 anos ou mais, por abatimento de Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) representa renúncia fiscal, com consequente impacto na arrecadação dos cofres públicos já bastante combalidos.

De acordo com o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), como norma geral, devem ser apresentadas estimativas de impacto orçamentário-financeiro, bem como as medidas de compensação para a concessão de benefícios ou incentivos fiscais. A inobservância das regras de concessão de benefícios fiscais prescritas na lei ou em regulamentos constitui ato de improbidade. Além disso, há também no DF a obrigatoriedade de realização de estudos de impacto e de viabilidade da renúncia fiscal em lei sancionada em 2015, pela própria Câmara Legislativa, que é determinante para a concessão de qualquer benefício fiscal ou creditício, o que também não se observou durante a tramitação do referido projeto de lei.

No entendimento das Pdots, as omissões praticadas pelo parlamentar devem ser objeto de avaliação legal e imposição de penalidade, a fim de se resguardar a legalidade, a moralidade e a transparência na concessão de benefícios fiscais para a esfera privada com dinheiro público. “Infelizmente, os governantes locais, seus secretários e os parlamentares insistem em propor e autorizar a manutenção de benefícios fiscais sabidamente prejudiciais ao Distrito Federal no longo prazo e que acabam se tornando, invariavelmente, objetos de discussão judicial, os quais, quase que na totalidade, são tornados nulos, pois não observam as normas constitucionais e legais”, explica o promotor de Justiça Rubin Lemos.

Se for condenado, Prudente pode perder a função pública, ter os direitos políticos suspensos pelo prazo cinco anos, pagar multa, bem como ficar proibido de contratar com o Poder Público por cinco anos.
(MPDFT)

Brasília perdeu ontem um pouco do seu sabor. A cidade está um cadinho menos temperada.

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Brasília perdeu ontem um pouco do seu sabor. A cidade está um cadinho menos temperada. Morreu ontem, aos 70 anos de idade, o conhecido (e gostado de todos) Raimundo, chefe de cozinha do restaurante Ki Filé, ou Cavalcante.

Luiz Humberto de Faria Del’Isola

O “Grande Chef Raimundão”, como eu insistia em chama-lo, teve uma parada cardíaca e foi-se embora. O cearense/ candango vinha fazendo dialise diariamente há cerca de quatro anos. Contra a opinião de filhos, sobrinhos e amigos, insistia em ir para a cozinha. Teimosia, seu nome era Raimundo! Com o seu avental invariavelmente respingado de rabadas, feijoadas e cassulês, era impossível evitar que ele entrasse na cozinha do restaurante ‘para ver se estava tudo direitinho’.

Raimundo e seu irmão Anastácio fizeram de tudo um pouco na capital para onde vieram, ainda nos anos 60. Acharam o seu rumo junto às panelas, pratos e copos do famosíssimo restaurante La Romanina, do casal Mario e Emma Bonazzi, referencia gastronômica do início da cidade. Ali tomaram gosto por cozinhar e servir, aprendendo com quem sabia (e como sabiam, os Bonnazi!).

Tendo aprendido, foram à luta por conta própria e criaram em 1984, um boteco, na SQN 405 norte. Era um boteco mesmo, não passava disso. Pé sujo autentico, da melhor cepa. Lá começaram a servir cerveja gelada, pinga boa e uma comida das mais honestas da cidade. Pratos grandes, sem frescurinhas de “nouvelle cuisine’ ou de comeres saudáveis. Nada disso: comida muita, pratos grandes, rabos e tripas, feijões e torresmos.

O boteco virou restaurante, atravessou a rua, foi para 405, e lá está desde o remoto ano de 1991. A clientela sempre foi uma das atrações do boteco/restaurante. Que fauna, amigos, e insisto: que fauna! De tudo um pouco. De doutores da UnB a malandros da usura, de comunistas albaneses – que ainda os havia, nos tempos iniciais- a pefelistas de alto coturno. Isso sem falar nos inevitáveis cachaceiros chatos, que não existe boteco bom sem a presença deles.

De jornalistas famosos a advogados, os de porta de cadeia e os de sustentações orais em frente a togas protocolares. Todos tinham um ponto em comum, por mais que diferente pensassem, por maior que fosse a distância entre conta bancária de um e de outro. O ponto comum era o Raimundo. Todos o amavam, e eu o amava também. Impossível não gostar do mestre Raimundão, ‘avental todo sujo de ovo”, como na antiquíssima musiquinha de Dia das Mães.

Ainda bem que deixaram semente boa, os Cavalcante: filhos e sobrinhos que, se não suprem a falta dos originais – que há ausência que não se supre – pelo menos tocam com garbo e honestidade o boteco/bar/restaurante que herdaram e que, esperamos, não nos deixem sem a rabada das quartas e a feijoada das sextas.

O velório será hoje (24/5), às 13hrs na Capela 01 do Campo da Esperança, na Asa Sul. O sepultamento será às 16hrs.

Vai em paz, Grande Chefe Raiumundão.