A Banda Profans mostra sua irreverência na capital federal
Catarina Barroso
Que Brasília é a capital do rock todo mundo já sabe, bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, Biquini Cavadão, Ultraje a Rigor, Raimundos e, mais recentemente, Scalene saíram do quadradinho e ganharam o mundo.
Clipe ‘A gente não tem praia’
Essa pegada rock in roll também inspirou outro conjunto da capital, a Banda Profans. Formada em 2003, e chamada na época de Profanos, buscavam um estilo música hardcore, com uma pitada de sarcasmo e irreverência, inspirado no estilo de Raimundos, Mamonas Assassinas e Nirvana.
Formada por Thiago André (vocal), conhecido como pinguinha, Weslei Lima (guitarra), Edgar Bedel (contra-baixo) e Marcelo Baqueta (bateria). Em 2006 a Banda Profans lançou o Projeto Aneztezia, trazendo letras associadas ao contexto social e com melodias mais voltadas ao pop rock, aos poucos a banda foi evoluindo musicalmente e em 2008 começam a se influenciar também pelos estilos: reggae, maracatu, carimbó, baião, funk, jazz, entre outros.
No ano de 2012 foi quando a banda passou a se chamar Profans, e começaram a gravar algumas demos, sem grandes produções. A primeira gravação foi da música ‘Fim de tarde’ em parceria com produção independente.
Atualmente a banda tem uma levada mais voltada para o reggae e busca trazer mensagens mais positivas e alegres nas composições autorais. O último lançamento foi a música ‘Sente a Vibe’, o vocalista Thiago André fala do estilo da banda que foi se moldando com o tempo, “o rock brasileiro tem um pitada de cada coisa, bandas como Raimundos e Charlie Brown Jr., por exemplo, tem o hardcore, mas também o maracatu, o baião. O Profans também tenta fazer isso, puxamos muito para o raggae, que tem uma aceitação forte em Brasília, e alguns ritmos do norte”.
Capital do rock autoral?
Sobre a fama de Brasília como capital do rock, o vocalista critica a falta de espaço para as bandas autorais, e diz que são inúmeras as bandas boas que surgiram na capital, mas que “a cultura do Rock autoral em Brasília está defasada”. Thiago defende ainda que é necessária uma mobilização governamental e empresarial para abrir o setor do rock autoral pára que seja valorizado, fazendo jus à fama de ‘capital do rock’.
Sessão Solene em homenagem ao Dia Nacional da Mulher
As deputadas Celina Leão (Progressista) e Telma Rufino (Pros) participaram de homenagem ao Dia Nacional da Mulher, nesta sexta-feira (27), no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Em nome da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Legislativa do DF, as deputadas Celina Leão e Telma Rufino, homenagearam cerca de 70 mulheres por essa data tão especial e importante que é o Dia Nacional da Mulher, comemorado no próximo dia 30 de abril.
Essa data foi instituída em 1980, através da lei nº 6.791, de 9 de junho do mesmo ano, em homenagem à Jerônima Mesquita, uma enfermeira brasileira que liderou o movimento feminista no Brasil, o Movimento Bandeirante, que tinha como principal objetivo, promover a inserção da mulher em todas as áreas da sociedade. Jerônima esteve envolvida também, na Criação do Conselho Nacional das Mulheres.
Assim como o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de abril, o Dia Nacional da Mulher, também homenageia e lembra a luta das mulheres na conquista de seus direitos. Ambas as datas impõem a reflexão, principalmente, sobre a igualdade de gênero.
O Dia Nacional da Mulher, não é devidamente difundido no país, mas a data tem como objetivo, conscientizar, diminuir, ou até mesmo erradicar todo o preconceito e a desvalorização que acometem as mulheres.
A data foi criada para reforçar o desenvolvimento e reeducação social sobre os direitos que as mulheres devem ter na sociedade. Isso porque, ao longo dos anos, as mulheres enfrentaram muitas restrições nas diversas sociedades predominantemente machistas e patriarcais.
Embora o mundo atual passe por uma transformação em termos de culturas e ideias, o sexismo influencia negativamente as mulheres, já que as mesmas ainda, sentem as diferenças em relação ao sexo oposto como: salários mais baixos, violência, jornadas excessivas de trabalho, desvantagens que atrapalham a qualidade de vida e o crescimento da carreira profissional.
A bebida tem sido cada vez mais vislumbrada pelos estrangeiros do que pelos próprios brasileiros
Lorena Braga
É muito comum para os turistas da região Sul do país colocar em seus roteiros de viagens visitas a vinícolas e alambiques. Porém, essa trajetória se restringe apenas a essa parte do Brasil, sendo que a produção de cachaça passa por grande parte do nordeste, do sudeste, como é o caso de Minas Gerais, e do Centro-oeste, como o Goiás.
A origem do nome “Cachaça” é desconhecida, mas pode-se encontrar algumas definições. Uma delas é que a palavra vem do castelhano Cachaza que significa vinho de borra. Outro possível significado é que o nome seja de origem africana. Mas segundo Silveira Bueno em seu Dicionário Escolar da Língua Portuguesa ele afirma que: “Cachaça era sinônimo de porco (cachaço) e de porca (cachaça). Como a carne fosse dura, molhavam-na com aguardente para amaciá-la. Passando assim, o nome de porca (cachaça) a significar aquela aguardente que hoje todos conhecemos com o nome de cachaça”.
Ao longo dessa matéria você poderá conhecer mais sobre essa iguaria e suas diversidades.
História
A aguardente é uma bebida de alto teor alcoólico, obtida por destilação de cereais, frutas, raízes, sementes, tubérculos, castanhas, vinhos, plantas, melaços e gramíneas. A cachaça, uma aguardente obtida por fermentação e destilação das limpaduras do suco da cana ou das bordas do melaço.
Os primeiros a saborear algo parecido com o que atualmente conhecemos como cachaça foram os Egípcios. Bem, eles não “saboreavam” exatamente, o que eles faziam era curar um eventual mal estar, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.
Já os Gregos, no Tratado de Ciência escrito por Plínio, que viveu entre os anos 23 e 79 d.C., registram o processo de obtenção da acqua ardens – a “água que pega fogo” – absorvendo, com um pedaço de lã, o vapor da resina de cedro, do bico de uma chaleira. Ao torcerem a lã, obtinham o líquido chamado alkuhu.
Os Portugueses absorveram a tecnologia de destilação criada pelos árabes e iniciaram a destilação do bagaço da uva, produzindo a bagaceira, que bem pode ter sido o embrião para o surgimento da nossa cachaça. Eles trouxeram para o Brasil a cana-de-açúcar do sul da Ásia.
Porém a cachaça como conhecemos atualmente é genuinamente nacional. Sua história remonta ao tempo da escravidão quando os escravos trabalhavam na produção do açúcar da cana de açúcar. O método já era conhecido e consistia em se moer a cana, ferver o caldo obtido e, em seguida deixá-lo esfriar em fôrmas, obtendo a rapadura, com a qual adoçavam as bebidas.
Com o tempo esta bebida foi se aperfeiçoando, passando a ser filtrada e depois destilada, sendo muito apreciada em épocas de frio. O processo de fermentação com fubá de milho remonta aos primórdios do nascimento da cachaça e permanece até hoje com a maior parte dos produtores artesanais.
A fabricação
O processo de produção da cachaça artesanal é custoso e cheio de detalhes – uma verdadeira obra de arte. Fazer cachaça é, ao mesmo tempo, ciência, arte, paixão e sabedoria. Tudo é feito com muita calma, cuidado, esmero. Por isto, “artesanal”.
Senhor Galeno
Apesar de feita exclusivamente do caldo de cana, sem a adição de produtos químicos, cada cachaça carrega características de seu produtor, o alambiqueiro.
Um produtor que têm crescido muito no mercado de cachaça aqui na região, é o senhor Galeno Monte, o responsável pela maior produção na região há mais de 30 anos, fazendo o mesmo processo de fabricação da cidade em que morava em um município de Fortaleza-CE. O Alambique Cambéba fica cerca de 80km de Brasília, está localizado na Serra do Ouro, um trecho da BR060 que foi batizado assim pelos bandeirantes. O local ainda é vizinho ao Outlet e a fábrica da cerveja Heineken.
É um lugar incrível, onde se pode fazer uma visitar guiada pelo próprio senhor Galeno e conhecer como acontece toda a produção artesanal da cachaça Cambéba, além de ser um lugar com uma vista espetacular do cerrado.
O Tour
Para quem deseja saber mais sobre essa produção, a visitação guiada é realizada aos finais de semana e feriados, às 12h00s e às 15h00s. Neste tour é possível conhecer todas as instalações de produção e a adega subterrânea, com exceção dos meses de maio, setembro e outubro que é quando ocorre a fabricação.
A Adega
A Adega fica cinco metros abaixo do nível do solo. É o lugar onde ficam os barris para o envelhecimento da cachaça. A cachaça Cambéba tem várias opções ao gosto do cliente na versão pura e envelhecida, de 1, 3, 5, 7 e 10 anos. Depois de conhecer todos os processos vem a parte que o visitante gosta mais, a degustação. Nesse momento é possível experimentar todas as cachaças produzidas e no final ainda tem a brincadeira do Vira, Vira, Vira, Vira, Vira, Vira, Vira, Vira, Vira, Virou! Comandada pelo senhor Galeno.
Em conversa com o proprietário ele explica o porquê decidiu trazer o alambique para o centro-oeste. “No lugar onde eu morava lá no Ceará, houve uma desapropriação para a construção de um porto, sem lugar para ir decidir vi para Brasília, a fim de um projeto audacioso visando o mercado externo. Escolhi o Cerrado pela proximidade com as Embaixadas, com o público estrangeiro e das rodovias que ligam várias capitais. Não fui para Brasília, pois lá não produz uma tradição de cachaça e pensando em mercado isso não seria bom para o nome da cachaça. A tradição no Goiás traz um valor maior”, explica o senhor Galeno.
Ele completa falando sobre o diferencial da Cambéba: “O nosso atrativo é que a bebida é orgânica e do cerrado”. Esse ano o objetivo da produção é chegar ao mercado europeu.
A relação do Brasileiro com a Cachaça
A maior parte da produção da Cachaça Cambéba é exportada, ou seja, ainda é pouco difundida no Brasil. De acordo com Engenheiro Agrônomo, Thiago Galeno Monte, filho do Sr. Galeno, isso se deve pela desvalorização que o brasileiro produziu sobre a bebida, valorizando mais o que vem de fora. “A cachaça é genuinamente brasileira, como a Tequila tem o México, o whisky dos Estados Unidos. Porque não valorizar a nossa bebida, fazer de forma que ela tenha a mesma qualidade dos os outros produtos, nos ainda temos vergonha de tomar uma cachaça perto de um whisky, isso tem que acabar. Eu acho que hoje através de várias competições internacionais é comprovado que a cachaça pode ser tão boa ou até melhor do que qualquer outro destilado”, afirma Thiago.
Para ele o que tem tornando a bebida artesanal ainda forte no mercado é a união entre os produtores. “Eu gostaria que o governo vestisse a camiseta da cachaça artesanal e pudesse tornar esse um produto em grande crescimento no país, no exterior e que fosse valorizado como algo que faz parte da cultura brasileira, não só em pequenas regiões” desabafa o engenheiro agrônomo.
O restaurante bistrô
Restaurante
Thiago é o responsável pelo Bistrô do alambique que possui apenas dois anos de existência. A ideia de monta-lo veio a partir da necessidade de ter um espaço em que os visitantes pudessem degustar a cachaça não só na forma liquida, mas também em alimentos sofisticados.
Atualmente para almoçar o jantar no restaurante é necessário fazer reserva para não ficar sem lugar. O recomendado é que o visitante faça o pedido e depois vá para o tour. O almoço é servido de terça a sexta-feira de 11h00 às 15h00, nos sábados, domingos e feriados das 11h00 às 17h00. O jantar é somente aos sábados das 18h00 às 23h0.
O cardápio do restaurante é montado e produzido pelo chef de cozinha Junior Lacroix formado na escola francesa Le Cordon Bleu, na França. Ele conta com o apoio da auxiliar de cozinha Tainara da Costa e em alguns finais de semana com a estudante de gastronomia e filha do Sr. Galeno, Márcia Brasil que tem planos de montar uma unidade do Bistrô em Brasília.
Márcia Brasil, Chef Junior e Tainara da Costa
Todos os pratos, da entrada até a sobremesa, são feitos com a cachaça Cambéba. Tem opções de carnes vermelhas, frutos do mar, massas e risotos. E, para acompanhar, excelentes bebidas.
O espaço do Bistrô pode ser utilizado para a realização de eventos como casamentos, festa de 15 anos, aniversário e entre outros. Possui capacidade para 96 pessoas no espaço interno e 64 no espaço externo.
Novidade do Cambéba
Em 2007 o alambique fez uma parceria com a Universidade Federal do Goiás, pois existiam poucas pesquisas cientificas sobre a cachaça. A partir dessa união várias pesquisas de mestrados e doutorados foram feitas, tendo até mesmo trabalhos apresentados no exterior. A pesquisa se baseou em estudos de fermentação em diferentes tipos de barris nacionais, como a castanheira, bálsamo e amburana.
Pensando nisso será lançada esse ano uma edição comemorativa de livro com um blend de todas essas cachaças chamado Cachaça envelhecida em Madeiras Tropicais. Serão produzidos em torno de 1000 a 1500 unidades.
Nomenclaturas
Desde que a cachaça é cachaça, sempre teve o nome de cachaça. Mas os que bebem, gostam de chamá-la de um jeitinho especial. Tem aqueles que batizam a cachaça com sinônimos: aca, aguardente, birita, cana, caninha, calibrina, cumbé, caiana, caxixi, marato, monjopina, parati, pinga, tafia, tiquirá, uca, etc
A história deste país foi movida a cachaça, não dá para fugir. Antes de ser um produto econômico, uma mercadoria, a cachaça é uma façanha da gente brasileira, uma das mais belas e autênticas expressões da nossa cultura.
Confira a Galeria de Fotos do Alambique Cabéba
Fotos de Lorena Braga
Serviço
Alambique e restaurante Cambéba
Endereço: Rodovia BR 060 | Km 21, Serra do Ouro, Alexânia GO-sentido Goiânia / Brasília, à direita, 300m antes do Outlet Premium Brasília.
São 42 vagas imediatas para praças músicos e corneteiros, com remuneração inicial de R$ 5.245,41. Interessados podem se inscrever até 10/5
A Polícia Militar do Distrito Federal reabriu o período de inscrições do concurso público para soldados músicos e corneteiros. São 42 vagas imediatas, com remuneração inicial de R$ 5.245,41. Os interessados podem se inscrever até o dia 10 de maio.
As datas prováveis de aplicação das provas objetivas e da redação também foram alteradas. Os candidatos ao cargo de músico farão a avaliação no dia 30 de junho, e de corneteiros, em 1º de julho.
A seguir, a seleção prevê exames de aptidão física, provas práticas instrumentais, atestados de saúde e investigação da vida pregressa.
Para participar, é necessário nível superior completo em qualquer graduação, ter entre 18 e 30 anos na data da inscrição e possuir altura mínima de 1,65m se for do gênero masculino, e 1,60m se do sexo feminino. A taxa de inscrição é de R$ 88. Para fazer a sua, acesse aqui.
Chefs e produtores da Aliança de Cozinheiros Slow Food comandarão as oficinas dessa vez, com receitas focadas nos produtos do Cerrado.
O Pátio Gourmet de maio está cheio de novidades. Depois de duas edições com os chefs da FIC Brasile, Federação Italiana de Cozinheiros, agora as aulas gastronômicas no shopping serão comandados pela Aliança de Cozinheiros Slow Food, priorizando produtos regionais do Cerrado. Os encontros continuam sendo sempre às quartas-feiras, a partir de 19h30. As aulas são gratuitas e acontecem toda quarta-feira, às 19h30. Inscrições podem ser feitas pelo telefone 2107-7404
A primeira aula, no dia 2 de maio, será com a chef Eliane Regis, que vai ensinar o público a fazer panquecas do cerrado. Na semana seguinte, dia 9, a produtora de frutos do Cerrado, Ana Maria Romeiro, vai mostrar passo a passo como criar um licor de pequi. Já no dia 16 de maio, a chef e mestre pimenteira Priscila Ávila ensinará a fazer uma deliciosa geleia de cagaita com pimenta. E, para fechar a programação do mês, haverá uma degustação de frutos do cerrado no dia 23, com a chef Ana Paula Jacques.
Para participar em qualquer uma das aulas, basta se inscrever antecipadamente pelo telefone do Pátio Gourmet: (61) 2107-7404. O espaço das aulas é todo adaptado para o preparo dos alimentos, com capacidade para até 24 pessoas por oficina, e fica no 3º piso do Pátio Brasil. As inscrições abrem sempre uma semana antes da aula.
Confira abaixo a programação:
PÁTIO GOURMET DE MAIO
Aulas gastronômicas gratuitas toda quarta, com a Aliança de Cozinheiros Slow Food
2/5: Panquecas do Cerrado, com a chef Eliane Regis
9/5: Licor de pequi, com a produtora slow food Ana Maria Romeiro
16/5: Geleia de cagaita com pimenta, com a chef e mestre pimenteira Priscila Ávila
23/5: Do mato ao prato – degustação de frutos e pratos do cerrado, com a chef Ana Paula Jacques
No mês das mães realize um sonho de menina junto com sua filha!
Mãe e filha podem viver a magia de ser sereia! O momento é registrado com fotos, e pode-se aprender a usar uma cauda de sereia na água com toda a segurança. As sereias ainda ganham um certificado internacional!